Ainda a propósito dos U2.
Numa das noites do Vilar de Mouros 82, eu estava a fazer a madrugada da Antena 1. Não sei reconstituir o que se passou, mas tenho a vaga lembrança de umas "entradas" em directo do local (quem ?), com o resumo do que se tinha passado. Retenho apenas o som de fundo que ficou a pairar no final do concerto dos Stranglers. "La folie".



Também lá estiveram os Echo and the Bunnymen e os Durutti Column. Uns dez anos depois havia de entrevistar o Vini, no final de um concerto memorável. Ele a falar muito baixo, com ar de humanóide frágil. Eu a perguntar o que é que ele ouvia quando era miúdo. Ele a responder : "em minha casa, os meus pais só ouviam jazz e clássica".

[ INTERVALO ]

Não é a primeira vez que é referido na blogosfera, mas mostrado, julgo que é a primeira. Este é que é o famoso tiramissu do Restaurante Penedo, em Pedrogão Grande. Trata-se do melhor tiramissu feito em Portugal. No Fumaças, o João já gabou esta sobremesa que a D. Isabel consegue fazer de forma incomparável. Eu, que não sou gastrónomo, e aprecio pouco a comida, confesso que tenho um verdadeiro crash por esta. O problema é que no Penedo eu gosto de tudo o que como ...





A responsável por este íntimo manjar é a D. Isabel.



O Restaurante Penedo fica dentro de Pedrogão Grande, perto da barragem do Cabril, e é sem dúvida o melhor da vila. Sei que arrisco em dizer que é o melhor de toda a zona, e esta zona pode ser muito alargada ... mas digo mesmo. Normalmente só como sopa de peixe e espadarte grelhado (que, para mim, não há igual), mas a ementa tem uma série de pratos que, quem me acompanha, garante serem de grande qualidade. Há ali qualquer coisa pouco habitual em Portugal : comida requintada feita de uma forma leve e simples. Os proprietários, Sr. Pedro Silva (gerente) e a esposa, D.Isabel, têm experiência de hotelaria na Suíça. É tudo muito bom e naturalmente simpático.



Depois deste inesperado post gastronómico, só me resta arranjar tempo para lá voltar.
IF 6/7 de Março

# Sengei Ono : Planador
# Aeroc : En tehr
# Squarepusher : Tommib help buss
# Blood Sweat and Tears : Sometimes in winter
# Air : Alone in Kyoto
# Polmo Polpo : Dreaming (again)
# Sengei Ono : Enishie
# Sengei Ono : I think of you
# Death in vegas : Girls
# Virginia Astley : Broken
# Sengei Ono : I think of you (last track)
# The Residents : This is a man's man's man's world
# Harold Budd : Paul McCarthy
Descobri agora, num daqueles calendários perpétuos, que há 39 anos 5 de Março também foi um sábado. O disco que mais vendia era "This boots are made for walking" de Nancy Sinatra. A mesma Nancy que está anunciada para 29 de Abril na Casa da Música, no Porto, quase no final da sua tournée europeia "An evening with Nancy".
A IF aprecia os discos que Nancy fez com Lee Hazlewood. "Some velvet morning", uma dessas canções que se tornou de culto, já passou por aqui várias vezes.
Para saber mais sobre a filha da VOZ (Francis, Frank ...), basta clicar sobre esta fotografia do tempo em que as botas eram mesmo para andar. Garanto uma surpresa.

Neste blog nunca apaguei um post, mas, em relação ao anterior, era o que tinha vontade de fazer. Desculpem. O post é absolutamente infantil. Uma criança que provoca os mimos (ia a escrever que procura colo ...).
Reparei agora.
O blog IF-NO-AR, ideias para a continuação da Íntima Fracção, está parado há mais de um mês. Tendo sido uma iniciativa de um grupo de ouvintes quando o programa parou na TSF, presumo que se confirma a ideia de que o "tempo cura tudo". Preciso saber se sou só eu que acredita na Íntima Fracção.
Entretanto, a IF regressa à RUC no domingo à noite e, depois, à ESEC Rádio on-line para download. Está prometido um bitrate superior, melhorando ainda as condições de escuta que já tinham sido melhoradas nas últimas edições.
O vento ruge no rochedo como se arranhasse um violino torto ...
As palavras exactas para esta noite. Estas e outras, no Ilhas sem farol. Recente, imperdível, um moleskine cibernético com notas partilhadas por um jornalista/escritor, autor de um magnífico retrato de Fernando Vale. Descubram-no.
Trinta e cinco anos depois, neva em Thimister.
Tão levemente como estes sons.



Cadence and Cascade
Kept a man named Jade;
Cool in the shade
While his audience played.
Purred, whispered,
"Spend us too:We only serve for you".

Sliding mystified
On the wine of the tide
Stared pale-eyed
As his veil fell aside.
Sad paper courtesan
They found him just a man.

Caravan hotel
Where the sequin spell fell
Custom of the game.
Cadence oiled in love
Licked his velvet gloved hand
Cascade kissed his name.

Sad paper courtesan
They knew him just a man.

Fripp, Sinfield
King Crimson - 1970
"Tudo quanto é velocidade não será mais do que passado, porque só aquilo que demora nos inicia"
Rainer Maria Rilke

Uma possível explicação para a IF e o impacto de a ter encontrado.

Não entendo muito bem como é que em 2005 se formam filas para comprar bilhetes para um concerto dos U2, que vai acontecer em Agosto. Lá que sabem vender ... não duvido. Não se trata de nostalgia, mas os melhores momentos dos U2 não têm nada a ver com os concertos recentes. O primeiro álbum - BOY (1980) - não passou da 52ª posição nas tabelas de vendas no UK e da 94ª (!!!) nos US. Pois é ali que está o melhor. INTO THE HEART é , para mim, A canção dos U2. Sei que dão uns concertos de estádio com grande aparato tecnológico (como estão longe de UNDER A BLOOD RED SKY ...).

Obrigado Bono, pela intervenção (por certo desinteressada) a favor da justiça no mundo, mas não vou comprar bilhete.

Into the heart of a child

I stay awhile

But I can go there.

Into the heart of a child

I can smile

I can't go there.

Into the heart, into the heart of a child

I can't go back

I can't stay awhile.

Into the heart.

Into the heart.

No próximo domingo não há IF, na RUC. É a Noite dos Oscares, também na RUC.
Para compensar, e a pedido, será reposta para download, a emissão da IF toda feita em torno do tema do filme "You only live twice". Enjoy ...

Dois bons momentos : a tentativa de definição de um blogger pelo Hugo, utilizando um belo texto de Italo Calvino, e o disco com o indicativo do Eixo do Mal (SIC-Notícias).
O autor chama-se SEIGEN ONO e o disco NEKONOTOPIA NEKONOMANIA. A música em causa é a faixa 3 - Enishie. Descobri-o graças à paciência do Nuno Artur Silva, das Produções Fictícias. O Nuno avisou-me logo que o objecto era difícil de encontrar, mas não me deixei amedrontar. Descobri que o senhor Seigen Ono é japonês e, partindo de uns vagos conhecimentos no Japão, cheguei à informação de que o disco tinha sido editado (1990) pela belga Crammed Discs, na colecção Made to Measure. Os meus amigos em Bruxelas e Liège fizeram o resto.



Seigen Ono é um músico japonês que, como produtor e engenheiro de som, trabalhou com the Lounge Lizards, Bill Laswell, R. Sakamoto, Herbie Hancock, e outros que tais. Este NEKONOTOPIA NEKONOMANIA, voga entre o ambient e o jazz minimalista, com a participação de John Zorn, Evan Lurie, e outras figuras da New York scene. Os últimos temas são dedicados à "Berliner Nächt", uma hipnótica suite para guitarra de 12 cordas.
Há, em alguns temas, como no caso do indicativo do Eixo do Mal, uma atmosfera retro que me faz lembrar um amigo de Hong-Kong a viver no Canadá, que em 1960, com dez anos, engraxava sapatos à porta de um salão de baile da então colónia britânica. Uma das recordações dele é a música que vinha do primeiro andar, com os sons da orquestra de Billy Vaughan, em especial a Berlin Mellodie.



sengei ono -Enishie.mp3

É só clicar no nome do ficheiro em cima e a música tocará nos ouvidos, poisando nos vossos corações ! Se descobrirem o disco, oiçam-no, de preferência, a comer bolos de mel das monjas beneditinas do Mosteiro de Santa Escolástica, em Roziz, acompanhados por chá verde com jasmin. Vão ver que se sentem felizes, abertos à contemplação e à introspecção. Não me perguntem porquê. É uma coisa que se sente ... não tenho a mais pequena intensão de tentar explicar.
Ah ! Torna-se óbvio que o Eixo do Mal (SIC-Notícias, sábados à noite, às 24 h, com repetição aos domingos às 18 horas), é uma espécie de habituação de que não me consigo afastar. Tudo gente inteligente e consideravelmente divertida. É tão raro ...
Now at last
( Blossom Dearie )

Now at last I know
What a fool I've been
For have lost the last love
I should ever win

Now at last I see
How my heart was blind
To the joys before me
That I left behind

When the wind was fresh
On the hills
And the stars were new in the sky
And the lark was held in the still
Where was I Where was I

When the spring is cold
Where do robins go
What makes winter lonely
Now at last I know

When the wind was fresh
On the hills
And the stars were new in the sky
And the lark was held in the still
Where was I Where was I



Leslie Feist - Let it die
(desde Maio, cd produzido por R. Letang e Gonzales)
IF 20/21 Fevereiro

# This mortal coil : Another day
# Gonzales : Armellodie
# Azure Ray : These white lights will bend to make blue
# Opto : 04.34
# KLF : Alone again with the dawn coming up
# Destroyer : Your blues
# Echoboy : Telstar recovery (extracto)
# Noonday Underground : Closing time (extracto)
# Donna Regina : Why
# Dream Academy : It'll never happen again
# Samara Lubelski : Keeper of beauty
# James Taylor : Fire and rain
# Departure Lounge : I love you (remix Animals on wheels)
# A guy called gerald : American Cars
# Flying Lizards : Tears


A Cris, para além de me ter feito chegar o Mouchette, do Bresson, deu-me a conhecer, através das suas bobinas, um ciclo de filmes de Jean-Luc Godard a decorrer no Nimas. Perspicaz, nota o alinhamento.
Para hoje, domingo, Pierrot, le fou (Pedro, o louco).



Na 2ª feira, Nouvelle Vague (Nova Vaga).


Olhando com mais atenção, na 3ª, ainda há Helas pour moi (Valha-me Deus).



É nisto que estamos. Nem o alinhamento de um simples ciclo de cinema nos liberta do sobressalto. Utilizando ainda um título do Godard, sinto-me À bout de souffle (O Acossado).

A propósito das más condições de escuta das duas últimas IF's.

Há sempre uma explicação (digital) para este tipo de erros. Está feito e detectado. Corrigida e em perfeitas condições, a IF regressa no domingo à RUC e, depois, à net na ESEC Rádio on-line.
[INTERVALO]

Sempre à espera de um sinal, de uma resposta, da intimidade de uma esperança.
Assim, encontrei "uma" resposta para as perguntas que neste momento me coloco. É apenas a última frase de um post do Luís na Natureza do Mal :
"Domingo, até os que ingénuamente comemorarem, hão-de comemorar uma derrota."
Desta vez, é inevitável : todos perderemos, porque todos ganharão.
Estamos exaustos. Olhamos, apenas.
Post com bons links.
As imagens guardam música.

Este é o magnífico Park Hyatt Tokyo, o hotel onde foi filmado "Lost in translation", de Sofia Coppola. O hotel ocupa os últimos 14 dos 52 andares da Shinjuku Park Tower.



O quarto com vista para Tóquio, onde eu gostava de me perder em translação.



A suite presidencial (com piano), onde nunca ficarei (porque não gosto de ser presidente).



O grill do hotel.



Um dos bares com vista para Tóquio.



O bar onde se encontram os perdidos in translation.



E lá no alto, a piscina, onde já nadei através da câmara subaquática utilizada por Sofia. Obrigado.




Há quem goste de whiskey, charutos, carros de luxo, alta tecnologia como gadget.
Eu gosto de hotéis. Gostaría de ser viciado, mas nem dependente sou. Lost in translation é para mim (só?), um filme de culto, porque Sofia Coppola filmou o que eu sempre desejei ter filmado: HOTÉIS.
Nós e o tempo.
Como diria Carla Bley:
Time and Us.

Restos de espuma de banho na toalha.

It's only the wind blowing litter all around
Just a little wind and the trees are falling down
There's nobody crying, that was yesterday
Inside we're all smiling, everything's okay

It's only the wind
Behaviour - Pet Shop Boys (1990)



Primeiros dias de 1991. Frios, mas de novo luminosos. Algarve. Hotel da Aldeia. Fogo de artifício lançado por crianças no jardim do lado. Traços luminosos riscando a noite. Televisão por parabólica. Música. Rádio (os empolgantes dias da TSF). Ela.
Restos de chocolate amargo no bolso.

Now maybe you're right and maybe you're wrong
But I ain't gonna argue with you no more
I've done it for too long.
It was getting so good why then, where did it go?
I can't think about it no more tell me if you know.
You were loving me, I was loving you
But now there aint nothing but regretting
nothing,
nothing but regretting everything we do.

Maybe you're right
Cat Stevens - Mona Bone Jakon (1970)



Num frio, mas luminoso sábado lisboeta de Janeiro de 1971, o Júlio regressa a Liège, via Bruxelas. Vou esperá-lo a Santa Apolónia. Pesamos a mala numa máquina de moeda. Vamos a minha casa inventar maneira de não ultrapassar os 20 Kgs. Almoço no Tatu. Voo TAP lá para as 4 e meia da tarde, uns bancos atrás de Vera Lagoa e Artur Agostinho. Naquele momento, tudo era ainda possível. Na Portela ainda quero falar do mesmo assunto. Ela. Mas ele não me quer ouvir. O passarão branco levanta em direcção à Europa, onde o Manel espera. Eu fico em terra, a caminho da Avenida de Roma e da Sinfonia e só podia comprar este disco.
IF 13/14 Fevereiro

# Microphones : I'll be in the air
# Czars : Goodbye (intro)
# Pretenders : Kid (live acoustic)
# Marianne Faithfull : Crazy love
# Gonzales : Melodika
# A Guy Called Gerald : American Cars
# A Guy Called Gerald : Millennium sanhedrin (com Ursula Rucker)
# Johny Cash : We'll meet again (extracto)
# Air : Alone in Kyoto
# The Column One / Excellent listener : Winter
# Leslie Feist : Now at last
# OMD : Statues
# Nouvelle Vague : Love will tear us apart
Vozes distantes ...
As vozes na rádio. As vozes "lá dentro". As vozes do outro lado da casa, ao fundo do vale, difusas, dispersas, junto ao mar. As vozes e os sons. A música. E, porém, as imagens. Desde o primeiro instante.



Durante algum tempo, utilizei na IF o disco (ainda em vinil) com a banda sonora do filme inglês "Distant voices, still lives" (1988), de Terence Davies. Alguém sabe se existe em CD ?
« Les esprits sont comme les parachutes. Ils ne fonctionnent que quand ils sont ouverts »
Louis Pauwels


[ INTERVALO ]



Aqui está outro projecto a que tenho dedicado grande parte do meu tempo e entusiasmo.

Vejam.







A Guy Called Gerald

To All Things What They Need







O regresso de Gerald Simpson. Desde 2000, é uma passagem regular na IF, mesmo com os discos arrumados na secção Dance/Electronica. Não tenho ainda opinião formada sobre o novo disco (com a participação de Finley Quaye e Ursula Rucker), mas a sua abertura será incluída na IF de 14 de Fevereiro.



[ INTERVALO ]







A partir de hoje, olharei só de passagem a campanha eleitoral. O que vi até agora, deixa-me à beira daquela perigosa ideia de que "são todos iguais". Não pode ser verdade. Não quero que seja. Só pode ser verdade se todos nós, eleitores, formos também todos iguais na mediocridade.







Tenho recebido queixas por não ter revelado o alinhamento do programa de 10 de Janeiro, quase todo instrumental. As mensagens são entusiásticas ( e entusiasmantes - ainda há quem ouça com a disponibilidade sugerida na frase-chave : pouco para dizer, muito para escutar, tudo para sentir.) A verdade é que perdi o alinhamento e a única forma de o reaver é ouvir, de novo, o programa e reconhecer os temas.

Sei também que o primeiro programa da época RUC não está na rede. É um problema (meu) técnico. Vou tentar resolvê-lo.

Espero que não fique muito pretensioso agradecer a todos os persistentes ouvintes. Obrigado.

Já agora (se o JPP o faz do alto do seu milhão de visitas ao Abrupto) informo que a IF tem ouvintes via net (que deixaram rasto ...), para além, claro, de Portugal, também em Espanha, Itália, Bélgica, Reino Unido, Suécia, Brasil, Venezuela, Estados Unidos ... e se alguém se sentir excluído, que diga.

Podem ouvir-se nas rádios universitárias (RUC e RUM), mas também na net, dois magníficos programas de rádio. De um deles - Vidro Azul (realizado por Ricardo Mariano) - já aqui falei (talvez não o suficiente) para garantir que é um dos melhores momentos da rádio portuguesa actual. Do outro, recente, preciso também de dizer o melhor. Percepções (realizado por Nídio Amado), é um todo que passa pela criação gráfica de uma imagem para cada emissão - todas com um título que nos prepara para a escuta. Os dois programas podem ser ouvidos também através da net, podendo mesmo ser descarregados na íntegra (Percepções, sempre. Vidro Azul, começa agora). As rádios convencionais pensam que conseguem anestesiar as audiências para sempre. Já se enganaram !























This is winter ... winter ... winter ...

Oferta aúdio para dias (e noites) de Inverno.

IF 6/7 Fevereiro



# Micatone : Belgien

# the Czars : My love

# Rogue Wave : Be kind + rewind

# Samara Lubelski : Now's morning's calling

# the Residents : And i was alone

# Money Mark : Peter Sellers sings George Gershwin

# Alpha : Keep fit

# Organ Language : Calm before calm

# the Czars : Bright black eyes

# Barry Goldberg Reunion : I think i'm gonna cry

# Claudine Longet : Love is blue

# Leslie Feist : Tout doucement

# Set fire to flames : This thing between us is a rickety

# Alpha : Your eyes have loved

# Tba : Mom error

# Beck : Everybody's got to learn sometime

# Orquestra Mantovani : Swedish rhapsody

Na próxima IF Peter Sellers sings George Gershwin. Sim. Literalmente.







" Em que momento é que se torna perigoso avançar mais ? ... A pergunta surge no momento em que achamos que já fomos longe demais." Sam Shepard



Goodbye é o mais recente CD dos britânicos Czars. Um grupo liderado por um músico formado em linguística na Alemanha e na Ucrânia. A IF já fez uso dos Czars através da sua versão para Song to the siren (que os This Mortal Coil tinham aproveitado do original de Tim Buckley) e também de Autumn, na edição de 31 de Janeiro. Goodbye é um disco na tradição da IF profunda. Para ouvir, brevemente.







Czars era também o nome de uma banda pop portuguesa dos anos 60 (de Aveiro ?). Alguém confirma ? Quem sabe alguma coisa da sua (suponho) breve história ?

A Íntima Fracção que passou na RUC na noite de 30 para 31 de Janeiro, já pode ser retirada da Net. Não faz insinuações nem promessas. Não ganha audiências, mas estou contente por isso.

IF 30/31 Janeiro



# Electric Marbles : Intro marbles

# Bill Frisell/Wayne Horvitz/Ringo Starr : Pinocchio (Do You See The Noses Growing) Medley - Desolation Theme / When You Wish Upon A Star

# Set Fire to Flames : Mouths trapped in static

# Squarepusher : Tommib help buss

# The Czars : Autumn

# Death in Vegas : Heil xanex

# Death in Vegas : Girls

# Kevin Shields : Are you awake

# Woven Hand : In the piano (excerto)

# Ölga : am 5696423

# Japan : Night porter

# Elizabeth Anka Vajagic : The sky lay still

# Elvis Presley : Blue moon

# Silge Nergaard : Once i held a moon

Uma confidência nada indiscreta. A Janela está aberta nas últimas bobinas. Só ali é possível encontrar um fotograma tão leve como este.







LaNiñaSanta, de Lucrecia Martel.





Na próxima emissão da Íntima Fracção, a meio, vão-se ouvir Death in Vegas - Heil Xanex. Logo a seguir, os mesmos - Girls. O regresso à magia da descoberta de Tóquio, no início do fascinante Lost in Translation de Sofia Coppola.







[ INTERVALO ]



Ao contrário dos que afirmam não se arrependerem de nada, eu aprendi a arrepender-me de imensas coisas. É por isto que o próximo dia 20 de Fevereiro é uma espécie de Bojador, sem saber que mar me espera do outro lado.





alta noite já se ia, ninguém na estrada andava.

no caminho que ninguém caminha, alta noite já se ia, ninguém com os pés na água.

nenhuma pessoa sozinha ia, nenhuma pessoa vinha.

nem a manhãzinha, nem a madrugada, alta noite já se ia, ninguém na estrada andava.

no caminho que ninguém caminha, alta noite já se ia, ninguém com os pés na água.

nenhuma pessoa sozinha ia, nenhuma pessoa vinha.

nem a estrela guia, nem a estrela d'alva, alta noite já se ia, ninguém na estrada andava.

no caminho que ninguém caminha, alta noite já se ia, ninguém com os pés na água.



Alta Noite, de Arnaldo Antunes, há uns anos passou com alguma frequência na IF. O AA tem um ar de John Cale. Ouvi o Arnaldo a conversar com o Carlos Vaz Marques, com aquela voz que ninguém mais tem. E ele falou de rock'n'roll. Não da música. Da atitude. Que o João Gilberto era rock'n'roll. E eu a concordar. Depois deu-me para recordar um pioneiro, o Fats Domino. Antoine Fats Domino.







Primeira gravação em 1949 (ouvir aqui The fat man). Entraria na cena rock'n'roll em 1955. Vendeu o bastante para ser 10º no Top com uma canção que, cantada por um branco (Pat Boone), chegaria a nº 1. Os grandes momentos de Domino situam-se entre 1949 e 1962, mas nos anos 70 viria à Europa e, em históricos concertos na Alemanha, recuperar (para sempre) a fama adormecida.







I Want To Walk You Home é uma daquelas coisas que sabe (e)ternamente a anos 50. Fats Domino tocava piano, ensinado por um primo mais velho. Para mim, o rock'n'roll foi sempre uma música de primos mais velhos. E como eles me fazem falta ... Deixaram de dançar o rock (que sabiam fazer bem) e não posso perdoar-lhes -embora os compreenda. Fats, em 2001, com 73 anos, ainda cantava e tocava assim.

O Van Morrison cantou esta especial nostalgia pelo Fats Domino em The Days Before Rock'n'roll. Eu voltei a ele através de umas palavras ditas na rádio pelo Arnaldo Antunes (Lisboa, esta noite, no Porto, segunda). E volta também o cheiro e o tacto do primeiro gravador que conheci, do microfone, e do écran, e da máquina de projectar filmes de 8 mm. E de pão torrado, também.













A lua, a pique, do alto da silenciosa e cortante meia-noite. A música persiste, sobrevive a quem a criou, deu. Pode ainda passar ténue, vaga, mas audível. Abandonada, sobre o chão de luar frio, na rua onde já ninguém passa.







IF 23/24 Janeiro



# Destroyer : Don't Become The Thing You Hated

# Arve Henriksen : Opening image

# Aartica : Indie

# Squarepusher : Tommib

# All night radio : All night radio

# Elvis Presley : Love me (extracto)

# Tba : eta raz ! (akunin b)

# Peolpe like us : Listen to The

# Mike Milosh : Frozen pieces

# Secret Chiefs 3 : The end times

# The Clash : Broadway

# Alpha : 1900

# When the cat's away : Anyone who had a heart (extracto)

# Destroyer : Your blues (extracto)

# Tba : z Kluchik

# The Monty Python : Always look on the bright side of life

# Leslie Feist : Secret heart

# KLF : Madrugada eterna (extracto)



Para download, ESEC Rádio online. Experimente.

No ar e em directo na Net, através da RUC.

De novo à janela, fascinado com a possibilidade de olhar de largo, numa simultaneidade de contactos de que me não apercebo. Digo a palavra, ofereço o som e é tudo o que me resta.

Os olhos ficam húmidos de tanto fixar as estrelas. O coração treme de tanto acreditar em cometas. As mãos gelam de tanto tatearem a vidraça. A voz cede, no desespero do abandono.

(texto recuperado de uma IF dos anos 80)







Na Íntima Fracção do próximo domingo e depois na web, a qualquer momento.

Destroyer, a nova face do canadiano Daniel Bejar, vai passar por aqui. Datas e locais mais próximos :



16 de Fevereiro MADRID (Siroco) + The Secret Society

17 de Fevereiro LISBOA (Galeria Zé dos Bois)

18 de Fevereiro LEIRIA (Auditório Velho do Orfeão)

19 de Fevereiro VIGO (Vademecwm)



Dentro da imagem está um pouco da música desde há meses passada na IF e com que contentamento !





IF 16/17 Janeiro



# BSO Lost in translation : Intro/Tokyo

# Death in las vegas : Girls

# Gonzales : Chilly in f major

# Azure Ray : These white lights will bend to make blue

# Françoise Hardy : Tard dans la nuit

# Gonzales : The tourist

# BSO Lost in translation : Secret track ( More then this - Bill Murray)

# Kevin Shields : Are you awake

# Martin L. Gore : In my other world

# Brian Reitzell & Roger J Manning Jr : Shibuya

# Kinks : Don't you fret

# Lambchop : Is a woman (Alpha remix)

# Nick Cave : Sunny

# Andrew Pekler : Here comes the night

# Jesus and Mary Chain : Just like honey

# Happy End : Kaze Wo Atsumete

# Gonzales : Overnight



O Manel e o Júlio jantam esta noite em Veneza. Foram lá passar o fim-de-semana. Voaram da Bélgica na quinta à noite. É também nisto que está a diferença entre viver no centro da Europa ou nas "brumas da memória".