
Sugestão para uma boa prenda de Natal :
Nos bastidores de Hollywood, livro de autoria do jornalista
Mário Augusto, que quase todos conhecemos das entrevistas passadas na SIC com as chamadas grandes estrelas de Hollywood. O livro fala do outro lado dessas entrevistas e inclui um DVD com 90 minutos de material inédito. Os direitos de autor não ficam no bolso do Mário. São entregues a instituições que ajudam crianças com deficiências.
Mas este livro remete-me para uma fase inicial da carreira do
Mário Augusto, um autêntico lutador para conseguir ser profissional daquilo que gostava : Comunicação Social. Numa fase inicial o Mário andou pela rádio e pela imprensa. Muito novo, entrevistou-me há uns vinte anos a propósito da
Íntima Fracção e de um outro programa, esse diário e de características muito diferentes -
Boomerang. A entrevista foi para um jornal de espectáculos que talvez poucos ainda recordem :
Extra. Por essa altura, encontrei o
Mário Augusto, eu e ele em trabalho, no tristemente extinto FICIJ - Festival Internacional de Cinema para a Infância e Juventude, em Tomar. Recordo-me de uma longa conversa sobre o Festival que tivemos, em directo, para a RDP. Num improvável estúdio situado num enorme pavilhão/armazém onde se encontrava o apoio à Comunicação Social. Foi a primeira vez que o
Mário Augusto esteve tanto tempo em antena. Depois, ainda colaborou durante um tempo com o programa, falando, claro, de cinema. Tinha ainda tempo para acompanhar a equipa do longínquo, mas excelente,
Jornalinho, um programa infantil da RTP. E trazia para a Inês
merchandise do programa, assinado pelos elementos da equipa e com dedicatória.
Depois, ainda fomos contemporâneos na
Antena 1 até à minha saída para a
TSF. Pouco depois, com a chegada da
SIC, o Mário, que é de
Espinho, acabou por integrar a redacção no
Porto e foi a partir daí que as aventuras hollywoodescas se lançaram. Também na
SIC, embora em centros diferentes, acabámos por nos cruzar.
Nos últimos anos, uma década talvez, uns telefonemas esparsos e uns encontros fortuitos no
Cinanima. Pouco. E pouco porque o Mário é um entusiasta do que faz e, para além de tudo isto, um homem bom, simples e modesto. Gosto de recordar o nervoso miudinho com que estava naquela longínqua conversa comigo, em directo, na RDP, e verificar como agora trata com o maior à vontade Tom Hanks, Banderas, e mais umas centenas.
Só mais uma coisa : para mim, tanto cinema, tanto cinema, mas o Mário gosta mesmo é de fazer rádio - Os Dias da Rádio !