A edição dos 20 anos da IF foi realizada recorrendo às seguintes músicas, sons e textos:







# Sétima Legião : Mar de Outubro (indicativo da Íntima Fracção)



# OMD : introducing Radios







# OMD : Radio Prague







# People like us (Vicki Bennett) : Dead radio







# a.o.s. : History repeats itself







# Múm : Sunday night just keeps on rolling (extractos)







# Virginia Astley : Summer of their dreams







# MDH Band : Satellite of love (reprise)







# Robert Wyatt : Raining in my heart







# Red house painters : Mistress (piano version)







# Alla Polacca : A







# Ulrich Schnauss : Blumenthal (extractos)







# Squarepusher : Tommib help buss







# Kevin Shields : Ikebana







# Love and Rockets : Saudade (extractos)







# Tim Hardin : It'll never happen again (alternate version)







# Múm : Away







# Björk : You only live twice







# A guy called gerald : First Breath (extractos)







# The Excellent Listener & Column One : Winter







# Yo la tengo : The summer







# Bobby Trafalgar : Homeshopping - Hakan Lidbo remix (extractos)







# BSO - final do filme Playtime, de Jacques Tati



sons :



máquina de jogos electrónicos; vento agitando folhas de árvores; ruído de alguém a nadar numa piscina



vozes :



Anais Nin : "... it's not nostalgia".



Roland Barthes : " ... l'intellectuel".



"Elvis has left the building ..."

1956 - 15 de Dezembro, Shreveport, LA. Hirsch Youth Center, Louisiana Fairgrounds



textos



" Vinte anos depois da primeira edição da Íntima Fracção, retoma-se o voo nocturno riscando o éter."

" Eis o meu segredo. É muito simples : só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos." ( Saint- Exupéry)

" Não existe um esconderijo para o tempo. Podemo-nos dispensar de reis e de imperadores e, talvez mesmo, de Deus. Mas não nos podemos resguardar do tempo. O tempo vê-nos por toda a parte, dado que tudo à nossa volta está impregnado desse tempo constante (...) o tempo não passa (...) o tempo não faz tiquetaque. Nós é somos passageiros e os nossos relógios é que fazem tiquetaque (...) o tempo devora tudo através da História." (Jostein Gaarder).



Tudo para OUVIR ... AQUI.
Como já sei que não devo conseguir agradecer a todos os que me fizeram chegar mensagens a propósito dos 20 anos da IF, ficam aqui os agradecimentos (sentidos) a toda a gente, incluindo os que telefonaram e escreveram.

Não quero destacar ninguém (como é óbvio), mas posso partilhar convosco alguns momentos fora do comum.

- O António da Ânimo, à meia noite do dia 8, a tocar o "parabéns a vc", em harmónica e ao telefone, sem eu saber quem era.

- O Pedro Caeiro, do Mar Salgado, a organizar um flash-mob virtual para a tarde daquele dia. Só soube agora e verifiquei que resultou ! Tamanho pico de visitas ao blog da Íntima, foi muito melhor do que aquele flash-mob em que apareceram mais jornalistas do que participantes.

- O ouvinte Pedro Oliveira a enviar uma lista com quase uma centena de músicas, daquelas mesmo dos inícios da Íntima Fracção, há vinte anos. E todas certas ! Lembra-se de coisas que mostram bem ser um autêntico IFneano da primeira hora !

Desculpem a vulgaridade, mas não me lembro de mais nada para dizer : OBRIGADO !

Espero fazer chegar a todos os que estão emocionalmente ligados à IF, o CD/colectânea com músicas e sons destes 20 anos de Íntima Fracção.
Continuam as celebrações. Acho este termo mais adequado.

Agora, como anunciado, na RUM (Rádio Universitária do Minho - Braga - 97.5) na 5ª feira, dia 15, entre as 21 e as 22 horas, a Íntima Fracção. Lá espero encontrar os IFneanos daquela área.

Também passa online.







Está AQUI a edição da IF que marca os 20 anos de existência.

No blog IF-NO-AR há participações diversas. Um post (Território da Memória Sentimental) do radialista Francisco Mateus é, muito para além dos elogios, uma reflexão sobre a Rádio que, para os que a amam, deve ser lida. Absolutamente lúcida !







Neste momento não consigo comunicar com ninguém. A todos os que enviaram mensagens e a quem não respondi, garanto que estou a tentar.



OBRIGADO !
Para marcar a data, mais do que para comemorar, uma edição especial da IF, só de uma hora, será transmitida através da RUC (Rádio Universidade de Coimbra - 107.9) entre a meia-noite e a uma da manhã. Também a RUM (Rádio Universitária do Minho - 97.5) virá a transmitir a emissão. As duas rádios têm transmissão online.

O programa ficará para ouvir ou fazer download no site da ESEC Rádio online (obrigado Paula Simões !).

Nos agradecimentos em baixo, devo incluir o Helder Wasterlain, da RUC, e o Luís Sousa, da RUM.

Pelos amigos e apreciadores da IF, vai ser distribuído um CD-colectânea em dois formatos possíveis. Ou som-áudio, ou mp3. Contém uma selecção de músicas e sons que ajudaram a construir a IF durante estes 20 anos.

O objecto tem capa da Cristina Fernandes, que trabalhou sobre fotografias de Mário Filipe Pires. Obrigado também a estes dois amigos (que nunca vi, mas conheço) pelo belo trabalho que traduz muito bem o espírito da IF.







Quem também tem dado um bom apoio é o Ricardo Mariano, do Vidro Azul. Fui convidado do seu programa da última 2ª feira, na RUC. Repete aos sábados e domingos à noite. Trata-se de um programa que devia ter expressão nacional. Já não estava num estúdio de rádio, em directo, há uns meses. Foi óptimo ! E ainda me cruzei com os Santos da Casa, que todos os fins de tarde me dão a conhecer músicas feitas em Portugal que não ouço em lado nenhum. A minha imensa gratidão por terem feito entrar pelo rádio do Smart, num princípio de noite chuvosa, o "A" dos Alla Polacca.



Ah! Obrigado também às lojas Valentim de Carvalho, pelo apoio durante 10 anos.

outros agradecimentos, mas ficam para outro post ...



if.MP3
No dia 8 de Abril de 1984, foi transmitida a primeira emissão da "Íntima Fracção". O programa começou na Antena 1, através da qual foi transmitido até Setembro de 1989. Passou depois para a TSF, onde fez um percurso até final de Setembro de 2003. A Íntima Fracção foi habitualmente transmitida uma vez por semana, numa das noites de fim-de-semana (ou ao sábado, ou ao domingo). Entre Setembro de 1993 e Setembro de 1996, o programa foi diário, de 2ª a 6ª. Sempre duas horas.

Até este momento, houve uma série de pessoas a quem a IF deve a sua existência e sobrevivência. Sansão Coelho, que apresentou a minha ideia à direcção de Programas da Antena 1. José Manuel Nunes e Estrela Serrano, que a aprovaram. Álvaro Perdigão, coordenador de programas da Antena 1 na RDP-Centro que, na semana anterior à primeira edição, conseguiu gerir a espantosa situação de eu me encontrar dispensado da RDP (por falta de verbas), embora o programa continuasse a fazer parte da grelha anunciada !

Depois, na ida para a TSF, Jorge Castilho que liderou a ideia da RJC (TSF em Coimbra). Emídio Rangel, que desde o início foi um entusiasta da IF na TSF, o que para uma rádio de informação nem sempre foi pacífico. David Borges, que "puxou" a IF para programa diário. Carlos Andrade, o meu querido director de mais de metade da vida da TSF, o Homem Bom, que proporcionou uma série consecutiva de 9 anos de Íntimas, sem a mais pequena interferência e com um respeito absoluto pelo seu formato e, consequentemente, por mim.

É vulgar, mas não fica nada mal dizer: OBRIGADO !
Radionocturna

Fotos de Mário Pires que mostram bem um lado da Rádio, à noite. Se virem bem, estas fotografias agarram o essencial da Rádio em trânsito. E neste momento só há duas RÁDIOS. Esta e a nocturna de intimidade. O Mário conseguiu captar a união das duas. A ver, no Retorta.
Os vinte anos da IF vão ser cumpridos "no ar".

Confirmadas, para já, emissões na RUC (Rádio Universidade de Coimbra - 107.9) e na RUM (Rádio Universitária do Minho - 97.5). Ambas se podem ouvir através da Net.

Também vai haver emissão [em linha] que ficará disponível para download na ESEC Rádio online.



Entretanto, o Frederico Mira George escreveu um belo (mas magoado) texto a propósito dos tais 20 anos. Onde ouviria o Frederico a Íntima Fracção ?

O mistério da rádio na noite.







Ainda se vê. Ainda se ouve !
A Ânimo (quer dizer, ... o António Colaço) está a comemorar 25 anos. Vinte e cinco anos cheios de actividade e criatividade. Cruzámo-nos pela primeira vez na Antena 1, num programa de sábado de manhã, numa época em que só havia três estações de rádio.

Hoje faço anos.

A 8, faz a IF. 20. Já o disse.

Rigorosamente 15 anos depois, nasceu a Eduarda.

Queremos libertar-nos do tempo e estamos sempre a marcá-lo.

Comecei a mexer em 20 anos da IF. Primeira conclusão : tenho pouca coisa arrumada. Memórias dispersas, na cabeça, e tudo o resto está um bocado caótico. Discos, livros, cadernos, folhas de papel com anotações, pequenos textos, alinhamentos. Falta muita coisa, mas ao mesmo tempo tudo parece em demasia. O que está dentro de mim é que é o verdadeiro registo deste tempo todo. Talvez, também, em alguns ouvintes. Seguramente.

Vem aí uma emissão online, para marcar a data. É provável que passe, em duas ou três rádios, uma IF especial. E está a ser feito um CD para distribuir pelos amigos e apreciadores do programa.

Neste momento, a selecção está em 170 músicas. Haverá duas possibilidades. Um CD duplo (áudio) com uma selecção muito apertada, ou um outro, com todo este material, em mp3.

Ao rever sons e ambientes, encontrei o Luxa, do Harold Budd. É possível ficar horas a ouvir a faixa Paul McCarthy. Liberta-se aquela sensação de som que viaja através do espaço nocturno. De distância, que se altera lentamente. Perto. Longe. E de novo perto. Solidão partilhada, que eu julgo ser a verdadeira essência do programa.



Lost In A Garden Of Clouds. Brevemente, Alpha. só com instrumentais.



Aproximam-se aniversários.

Quando o número é redondo, procuro ordenar um pouco o passado. Vinte anos de músicas e textos ( e sons, ruídos) são difíceis de resumir.

Há, porém, três fases distintas. A fase nocturna, os anos diários e a época de prata. Tudo, rudemente interrompido no Verão passado.
Eu sei que há a noite, a música, o amor, a saudade, a esperança, e tudo o mais que quiserem, mas às vezes não pode haver POUCO para dizer.
As palavras ouvem-se. No papel. No écran.



E como num carrocel, volta após volta, volta sempre aquele azul.



O azul próprio da Primavera. Aquele que encobre o cinzento.



Mas há o azul aberto ao sol. Simples. Verdadeiro. Talvez não esteja sobre a cabeça de ninguém neste blog. Mas existe.




Também na rádio devíamos poder levar no regaço umas quantas músicas que nos alimentassem o coração e a alma, e perante os "playlisters", abrir o manto e dizer com voz cândida : são rosas senhor ! (Celine Dion, Shakira, Bon Jovi, ... e outras quantas pétalas coloridas em laboratório !).
Tenho recebido várias mensagens lamentando o facto da Íntima Fracção não estar "no ar" e carpindo mágoas sobre o estado da Rádio em Portugal.

A propósito de músicas e rádio, o Meliante deu-me a conhecer um autêntico Fenómeno do Entroncamento.

Seja como for, a 8 de Abril a Íntima faz 20 anos e estou a preparar a festa. Íntima ... claro !
As ausências.

As difíceis ausências.

"Tu não és dono dos teus filhos. És apenas o arqueiro que lança a seta".

Como filhos, agora ou depois, descobrimos que gostaríamos antes ser boomerangs. Mas no trajecto de regresso, podemos não encontrar a mão que nos lançou.
Amigos. Amigos e mais amigos. Sempre os amigos. Os que conhecemos e os que não. Mas amigos. Sobre tudo.



Where can i go without you ?







nina simone - where can i go without you ?
O ar está estranhamente límpido. Mesmo de noite, vê-se.

Vê-se. Sabe-se. Pintores com tintas, mas sem telas. Pianistas com melodias, mas sem piano. Escritores com histórias, mas sem papel. Cantores com voz, mas sem palavras. Actores com personagens, mas sem palco. Radialistas, mas sem rádio.

As núvens passam, e não só à frente dos olhos da Cristina.

As nuvens passam, como têm sempre que passar. "All things must pass, all things must pass away."











Bardo Pond - Walking Clouds
É possível ouvir, através da net, a primeira emissão do clássico 5 minutos de Jazz, de José Duarte. Há coisas para sempre.

O que aconteceu ao Jazz Avenue do António Curvelo ? Eu sei, mas enfim ... a pergunta é agitação.



Sugiro que se pense e discuta o tema do post "RADIO FREE PORTUGAL", incluído no Retorta, alimentado pelo Mário. Os comentários também são para ler.




Partilhado, este poderia ser um pedaço de azul entre as núvens.
Voltou o frio.

Agora que eu pensava que a Primavera estava próxima.

A frase voltou o frio é muito mais fria do que o frio a que se refere.

Quem ouviu a Íntima Fracção, nem que tenha sido por pouco tempo durante os seus 20 anos, não deve ter escapado

à escuta de um "à procura do pedaço de azul entre as núvens". Esta frase é retirada de um quadradinho da série de BD Blueberry desenhada por Jean Giraud, com argumento de Jean-Michel Charlier. É aqui que estamos : à procura do pedaço de azul entre as núvens !







Nunca houve pouco para dizer
O Nuno relembrou-me um escrito do Fernando Alves.



É certo: o amor da rádio nunca acaba.

Afastai-vos da lepra que este silêncio trás.

De quarentena companheiros.

Que aos outros, aos que sobram, este silêncio também pesa.

Escutemos o silêncio das vozes que sobram.

Sussurrante nostalgia do que virá.

Voltaremos à antena numa inesperada manhã
(noite), para dizer de novo:

O amor da rádio nunca acaba!

Erguemos pois os copos e os beijos.

Uma manhã
(noite) destas, surpreenderemos os espantalhos do FM.

Amada rádio, até já.




Dá que pensar.
A Rádio Luna, a partir de amanhã, vai ser substituída por outra coisa qualquer ...

"Rádio clássica para a Grande Lisboa", não tinha como Deus a economia nem falava em dinheiro. Passava música e era calma, sem ser enfatuada.

Depois, ainda há quem critique o tom geral da blogosfera portuguesa por ser deprimido ou derrotista !

Cada vez admiro mais quem persiste no seu amor pela RÁDIO !
6 de Março de 1966.

Um dia aberto de azul e sol.

Os Beach Boys preparavam-se para começar a gravar, três dias depois, God only knows.

Na véspera foi sábado. O dia irrepetível.

O que se vendia (e ouvia) ?



1

(1)


These Boots Are Made For Walkin'

Nancy Sinatra

Reprise R 20432



2

(2)


19th Nervous Breakdown

The Rolling Stones

Decca F 12331



3

(3)

A Groovy Kind Of Love

The Mindbenders

Fontana TF 644



4

(7)


Sha La La La Lee

The Small Faces

Decca F 12317



5

(8)

Barbara Ann

The Beach Boys

Capitol CL 15432



6

(4)

My Love

Petula Clark

Pye 7N 17038



7

(6)

Inside Looking Out

The Animals

Decca F 12332



8

(11)

Backstage

Gene Pitney

Stateside SS 490



9

(17)

Lightnin' Strikes

Lou Christie

MGM 1297



10

(29)

I Can't Let Go

The Hollies

Parlophone R 5409



11

(18)

Make The World Go Away

Eddy Arnold

RCA 1496



12

(5)


You Were On My Mind

Crispian St. Peters

Decca F 12287



13

(10)

Spanish Flea

Herb Alpert & The Tijuana Brass

Pye International 7N 25335



14

(26)

What Now My Love

Sonny & Cher

Atlantic AT 4069



15

(20)

This Golden Ring

The Fortunes

Decca F 12321



16

(-)


The Sun Ain't Gonna Shine Anymore

The Walker Brothers

Philips BF 1473



17

(12)

Mirror, Mirror

Pinkerton's Assorted Colours

Decca F 12307



18

(13)


Uptight

Stevie Wonder

Tamla Motown TMG 545



19

(14)

Tomorrow

Sandie Shaw

Pye 7N 17036



20

(-)


Shapes Of Things

The Yardbirds

Columbia DB 7848



21

(9)

Love's Just A Broken Heart

Cilla Black

Parlophone R 5395



22

(25)

Blue River

Elvis Presley

RCA 1504



23

(24)

Jenny Take A Ride

Mitch Ryder & The Detroit Wheels

Stateside SS 481



24

(16)

Girl

The Truth

Pye 7N 17035



25

(-)


Dedicated Follower Of Fashion

The Kinks

Pye 7N 17064



26

(19)

Little By Little

Dusty Springfield

Philips BF 1466



27

(22)

Get Out Of My Life Woman

Lee Dorsey

Stateside SS 485



28

(15)

Michelle

The Overlanders

Pye 7N 17034



29

(27)

You Don't Love Me

Gary Walker

CBS 202036



30

(28)


I Got You

James Brown

Pye International 7N 25350







Um vídeo simples de Sondre Lerche, de regresso com "Two way monologue". Sai na 2ª, dia 8. Gosto particularmente de "It's over".



It's not over at all

You're just trying to smile

I know perfectly well

Such are things we both know

and we think we should say

just to organize the stains

Systems reveal their construction these days

as we escape to drift further away

We know the stars go out one night

but I can't tell you anything you wouldn't know

So nothing has been lost




O Vidro Azul vai encher a emissão do próximo dia 8 só com vozes femininas.

O Ricardo podia acrescentar esta, no álbum Corsária.







Sim. Né Ladeiras.
A Íntima Fracção comemora 20 anos a 8 de Abril.

Abre-se aqui a lista de prendas ...



















Agora eu já sei, da onda que se ergueu no mar

E das estrelas que esquecemos de contar

O amor se deixa surpreender

Enquanto a noite vem nos envolver



(Wave - Tom Jobim, por João Gilberto)




O Perfil do Artista era uma rubrica apresentada no Rádio Clube Portugues, com produção, realização e apresentação de Igrejas Caeiro.

Teve início em Abril de 1954 com a entrevista a Jean Sablon e ao longo de 6 anos foram feitas 300 emissões e entrevistadas 258 personalidades. O programa terminou em 23 Fevereiro de 1960.



Quem quiser aprender a fazer entrevistas para Rádio que revelem a outra face dos entrevistados, deve ouvir com muita atenção estes registos. A colocação de voz de Igrejas Caeiro deve ser integrada no tempo. Já passaram quase 50 anos. Algumas destas entrevistas foram editadas em disco (vinil) e estão também várias disponíveis na net neste interessante site.

O programa começou antes da televisão e descobri que ia para o ar no horário nobre. Ainda no mesmo site pode ser ouvido o indicativo/abertura do Perfil do Artista.

Para ouvir, conversas com Aquilino Ribeiro, António Sérgio ou Jaime Cortesão.

É aconselhável ler o post A HISTÓRIA CENSURADA DA TSF, no Abrupto, de José Pacheco Pereira.

Agora que a "paixão da rádio" está moribunda, há várias perguntas a fazer. Eu faço já uma : haverá assim tanta gente interessante na rádio em Portugal para se deixar afundar um Aníbal Cabrita ? Como sobreviverá o Aníbal na casa de Shakira e Bon Jovi ?

Falo apenas de animadores e música. Até onde resistirão Aníbal Cabrita (um dos melhores radialistas portugueses dos últimos 25 anos), Ana Bravo, Francisco Mateus, José Maria Lameiras, Luís Paulo Borges, Mário Dias ? Já há muitos ouvintes que não resistiram.

TSF - Adeus !



“podia morrer nos teus olhos amada rádio”

diz Frederico Mira George no blog Saudades de Antero, citando Fernando Alves.



tsf – adeus!

diz ainda Frederico no seu blog.
Música Aos Pontapés



Os responsáveis pela programação da TSF decidiram, sabe-se lá com que intenção, mudar o tipo de música a que esta estação de rádio habituou os ouvintes (é claro que os hábitos mudam, mas há coisas que vale a pena não mudar).

[ ... ]

Ora, no caso da TSF, se alguns programas de enorme qualidade desapareceram - Linha do Horizonte ou Íntima Fracção são apenas dois exemplos entre muitos outros -, pouco ou nada parece ter sido feito para os substituir por outros espaços radiofónicos de talento semelhante. Pelo menos, a avaliar por aquilo que se ouve. Seja de manhã, à tarde ou até mesmo à noite. Agora, "tudo o que se passa" em qualquer rádio com tendências popularuchas, passa na TSF.

[ ... ]

Há quem defenda que a intenção dos autores da ideia é transformar a TSF numa espécie de rádio semi-noticiosa com uma música semi-jovem, para depois a despachar. Se a ideia é modernizar a rádio, a ideia falhou.





Mário Barros in Público (1.3.04)



Já o disse. Interessa-me apenas o inabdicável.

Falta pouco ?




A RUC (Rádio Universidade de Coimbra) faz hoje 18 anos.

É através dela que, hoje, eu respiro.

Obrigado !
Depois de muito procurar e com o auxílio dos Santos da Casa, encontrei MUSGO na Web. Não vou dizer que é música portuguesa. É música feita por portugueses. Ambientes. Ritmos. Para mim, são também imagens. Infelizmente, no site está prometido um vídeo que ainda não está disponível.

Eu gosto de MUSGO !







Pop will eat itself.

There's no love between us anymore. (Out.1987)



Blogs will eat themselves (?)







Às vezes, é preciso ouvir sem ver. Depois, ver.

A banda sonora de Lost in Translation contém pequenas peças que serão pérolas para a IF.

No recuado tempo da memória (a memória está sempre longe), deve ter havido um momento em que fomos avisados (descobrimos ?) de que o tempo ia parar muitas vezes. Uma suspensão de ausência, que é o contrário da contemplação.

Para alguns, sempre foi assim. Não há memória de não ter sido assim. Viver, é despertar muitas vezes do sonho.
Ouvir é um fenómeno fisiológico; escutar é um acto psicológico. É possível descrever as condições físicas da audição (os seus mecanismos), pelo recurso à acústica e à fisiologia do ouvido; mas a escuta não pode definir-se senão pelo seu objecto, ou, se preferirmos, pelo seu desígnio. (Barthes)