Contra a agitação/euforia que por aí vai, julgo que esta é uma fase crítica para os blogs portugueses. Parece que o reconhecimento do fenómeno pelos media tradicionais, veio baralhar isto tudo. Vamos ouvir o que haverá para dizer no







Entetanto, apetece-me comprar este blusão e puxar o carapuço bem para a frente dos olhos.





Ao reler um post aqui em baixo, saltou-me a dúvida : "pode-se começar" ou "pode começar-se" ? Alguém me diz como está correcto e porquê ?

Afinal, não somos assim tão umbiguistas ...
Há sempre qualquer coisa que está p'ra acontecer

Qualquer coisa que eu devia perceber

Porquê, não sei

Mas sei

É que não sei ainda



Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer

Qualquer coisa que eu devia resolver

Porquê, não sei

Mas sei

É essa coisa é que é linda.



José Mário Branco



A Janela Indiscreta atirou-me de novo para a música portuguesa.





Para saber alguma coisa sobre Roy Orbison, que canta " In dreams ", canção que foi aproveitada para a banda sonora de Blue Velvet ( David Lynch - 1986 ), pode-se começar por aqui.

Na página oficial, há uma loja online. É lá que se vendem estes pins.







Sim. São uns minúsculos óculos com a assinatura de Orbison.




A candy-colored clown they call the sandman

Tiptoes to my room every night

Just to sprinkle stardust and to whisper

"Go to sleep. Everything is all right."



I close my eyes, Then I drift away

Into the magic night. I softly say

A silent prayer Like dreamers do.

Then I fall asleep to dream My dreams of you.



In dreams I walk with you. In dreams I talk to you.

In dreams you're mine. All of the time we're together

In dreams, In dreams.



But just before the dawn, I awake and find you gone.

I can't help it, I can't help it, if I cry.

I remember that you said goodbye.



Roy Orbison
Memórias do calor 2.







Pareceram-me as flores do jardim tranquilo da família de Jeffrey, em Blue Velvet, de David Lynch. Falta a cerca branca, as cigarras e Bobby Vinton a cantar de fundo. A banda sonora é célebre, cheia de revivalismos de bom gosto.

A capa do disco é esta. Por lá se entra para a listagem das músicas.







Memórias do calor 1.







Fim de uma tarde de Verão. Podia ser capa de uma colectânea de músicas para a estação. Músicas muito bem seleccionadas. A Janela Indiscreta está com o projecto.
Memórias do calor.







Ar condicionado. Restaurante " O Penedo " ( Pedrogão Grande ). Já aqui falado e gabado. Pelos vistos, está na rota de outros bloguistas. Também eu digo que não há no país inteiro um "tiramissu" como aquele ! Aliás, nada no Penedo é mal confeccionado. Tudo é equilibradamente cozinhado e ninguém sai de lá com "estômagos pesados". Esta cozinha seria de "referência" em qualquer cidade do litoral. Sobriedade e muito bom gosto. Nada de estravagâncias. Enfim, tudo muito bem cozinhado. O sr. Pedro Silva é o gerente e está a maior parte das vezes na sala. A sua esposa, D. Isabel, chefia a cozinha, mas vem à sala e não raro fala com os clientes. Tudo muito calmo e acolhedor.




Estudantes de Comunicação Social. O último calor da Primavera.

O ar condicionado está avariado. Para lá do " também não é bem assim ... ", continua o " não há dinheiro ! ".

E falta ainda o " gasta-se tanto mal gasto ... ". Trilogia completa.
Upon Seeing a Tree on a New York Street Corner



An artist will try to capture its shape and copy it in his brain

A naturalist will examine the birds, insects and fungi that symbiotically live with it

A scholar of evolution will collect its DNA and find its place on the genealogical tree

A mathematician will attempt to solve the algorithm of the division of branches versus leaves and write down the formula

A clergyman will look to see God's design and grace in the tree

A shaman will try to feel the tree's vibrations and will see their correspondence with the universe

A pharmacologist will work to extract the antibacterial chemicals from the tree

An ecologist will measure the tree's nitrogen and carbon dioxide fixation capacity



Rather than thinking about all these things, I simply gaze at the tree in admiration



© 2001 Ryuichi Sakamoto








Alguém conseguirá convencer Sakamoto a fazer um intervalo na ( belíssima ... ) música de Tom Jobim, para tocar " Merry Christmas Mr. Lawrence " ? No mistério da noite do Jardim da Sereia, em Coimbra, as folhas das árvores ficariam em contemplativa espera.

O concerto vai ter, quase de certeza, " Desafinado ", " Insensatez " e " Chega de Saudade ". São temas do album que Sakamoto + Morelenbaüm 2 vêm promover. Mas se por um instante, irrepetível, o piano se ergue-se sozinho e Sakamoto planasse pelo tema principal de " Merry Christmas Mr. Lawrence ", a noite transformar-se-ia na magia de um António Carlos Jobim a tocar nos Jerónimos em " noite de plenilúnio ".







Summertime ... and the living was easy

fish was jumpin'

and the cotton was high

your daddy was rich and your mama was good looking

so hush little baby hush ... don't you cry ?
ÍNTIMA FRACÇÃO

21 / 22 de Junho de 2003



# Harold Budd : The room ( Fila Brazilla mix )

# Tindersticks : Until the morning

# Tindersticks : Camions

# Múm : Finally we are no one

# Montgolfier Brothers : Even if my mind can't tell you

# S. Sakamoto com Morelenbaüm : As praias desertas

# Yo la tengo : How to make a baby elephant float

# Koop : Waltz for koop

# Carla Bruni : Tout le monde

música suplementar # The Bad Plus : Dear Prudence



# Tosca : La vendeuse de chaussures de femmes

# Goldfrapp : Forever

# Labradford : David

# Lambchop : The new cobweb summer

# Jonathan King : Everyone's gone to the moon

# Sam Prekop : Don't bother

# Coastal : Cinder



créditos finais sobre # KD Lang : Summerfling

música suplementar # Tokyo Ska Paradise Orchestra : Summertime



textos



" Ao reencontro com o humano. Ao reencontro da natureza não condicionada. Ao reencontro da paz sem dever. Ao reencontro do nome próprio."

" A aurora nada me diz, sou anterior a ela. Eu já era na noite imutável que a engendra. A aurora é a referência dos que cultuam o parcelar. Nem mesmo as estrelas, as torrentes galácticas me explicam. Sou mais sereno que todo o entusiasmo. Sou mais certo que todas as visões. "

" Caminho do visível para o invisível. Quando o que era invisível se torna visível, caminho para o núcleo intocável, invulnerável às imagens. O centro não fala, o absoluto não tem voz. Toda a revelação é falsa, sou eu quem contrói o percurso, sou eu quem edifica o conhecível. Não há outro. Tenho os pés sobre o que exteriormente é nada e em-si é tudo. Estabeleço uma forma inaugural, uma primeira pedra. Construo-me ineditamente na zona vazia. " Johan Wiborg
" Ao reencontro com o humano. Ao reencontro da natureza não condicionada. Ao reencontro da paz sem dever. Ao reencontro do nome próprio." Johan Wiborg - 1991.

Texto a caminho da IF.
Para começar bem o Verão sugiro "Summertime", pela Tokyo Ska Paradise Orchestra. É uma versão ao vivo ( e perfeitamente delirante ...), editada em 1991. Passará na IF, na próxima emissão, como música suplementar de acertos no final do programa, se for necessário.







Descobri este "Summertime" o ano passado, quando pesquisei por tudo quanto era lado versões de "Summertime". Realizei uma IF só com versões deste clássico.

As capas em cima são do disco de 91 ( o tal que contém o Summertime ) e do mais recente, que saiu há duas semanas. O link para o site não é descabido, porque tem versão em inglês.
Já sabem disto ?

Ora leiam : " «Mão de Ouro» é a nova aposta da TVI para as noites de sexta-feira, divulgou na passado quinta-feira a estação de Queluz de Baixo. O programa, que será apresentado por Pedro Miguel Ramos, José Carlos Araújo e Paula Castelar, estreia no próximo dia 27, pelas 21h30. A mecânica do concurso, que pode decorrer durante um, dois, três, quatro ou cinco dias, é simples: 20 concorrentes vão disputar um jipe. Vence o último que conseguir manter uma mão em contacto com o veículo de todo-o-terreno. Nove elementos do júri, assim como uma equipa de profissionais de saúde, irão avaliar e acompanhar a prestação dos concorrentes. " in Meios&Publicidade



Deve ser um contributo para a tão falada competitividade !

Lembrei-me do filme " Os cavalos também se abatem " de Sidney Pollack. Vi-o há largos anos no velho Império. Quando saí, não sabia se me faria bem andar ou se estava tão cansado que o melhor era ir de táxi para casa. Foi isso que fiz.

Na verdade, estamos muito pouco longe do Coliseu de Roma !







Há informação na internet sobre Vitorino. Agradeço à Aurora, ao Carlos, ao José e ao Sílvio a informação enviada. O site parecia um link quebrado, mas com alguma paciência lá entrei. Não percam. A série de fotos é inesperada. Façam o favor... é por aqui.
ÍNTIMA FRACÇÃO



14 / 15 de Junho de 2003



# Cat Power : I found a reason

# Melanie Safka : California dreaming

# Carla Bruni : La noyée

# Air + Françoise Hardy : Jeanne

# Keren Ann : On est loin

# Electric Light Orchestra : Can't get it out of my head

# American Music Club : The confidential agent

# Jimmy Hendrix : The wind cries Mary

# My Bloody Valentine : We have all the time in the world

# Tara Jane O'neill : Another sunday



# [smog] : Feather by feather

# [smog] : Let's move to the country

# Cowboy Junkies : Blue Moon

# The Softies : My empty arms

# Emilie Simon + Tim Keegan : Femme Fatale

# Vincet Delerm : Fanny Ardant et moi

# Marianne Faithful : As tears go by

# Costeau : To know her

# Thomas Newman : Dead Already



créditos sobre # Astrud Gilberto : Quiet nights

música suplementar # Brad Meldhau : Dear Prudence



textos



" Como se todas as esperanças, há muito esquecidas, não se tivessem concretizado e fossem, agora, de novo possíveis." (F.A.)

" No meio da noite, uma inesperada gaivota branca, de luz própria, risca o escuro. " (F.A.)

" Quanto mais fundo se mergulha, mais pessoal e única se torna a vida do mergulhador." ( Bresson)

" É preciso que os ruídos se tornem música. Há que ter a certeza de que se esgotou tudo o que se comunica pela imobilidade e pelo silêncio. " (Bresson)

" O ouvido vai muito mais para dentro, o olhar para fora. " (Bresson)

" Duas pessoas que se olham nos olhos não vêem os seus olhos, mas os seus olhares. Será por essa razão que nos enganamos sobre as cores dos olhos ? " (Bresson)

" Pretendem encontrar a solução onde tudo não é mais do que enigma. " (Pascal)

" Às vezes, acontece-nos ver pela primeira vez (duração de um relâmpago), um cão, um carro, uma casa. Tudo o que neles há de especial, de louco, de ridículo, de belo, deixa-nos estarrecidos. Mas logo a seguir, o hábito funciona como a mais demolidora das borrachas de apagar. Afagamos o cão, mandamos parar o carro, habitamos a casa : deixámos de os ver. " (Cocteau)





Evidemment ... Fanny Ardant.

Viveu no Mónaco até aos 17 anos. Filha de oficial de cavalaria. Dava-se com a família real, ainda no tempo de Grace Kelly. Só começou a filmar aos trinta e casou com Truffaut. Na web, há um site que recebe assim os visitantes : " Bienvenue dans le monde obscur de Fanny Ardant. ". É esta Fanny que Vicent Delerm canta em " Fanny Ardant et moi ". Vai regressar à IF, não tarda muito.
Não é por a IF ser feita com muito pouca música portuguesa, que eu não me interesso por ela. ENORME engano.

Quem viu na 5ª à noite o Jornal 2 da RTP ? Aconteceu um dos mais belos momentos da televisão portuguesa recente.

Vitorino (Salomé), no estúdio, sentado em frente de Fátima Campos Ferreira, cantou, inteira, "a capella", uma das mais belas músicas portuguesas : A Queda do Império. A realização ( aplauso ), deu-lhe um pouco de cor, com um ligeiro eco que ajudou a transformar aquele momento numa paragem, numa suspensão da própria respiração. Pararam as notícias que nada adiantavam para a nossa felicidade e Vitorino colocou os espectadores num território sem tempo, mas que é de certeza ... Portugal. Portugal, e não "o" Portugal de cada um.

Mas se eu quisesse fazer uma IF com música portuguesa, escolhendo os discos, ou tinha que os comprar ou pedi-los emprestados. Primeiro resolvam esta questão, que tem a ver com as editoras discográficas. Depois, falem em % de música portuguesa nas rádios !

Ah ! " A Queda do Império ", originalmente está no álbum de 1983 " Flor de la mar ". E já agora : alguém me indica uma página na Web sobre Vitorino ?



ÍNTIMA FRACÇÃO

7 / 8 de Junho de 2003



# Natacha Atlas com David Arnold : You only live twice

# David Arnold : We have all the time in the world

# Labradford : Up to pizmo

# Lambchop : Flick

# Lucky Pierre : Like a motherless child

# Kruder e Dorfmeister : Boogie Woogie

# The Bad plus : Flim

# Kraftwerk : Europe endless



# American Music Club : The confidential agent

# Karen Ann : La tentation

# Karen Ann : La disparation

# Carla Bruni : Quelqu'un m'a dit

# Bright Eyes : Something vague

# Azure Ray : Sleep

# Ryuichi Sakamoto : Merry Christmas Mr. Lawrence

# R. Sakamoto com David Sylvian : Forbidden Colours

# Donna Regina : Whem i was younger



créditos sobre # Françoise Hardy : On se quitte toujours

música suplementar # Dakota Suite : A view of the sea



textos



" Os acontecimentos mais ricos chegam-nos muito antes da alma os aperceber. E, quando começamos a abrir os olhos ao visível, já há muito aderíramos ao invisível." ( d'Annunzio )



" A imaginação não é, como o sugere a etimologia, a faculdade de formar imagens, de realidade. É a faculdade de formar imagens que ultrapassam a realidade, que cantam a realidade. É uma faculdade de supre-humanidade." ( Gaston Bachelard )



" A Íntima Fracção, para mim, é um modo de vida. Fiz rádio na 'falecida' XFM e considero a IF o único elo decente que ainda sobrevive neste país (sim, com letra pequena). Para os fãs da IF, fica o convite para aparecerem no bar 'Animatogarfo', no Adamastor, em Lisboa, ao sábado à noite. Eu sei que é exactamente durante a transmissão da IF, por isso peço desculpa ao Francisco pelo 'roubo' da 'clientela'. A propósito, para quando o domingo à noite?



MrDeltaSun ".




Quando se encontra um post destes no fórum criado por ouvintes da IF, o que é que se diz ?

Por favor levem rádio com phones ... não me deixem sozinho !

Quanto ao regresso ao domingo à noite, já não sei o que dizer. Entrem na TSF por aqui e deixem o vosso pedido. Eu já estou completamente rendido !
" ... é que ninguém presta a devida atenção ao facto, parece que abstruso, de que os outros são almas também." ( Fernando Pessoa ).

Para quem está fora de Lisboa, uma visita ao site da Casa Fernando Pessoa, lança a vontade de lá ir.



Há anos que não entro num estádio, mas mais facilmente lá voltarei para ver um jogo de futebol do que para ver um concerto de música. Se ainda me pudesse pôr dentro de uma máquina do tempo que me levasse ao Shea Stadium para ver os Beatles ... Uma vez caí na asneira de ir ver/ouvir a Nara Leão a uma praça de touros ! Quando o Ray Charles foi ao Campo Pequeno, tive imensa pena, mas não fui. Como também não fui ver o Sinatra às Antas. No entanto, fui aos Jerónimos ouvir o Tom Jobim. Tive bilhetes para uma data de estádios para ouvir uma data de músicos e bandas. Nunca fui. Grandes festivais de poeira a cheirar a Woodstock fora da validade, com alguma tecnologia à mistura e desportos radicais, também " não, obrigado ! " Os Coliseus e outras salas ( sobretudo outras salas ) estão bem, agora estádios ... nem com binóculos.

Anunciam-se uma série de coisas sofisticadas para o Sudoeste. Tenham dó. João Gilberto vem cantar aos Coliseus e mesmo assim acho o espaço muito grande.

De volta aos estádios. Em cidades onde não há salas de espectáculos em condições, os estádios para o "Euro-2004" são uma aberração. Mas ... é possível que entre de novo em algum para ver a Académica. O que se há-de fazer ? Há dragões, há leões, há águias, ... . Acredito pouco no futebol, mas a Académica era a carta fora do baralho que só vinha baralhar as contas aos outros. Sempre achei isso fascinante. Sei que já não é assim, que está tudo muito nivelado pelo "empresário labrosca emergente ". Talvez a Académica invente um espaço para a criatividade e para a classe no futebol. Não se trata da "classe" hoje vulgarizada. Trata-se de uma outra forma de se ser jogador de futebol. A Académica já os teve. Poderá inventar outros ?

ÍNTIMA FRACÇÃO

31 Maio / 1 de Junho de 2003



# Four Tet : First Thing

# Departure Lounge : Equestrian Skydiving

# Smog : Truth Serum

# Four Tet : Unspoken

# Dionne Warwick : Goin' out of my head

# Tindersticks : For those

# Vincent Delerm : Fanny Ardant et moi

# Micatone : Traces



# " You only twice - IF mix " ( inclui : Björk , John Barry, Trash Can Sinatras, Nancy Sinatra, Waldeck, Móa, Soft Cell, Coldplay, extractos da banda sonora do filme, diálogos do filme e spot-promo. Ainda " You only live twice, Mr.Bond " por John Zorn ".



Textos



" Passo tempos, passo silêncios, mundos sem forma passam por mim. " ( Fernando Pessoa )

" De repente, como se um destino médico/cirúrgico/mágico me houvesse operado de uma cegueira antiga com grandes resultados súbitos, ergo a cabeça da minha vida anónima, para o conhecimento claro de como existo. E vejo que tudo quanto tenho feito, tudo quanto tenho pensado, tudo quanto tenho sido, é uma espécie de engano e de loucura. Maravilho-me do que consegui não ver. Estranho quanto fui e que vejo que afinal não sou. " ( Fernando Pessoa )
Encantado pela ( com ) Nova Canção Francesa.

Ao ponto de a deixar entrar pela porta dentro, abrindo os ouvidos, o coração e a ... IF ! Na edição de hoje da IF, e embora o som de Vincent Delerm seja " muito cá de casa ", passa uma canção dele, irresistível, mas um pouco " fora-da-linha " : Fanny Ardant et moi.

A letra, que pode passar por irónica, é um bom bocado mais do que isso. Ainda por cima o rapaz aprecia o Truffaut ...







Logo ao lado, quem está ? Keren Ann. O último CD, " La Disparition ", é outro encanto. Se eu tivesse 16 anos, da janela do meu quarto visse o mar e tivesse este disco, por um momento poderia ser feliz.

A Nova Canção Francesa é uma outra " nouvelle vague " passados mais de 40 anos ? Não sei. Com ela, respira-se um ar que estava mesmo a ser preciso.



"Passo tempos, passo silêncios, mundos sem forma passam por mim." ( Bernardo Soares in "Livro do Desassossego" ). Fernando Pessoa passa pela próxima IF.
" I use to be swinging the girls 'cross the floor

and I use to be a lover like no one before

and all the girls whispered and giggled and blushed when I passed

But I know it's true that good things never last

Cause I'm older now, much older than I was, when I was young. "

( Jay Jay Johanson - I'm older now )



Esta é mais uma memória. A quem interessa ? Será " tudo aquilo que nunca quis saber sobre a Íntima Fracção ? ". Corresponde a uma viagem nocturna, em noite de lua cheia, entre Braga e Coimbra. Se a música não serve para fixar estes instantâneos, então serve para pouco.







I USE TO BE ...




Calma ! Não é nenhuma incursão pelo "fantástico mundo da bola ". Trata-se apenas de um pequeno relato (ah ! ). Mostraram-me hoje a primeira Taça de Portugal. A de 1939, que a Académica ganhou ao Benfica por 4-3. Um inesperado impulso levou-me a tocar na Taça (na História ?). Foi esta emoção que me surpreendeu e lembrei-me de um texto de Sam Shepard que já utilizei na IF. " Às vezes surpreendo-me com a minha própria nostalgia por um tempo que nem sequer vivi, ou de que tenho apenas vagas recordações."




A "célebre" mistura "You only live twice" feita para a IF e transmitida pela primeira vez em Fevereiro de 2002, vai estar disponível em CD para uns poucos (muito poucos) ouvintes da IF. O primeiro a recebê-la será Virgílio Nogueira, de Aveiro.
ÍNTIMA FRACÇÃO

24 / 25 de Maio de 2003



# The Waterboys : The thrill is gone ( versão não editada )

# Martin L. Gore : Candy says

# The MDH Band : Satellite of love ( reprise )

# David Bowie : When i live my dream

# Carla Bruni : Chanson triste

# Françoise Hardy : Lámour ne dure pas toujours

# The Softies : Favorite shade of blue

# Impostor Orchestra : Secrets will remain

# Czars : Song to the siren

# Cat Power : He was a friend of mine



# Doors : Love Street

# Bob Dylan : She belongs to me

# New Order : Your silent face

# Slowdive : Blue skied an' clear

# Smog : Nineteen

# Smog : Let's move to the country

# Piano Magic : Crown of the lost

# Nina Simone : Nobody knows you when your down and out



créditos sobre # Mastretta : Continental-Auto; música suplementar # Brad Mehldau : Cry me a river



textos



" Para lá das vozes cada vez mais confusas e indistintas, cria-se um nível a partir do qual (...) essa absurda traição do tempo deixa pura e simplesmente de existir, para tudo não ser mais do que memória - uma memória sem princípio nem fim que nos faz andar (...), desde sempre à procura de alguma coisa de raro e indefinível." ( Tahar ben Jelloun )



" O desejo do início e do silêncio, para que o instante seja a fábula do instante. O silêncio ... para dizer as palavras anteriores. É o centro, talvez a suspensão, a perda, o fundo : a ausência de cor - fundo incessante que procuro defender do assédio do sentido contra as presenças acidentais e a agitação da superfície. " ( António Ramos Rosa )



" Caminhar através de corredores intermináveis, brancos. Caminhar entre paredes lisas brancas sem que nenhuma porta se abra sem que nenhuma luz me ilumine a não ser esta sem sombra sem origem." ( António Ramos Rosa )



" Quartos vazios amplos e vazios mas sem dimensões concretas corredores paredes brancas o lugar está exposto com uma evidência violenta irrecusável. " ( António Ramos Rosa )
Antecipação da IF.

Carla Bruni. Françoise Hardy. The Softies.







Uma modelo italiana retirada, a cantar em francês. Uma francesa a cantar, com uma inalterada elegância, desde 1962. Um duo feminino norte-americano a cantar como pássaros no meio do campo.
" O desejo do início e do silêncio para que o instante seja a fábula do instante. O silêncio para dizer as palavras anteriores. É o centro, talvez a suspensão, a perda, o fundo : a ausência de cor. ( António Ramos Rosa )
Playlist:CDs que não saiem do hi-fi
Ver Crítica Beth Gibbons - Out of Season
Alpha - Stargazing
Smog - Supper
Cat Power - You Are Free
Kristin Hersh - The Grotto
Lambchop - Pet Sounds Sucks(live 2002)
Break Reform - Fractures
Tindersticks - Waiting for the Moon
Concerto:Cat Power
Data: 2003-06-27
Local: Festival do Porto

Concerto a não perder.
Ver CríticaCat Power - Are You Free


Ainda o silêncio e ... a imagem.

Silence, de Comès. Banda desenhada.



Ainda o silêncio e, claro, a música.



Ainda o silêncio.

Chega a Paula e acrescenta : "Existe e conquista-se. Por ser o "silêncio da cumplicidade". Basta pensar na ínfima quantidade de pessoas com as quais temos (temos mesmo?) intimidade suficiente para estar em silêncio... ".

É disto que se trata na IF. Sempre foi. O (difícil) silêncio da intimidade.



"O silêncio ouve-se, toca-se. Existe." ( comenta a Manuela ).

Robert Bresson pensava que " if the ear is entirely won, give nothing to the eye ". Afirmação que tinha a ver com o cinema, mas não será esta a essência da rádio ?







O silêncio de que falamos não é o de " quem cala, consente. " (Cumplicidade do silêncio)

É o silêncio da cumplicidade.
"o silêncio não existe..." ( comentário de Su ). O trajecto a caminho do silêncio, sim. ( respondo eu)



ÍNTIMA FRACÇÃO

17 / 18 de Maio de 2003



# King Crimson : Cadence and Cascade

# Giant Sand : Fly me to the moon

# Low e Spring Heel Jack : Hand so small

# Lene Lovich : Too tender to touch

# Goldfrapp : Forever

# Lamb : Less than two

# Chet baker : Come rain or come shine

# Beth Gibbons and Rustin' Man : Drake

# Friends of Dean Martinez : Twilight sleep



# Lisa Germano : Into the night

# Smog : Let's move to the country

# Martin L. Gore : In my other world

# Broadway Project : Sea of change

# Four Tet : And they all look broken hearted

# Azure Ray : Another week

# Brad Melhau : Dear Prudence

# Keith Jarrett : Köll Concert ( 2.c )



créditos sobre # April March : La piscine couverte; música suplementar # Departure Lounge : A strange descent



textos :



" A solidão dispensa o silêncio. O silêncio exige a solidão. Esta ... intimidade, que está apenas numa fracção. Um pequeno cristal que vibra por si - brilhando - persistentemente no meio da noite. " ( F.A. )

" O engano da memória é o do registo só aparentemente útil. Não se retoma aquilo que permanece. A cena passada já não é cena. As imagens já não existem, apenas as formas. Nada resiste para além do primeiro contacto. Retomar é banalizar. Não quero a repetição, quero o regresso ao primeiro e único momento. " ( F.A. sobre Barthes )

" Penetrando nos infindáveis mistérios dos grandes espaços nocturnos. O som alonga-se na distância. Concentricamente. Até onde correrá o som ?". ( F.A. )

" As palavras mais fortes foram já todas utilizadas. Os sons mais belos já conseguidos. Nem tudo foi errado. Deixámos de esperar o regresso de uma Idade de Ouro. " ( Roddy Frame )
A IF está a ser invadida pelo jazz ? Que mal é que tem ? Há jazz que entra na IF sem desarrumar a casa.

A próxima edição da IF vai ter Brad Mehldau ( com uma versão de "Dear Prudence" ) e o regresso de Keith Jarrett, ao "Concerto Colónia" - parte 2.c.







A próxima IF abre com "Cadence and Cascade" dos King Crimson, de "In The Wake Of Poseidon", o segundo disco do grupo. Já tem mais de 30 anos. Publicado em 1970, ouvido agora, sobretudo este tema, continua a ter a mesma atmosfera planante que me fazia ilha no mar agitado do metropolitano. Uma companheira das Belas-Artes, que eu só me lembro de encontrar no Metro, entrava no Campo Pequeno e cantava baixinho :

" Cadence and Cascade

Kept a man named Jade;

Cool in the shade

While his audience played.

Purred

whispered

Spend us too:We only serve for you. "



Era um pouco triste, mas talvez ainda houvesse futuro.

What happen to Fernanda ?



A imagem que serviu para a composição gráfica utilizada lá em cima, foi retirada de um filme de Robert Bresson. As considerações de Bresson sobre o som são fundamentais.

Entretanto, o fórum criado por ouvintes da IF continua aberto.
O blog da IF mudou de aspecto. Isto deve-se a uma nova estrela da blogosfera portuguesa. Só lhe posso dizer : OBRIGADO !



ÍNTIMA FRACÇÃO

10 / 11 de Maio de 2003



# Lisa Germano : Pearls

# Wayne Horvitz : Close to you

# Cat Power : Keep on runnin'

# Beck : We live again

# The Go-Betweens : In her diary

# António Carlos Jobim : Insensatez

# Barry Adamson : Something wicked this way

# Mark Eitzel : To the sea

# Jay Jay Johanson : I'm older now ( extracto )

# Nina Simone : Isn't it a pity



# Everything but the girl : Come on home ( acústico )

# Sondre Lerche : Things you call faith

# Ed Harcourt : Metaphorically yours

# Alain Bashung : Faisons envie

# Brokeback : The Wilson Ave. Bridge In Chicago River 1953

# Costeau : To know her



créditos sobre # Bing Crosby : Stranger in paradise ; música suplementar # The Bad Plus : Heart of glass



textos :



" Por vezes, raras vezes, vem uma ou outra voz para me consolar. Mas nunca dizem aquilo que procuro. Mesmo entre sorrisos, estou completamente só, porque não sei quem és, e só tu és. As fantasias falsas não conseguem nunca esconder o vácuo do mais ausente dos rostos. Não sei quem és, e automaticamente tudo o que se tente se torna irreal. Fico reduzido a uma suspensão, uma espera, um sono, uma escuta imóvel. Sou aquele que dorme desde há séculos, aquele que aguarda, diluído no azul do sonho. Sou o que entre as árvores [...] só deseja a fonte mais clara."



" Deito-me e sonho com a floresta. Recordo-me do meu destino. Encontrarei o círculo, e tudo ficará em ordem."

" Arde no universo, como um só fogo, azul, inesgotável, central, definitivo."



" Com o tempo, todos os deuses acabaram por tornar-se imperfeitos. Todas as salvações, todos os deveres, todos os caminhos herdados acabaram por revelar a sua ineficácia, a sua incapacidade de conferir a liberdade. Ao fim do alinhamento de todos os séculos, acabámos por deparar com o puro desejo, a contemplação directa da liberdade infinita. Só a liberdade conduz a si própria, só a liberdade inexaurível é real. Alcançámos o nível do homem inventor ; atingimos o cume ; tornámo-nos de ar." (Johan Wiborg)

Depois do post anterior, soube da triste notícia da morte súbita de um jornalista do tal tempo em que se gostava da profissão. João Bravo, do JN.

Assim mesmo. De morte súbita. Como dizem que morrem os jornalistas.

O João Bravo nunca chegou a saber, mas foi o primeiro jornalista que vi em serviço. Eu era miúdo e para mim ele era um mirone cheio de curiosidade. Não é assim que começa um jornalista ?
MST, no Público de hoje, lança de novo e com todas as letras, a discussão sobre " O Massacre do Jornalismo ". Quem devia atirar-se ao debate, impondo que as coisas se alterassem, não o tem feito. E quem é ? Justamente a tal terceira geração de jornalistas a que MST se refere, mais os actuais estudantes de Comunicação Social e Jornalismo. Se esperarem pelo Sindicato ou pelas entidades patronais, o problema vai arrastar-se até, pelo menos, à 13 ª geração de jornalistas pós-censura. As instituições de Ensino Superior também deviam participar, mas, e com as tais honrosas excepções, pelos motivos que estão implícitos no artigo de MST, não estão interessadas.

Vai continuar tudo na mesma ? Talvez não.
Mais uma vez vou utilizar, na IF de amanhã à noite, textos do magnífico João Wiborg. É simplesmente lamentável que a esmagadora maioria dos seus escritos não esteja publicada. E antes de mais porque ele não quer. Respeito.

Tenho que cumprir um pedido do João : devolver-lhe todos os textos que tenho em minha posse. A situação é difícil. O João Wiborg começou a enviar-me textos (por causa da IF) em 1986. Nunca quis receber qualquer contrapartida pela sua utilização. No início dos anos 90, ele fez uma colecção de textos seleccionados (TEXT SEL) que achava que eu podia utilizar na IF. Só conheci o João Wiborg, pessoalmente, em 1996. Estive com ele uma única vez e foi muito difícil encontrá-lo. É uma história que terá de ser contada melhor. Tenho dificuldade em separar-me destes textos.

" ... Fico reduzido a uma suspensão, uma espera, um sono, uma escuta imóvel."
Afinal Lucie Dolène já tinha experiência de canções para o cinema. A segunda versão francesa de "A Branca de Neve e os Sete Anões" (1962) inclui a sua voz na dobragem da própria Branca de Neve. A história, que é mais complicada do que se possa pensar, está toda aqui. Lucie, que tem agora 72 anos, chegou a processar ( e ganhou ! ) a Disney, em 1994. Ganhar um processo à Disney deve ser coisa interessante !







Entretanto, Lucie Donèle deu a voz para muitos filmes de animação e emissões de televisão em língua francesa.

Há três anos, apareceu uma curta-metragem, "Blanche-Neige Lucie (Snow White Lucie)", de Pierre Huyghe, em que o autor aborda a questão de como as diversas línguas podem remeter para a mesma realidade. Figura principal ? Lucie Donèle.



É no Japão que se encontram as edições discográficas mais incríveis. Andei eu à procura de quem cantava uma canção de Jacques Brel, que faz parte da banda sonora do filme " TINTIN ET LE TEMPLE DU SOLEIL " e ... nada. Recebi uma dica de Pedro Fonseca do Contrafactos&Argumentos e Blogs em.pt, que me remeteu para um site suíço, mas ... nada . Pois tinha que haver um japonês com a informação na net ! A "Chanson de Zorrino" é cantada por Lucie Dolene. Não conhecem ? Eu também não conhecia e até já passei a música na IF.







April March esteve, dia 2, no Café de la Danse, em Paris. Dois dias antes tinha lá estado a Lisa Germano.

Pois é. E vivam as Queimas das Fitas ...







Andei a viajar. Ouvi muito April March. "Chrominance decoder". Esta fotografia tirei-a a conduzir e completa a música no leitor do carro.
ÍNTIMA FRACÇÃO

emissão de 3 / 4 de Maio de 2003



# Daniel Johnston : Now

# Lisa Germano : Into the night

# Ed Harcourt : From every sphere

# Air + Baricco : Se Vuoi Capire La Loro Storia

# Nina Simone : Nobody knows you when you're down and out

# Aphex Twin : Flim

# The Bad Plus : Flim

# Martin L. Gore : Candy says

# Milla Jovovich e The MDH Band : Satellite of love

# Julee Cruice : I remember

# The MDG Band : Satellite of love (reprise)

# Lemon Jelly : Spacewalk



# Doors : You're lost little girl

# Alain Bashung : Nights in white satin

# Lambchop : The daily ground

# Azure Ray : For no one

# The Platters : My prayer

# Murcof : Muim (extracto)

# Martin L. Gore : By this river

# Martin L. Gore : In my other world

# Julee Cruice : Im my other world



créditos finais sobre # April March : Chrominance decoder ; música suplementar # The Bad Plus

Textos : " Nunca escrevi, e acreditava que o fazia. Nunca amei, e acreditava que amava. Nunca fiz nada, a não ser esperar em frente da porta fechada." (M. Duras)

" O imperfeito é o tempo do fascínio : parece estar vivo e, no entanto, não mexe; presença imperfeita, morte imperfeita; nem esquecimento, nem ressureição; unicamente o engano esgotante da memória." (Barthes;Proust)
A propósito de Brigadoon ...

Recuperei agora uma entrevista que me fizeram para a RUC (Rádio Universidade de Coimbra), em 1990. Atrevi-me a indicar "a" música da década de 80. "The whole of the moon" dos Waterboys. Isto de escolher uma música, enfim ... Mas não retiro nada. Aquela canção (nem sei se é canção) é notável.





"I was grounded

while you filled the skies

I was dumbfounded by truths

you cut through lies

I saw the rain-dirty valley

you saw Brigadoon

I saw the crescent

you saw the whole of the moon!



I spoke about wings

you just flew

I wondered, I guessed, and I tried

you just knew

I sighed

but you swooned

I saw the crescent

you saw the whole of the moon!

The whole of the moon!".



A letra toda está aqui.

Está bem, eu digo.

Segue-se pelo IC8 ( quem vier da auto-estrada apanha-o em Pombal ) em direcção a Castelo Branco. Ao Km 88 sai-se para uma povoação chamada "Mosteiro". Desce-se 2 km para um vale largo. Aí está à esquerda o pequeno paraíso encantado. Vê-se da estrada.

Já agora fica aqui uma imagem do mesmo local, mas no Inverno.







Escutei aqui mesmo o "Moon Safari" dos Air, na época do seu lançamento. Pouco tempo depois li uma afirmação deles que não me espantou : o disco é para ouvir no campo.

A cinco minutos daqui fica a Barragem do Cabril e a vila de Pedrogão Grande. Tem uma piscina coberta aquecida, envidraçada, com vistas para o campo. É tudo inesperado e ... calmo. Para comer, procura-se o "Penedo", do sr. Pedro e da D. Isabel. Jornais e revistas na papelaria do sr. José Carlos David. Do outro lado da rua há um "Espaço internet".

Espero que não se atrevam a perturbar este meu "Belgais" (ou será Brigadoon ?).




Agora que a IF entrou no 20 º ano de vida, podem contar-se alguns episódios. Neste caso, confirmo. A 50 metros deste paraíso, foi a IF realizada durante Julho e Agosto de 1996. O pequeno estúdio foi desmontado, transportado e remontado numa casa aqui perto. Fazia muito calor durante o dia. À noite, passava um ar fresco pelas janelas.

O local é lindíssimo. Pode mesmo escutar-se o silêncio. Há uma queda de água, que pode ser confundida com o mar ao longe. Ainda não sei se deva dizer onde fica este "vale encantado".
Quem leia o post anterior pode pensar que "nado" em discos cedidos pelas editoras. Nem pensar. Esse tempo já lá vai. Quando a IF estava na Antena 1, mas só havia três emissoras de rádio em Portugal, sempre recebia alguma coisa. Agora não. Mas quase me atrevo a dizer que prefiro assim. Por mais resistências que haja, a Net há-de pôr algum equilíbrio nisto.

A IF não é uma playlist, nem aceita fazer promoções.