A Íntima Fracção faz hoje 21 anos.
Obrigado a todos os que ouviram, ouvem ou ouvirão.
Obrigado aos que a apoiaram nos momentos mais difíceis. Obrigado à RUC que a recebeu. Obrigado à ESEC Rádio on-line onde as emissões ficam disponíveis para download. Obrigado a quem proporcionou os seus primeiros 5 anos na RDP Antena 1. A quem lhe proporcionou o longo percurso na TSF. Obrigado a quem deixou comentários no blog (não contabilizados). Obrigado a quem enviou mails, sobretudo a partir da última emissão na TSF (contados, até hoje, foram 2484).
A próxima edição da IF inclui algumas recordações e aproveita para estrear os novos discos de AGF and DELAY, de TBA e de ALVA NOTO com SAKAMOTO.

Com rigor, a data do aniversário da IF é 8 de Abril !
Entretanto, já está on-line a emissão do dia 4.


Na noite de 7 para 8 de Abril de 1984, sábado para domingo, concretamente às 0 horas de 8 de Abril, começou a ser realizada (em directo) a primeira Íntima Fracção. Local : estúdios da RDP em Coimbra. Broadcast : Antena 1.
Na época, havia três estações de rádio em Portugal : RDP Antena 1; RDP Rádio Comercial; Rádio Renascença.
As músicas que passavam na rádio, incluiam: 99 Red balloons/Nena; Joanna/Kool & the Gang; Wouldn't it be good/Nik Kershaw; Relax/Frankie Goes To Hollywood; Hello/Lionel Richie; Jump/Van Halen; Robert De Niro's waiting /Bananarama; Doctor doctor/Thompson Twins; Your love is king/Sade; It's a miracle/Culture Club; Radio Ga Ga/Queen; My ever changing moods/Style Council ... Embora, passados 21 anos, algumas destas memórias possam saber bem, não era disto que a IF se iria fazer.
Os sons iniciais da IF andaram pelos discos dos Cocteau Twins, Smiths, Brian Eno, Harold Budd, Laurie Anderson, This Mortal Coil, Aztec Camera, Rainy Day, Ry Cooder, Howard Devoto, Magazine, Durutti Column, Red Guitars, Felt, Nick Cave, John Cale, Velvet Underground, Virginia Astley, Sétima Legião, John Surman ... com repescagens de outras épocas onde se incluiam Buffalo Springfield, Dylan, Doors, Cohen...
Não era habitual (nem fácil !), juntar e passar estas coisas durante duas horas. Hoje - e nunca o poderia ter imaginado em 1984 - ainda é menos habitual e muito mais difícil fazer o mesmo. Seja com aqueles sons ou com os que em 2005 poderão ser os seus equivalentes. O (quase) desaparecimento dos realizadores radiofónicos, resulta da expansão das playlists (fabricadas por uma ou duas pessoas, por sua vez controladas por uma outra que tem de mostrar resultados a outras, que supostamente exigem um produto de que o público goste, mas verdadeiramente o que pretendem é controlar esse público), das rádios automatizadas sem coração (nem alma !), do amadorismo das locais exploradas como se fossem mercearias que passaram a mini-mercados, da praga dos programas jovens adultos (onde é necessário haver umas 4 vozes sobrepostas e uma série de esgares, supostamente risos, contentes com tudo e com coisa nenhuma), da rádio interactiva (horas de suposta democracia popular, na qual falam os que têm acesso ao telefone e sabem como conseguir vez no parlatório) e, claro, a rádio de sempre - boa viagem, cuidado com o piso e já são 8 e 27 !
A rádio portuguesa é, actualmente, quase toda igual. Tirando as estações que produzem informação (Antena 1 e TSF) - com preenchimento musical muito discutível, especialmente a TSF que baixou o nível para um patamar impensável, não há rádios alternativas de cobertura nacional, nem sequer verdadeiras rádios temáticas.
Tirando ilhas de resistência (universitárias e uma ? ou duas ? locais), a lógica é a de que o mercado formata a rádio. Não é verdade ! A rádio é que formata o mercado (veja-se a história da TSF). Devido a este panorama, e já que a Antena 2 se abriu apenas (vagamente) ao jazz, cabe ao Estado (coisa maldita que provoca tonturas aos opinion-makers persistentemente colocados nos media nacionais) a criação de uma alternativa credível e responsável. Contra tudo e por certo contra todos, defendo a criação de um novo canal de rádio de cobertura nacional. Conteúdos ? Tudo o que os outros não têm, mais as poucas coisas boas que os outros ainda têm.
E é assim que se comemora o 21º aniversário da Íntima Fracção.
IF 3/4 de Abril

# Spektrum : Shall i jump
# Piano Magic : Echoes on ice
# Six Organs of Admittance : Eighth cognition - all you've left
# Mono : Where am i
# Karen O : BSO anúncio Adidas
# Langley Schools Music Project : God only knows
# Paul Simon : April come she will
# Billie Holiday : April in Paris
# Hope Sandoval : Cherry blossom girl (Air)
# Air : Cherry blossom girl (fan demo)
# Patti Smith Group : Easter
# Jesus and Mary Chain : April Skies
# Cyan and Ben : Silence and little melodies (extracto)
# Karen O : BSO anúncio Adidas
# A Silver Mt. Zion : For Wanda
# Mono : Giant me on the other side
# Lambchop : Low ambition
# Lambchop : Nothing adventurous please
Agora, no meio da noite, quando a chuva cai, tudo mais parece ser apenas silêncio.
[ INTERVALO ]

Estou de causas - 2



A Família Galaró está em perigo e precisa de pequenos grandes heróis para salvá-la. Também podem ser grandes pequenos heróis ...
Seja pai, mãe, avô, avó, tio, tia, primo, prima, irmão ou irmã mais velha, ..., já deve ter ouvido falar desta família. Ela vive todos os dias às 8h15m da manhã ou às 7h45 da noite, na 2: (RTP). Agora, a Família Galaró precisa encontrar apoios para continuar "no ar".

Nós estamos desolados por termos de chegar a escrever este e-mail, quando todos sabem que este programa surgiu como um golpe de ar puro numa programação infantil exclusivamente estrangeira.

Encontre aqui maneira de ajudar.

As emissões da IF de 14, 21 e 28 de Março (em atraso), estão finalmente disponíveis na rede. Estão mais pesadas porque o bitrate foi elevado e, assim, a qualidade sonora melhorada.


Santos da Casa é o mais antigo programa de rádio sobre música feita em Portugal. Fausto da Silva e Nuno Ávila realizam-no na RUC, de 2ª a domingo, entre as 19 e as 20. Dedicação, conhecimento e humildade - receita para os santos se manterem há tanto tempo na casa (Rádio).
Agora, vem aí o 7º Festival Santos da Casa.
Devemos todos dar os parabéns ao Fausto e ao Nuno, e as bandas portuguesas, para além disto, também deviam agradecer.
Para os gostos íntimos, recomenda-se a 9 de Abril, no Museu dos Transportes em Coimbra - The Unplayable Sofa Guitar e Old Jerusalem.

[ INTERVALO ]

Estou de causas.
Sempre achei frívolo e cabotino este mundo da moda portuguesa. Gostava de saber o retorno que o país tem com tanto desfile, Moda Lisboa, Moda não sei de onde ... e, claro, os inevitáveis milhares de jovens que sonham ser modelos, que é como diz (naquelas cabeças pouco maduras) - a melhor forma de fazer pouco, sem esforço, utilizando apenas o corpo na época certa.
Agora recebi um mail (mais um do Tozé Martins na sua cruzada do Bem contra o Mal), que inclui um vídeo impressionante veículado pela Animal.org .

"A SUA colaboração preciosa é FUNDAMENTAL para que o horror do sofrimento dos animais nas quintas de peles e o apoio da estilista Fátima Lopes a esta indústria seja denunciado."



Desta forma, estou contra as Fátimas Lopes e congéneres e gostava de levar o meu cão a visitar uma loja da senhora para que ele fizesse umas provas ...
Está claro que não o vou fazer, mas convido-vos a conhecer as lojas da madeirense de cabelo em V, para que sejam locais absolutamente evitáveis. É só entrar em Shops, no site flashado da Fátima.

Vejam o vídeo AQUI.
Uma recordação recente (Abril de 2003) que não chegará nunca aos tops, mas que vale ouvir. MONO - One step more and you die. Pouco para dizer, muito para escutar, tudo para sentir.

Disco mais vendido, actualmente, na Grã-Bretanha : listen !
Que tal ? Pensavam que a doença pimba era produto nacional ? Não. Este regresso de TONY CHRISTIE consegue ser pior do que era na sua época - há mais de 30 anos. O tempo não o reabilitou. Ainda bem !



À atenção da Idade da Incontinência ...
Fiquei a saber, através de um crónica de António Barreto, no Público, que na Lapa, a loja que vendia Ferraris e Mazerattis passou a vender Smarts. Opção acertada.
No novo filme da Metro Goldwyn Mayer "Pink Panther", o Inspector Jacques Clouseau (protagonizado por Steve Martin) irá desvendar um crime, ao volante de um Smart fortwo. Estou curioso, embora falte Peter Sellers ...



Na IF já passaram dois pedaços da Pantera : o atendedor de chamadas de Sellers e uma versão (incrivelmente inesperada) de Come to me, começada por Tom Jones e terminada de forma irresistível por Peter Sellers.
Sei que começa a não haver paciência para repórteres que tentam meter o microfone na boca para que não foram chamados e a câmara pelos olhos que já não vêem, mas ... Se fosse o repórter a bater no Administrador, o que teria feito a Guarda ?
"Vá trabalhar ... !".



Repórter agredido
SIC vai interpôr uma acção judicial contra administrador da Vicaima.
Concluímos mais uma vez: a velocidade da luz não é constante... (Nadir Afonso).

Vejo o arquitecto/pintor (sobretudo pintor), agora com 85 anos, na televisão. Na SIC-Notícias, com Bárbara Guimarães, numa curta conversa que me surpreendeu. A televisão portuguesa não tem tempo para Nadires ... Desta vez aconteceu !
Para conhecer melhor Nadir Afonso entre por aqui.




Já passaram 17 anos ?!
A Rádio era para estar mais nova. Envelheceu. Liofilizaram-na e vendem-na em pacotes.

under the april skies
under the april sun
sun grows cold
sky gets black
and you broke me up

# The Jesus and Mary Chain
RÁDIO CRÍTICA.
Começou a 2 de Março, mas só agora descobri este blog. Ouvido crítico de um ouvinte que faz rádio. Francisco Mateus, um amigo, animador (actualmente pouco animado) na TSF. Toda a atenção para as críticas e, sobretudo, as esperanças por uma rádio melhor.
14, 21 e 28 de Março. Datas das emissões da IF que ainda não estão disponíveis na web. Falta pouco. Regressarão em óptimas condições para download.
Partir para onde ? ...

IF 27/28 Março

# Eluvium : Area 41
# Max Richter : Horizon variations
# Yo la tengo : By the time it gets dark
# Low : The lamb
# A silver mt. zion : Sit in the middle of three galloping (extracto)
# Mark Mothersbaugh : Ping island / lighting strike rescue up
# Piano Magic : Shepherds are needed (extracto)
# Piano Magic : This heart machinery
# Six Organs of Admittance : Words for two
# Six Organs of Admittance : Lisboa
# Eluvium : Taken (extracto)
# Eluvium : We say goodbye to ourselves
# Tori Amos : Ribbons Undone
# Harold Budd : It's steeper near the roses (for David Sylvian)
# Xiu Xiu : Clowne Towne
# Led Zepplin : Babe i'm gonna leave you

+ Ronald Reagan : The bombing begins in five minutes ...
Em Coimbra. Escola da Noite.



Sirvam-se.
Não ... não, obrigado ! Eu não como.

No Eixo do Mal (SIC-Notícias), Pedro Mexia recomendou (à la Prof. Marcelo) as Memórias de um Craque. Um livro que reúne diversas crónicas (1972) de Fernando Assis Pacheco sobre, suponho, as suas próprias memórias enquanto jogador de futebol na Rua Guerra Junqueiro, em Coimbra.
O Fernando Assis Pacheco, para além de ser filho do dr. Assis Pacheco que me deu uma mão (literalmente) na minha chegada ao mundo, era um dos melhores contadores de histórias que conheci. Escritas (pouco publicadas, que pena), mas também de viva voz. Uma noite, na Antena 1, descreveu como nunca mais ouvi, o ambiente de Coimbra durante e no pós-guerra 39-45. Um tempo que não vivi, mas que o próprio Assis Pacheco viveu muito pequeno. Quando li Trabalhos e Paixões de Benito Prada (1993), fiquei fascinado pelo lado visual do livro. Ainda espero o filme ...
Agora, estas Memórias, que tenho de procurar de imediato e que recomendo (também eu), mesmo sem as conhecer.




De tempos a tempos, descubro um arco-iris e fotografo-o. Este, vi-o decorando, fugazmente, o céu chumbo sobre o pinhal central do País. De tempos a tempos, acredito que o pote cheio de moedas de ouro ainda está no final do arco colorido. Com receio de não ser justo e de parecer
ganancioso, podem perfeitamente não ser moedas. Basta que seja qualquer coisa boa ... e para todos !
Na música, há muitos exemplos do fascínio pelo arco-iris.
Aqui estão alguns para ouvir.



(Can This Be) The End of the Rainbow, por Judy Garland em Always Chasing Rainbows.
I'm Always Chasing Rainbows, por Judy Garland em Always Chasing Rainbows.



(Somewhere) Over The Rainbow, por Chet Baker.



She's a rainbow, dos Rolling Stones em Their Satanic Majesties Request.
Um som esquecido, inesperado, mas efémero.
A chuva na noite.


IF 20/21 de Março

# Leslie Feist : Now at last
# Kings of Convenience : Manhattan Skyline
# Gonzales : Chilly in f major
# Seigen Ono : It's Denise
# Elvis Costello & Anne Sofie von Otter : Don't talk
# Carlos d'Alessio : India song (piano)
# Carlos d'Alessio : India song (orchestra)
# Barry Adamson : Everything happens to me
# Barry Adamson : Hollywood sunset
# Tindersticks : Nosferatu
# Brokeback : Another routine day breaks
# Pearls Befores Swine : The wizard of is
# Costeau : To know her
# Martin Rev : Whisper
# Roy Orbison : It's over
# Eberhard Weber : Quiet departures


O blog Turno da noite é recomendável. Sensível, elegante e tem música de Eluvium ao fundo. Intimamente recomendado.
Em breve estarão disponíveis as emissões de 14 e 21 de Março. Para os mais exigentes, o bitrate foi melhorado. Ao mesmo tempo será disponibilizado o alinhamento de 21 de Março.


Numa longínqua noite, num estúdio hoje já destruído, avanço para o centro, para os sons, as palavras e as músicas, que abriam a janela, de onde se via o traço azul no futuro incandescente.
Com a concordância do Paulo Abrantes, divulgo mais fotos batidas há 15 anos na intimidade da IF.
Ocorre-me Bresson. "Imagens e sons como pessoas que travam conhecimento no caminho e já não podem separar-se."




O adeus ao vinil.


Uma fotografia (para mim) histórica. 1990 - a IF acabada de chegar à TSF.
Esta foto faz parte de uma série que o Paulo Abrantes fez sobre o ambiente da IF. Se ele me autorizar, publico mais. É um belo trabalho que eu não conhecia. O Paulo enviou-me algumas destas fotos que me emocionaram imenso.
Gosto desta publicação on-line.
Aparece aqui para deixar um convite à visita.

IF 13/14 Março

# King Crimson : Cadence and cascade (remix)
# Bardo Pond : Walking clouds
# 1 mile north : New clock
# Simon and Garefunkel : So long, Frank Lloyd Right
# Nina Simone : Where can i go without you
# Lambchop : The daily growl
# Daedalus : A mashnote
# The Shadows : Theme from "Shine"
# Paddy McAloon : I'm 49
# Keren Ann : La tentation
# Astrud Gilberto : Trains, boats and planes
# Sengei Ono : I think of you (fecho do álbum)
# Jiminy Cricket (Cliff Edwards) : When you wish upon a star
# Red House Painters : instrumental


É claro que já tinha ouvido, conhecia e achava que "sim senhor, muito bem". Só que, confesso-o envergonhado, foi preciso ter ouvido Camané a cantar no CD com temas perdidos do Variações, para reconhecer que aquela voz é a "que se segue". Não está no grupo do esplendor de Carlos do Carmo, nem podia estar. Está noutro território, mas é sem dúvida a VOZ que se lhe segue.

O António José Martins, amigo de longa data, fotógrafo, produtor cultural, animador, sonhador, crente na vitória do bem sobre o mal, enviou-me duas fotos a propósito do post em que falei dos Durutti Column e de Vini Reilly. O Tozé levou este livro (O Povo em armas) para um concerto dos DC no TAGV, em Coimbra, em 1991, e aproveitou para falar com Vini Reilly sobre a origem do nome do projecto. Voltou em 1995 e conseguiu de novo que o Vini lhe assinasse o livro. Tudo o que está a preto foi escrito em 1991 e a azul em 1995.



Reconhece-se a assinatura de Vini, mas também a do baterista Bruce Mitchell, o marido da senhora que confeccionava a comida vegetariana para o Vini. Em 1991, Vini escreveu "Anarchy in Portugal". Quatro anos depois ficou-se pelo "até à próxima". Quando será Tozé ?

A IF que foi para o ar na noite de 6 para 7 de Março, já está disponível na WEB.


Ainda a propósito dos U2.
Numa das noites do Vilar de Mouros 82, eu estava a fazer a madrugada da Antena 1. Não sei reconstituir o que se passou, mas tenho a vaga lembrança de umas "entradas" em directo do local (quem ?), com o resumo do que se tinha passado. Retenho apenas o som de fundo que ficou a pairar no final do concerto dos Stranglers. "La folie".



Também lá estiveram os Echo and the Bunnymen e os Durutti Column. Uns dez anos depois havia de entrevistar o Vini, no final de um concerto memorável. Ele a falar muito baixo, com ar de humanóide frágil. Eu a perguntar o que é que ele ouvia quando era miúdo. Ele a responder : "em minha casa, os meus pais só ouviam jazz e clássica".

[ INTERVALO ]

Não é a primeira vez que é referido na blogosfera, mas mostrado, julgo que é a primeira. Este é que é o famoso tiramissu do Restaurante Penedo, em Pedrogão Grande. Trata-se do melhor tiramissu feito em Portugal. No Fumaças, o João já gabou esta sobremesa que a D. Isabel consegue fazer de forma incomparável. Eu, que não sou gastrónomo, e aprecio pouco a comida, confesso que tenho um verdadeiro crash por esta. O problema é que no Penedo eu gosto de tudo o que como ...





A responsável por este íntimo manjar é a D. Isabel.



O Restaurante Penedo fica dentro de Pedrogão Grande, perto da barragem do Cabril, e é sem dúvida o melhor da vila. Sei que arrisco em dizer que é o melhor de toda a zona, e esta zona pode ser muito alargada ... mas digo mesmo. Normalmente só como sopa de peixe e espadarte grelhado (que, para mim, não há igual), mas a ementa tem uma série de pratos que, quem me acompanha, garante serem de grande qualidade. Há ali qualquer coisa pouco habitual em Portugal : comida requintada feita de uma forma leve e simples. Os proprietários, Sr. Pedro Silva (gerente) e a esposa, D.Isabel, têm experiência de hotelaria na Suíça. É tudo muito bom e naturalmente simpático.



Depois deste inesperado post gastronómico, só me resta arranjar tempo para lá voltar.
IF 6/7 de Março

# Sengei Ono : Planador
# Aeroc : En tehr
# Squarepusher : Tommib help buss
# Blood Sweat and Tears : Sometimes in winter
# Air : Alone in Kyoto
# Polmo Polpo : Dreaming (again)
# Sengei Ono : Enishie
# Sengei Ono : I think of you
# Death in vegas : Girls
# Virginia Astley : Broken
# Sengei Ono : I think of you (last track)
# The Residents : This is a man's man's man's world
# Harold Budd : Paul McCarthy
Descobri agora, num daqueles calendários perpétuos, que há 39 anos 5 de Março também foi um sábado. O disco que mais vendia era "This boots are made for walking" de Nancy Sinatra. A mesma Nancy que está anunciada para 29 de Abril na Casa da Música, no Porto, quase no final da sua tournée europeia "An evening with Nancy".
A IF aprecia os discos que Nancy fez com Lee Hazlewood. "Some velvet morning", uma dessas canções que se tornou de culto, já passou por aqui várias vezes.
Para saber mais sobre a filha da VOZ (Francis, Frank ...), basta clicar sobre esta fotografia do tempo em que as botas eram mesmo para andar. Garanto uma surpresa.

Neste blog nunca apaguei um post, mas, em relação ao anterior, era o que tinha vontade de fazer. Desculpem. O post é absolutamente infantil. Uma criança que provoca os mimos (ia a escrever que procura colo ...).
Reparei agora.
O blog IF-NO-AR, ideias para a continuação da Íntima Fracção, está parado há mais de um mês. Tendo sido uma iniciativa de um grupo de ouvintes quando o programa parou na TSF, presumo que se confirma a ideia de que o "tempo cura tudo". Preciso saber se sou só eu que acredita na Íntima Fracção.
Entretanto, a IF regressa à RUC no domingo à noite e, depois, à ESEC Rádio on-line para download. Está prometido um bitrate superior, melhorando ainda as condições de escuta que já tinham sido melhoradas nas últimas edições.
O vento ruge no rochedo como se arranhasse um violino torto ...
As palavras exactas para esta noite. Estas e outras, no Ilhas sem farol. Recente, imperdível, um moleskine cibernético com notas partilhadas por um jornalista/escritor, autor de um magnífico retrato de Fernando Vale. Descubram-no.
Trinta e cinco anos depois, neva em Thimister.
Tão levemente como estes sons.



Cadence and Cascade
Kept a man named Jade;
Cool in the shade
While his audience played.
Purred, whispered,
"Spend us too:We only serve for you".

Sliding mystified
On the wine of the tide
Stared pale-eyed
As his veil fell aside.
Sad paper courtesan
They found him just a man.

Caravan hotel
Where the sequin spell fell
Custom of the game.
Cadence oiled in love
Licked his velvet gloved hand
Cascade kissed his name.

Sad paper courtesan
They knew him just a man.

Fripp, Sinfield
King Crimson - 1970
"Tudo quanto é velocidade não será mais do que passado, porque só aquilo que demora nos inicia"
Rainer Maria Rilke

Uma possível explicação para a IF e o impacto de a ter encontrado.

Não entendo muito bem como é que em 2005 se formam filas para comprar bilhetes para um concerto dos U2, que vai acontecer em Agosto. Lá que sabem vender ... não duvido. Não se trata de nostalgia, mas os melhores momentos dos U2 não têm nada a ver com os concertos recentes. O primeiro álbum - BOY (1980) - não passou da 52ª posição nas tabelas de vendas no UK e da 94ª (!!!) nos US. Pois é ali que está o melhor. INTO THE HEART é , para mim, A canção dos U2. Sei que dão uns concertos de estádio com grande aparato tecnológico (como estão longe de UNDER A BLOOD RED SKY ...).

Obrigado Bono, pela intervenção (por certo desinteressada) a favor da justiça no mundo, mas não vou comprar bilhete.

Into the heart of a child

I stay awhile

But I can go there.

Into the heart of a child

I can smile

I can't go there.

Into the heart, into the heart of a child

I can't go back

I can't stay awhile.

Into the heart.

Into the heart.

No próximo domingo não há IF, na RUC. É a Noite dos Oscares, também na RUC.
Para compensar, e a pedido, será reposta para download, a emissão da IF toda feita em torno do tema do filme "You only live twice". Enjoy ...

Dois bons momentos : a tentativa de definição de um blogger pelo Hugo, utilizando um belo texto de Italo Calvino, e o disco com o indicativo do Eixo do Mal (SIC-Notícias).
O autor chama-se SEIGEN ONO e o disco NEKONOTOPIA NEKONOMANIA. A música em causa é a faixa 3 - Enishie. Descobri-o graças à paciência do Nuno Artur Silva, das Produções Fictícias. O Nuno avisou-me logo que o objecto era difícil de encontrar, mas não me deixei amedrontar. Descobri que o senhor Seigen Ono é japonês e, partindo de uns vagos conhecimentos no Japão, cheguei à informação de que o disco tinha sido editado (1990) pela belga Crammed Discs, na colecção Made to Measure. Os meus amigos em Bruxelas e Liège fizeram o resto.



Seigen Ono é um músico japonês que, como produtor e engenheiro de som, trabalhou com the Lounge Lizards, Bill Laswell, R. Sakamoto, Herbie Hancock, e outros que tais. Este NEKONOTOPIA NEKONOMANIA, voga entre o ambient e o jazz minimalista, com a participação de John Zorn, Evan Lurie, e outras figuras da New York scene. Os últimos temas são dedicados à "Berliner Nächt", uma hipnótica suite para guitarra de 12 cordas.
Há, em alguns temas, como no caso do indicativo do Eixo do Mal, uma atmosfera retro que me faz lembrar um amigo de Hong-Kong a viver no Canadá, que em 1960, com dez anos, engraxava sapatos à porta de um salão de baile da então colónia britânica. Uma das recordações dele é a música que vinha do primeiro andar, com os sons da orquestra de Billy Vaughan, em especial a Berlin Mellodie.



sengei ono -Enishie.mp3

É só clicar no nome do ficheiro em cima e a música tocará nos ouvidos, poisando nos vossos corações ! Se descobrirem o disco, oiçam-no, de preferência, a comer bolos de mel das monjas beneditinas do Mosteiro de Santa Escolástica, em Roziz, acompanhados por chá verde com jasmin. Vão ver que se sentem felizes, abertos à contemplação e à introspecção. Não me perguntem porquê. É uma coisa que se sente ... não tenho a mais pequena intensão de tentar explicar.
Ah ! Torna-se óbvio que o Eixo do Mal (SIC-Notícias, sábados à noite, às 24 h, com repetição aos domingos às 18 horas), é uma espécie de habituação de que não me consigo afastar. Tudo gente inteligente e consideravelmente divertida. É tão raro ...
Now at last
( Blossom Dearie )

Now at last I know
What a fool I've been
For have lost the last love
I should ever win

Now at last I see
How my heart was blind
To the joys before me
That I left behind

When the wind was fresh
On the hills
And the stars were new in the sky
And the lark was held in the still
Where was I Where was I

When the spring is cold
Where do robins go
What makes winter lonely
Now at last I know

When the wind was fresh
On the hills
And the stars were new in the sky
And the lark was held in the still
Where was I Where was I



Leslie Feist - Let it die
(desde Maio, cd produzido por R. Letang e Gonzales)
IF 20/21 Fevereiro

# This mortal coil : Another day
# Gonzales : Armellodie
# Azure Ray : These white lights will bend to make blue
# Opto : 04.34
# KLF : Alone again with the dawn coming up
# Destroyer : Your blues
# Echoboy : Telstar recovery (extracto)
# Noonday Underground : Closing time (extracto)
# Donna Regina : Why
# Dream Academy : It'll never happen again
# Samara Lubelski : Keeper of beauty
# James Taylor : Fire and rain
# Departure Lounge : I love you (remix Animals on wheels)
# A guy called gerald : American Cars
# Flying Lizards : Tears