ÍNTIMA FRACÇÃO - VERÃO 2004

utilizando :

Introdução : indicativo da IF - Mar de Outubro (Sétima Legião)



# Booker T. Jones & MG's : Summertime

# Múm : Behind two hills, a swimming pool

# Isan : First date (with Jumble Sale)

# Spektrum : Shall i jump

# Beach Boys : excerto de God only knows (só vozes); Caroline, no (instrumental)

# Jesus&Mary Chain : extracto de Surfin' USA

# Nouvelle Vague : Love will tear us apart

# Lawrence : Somebody told me

# D.Sylvian&R.Sakamoto : World citizen (excerto); World citizen (i won't be disappointed)

# KLF : Madrugada eterna

# John Zorn : The good, the bad and the ugly

# The Album Leaf : Moss mountain town

# Destroyer : Your blues

# Dimitri from Paris : Welcome abord ; Okinawa love

# People like us : San Frandisco

# Tba : intr.detec.sys

# Astrud Gilbert : Once upon a summertime

# All night radio : All night radio ( IF remix )



Ainda : " Úuuuuuuuu ...", retirado da versão remisturada por Bill Laswell de "Is this love" (Bob Marley) - Dreams of Freedom.



Sons dispersos ao longo do programa :

mar, mergulhos para uma piscina, nadar, água que corre, vidro a partir-se, trovoada, mar calmo e sons de praia, gaivotas, radio a ser sintonizado, deitar coca-cola num copo, tv zapping, mar-ondas, fogo de artifício.



Textos :

próprios e mais um retirado do blog "Saudades de Antero" de Frederico Mira George.



IF editada com CoolEditPro.



A Íntima Fracção - Verão 2004, ouve-se aqui.

Obrigado Paula Simões. Obrigado Pedro Pais. Obrigado ESEC-Radio on line.

Obrigado a todos os que ainda acreditam. Que ouvem. Que querem ouvir. Que enviam mails. Que deixam mensagens.

Há um traço azul no futuro incandescente.

Aqui está !

Íntima Fracção do Verão 2004.

Podem ouvir ou fazer o download (e ouvir quando quiserem).

Vamos acreditar que este Verão ainda tem alguma coisa para nos dar !



Estive mergulhado num cocktail de entusiasmo e desespero. Isto dá uma mistura estranha. Comecei por ouvir (e voltar a ouvir) as Pet Sounds Sessions. Os momentos de experiências, erros e correcções, que vamos ouvindo sempre com a voz de Brian Wilson em primeiro plano, fazem-me compreender o entusiasmo do arqueólogo perante a descoberta de qualquer peça que, finalmente, lhe dê a exlicação procurada. São gravações com 38 anos ! Muito longe das tecnologias digitais. Era mesmo preciso tocar e cantar.
Depois, voltei ao meu pequeníssimo estúdio para misturar (finalmente) a IF do Verão 2004. O que pretendia fazer não se consegue com limitações tecnológicas (algumas enormes). Começo a não saber se a IF (ou eu ?) se encaminha para a Rádio ou para a Banda Sonora. Ou para a composição, simplesmente.
Agora, vou pedir que a coloquem online e split man ! , citando ainda B.Wilson em The little girl i once knew.
Bruscamente, no Verão passado.

É o nome de um filme realizado em 1959 por Joseph L. Mankiewicz. Um clássico com Elizabeth Taylor, Katharine Hepburn e Montgomery Clift.















Através de qualquer destes fotogramas, entra-se no trailer do filme.

Bruscamente, no Verão passado - quarenta e cinco anos depois, este título assalta-me com a força de todas as imposições.

Basta ! Não quero mais chuva em Agosto ...



pouco para dizer ...

No dia em que tinha decidido fotografar o fascínio da cidade deserta, na manhã de um domingo de Agosto, encontrei um skyline cinzento chuva.







A ideia de solidão desapareceu. Parecia-me agora que estava toda a gente em casa. O cimento molhado tornou-se igual ao dos domingos de Inverno.







Ao princípio da noite, da noite que era (é) a da Íntima Fracção, um skyline menos carregado, mas ainda com nuvens.







Depois, recebi um mail sobre a IF (sim, ainda os recebo, de ouvintes que suponho serem dos inabdicáveis).

" Sei que não é um e-mail muito animador e

provavelmente já deve estar farto de lamentações, mas

eu necessitava queixar-me, e dizer que a minha vida é

um pouco mais pobre, sem a Intima Fracção.

As musicas, os sons, as palavras, os silencios, tudo

alternado num ritmo só encontrado na atmosfera da

Íntima Fracção, fazem muita falta, (e tenho certeza

que não é só a mim)."


Estas mensagens têm sobre mim um duplo efeito. Primeiro, deixam-me arrasado. Onde estará este ouvinte ? Onde ouviria ele a IF ? Em que condições ? Há quanto tempo ? Porquê ? Será que terei mesmo conseguido, no meio da noite, como dizia Chevalier, "o misterioso contacto do coração" ? Depois, retomo o folgo, acredito e olho para o fim do dia a tornar-se numa clara madrugada.

Há sempre um traço azul no futuro incandescente !







Entrando por esta última imagem, há uma pequena mensagem que vem do fundo do coração da Íntima Fracção. É prosaico, mas é isto que quero dizer a todos os que ainda enviam mensagens.



A magnífica capa do Libération que mostra Cartier-Bresson em New York, 1935.



Uma das mais belas, e inesperadas, fotos tiradas pelo fotógrafo em 1968.
Precisava de estar aqui muito tempo. O suficiente para apanhar o ritmo do mar. O necessário para partir quando me apetecesse e não quando fosse obrigado.

São magníficos os locais de que se parte quando se é obrigado.











Passagem pela noite. A primeira noite de Agosto. A cidade, de passagem. O som. Somebody told me. Lawrence.



Persistentemente. Coleccionando sons. Prontos a navegar sobre as ondas. A poisar nos corações.



Por uns dias vou à procura das ondas.

Talvez encontre a Íntima Fracção.



Esta noite, quando entrei no Smart, tive uma estranha sensação. Na rádio, Mar de Outubro da Sétima Legião, logo seguido da Virginia Astley. Pareceu-me olhar para mim próprio, de fora e sem ser ao espelho. Como se eu fosse um outro que, desesperadamente, olha para mim sentado num estúdio de rádio há vinte anos. O engano esgotante da memória. Não quero repetir nada. Quero apenas regressar, como aquele que se perdeu e, para retomar o caminho em frente, tem de voltar ao ponto de partida por que é aí que sabe guiar-se pelas estrelas.

O responsável por esta estranheza foi o Nuno Ávila (um caso de amour fou pela rádio) surfando nas ondas da RUC.



Agora, preparam-se as homenagens a Carlos Paredes. Tinha sido muito mais justo que, ao longo dos anos, se tivesse feito alguma coisa para que Paredes não fosse um génio a ter que dividir a vida entre um serviço público burocrático e a sua Arte.

Lembro Carlos Paredes a pedir-me mil desculpas por não autorizar a gravação de um espectáculo. Eu estava  apenas a cumprir ordens. A produção tinha falhado redondamente. E o Carlos Paredes a dar-me o número de telefone de casa, a convidar-me para lá aparecer, a garantir uma entrevista, uma coisa diferente, uma espécie de compensação que me esperaria lá por Benfica. O que o Carlos Paredes não queria era que eu pensasse que se tratava de uma birra de artista. O homem não sabia de nada, e quando entrou no palco para um pequeno teste de som, deparou-se com todo aquele equipamento.

Era (é !) um enorme Artista e um homem simples.

Está aberta a caça às homenagens ...

Os pequenos são homenageados em vida (e de que maneira !). Os grandes, quando o são, já não lhes serve para nada.





Como entendo bem os surfistas que esperam as ondas.

World Citizen

World Citizen

 
I want to travel by night
Across the steppes and over seas
I want to understand the cost
Of everything thats lost
I want to pronounce all their names correctly
 
World Citizen
World Citizen
 
 
Só um ouvinte de longa data da IF poderia lembrar-se disto.

"That summer feeling", de Jonathan Richman and the Modern Lovers - Julho de 1984 - Rough Trade - 12". Este tema foi gravado nos Sunset Studios, em Burbank - 1982. Houve depois, já nos anos 90, uma versão deplorável.

O Pedro lembra-se disto tudo, e de ter ouvido a original na IF. É este o disco.







Ora oiçam AQUI.
O mundo já pouco tem para nos oferecer, parece muitas vezes constituir-se de pouco mais do que barulho e receio, mas o certo é que a erva e as árvores continuam a crescer. Quando um dia a terra estiver completamente coberta de caixotes de betão, as nuvens continuarão a correr no céu e adquirir sempre novas formas, e aqui e ali as pessoas, por intermédio da arte, precisarão de manter uma porta aberta para o divino.



Hermann Hesse







Claude Monet



Ssshhhhhhh ........ escutem !




15 anos de RÁDIO UNIVERSITÁRIA DO MINHO.

A resistência destas rádios, fazem delas faróis que ainda nos dão alguma esperança no meio do mar quase morto da rádio em Portugal.
Mas ... afinal, que idade tenho ?

Como (e onde ...) se cruza a memória e o futuro ?

O Mário, no Retorta, faz uma reflexão exemplar sobre o "novo".



A música, é um espelho desta questão.

Ouvir "Love will tear us apart" dos Joy Divison, hoje, no projecto Nouvelle Vague, dá que pensar e ouvir.



O blog ÂNIMO, mantido pelo eterno criativo, solidário e "sensitive" António Colaço, completou um ano.

Ainda bem que há estes locais onde se fala a mesma língua.


I use to get

Flowers from girls in their bloom

and I use to get

Letters with a smell of perfume

I use to be handsome and popular

But what can I say

It didn't take long til I called it a day

But I'm older now, much older than I was when I was young








Sinto quase a mesma nostalgia quando volto a ouvir Jay Jay Johanson (1997) ou os Beach Boys (1966).

É esta a essência da IF.

Para alguns, isto deve estar errado.



Trato-me por tu



Ele. Procura o espaço de intimidade que lhe permita tratar-se por tu. Impossível. Descobrirá que precisa de mais.



Há um ano que deixa palavras, imagens e sons. Tudo para sentir. Impossível compreender.



Nunca chegará a nenhum lado. Não há caminho. Faz-se caminho ao andar. A única possibilidade é andar.



Trato-o por tu. Trata-me por você.

Um dia, reencontrar-nos-emos.




Gosto deste último disco dos King of Convenience. Há um certo mistério neste duo norueguês. São de Bergen e parece que cada um anda para seu lado. Um deles estuda. A sério. Não abdica de ser psicólogo. O outro passa mais tempo fora da Noruega. Sempre que regressa a casa, compõem. Mas também há histórias de MDs através do correio e de troca de e-mails.

Gostava de estar em Montreux (Suíça) no próximo dia 15, no Miles Davis Hall. Lá estarão os Kings of Convenience, no famoso Festival que sempre desejei cobrir para a rádio, o que nunca fiz.



Gold in the air of summer,

you'll shine like gold in the air of summer.




As músicas ouvem-se entrando pela capa do disco.









No dia do funeral de Sophia de Mello Breyner, vi e ouvi na televisão (pública!) um repórter rapaz/sagaz perguntar a uma senhora que estava no Rossio, no meio da euforia pré-desilusão futebolística : "Então ... este dia é mais ou menos feliz do que o 25 de Abril ?" !!!



Esta é a madrugada que eu esperava

O dia inicial inteiro e limpo

Onde emergimos da noite e do silêncio

E livres habitamos a substância do tempo




25 de Abril - Sophia de Mello Breyner







Será que se tivesse lido este poema ainda perguntava o mesmo ? Será que alguém lhe deu a ideia de perguntar aquilo ?

Será que o rapaz é sagaz ?

Será que ainda vai ser repórter por muito mais tempo ?

Receio que sim.



" Que se lixe a Taça ! ".

Esta era uma expressão que ouvia com frequência quando era miúdo. Claro que a frase continha uma série de valores semânticos. Hoje, digo-a eu.

Com a Grécia, as coisas começaram a correr mal antes do campeonato começar. Lembro-me de um anúncio na imprensa, do BES, que dizia : Vamos deixá-los em ruínas ! ... Ideia de mau gosto, como se viu.

O que mais me irritou não foi Portugal ter perdido a final. O que mais me irritou foram alguns políticos a aproveitar a boleia do Euro. Foram os comentários aos jogos (excepto o comentado por Mourinho ... afinal ele sabe mesmo mais do que eu pensava). Foram as realizações televisivas. Patéticas. Pimbas. Deslumbradas ! Havia meios a mais ! O que não havia era necessidade de os querer utilizar todos ao mesmo tempo (até o 2º golo de Portugal contra a Holanda mal se viu, tal a paranóia das infinitas repetições). E, acima de tudo, o futebol é um jogo colectivo, e estas realizações tentaram sempre mostrar o contrário.

O que não percebi : quando um jogador (em plano aproximado) passava a bola, havia um zoom sobre ele e só depois nos davam a ver para onde tinha ele passado a bola ... Realização para provocar a participação do espectador? Não foi o "Onde está o Wally?", mas sim o "Onde está a bola?".

Que se lixe a Taça !

É por causa do "amor incondicional" que demoro a chegar à lista das músicas incondicionais para o CD - 20 anos da IF.

É ainda à procura do mesmo amor que vou fazer uma IF de Verão.

Está ainda aí alguém ?







The sun is out - the sky is blue

there's not a cloud to spoil the view

but it's raining - raining in my heart


Raining in my heart - Buddy Holly



Nunca houve pouco para dizer, mas sim a impossibilidade de o fazer.

Dizer.

Desde sempre, saber que dizer dos outros, das coisas, das músicas, do mundo, é dizer de mim. Assim, na subtil arte da Comunicação, estou muitas vezes entre o que desejo absolutamente dizer e o que devo (ou julgo) dizer para ser merecedor do "amor incondicional". Aquele, dizem (justamente), que é o que procuramos desde o momento em que nascemos.




Não há grande espaço para mais.

Os olhares estão postos num ponto distante. Os ouvidos também.



Esta bela fotografia de Paulo Novais, da Lusa, sublinha a frase chave da IF: pouco para dizer, MUITO para escutar, TUDO para sentir.

Há festejos ruidosos nas ruas - muito para escutar. As pessoas parecem felizes - tudo para sentir. Os Beatles (George Harrison) descreveram este sentimento há muito : " ... the smile's return to the faces."

É certo que estes grandes arrebatamentos colectivos, em Portugal, são apenas conseguidos quando a bola bate nas redes das balizas contrárias. Mas quem sabe ? Talvez um dia, aqueles em quem o país devia também ter orgulho, tenham o mesmo tempo de antena. Pode ser que haja mais noites de festa !

A festa do futebol é bonita, mas ...

" ... queremos muito mais ... " !



POST INDUSTRIAL BOYS - POST INDUSTRIAL MEDIAOCRACY



Está bom tempo. Há futebol. As ruas parecem uma pintura "fauve" a verde e vermelho. É provavel que "alguma coisa mude para que tudo fique na mesma".









Mais Ray Charles para ouvir aqui
Há alguns anos (muitos, provavelmente) correu o boato de que o Ray Charles tinha morrido.

Eu e o Amândio vestimo-nos de luto. Eramos adolescentes. Estavamos desolados. Verdadeiramente desolados. Vivíamos com aquela voz dentro de nós. Gostaríamos de tocar piano como Ray.

Devo ter chorado um bom par de vezes ao ouvir alguns temas de Ray Charles. Não duvido que tivesse companhia. Van Morrison disse-mo.

Esta é uma velha foto de Ray com um significado especial para mim. Estava na capa do EP -edição portuguesa - que incluía "Together again".







Um dos discos de Ray Charles de que mais gosto (e que me deu um trabalhão a encontrar em CD), tem lá dentro algumas das peças mais significantes da carreira do "High Priest".







Coisas (para OUVIR aqui em baixo) como



YOU WON'T LET ME GO

IT HAD TO BE YOU

TELL ME YOU'LL WAIT FOR ME

DON'T LET THE SUN CATCH YOU CRYIN'



Mas há muita música de Ray Charles que DEVE ser ouvida. Segue num próximo post.

Tudo a propósito da morte, a 10 de Junho, de uma das mais fantásticas vozes da música do século XX. Claro que esta gente não morre. São mortais, mas não desaparecem. Cá estão os discos, os DVDs, a música na rádio (já não garanto ...).

Amândio. Desta vez, foi mesmo a sério. Não vou pôr luto. Sei que lhe dirás o quanto o amamos !









Nada para dizer.
O filme que ganhou a Palma de Ouro no último Festival de Cannes, já tem na internet o respectivo trailer.



É só carregar sobre a imagem. Como há muita procura, pode demorar um pouco.







Fahrenheit 9/11, de Michael Moore.



>"It's the first summer film where the special effects will be real...".

Estreia nos EUA a 25 deste mês.
Ontem, ao fugir de mais uma inauguração pré-eleitoral (costume ancestral nacional), parei numa bomba de gasolina. Ao meu lado parou a (uma !) Britney Spears, num Peugeot 204. Preparadinha para o playback.







Entrei no quarto de banho e lá estava o Luís a fazer barba e a cantarolar ...







A fila do McDonalds estava parada. O Nuno não tinha trocos e, ainda por cima, está a dever uma conta calada. Há dois anos tiveram a péssima ideia de lhe dizerem que "pagava em golos" e ele nem um marcou.







No meio deste "pão e circo", um "homeless" já não tem sossego !
Será que o mundo melhorará com a música certa ? Com a palavra certa ?

E qual é a música certa ? Qual é a palavra ?

Elas existem.

É preciso não parar de procurar.

E agir ! É aqui que está a diferença entre quem contempla e quem faz.

E como se faz (o) bem ?



Trato-o por tu. Ele trata-me por você.

A descrição do óbvio.

A perplexidade incómoda perante a verdade do título da Yourcenar :

O Tempo esse Grande Escultor.




Já saiu em Fevereiro, mas um "homeless radiofónico" ouve mais os ruídos dispersos do que sons seleccionados.

Dentro de um Vidro Azul vi o que agora daria a ouvir.

Isan - o duo inglês de volta com "Meet next life".

Oiçam.




Homeless.

A IF vivendo dentro de uma caixa.

E quantas janelas abertas para o mundo...
GET BACK ...



Parabéns ao Fausto da Silva e ao Nuno Ávila, do Santos da Casa - na RUC.

O concerto no terraço da AAC, mesmo ali ao pé da RUC, foi uma ideia simples mas genial. Estive na Avenida a ouvir (via-se mal ...). Depois ainda ouvi um pedaço da transmissão directa no rádio do Smart. Sempre estava um dia muito mais bonito do que aquele em que os Beatles resolveram fazer o mesmo no telhado da Apple. Os d3ö não têm baixo, são só três e o som é de Blues para Rock'a'Billy. Depois têm um elemento chamado Tony Fortuna, cujo nome cheira a rock Filadélfia anos 50. E, claro, o Miguel na bateria. Tirando uns feedbacks manhosos para o final, o fim de tarde foi animado.











Magnífica noite de luar.

A música, a que é eterna, desce na luz azul da lua.



Para ouvir.



Cowboy Junkies - Blue Moon

Bob Dylan - Blue Moon

Elvis Presley - Blue Moon(versão ao vivo em 1954)



Blue Moon

You saw me standing alone

Without a dream in my heart

Without a love of my own



Blue Moon

You knew just why I was there for

You heard me say a prayer for

Someone I really could care for



And then there suddenly appear before

The only one my arms could ever hold

And then somebody whisper

Please adore me

And when I looked the moon

Had turned to gold



Blue moon

Now I am no longer alone

Without a dream in my heart

Without a love of my own






A propósito da demissão do Conselho de Redacção do jornal "Público".

"José Manuel Fernandes falou com a editora e disse-lhe que tinha perdido a confiança nela e já há muito tempo que não confiava em João Ramos de Almeida. Disse ainda que a notícia não tinha sido publicada porque a ministra não queria que fosse o jornalista a tratar do assunto."

Digam-me que é mentira !

Garantam-me que foi um mal-entendido !

O Público ... agora, NÃO !