ESTOU DESOLADO E INCONSOLÁVEL.

Morreu Nina Simone.

Uma das minhas referências faleceu ontem com 70 anos. Um prodígio ao piano (tocava aos 4 anos), era de uma família pobre e de negros. Nos EUA não era o melhor para se crescer. Foi ajudada por um professor que sentiu ali a existência de uma fora-de-série. Com 10 anos, em 1943, deu o primeiro concerto como pianista. Os pais, que estavam na primeira fila, foram "retirados" para um lugar "lá atrás" para que brancos ocupassem os lugares da frente. Esta experiência foi determinante. Para além de uma extraordinária pianista e cantora, veio a tornar-se numa combatente pelos direitos cívicos dos negros.









Em 1974, desiludida, abandonou os EUA. Nunca mais voltou. Viveu em vários países, mas acabou por se fixar em França.

Conseguiu cantar quase de tudo, de uma forma que mais ninguém atingiu. Não estava nunca ultrapassada.

A minha preferência vai para a versão de Nina de "Don't let me be misunderstood".

Chamava-se Eunice Waymon, mas o nome artistico vinha de "nina" (menina) e "simone", da actriz francesa Simone Signoret.

A Doutora Nina Simone era Doutora honoris-causa em Música e Humanidades.

Nunca vi Nina ao vivo, mas conheci os autores do video-clip de "My baby just cares for me".

Uma compilação saída em Julho de 1989 tem um conjunto notável de interpretações de Nina."The High Priestess Of Soul", já se sabe, não morreu. É uma das tais que se ausentou. Discos (50 álbuns, pelo menos) e vídeos estão aí para o confirmar.







O azul entre as núvens e a representação do azul numa máquina de vender água.

Será sempre o mesmo azul ? "Almost blue " - Chet Baker.




Já ninguém quer levar um destes bonecos para casa. Já não há quem queira fazer de Capitão Gancho na Terra do Nunca. Nem mesmo a Inês.




Um pedaço de azul entre as núvens.
ÍNTIMA FRACÇÃO

19 / 20 de Abril de 2003



# Dakota Suite : A view of the sea

# The Softies : Sleep away your troubles

# Barry Adamson : Everything happens to me

# Departure Lounge : Equestrian skydiving

# The Microphones : Instrumental

# The Microphones : The moon

# Teenage Funclub : Who loves the sun

# Velvet Underground : Who loves the sun

# Azure Ray : For no one

# Melvin Amina : Over the rainbow / What a wonderful world



# Buffallo Springfield : Expecting to fly

# The Softies : My empty arms

# Bright Eyes : Something vague

# Bob Dylan : Knocking' on heavens door

# Cat Power : Knocking' on heavens door

# Murcof : Mes

# Lemon Jelly : Closer

# Lambchop : Flick

créditos finais sobre # Peggy Lee : We'll meet again

música suplementar # Chet Baker : Almost Blue



textos : " Ao longo da costa, com o mar sempre à vista. Azul claro, azul escuro. Até muito longe, sem qualquer receio, sem dia certo de regresso. Livres para as novas imagens e os novos sons. Partir em busca da vontade de regressar." (F.A.)

" Não querendo ficar encerrado na noite à espera da cíclica vinda do cometa, retomando-lhe o rosto, o rasto luminoso, temporário, ilusório. Não querendo nada para sempre, apenas procuro a eternidade, a ausência de dúvidas." (F.A.)

" Quem não poisou os dedos sobre o marfim amarelecido das teclas de um velho piano, não sabe olhar através de uma vidraça imperfeita. O seu olhar não poderá nunca ultrapassar o fino vidro de som seco. Não sentirá a distância, o abandono. E a distância não se mantém constante. O que era longe é agora perto. O que estava perto, está agora longe." (F.A.)

" Um som silencioso, diria. Um som puro, o sonho. Esquecer a linguagem, abrir a boca e cantar ao acaso. A memória posta na invenção. (...) Mas dir-se-ia apenas um canto partindo das nuvens. As nuvens acastelando-se sobre o sol. O sol abrindo brechas e escapando-se. Dir-se-ia apenas : uma voz vindo do espaço. O etéreo. O imaterial. Apetece dizer : à memória dos gestos gravados no ar." (Jörg Olssön)



Páscoa. Coelhinhos, ovos ... amêndoas. O "senhor prior já não visita ninguém". As viagens para o sol estiveram esgotadas.

Anda alguém no jornal Público a escrever por mim.
Eu gosto deste disco.







Não está tão distante do universo da IF como pode parecer. Li que foi gravado no quarto do Sam (Samuel, não ?), em Chelas, num sétimo andar. Não sei mais nada.

Sei que é puro e tem bom gosto.
É rigorosamente da época da "Crise de 69". Bob Dylan, que já tinha avisado que os " tempos estão a mudar " e que entretanto tinha tido um bruto "estoiro" de moto, gravava uma coisa doce que nem parecia dele : "Lay lady lay".







O álbum que tem esta canção, chama-se "Nashville Skyline" e saiu a 9 de Abril de 1969.

Apaixonei-me por "Lay lady lay". Juntamente com Manuel Vasco Miranda, que um ano depois partia para a Bélgica para seguir uma carreira inicialmente ligada à Fotografia e depois à Publicidade e às Artes Gráficas, gravámos uma bobina de fita magnética inteira só com esta canção. Assim, nas longas noites de estudo, projectos e conversa, a fita rolava sem parar no reprodutor e não tinhamos que voltar a pôr o disco. Era simples.

Um ano depois, demo-nos a outro exagero. Em vésperas da fuga dele para a Bélgica, durante uma semana fomos sempre à sessão das 6, no velho S. Jorge, ver os "Beijos Roubados" do Truffaut. Todos os dias tinhamos dúvidas sobre esta ou aquela cena, um ou outro plano. O segundo balcão do S.Jorge foi uma segunda casa. Uma espécie de casa de uma tia, onde se ia lanchar. Lembro-me que chegámos a ir ver o filme mais uma vez para tirar uma dúvida "angustiante" : Antoine Doinell (J-P. Léaud) dizia "passe-moi LA Coca" ou " LE Coca " ?!

Neste filme encontrei uma velha canção de Charles Trenet, " Que reste-t-il de nos amours? ". De vez em quando passa pela IF. É excelente para criar a sensação de nostalgia, de passado ... de um passado muito passado.

"Je tourne autour de la question qui me tourmente depuis trente ans : le cinéma est-il plus important que la vie ?" (François Truffaut)







Beijos Roubados - François Truffaut - 1968
Há 34 anos, um rapaz chamado Alberto, estudante em Coimbra, levantou-se em frente do Presidente da República e pediu para falar. Não parece feito de se lhe tirar o chapéu. Mas foi. Em 1969, levantar-se na segunda ou terceira fila de um anfiteatro em dia de inauguração e pedir ao Presidente da República para falar em "nome dos estudantes", dava prisão. Foi o que aconteceu passadas umas horas. Alberto Martins, quando se levantou do seu lugar naquela manhã de 17 de Abril de 1969, ajudou Portugal a não ser nunca mais o mesmo. Ainda bem.







Alberto Martins sempre me pareceu uma pessoa serena e levemente triste. Faz parte de uma geração que parece ter cumprido a sua missão. Três meses depois do acto de coragem de Alberto, o Homem chegou à Lua. Dizem. 34 anos depois, não há uma única página na net sobre a "Crise Académica de 1969". "Então, é assim ..." !
"Je n'ai jamais écrit,



croyant le faire,



je n'ai jamais aimé,



croyant aimer,



je n'ai jamais rien fait



qu'attendre



devant la porte



fermée."



Margueritte Duras



Duras, tem uma entrevista aúdio publicada num álbum duplo dos Disques du Crepuscule (com fundo de piano tocado por Virginia Astley), em que diz : " Eu não gosto da minha voz. Ela é justa. Não é falsa. A maior parte das vozes são falsas. Sobretudo as vozes dos comediantes."

É isto que me ocorreu para dizer no Dia Mundial da Voz.

Nesse dia, o melhor seria verem-se imagens de gente a escrever.

Nesta, é a própria Duras que escreve.



Um pouco de humor, ou talvez "com o humor me enganas" ! Haverá alguma relação entre a IF e a serotonina ?

Para completar este "post" e até porque já falei desta canção há uns largos posts atrás, descobri na web esta pérola.



A propósito do 19º aniversário da IF, no fórum que um ouvinte criou desfiaram-se lembranças de programas de autor na rádio. E vai sempre tudo dar ao mesmo : os programas de autor é que eram ! ...

A rádio, como está, parece não estar.




A Íntima Fracção é para ser ouvida com atenção. Não serve : a escuta dentro de carros em movimento que não sejam muito silenciosos; a escuta em rádios colocados sobre os balcões de restaurantes de bitoques; a escuta em balcões de roulottes de venda de cachorros ou farturas; a escuta em pequenos rádios a pilhas sem qualidade aúdio; a escuta em salas de jogos electrónicos. Não serve, mas aceita-se.

A Íntima Fracção é feita para ser ouvida com headphones no quarto; na sala, em boas aparelhagens; nos carros parados ou a andar lentamente; em rádios portáteis na praia (à noite) ou no meio do campo; num quarto escondido e perdido no meio da cidade; sózinho, a olhar para a janela; com as lágrimas ou a esperança a rebentar. A Íntima Fracção é para ser gravada e ouvida quando se quiser. A IF serve para desenhar com os ouvidos.
ÍNTIMA FRACÇÃO

12 / 13 Abril 2003

19 anos



# Beach Boys : God only knows ( apenas vozes )

# Beth Gibbons and Rustin' Man : Show

# Laibach : The long and winding road

# Labradford : Soft return

# Belle Chase Hotel : Living room ( Arkham Hi-Fi vocal mix edit )

# António Carlos Jobim : Chega de Saudade

# Air : Ce matin la

# Holger Czukay : Persian love



# Brokeback : In the reeds

# Murcof : Mes

# Tom Waits : I'm still here

# Lambchop : I can hardly spell my name

# Suicide : Surrender

# Cat Power : Knockin' on heaven's door

# Tim Hardin : How can we hang on to a dream

# The Langley Schools Music Project : God only knows

# Scott Walker : Only myself to blame

# Piano Magic : Dark secrets look for light



créditos finais sobre # Brian Eno, Daniel Lanois e Roger Eno : Always returning

música suplementar # Peggy Lee : We'll meet again



textos : " Conheci um guitarrista que dizia ' a minha amiga rádio '. Sentia um parentesco menos com a música do que com a voz da rádio. A sua qualidade sintética. A sua voz única, distinta das vozes que a atravessam. A sua capacidade de transmitir a ilusão de gente a grande distância. Dormia com a rádio. Falava para a rádio. Acreditava numa Terra Longínqua da Rádio. Como achava que nunca encontraria esta terra, reconciliou-se consigo mesmo limitando-se a ouvir a rádio. Acreditava que tinha sido banido da Terra da Rádio e condenado a errar eternamente pelas ondas sonoras, ansiando por um posto mágico que o devolvesse à sua herança há muito perdida." (Sam Shepard)

" Uma Íntima Fracção da noite chega e espreita, como quem ouve, mas não quer ser ouvido a não ser através da voz dos outros." (F.A.)

" É noite. O vento passa. Por onde terá passado ? Aqui, as vidraças recebem-no. E há sons que vêm de longe. Percorreram noites e noites. Esperámo-los sempre porque os conhecemos e sabemos que vinham." (F.A.)

" Chega-se à Íntima Fracção da noite num momento para escutar e deixar livre o quadrado imaginário, onde lágrimas e esperanças riscam o escuro como se fossem cometas. " (F.A.)

" O apaixonado não é aquele que tenta e não consegue, mas aquele que não tenta. Qualquer coisa referível fica sempre aquém do verdadeiro objectivo do apaixonado, o qual portanto nunca tenta seja o que for que se conceba. O apaixonado possui o rosto branco, o rosto do silêncio." (João Wiborg)

" Não deixes o melhor para o fim, começa pelo melhor. Pode ser que o menos bom e o pior não cheguem a ter lugar." (Jörg)





" Conheci um guitarrista que dizia ' a minha amiga rádio '. Sentia um parentesco menos com a música do que com a voz da rádio. A sua qualidade sintética. A sua voz única, distinta das vozes que a atravessam. A sua capacidade de transmitir a ilusão de gente a grande distância. " Sam Shepard
Faz hoje 19 anos que foi para o ar a primeira emissão da Íntima Fracção. Na Antena 1 (1984-1989) e, a maior parte da sua vida, na TSF (desde 1989).

Sem estúdios auto-operados, havia a presença de um técnico de som que garantia a qualidade técnica do mesmo. Não tenho como verificar o nome do técnico de apoio à primeira emissão da IF. Talvez através de registos que possa haver na RDP, com escalas de serviço. Será muito pouco provável. Na memória, tenho uma vaga ideia de ter sido um destes : Horácio Trindade, Figueiredo Rodrigues ou Alfredo Rocha.

A primeira IF abriu com "Radio Prague" dos OMD. Quem estiver interessado em ouvir esses sons (não se trata propriamente de uma música) encontra-os no álbum "Dazzle Ships" (1983).







O primeiro texto lido foi a tradução da letra de "Transmission", dos Joy Division (álbum "Still"). A primeira música foi igualmente essa. Num fade-out lento, esse som torturado deu lugar ao universo-IF. A encenação radiofónica.







Não existe, que eu saiba, nenhum registo dessa primeira emissão. Se alguém a tiver gravada (o que deve ser improvável dado o facto da IF ser, na altura, um programa de rádio que não foi objecto de qualquer promoção), agradeço que me deixe fazer uma cópia.

De qualquer forma, quero agradecer a alguns coleccionadores de gravações da IF, por me terem fornecido algumas que, tendo sido marcantes, eu não possuia.

Ao longo dos anos, fui-me cruzando com ouvintes que gravaram emissões da IF. Foi sempre uma surpresa e uma grande emoção.

A Íntima Fracção é apenas um eco dos corações, das lágrimas e das esperanças dos seus ouvintes.

Com a emissão do próximo sábado, a IF entra no 20º ano.

Sempre pouco para dizer, muito para escutar e tudo para sentir.

"Há um traço azul no futuro incandescente".
ÍNTIMA FRACÇÃO

5 / 6 de Abril, 2003







# The Clash : Charlie don´t surf







# Roger Watres and the bleeding heart band : Extracto de Folded Flags







# Lakshmi Shankar : I am missing you







# Lili Boniche (remix por Bill Laswell) : Alger Alger Dub







# Durutti Column : 4 Sophia







# Brokeback : Everywhere down here







# Elvis Presley : Love me







# Howe Gelb : Available space







# Roger Eno e Lol Hammond : Sky becomes a loop











# Cat Power : Keep on running







# The Softies : Sleep away your troubles







# Azure Ray : For no one







# Go-Betweens : Something for myself







# Calla : Astral







# Beth Gibbons and Rustin' Man : Romance







# Goldfrapp : Forever







# Lee Hazlewood : The night before







# Calexico com Valerie Leulliot : Sundown sundown







suporte para créditos finais # Al Caiola : Wheels







# Black Box Recorder : The new Diana







música suplementar de acerto # Howie B. : Maniac Melody



Textos : " Na nostalgia do nosso eu gigante reside a nossa bondade. E essa nostalgia existe em cada um de nós. Mas em alguns esta nostalgia é uma torrente que rola impetuosa em direcção ao mar, transportando os segredos das ladeiras das colinas e o cântico da floresta ;

e, noutros, é um ribeiro calmo que se perde pelos cantos e pelos meandros e que se espreguiça antes de chegar ao rio."

" Os vossos filhos não são vossos filhos. São os filhos e filhas da nostalgia da vida por si mesma. Eles vêm por meio de vós mas não são de vós,

e, apesar de estarem convosco, não vos pertencem."

" Na noite escura nós chamamos uns pelos outros. E quando as nossas vozes se juntam e chegam ao coração do céu, a Morte faz uma pausa e ri-se, depois troça de nós e marcha em frente, olhando para o Crepúsculo longínquo."

" Quando chegou a Noite e o Sono espalhou o seu manto pela face da terra, deixei a minha cama e caminhei em direcção ao mar, dizendo : O mar nunca dorme e na sua vigília está o consolo para uma alma sem sono." ( Khalil Gibran )
Sugestões para o fim-de-semana.

Ouvir a Íntima Fracção. Passa Lili Boniche remisturado por Bill Laswell.

Boniche é um judeu argelino que canta em lingua árabe com mistura de francês. Um caso complicado para alguns ouvidos do momento. Fez uma carreira fulgurante na Argélia. Saiu de casa da família com 10 anos ( ! ) para aprender música. Aos 15, tinha um programa na Rádio Alger. Torna-se uma vedeta da canção argelina. Actua em França. De repente, larga tudo por causa de uma condessa. Compra 4 salas de cinema. Fica sem nenhuma depois da independência. Vai para França. Abre um restaurante. Abandona. Vende material de escritório. Já com 70 anos volta ao grande público e grava. Uma voz entre a alegria e a nostalgia. O judeu árabe que diz : " Cantarei sempre música oriental.".







Já agora. Se estiver bom tempo vá a uma esplanada e peça uma MECCA-COLA







A Íntima Fracção regressa à antena no próximo sábado.
Não houve, mais uma vez, Íntima Fracção.

A Guerra continua a ocupar toda a emissão. Até quando ?

Até parar ou até se banalizar ? Há uma perplexidade perante tudo o que se está a passar que teima em não se resolver.

A cobertura mediática deste conflito ainda vai ser motivo de reflexão. Se houver tempo e espaço para isso.

E há uma exemplar primeira página do Libération : "Temos medo de tudo."







Por outro lado, as imagens que chegam já desenharam há muito o cenário : espessos rolos de fumo e gente que foge.





Há também as espantosas imagens das câmaras que ainda emitem em directo de Bagdad. Há sempre trânsito. Ao olhar para aqueles automóveis ( a propósito, de que marcam serão ? ), não consigo imaginar de onde vêm e para onde vão. Quem lá vai dentro ?

E há as crianças. "Mas as crianças Senhor, por que lhes dais tanta dor ? ". A pergunta que parece nunca ter resposta. A pergunta que alguns poderão querer tomar por pirueta demagógica. Engano ? Distração ? Mas esses não acreditam mesmo que " we are all God's children " ? Citando uma, por certo já esquecida, música dos Kinks ... Pelo andar das operações, as crianças morrerão e Saddam passará a ser herói.







Espantosa esta reviravolta. O tirano, o sanguinário, o monstro de Bagdad, confundir-se-á com Alá.

Que importância tem isto ? O importante é evitar o desastre ecológico dos incêndios nos poços de petróleo. Com o dito, é claro que ninguém está preocupado ...

Mais uma vez, não houve Íntima Fracção.




Parece que está de regresso o estado geral de revolta perante a hipocrisia e a desonestidade.

Os R.E.M., que eu já julgava cansados, atiraram para a net uma bela canção de protesto contra a guerra. Chama-se "Final straw" e pode ser ouvida ( e lida a letra ) aqui. Para além de muito sentida, há duas ideias que ficam : "dois erros juntos não se transformam num ... certo" e " o medo de ter opinião, regressou ".

Não vale a pena insistir nos argumentos. O golpe que dividiu a árvore ao meio, já está dado. Não sei onde se poderá ir buscar "esquecimento" que reúna outra vez os ramos. "to bush" é plantar com silvados. Quando se fazem nos campos as queimadas para limpeza das terras ?






O fórum aberto por um ouvinte da IF mudou. Agora está AQUI. O antigo fórum está consultável, mas foi encerrado. Só soube disso quando alguém que lá entrou, vindo daqui, bateu com o nariz na porta.