SERRALVES EM FESTA.

Na noite deste domingo, às 22.30, no campo de ténis de Serralves (Porto) - Craig Armstrong, numa parceria com AGF e Vladislav Delay. Anuncia-se um concerto baseado nos Piano Works, mas também antecipando um próximo CD de Craig+AGF (chamam-lhe cyberpoetisa, alemã) + Delay (techno ambiental e percussão, finlandês) - The Dolls.
Depois de me ter entusiasmado com o CD de AGF+Delay, fui atirado para as memórias da IF em 1997 e, assim, para "The space between us" de Craig Armstrong.
Atrás destas capas há música.


1997 2002 2004 2005

Através da imagem pode ser visto um extracto vídeo de um espectáculo com AGF+Delay, em Bruxelas, Março deste ano. A foto é do concerto em Lisboa, em Maio. Em baixo, foto do primeiro concerto, na Transmediale 2002 e-werk.



Nas últimas horas, por problemas no servidor onde estão alojadas as IF para download, tem sido mais lento do que é habitual tirá-las de lá. Será passageiro.
Recordo todos os que não se encontram na área de cobertura da RUC, que podem ouvir a IF em directo (e com muito boa qualidade) nas noites de domingo (24 horas) através da web.
Já estão [em linha] as edições da IF de 30 de Maio e para 6 de Junho. Tire-as de lá e leve-as consigo. Elas estão à janela. Esperando.

Na próxima edição da IF, Susanna and the Magic Orchestra, Eels, ..., passagens por curtíssimas memórias dos Moody Blues e até uma meteórica IF remix dos Human League. Inesperada ? Não ! Textos de Italo Calvino (obrigado pela lembrança do Hugo que se trata por tu ...) completam a próxima estória. Há também um autocarro londrino, dentro do qual vamos ouvir os leves sons de um longínquo quotidiano urbano.
Domingo, à noite ( 0 horas) na RUC e para download na ESEC Radio online.


O Dia Mundial da CRIANÇA não deve servir para comprar brinquedos. É melhor ler e aceitar os Direitos da Criança. É um dia bom para quem ainda mantém um quarto de infância dentro de si. Mesmo desarrumado ...

I never thought I'd get to be a million
I never thought I'd get to be the thing
That all these other children see
Look at me

Moody Blues - To Our Children's Children's Children (1969)


Em Setembro, a programação dos Cinemas Millenium, em Coimbra será radicalmente remodelada a nível de filmes e das sessões, dirigidas sobretudo ao cinema europeu independente e americano de qualidade.

Até que enfim !
Descoberta, como um pedaço de chocolate esquecido no bolso : outra versão de uma das minhas canções favoritas dos Rolling Stones - Backstreet girl. Pelos Golden Smog. Edição num EP dos anos 90.

Retomou-se a regulariadade das edições da IF através da RUC. Agora, quem quiser ouvir em directo via net (noites de domingo para segunda às 0 horas), pode fazê-lo em excelentes condições de escuta. A IF tem um replay nas noites de 2ª para 3ª às 2 horas.
Em breve, a emissão desta noite ficará disponível no arquivo para download.
IF 29/30 Maio

# The Books : Venice (extracto)
# Destroyer : The music lovers (versão EP)
# Destroyer : The music lovers
# Destroyer : Your blues
# Destroyer : Your blues (versão EP)
# Flying Lizards : Tears (colagem IF)
# The Books : Be good to them always (extracto)
# The Books : Venice
# Alva Noto + Ryuichi Sakamoto : Logic Moon
# Mathilde Santing : Close watch
# John Cale : Close watch (live)
# Stratus : Theme
# Sengei Ono : I think of you (1)
# The Books : Twelve fold chain
# The Books : If not now, whenever
# Jens Lekman : When i said i want to be your dog
# The Seekers : Georgy girl
# Mark Mothersbaugh : Ping island light
[ INTERVALO ]

That's the way it goes
Não é só um velho twist de Chubby Checker ...
Sigam o link. O que deve ser ensinado logo no primeiro ano de um curso de Comunicação Social ?
[ INTERVALO ]

As grandes descobertas da Comunicação Social portuguesa : aumentos não agradam à população. (... !!!)
"Sobem os combustíveis, sobem os preços ... quem paga é o consumidor."
Brilhante !
Novo CD de Brian Eno. Em Junho. Expectativa.
Another Day On Earth.
Voltam as canções, as letras, aquilo que, no presente, Eno diz ser a verdadeira dificuldade na música : 'Song-writing is now actually the most difficult challenge in music. It's very easy to make music now but lyrics are really the last very hard problem in music. What I think lyrics have to do is engage a certain part of your brain in a sort of search activity so your brain wants to say 'here are some provocative clues as to what this song might be about'. They don't have to be explicit... in fact for me they certainly shouldn't be explicit'.

Maria Taylor, uma das Azure Ray, só, num novo disco - 11:11.
Pode ouvir.
Dica do Rodrigo, que persiste em ouvir a IF.

Devido a problemas com o Blogger, o blog da Íntima Fracção esteve out. Como vêem está de volta.
A IF hertziana na RUC, vai também regressar à sua regularidade já no próximo domingo à noite.
Frases perdidas nas Ilhas sem farol.
Para que lá cheguemos, o farol.

Como já recebi algumas mensagens perguntando o que se passa com a IF, digo-vos que estou a tentar esclarecer com a RUC o motivo de, pela terceira vez consecutiva, nesta noite de 22 para 23 de Maio, ter passado o programa de 1/2 de Maio.
Obrigado a todos os ouvintes atentos, incluindo o Luís lá na Venezuela !
Susanna and the Magical Orchestra.

Da Noruega. Mais boas surpresas escandinavas para esta Primavera. Susanna (Wallumrod), vocalista, é acompanhada pela Magical Orchestra, que não é mais do que um composto de alunos e elementos do colectivo Jaga Jazzist. Uma voz intensa, sensível, melancólica, sobre uma frágil rede de spectral electronica.
"...no-one does melancholia quite as well as the Scandinavians...", diz Peter Marsh, da BBC. Deve ser por isto que, List of Lights and Buoys (nome do disco) vai passar à família da IF.

Por vezes, tal como acontece quando se encontram velhas fotografias, os momentos longínquos que certas músicas trazem até nós, parecem pulverizar-se numa série de pedaços que já não têm ordem cronológica precisa, mas que sabemos que estavam por ali.
Porque será que me fui lembrar da Timi Yuro ? É uma memória de um tempo de sol, com núvens que persistiam ameaçá-lo. Um tempo, dos tais de que"me admiro ter memória". E no entanto ...
A voz de Timi Yuro era soul de ascendência mediterrânica. Inconfundível, irresistível, aos 21 anos teve um primeiro disco de grande impacto : Hurt (1961). Com uma carreira de altos e baixos, no princípio dos anos 80 esteve na Alemanha e na Holanda onde apagou completamente as suas companhias de tour como a "Greezada" Olivia Newton-Jones. Problemas com a voz, fizeram-na cantar cada vez menos. Aquela voz fantástica parece que não queria mais ser utilizada com toda a potência e alma dos primeiros tempos. Foi-lhe retirada a laringe em 2002. Morreu em Março de 2004. E eu, distraído - convencido de que esta gente é eterna - nem dei por nada. Mas, tal como a Greta Garbo, a Timi Yuro (que para mim era a voz), deve ser imortal. Quando não se sabe se uma destas estrelas é morta ou viva, é porque nunca mais desaparecerão.

A Timi Yuro - Rosemarie Timotea Aurro - não tinha ascendência nipónica como o seu nome artístico poderia fazer pensar. Yuro, veio da adaptação fonética de Aurro, italiano. A influência soul foi vincadíssima e Timi acabou por ser um caso absolutamente único na soul branca dos EUA.
Curiosidade : no tempo em que quase ninguém actuava em Portugal, Timi Yuro cantou nos Açores

Alguns clips para ouvir :

Hurt
She really loves you
Smile
Cry

O mais recente dos Eels - BLINKING LIGHTS AND OTHER REVELATIONS - um CD duplo que demorou sete anos a produzir, é um dos discos que mais me impressionou nos últimos tempos. Uma série de pequenas peças, algumas só instrumentais, muito simples, mas de rara beleza.
"It may take a little longer, but I'll know how to find my way back." Mark Everett
Um disco para comprar e ouvir todo o fim-de-semana. Não nos livraremos dele tão cedo.

Hoje, nada mais lhe posso contar do que a emoção que senti quando revisitando os ficheiros (no blog) que datam de 2002 e 2003, reencontrei alguns dos textos que acompanhavam as emissões.Tenho muitas saudades da poesia da IF. Lembrei-me das músicas que acompanhavam a sua voz, das madrugadas, só ou acompanhado, a ouvi-lo. As lágrimas vieram-me aos olhos.

Um mail recentemente recebido de um ouvinte da IF, que quero destacar, entre os vários que ainda continuo a receber.
A IF no exílio, mas não está calada. As lágrimas não chegam só aos seus olhos, acredite.
Por motivos a que sou alheio, esta noite, a IF que foi transmitida pela RUC foi a repetição da edição de 1/2 de Maio. Na próxima semana, espero que seja transmitida a emissão que estava preparada para hoje, que entretanto será disponibilizada na net para download.
É uma luta desigual. De um lado a força de querer ficar aqui, onde no Verão de 96 montei estúdio e onde realizei, diariamente, a IF para a TSF. Do outro, a necessidade de garantir o dia-a-dia, confrontado com a luta contra o acessório, a falsa cultura, a capa da erudição, a burocracia, as diversas agressões, o ruído, o receio do vazio.
Aqui, oiço quase tudo o que lá já não escuto : a chuva, o vento, os pássaros, o vago traço (altíssimo) de nostálgicas rotas aéreas.
Como seria bom poder viver em cidades cujo calendário marcasse sempre um domingo de Agosto. Como seria bom viver meia semana no refúgio do silêncio (de onde posso sair sempre que quiser - a net, leitores de CDs, DVDs, tv parabólica, telefones, ...) e a outra metade mergulhado nos estúdios onde pudesse - a 100 % - perseguir a perfeição dos sons e das imagens !
Falta-me a coragem de Gauguin. E sofro com isso.

Próxima edição da IF (15/16 Maio - 0 horas) com as prometidas versões dos Destroyer, The Books (inclui a voz de Dali) e a versão de Mathilde Santing de Close Watch, do John Cale, também ele de regresso ainda com uma outra versão do dito Close watch (i keep a close watch) - segundo ele próprio, uma canção de amor. Para além disto, espero, outras surpresas.

I keep a close watch on this ... IF ... of mine ...



Mais uma confirmação de que na RUC (Rádio Universidade de Coimbra), estão dos momentos mais interessantes da rádio portuguesa : INTER RAIL - sextas entre as 20 e as 21 h, com replay aos sábados das 2 às 3 da manhã.
À medida que me fui afastando de Coimbra, fui perdendo o contacto com a RUC e com o INTER RAIL. Obrigado a passar para as rádios "grandes", o melhor que encontrei foi Baby (de Caetano) numa outra versão de Gal (com uns coros a saber a 70's ... ). Depois queixem-se dos CDs ripados !
The Books.
O duo de Massachussetts de volta, suavemente, com mais instrumentos e palavras ditas levemente, sussurradas, entre o cantar e o falar.
Mais música escondida ... pela generalidade da rádio portuguesa.
Lost and safe (um título de acordo).

Vinte anos separam estes discos.
Mathilde Santing, da qual vou recuperar (por sugestão de um ouvinte/leitor da IF) a versão de Close Watch, do John Cale.

Esta noite não há Íntima Fracção na RUC devido às transmissões que a Rádio Universidade está a fazer dos concertos da Queima das Fitas.


Um SMS do António Jorge Branco e a notícia na SIC-Notícias : morreu o Perestrelo.
Fomos companheiros de trabalho, embora em áreas muito diferentes. Trabalhámos para as mesmas empresas durante anos. O Jorge, gostasse-se ou não, era uma figura carismática do relato desportivo. Os relatos tinham pouco "futebolês" e muita animação, o que não é o mesmo do que relatar a 100 à hora sem se perceber nada. O Jorge Perestrelo inventava termos, não simulava a objectividade, fazia espectáculo. E era capaz das atitudes mais inesperadas, desde protestar contra os auscultadores até mandar abraços e recados a amigos e conhecidos no meio do relato. Aconteceu-me a mim, numa noite de futebol na Madeira. Ele lá a "pintar o quadro" e eu cá a conduzir. De repente, o Jorge dirige-se a mim de microfone aberto, como se eu ali estivesse à fente dele. Era de impulsos. Criticado muitas vezes, nunca percebi bem porquê ? Mas afinal o futebol é para levar a sério ?! Perestrelo criava um espectáculo paralelo. Bem melhor do que os repórteres em final de jogo, afirmando, mas fingindo que perguntam. O Jorge não fingia e, acima de tudo, não escondia nada. Provavelmente não seria um jornalista, mas era um fantástico animador.
O certo é que os relatos de futebol vão ficar uma sensaboria. Para suportar a "pastilha" era preciso aquele "ripa-na-repakeka", os "faz muitas dessas", " ai que me vai dar uma coisa ", "passa a bola miúdo" e mais uma série infindável de expressões (ai ai ai), saltos e esgares que os adeptos dizem e fazem nas bancadas ou em casa em frente ao televisor.
Jorge, aproveitando uma célebre estória passada contigo, agora sou eu que digo : "isto foi um golo (morte) de merda ... assim, não relato mais !".

nota 1 : Podem relembrar AQUI toda a ansiedade/energia do Perestrelo frente ao microfone.

nota 2 : A TSF-online só deu a notícia umas horas depois.

nota 3 : Nem com a morte de um dos da casa (e quanto lhe deve essa casa !), a maldita playlist se calou.

nota 4 : Embora noutro registo, há ainda relatos que vale a pena ouvir : os dos jogos da Académica transmitidos pela Rádio Universidade de Coimbra - RUC.


Não vale a pena tentar resistir.
Esta coisa incómoda da internet acabará por derrotar o centralismo mediático e, ao mesmo tempo, o provincianismo audiovisual.
Um longo post (verdadeiramente um texto publicado em 2000) de Francisco Rui Cádima no Irreal TV, retoma a questão das televisões locais e regionais a propósito do Congresso da APR.
O passado recente da Rádio em Portugal, deve ser atentamente analisado para se evitarem os erros que nos conduziram ao estado actual. Há, no entanto, uma enorme diferença entre o desenvolvimento tecnológico de agora e o que se verificava no final dos anos 80 (e início dos 90), época do florescimento de 1001 emissoras.
A persistência na tentativa de encontrar caminhos alternativos (mesmo que a palavra esteja gasta e banalizada), será a única forma de se avançar num campo ora pantanoso, ora minado.


And, look, the private sector's not denied you for the last time. They're saying - " Those grapes go rotten on the vine". Oh, but once we were the Music Lovers ! People say - "They just didn't want it enough". Here, the people say - "They just didn't want it enough". Oh, but we were the Music Lovers ! People say - "They just didn't want it enough". Here the people say - "They just didn't want it enough".

Sister, the world cannot hold us ...
Brother, you can go your own way ...

(The Music Lovers - Dan Bejar - Destroyer)
Obrigado, Manuel.
O Manuel, um ouvinte da IF desde os anos 80, enviou-me as letras do disco de Destroyer - Your Blues. O Manuel (que não conheço pessoalmente) vive agora nos Estados Unidos e continua a seguir a IF. Eu fico sempre a pensar sobre os momentos, ao longo destes 21 anos, em que nos teremos cruzado nesse longo e imenso éter.
A Rádio, como era (e às vezes ainda é) : o misterioso contacto do coração.
Obrigado, Manuel !
Com atraso (culpa minha), já está em arquivo para download a IF de 25 de Abril. A de 2 de Maio será colocada hoje.

(I keep) A close watch


Never win and never lose
There's nothing much to choose
Between the right and wrong
Nothing lost and nothing gained
Still things aren't quite the same
Between you and me

I keep a close watch on this heart of mine
I keep a close watch on this heart of mine

I still hear your voice at night
When I turn out the light
And try to settle down
But there's nothing much I can do
Because I can't live without you
Any way at all

I keep a close watch on this heart of mine
I keep a close watch on this heart of mine



Esta é uma das mais belas memórias dos inícios da IF, nos anos 80. John Cale já a tinha gravado antes, mas a versão incluída em Music for a New Society é muito mais sentida.



Entretanto, descobri que também John Cale gravou uma versão de God only knows (Beach Boys), durante as sessões para o álbum Helen of Troy (1975), com Brian Eno nos sintetizadores. A cover acabou por não ser aproveitada para o alinhamento final do disco, mas haverá alguém que a tenha ou saiba onde posso encontrá-la(bootleg ?). Conhecendo Cale, há todas as razões para esperar um "God only knows" transcendente.





IF 1/2 de Maio

# Antony and the Johnsons : What can i do
# AGF and Delay : From morning on
# Karen O : When ever I wake up (spot Adidas)
# TBA : Nervermind
# TBA : Cheg (IF remix)
# Lee Hazlewood & Nancy Sinatra : You've lost that lovin' feelin'
# Destroyer : The music lovers
# Alla Polacca : A Cláudia ...
# Antony and the Johnsons : Hope there is someone
# Jay Jay Johanson : Skeleton (extracto)
# Sengei Ono : I think of you (1)
# Death in Vegas : Girls
# Sengei Ono : I think of you (2)
# Gonzales : Chilly in f. major
# Opto : 04.34 am
Destroyer (Dan Bejar), gravou com a sua banda de suporte para digressão - Frog Eyes - o EP Notorious Lightning and Other Works. Uma parte de Your Blues, revisitada num momento em que a disposição era outra. Na IF após a Queima das Fitas de Coimbra, vamos ouvir outras Music Lovers e Your Blues.
Sim, apesar de, continuamos Music Lovers ...



Continuo à procura das letras. Obrigado pelas ajudas.
Ando à procura das letras do CD "Your blues " de Destroyer.
Alguém dá uma ajuda ?



Ah ! (but) we were the music lovers !
PERCEPÇÕES

por Nídio Amado, na RUM, logo à noite. É já a edição nº 20. Mais uma só para Braga e "tudo à volta" ... Helas ! Também na Net.

Fats did not come in
Without those wireless knobs
Fats did not come in
Without those wireless knobs
Elvis did not come in
Without those wireless knobs
Nor Fats, nor Elvis
Nor Sonny, nor Lightning
Nor Muddy, nor John Lee

Before rock 'n' roll
We went over the wavebands
We'd get Luxembourg,
Luxembourg and Athlone

AFM stars of JazzCome in,
come in, come in, Ray Charles
Come in, the high priest

In the days before rock 'n' roll
In the days before rock 'n' roll

. . .

(Van Morrison)
O IF-NO-AR continua alimentado.
Quase que me sinto constrangido por ter colocado um cravo aqui em baixo.
Os programas anunciados para as Queimas são muito fracos. Em Coimbra, até a Morissette vai estar.
Retomo uma pergunta do Francisco Mateus : há por aí alguma esplanada com bossa-nova de fundo ?

Para quem se interessa pela Rádio, sugiro a leitura de um post de Francisco Mateus no seu blog.
SILÊNCIO.
31 anos depois do 25 Abril, o MFA não teria contado com a música da Rádio.


A minha amiga RÁDIO.
Há 31 anos, numa noite (... a Rádio e a noite ...), a RÁDIO e o seu desígnio.
Muito para contar por AQUI.


A Bor Land é a primeira editora a aliar todo o seu catálogo à plataforma da Cdgo.com, loja especializada no comércio on-line e importação de cd, dvd e vinil.
Bor-land e CDgo.com, duas das mais interessantes realidades da música em Portugal. Mas ... quantas dificuldades passará a Bor-land para ouvir os discos dos seus na rádio ?
IF 24/25 Abril

# Alla Polacca : A Cláudia é burra
# Stratus : Fear of magnetism
# Stratus : The fear
# Beach Boys : God only knows (vocais - extracto)
# Jens Lekman : When i said i want to be your dog
# People like us : Dead radio (extracto)
# People like us : What a melody
# People like us : Music alone
# Four tet : Fuji check
# Scritti Politti : The sweetest girl
# Mr. Duntel : Que rest t'il (extracto)
# Phonophani : Blind birds of the antartic (extracto)
# Phonophani : Oak on rock (extracto)
# Stratus : Theme
# Tindersticks : Nosferatu
# Nick Cave : Slowly goes the night
# John Cale : Rise, sam and rinsky-korsakov (extracto)
# Keith Jarrett : Koln concert (parte IV)
# Alla Polacca : A

- vozes de Gandhi, Roland Barthes e extractos de bandas sonoras de filmes de Jacques Tati.
Domingo de sol em Estocolmo.
Ainda estará ?
Ver e ouvir o que disseram Álvaro Costa , Carlos Rico , João Paulo Menezes , Jorge Guimarães , Luís Santos e Mário Augusto nos Dias da Rádio - conclusão. Um post aqui.
Recomendo vivamente.

A ideia do Mário Augusto sobre a falta de evolução da Antena 2, cruza-se com a que deixei aqui num dos posts anteriores. Há uma falha enorme na rádio pública. Falta um espaço para uma parte dos ouvintes que também paga impostos. Se se tem mantido a Antena 2 (talvez bem) com o número de ouvintes que tem, há um número muito maior "orfão" de uma rádio que desapareceu ou que verdadeiramente nunca existiu em pleno. Uma rádio com uma absoluta coerência estética e intelectual - nos conteúdos e na forma, não para grandes massas, mas seguramente para um público que existe (bem mais vasto do que o da Antena 2), mas que não se consegue fixar em nenhum dos formatos das rádios actuais. A falta de uma rádio assim (que faça o público subir um degrau e não descer), continuará a ser a medida da nossa estagnação (ou retrocesso) cultural.

Para que não se confirme o título de capa da Wired de Março.

[ INTERVALO ]

Passam 15 minutos das 2 da manhã. Há 50 anos já eram "altas horas". Há 40, "tardíssimo". Há 30, já os divertimentos nocturnos tinham fechado. Hoje, um partido político que garante ser conservador, a esta hora, está em plena hora de ponta do seu congresso !
Na próxima edição da IF, um novo tema dos Alla Polacca (obrigado Pedro).
Claro que há coisas em Portugal de que gosto ! Experimentem.
Vai haver também Stratus, Jens Lekman, Phonophani e umas recuperações que passam por Nick Cave, People Like Us, Scritti Politti (sim !) e Keith Jarrett.


When I said I wanted to be your dog
I wasn't coming on to you
I just wanted to lick your face
Lick those raindrops from the rainy days



You can take me for a walk in the park
I'll be chasing every single lark
I'll be burying all the skeleton bones
Peeing on every cold black stone

But I know, yes I know,
They're flying within you again,
But I won't let them eat you
'Cause you're my only friend
My friend
My only friend
You're my friend

Jens Lekman, brevemente na IF.
A propósito da edição com a qual se completaram 21 anos da Íntima Fracção, recebi mensagens que agradeço. Muito. Algumas contam-me episódios que esses ouvintes ligam à IF. É muito bom saber que a IF persiste nos vossos corações.
Cito, até mais o tom do que as palavras, Morrissey, dos Smiths : Please keep me in mind ...


No dia 15, auditório da U.Católica - Escola das Artes, no Porto. Festival Black&White. A IF sai do desktop gigante. E tal como Sam Sheppard, que se admirava com a sua própria nostalgia por uma época que mal tinha vivido, eu admiro-me como há sempre alguém que conhece a IF quase tão bem como eu.
Por conhecimentos. Foi espantoso ter conhecido o Alla "Pedro" Polacca (no meio da assistência). É ele que toca piano naquele tema - A - dos Alla Polacca. Falámos tão pouco. Ao de leve, King Crimson dos inícios. Mas ele é um miúdo ... ! Um talento. Bom gosto, tal como me pareceu ser todo o B&W. Parabéns ao Jaime Neves, que ainda por cima já conquistou para admirador do B&W o maior contador de histórias (de sempre) da rádio portuguesa. O António Jorge Branco, claro.
No blog Rádio Crítica, encontrei uma comovente descrição da forma como foi ouvida e sentida pela primeira vez a Íntima Fracção. Um jovem ouvinte (futuro radialista) no meio de uma noite de 1987. Partilho-a aqui.

Já está disponível para download a IF de 11 de Abril, com a qual se cumpriram 21 anos de "Íntima Fracção". Posso recomendar ? Recomendo. Gosto desta edição da IF.


Um guião da Íntima Fracção.

Um documento com o qual só eu me entendia. A partir do momento em que a IF começou a ser editada digitalmente, tudo se tornou mais fácil. Fácil, sim. Simples, não. O digital alargou imenso as possibilidades de realização e, por isso, a noção de insatisfação em quase todas as edições. Se eu tivesse mais tempo ...


IF - IN - OUT

O Paulo Abrantes (fotógrafo e realizador de vídeo) ofereceu-me hoje um DVD contendo um vídeo (2´55´´) sobre a Íntima Fracção. O trabalho está baseado em fotos feitas num estúdio de rádio, há 15 anos. Já mostrei aqui algumas. Para além destas, há imagens com as quais o Paulo vê aquilo que se ouve - a IF. A banda sonora, para além de um extracto da IF, é dos Silent Poets.
Vou mostrar o vídeo IF - IN - OUT no Festival Black&White, esta sexta-feira à tarde (16.30), dia 15 de Abril, na Escola das Artes da Universidade Católica, no Porto.



Entretanto, hoje, às 18 horas no TAGV, em Coimbra, "Cidadão invisível" - um vídeo de Paulo Abrantes a concurso nos Caminhos do Cinema Português. Ver. E pensar.
I want to be alone. (Greta Garbo)

IF 10/11 de Abril
21 anos

# AGF&Delay : A distant view
# David Toop and Max Eastley : Burial Rites (extracto)
# Mono : Sabbath
# Múm : Sleep - swim
# Penguin Cafe Orchestra : Perpetuum mobile
# TBA : Okean k
# TBA : Hip
# John Cale : (I keep a) Close watch (versão de Songs for a new society)
# Laurie Anderson : Walking and falling
# Cocteau Twins : Lazy calm
# The Smiths : Weel i wonder
# OMD : Radio Prague
# Lee Hazlewood com Nancy Sinatra : Some velvet morning
# Sandy Denny : By the times it gets dark (demo)
# AGF&Delay : A distant view
# Alva Noto & Riuychi Sakamoto : Iano

Para além de sons dispersos e textos recuperados, foram utilizados ficheiros especialmente disponibilizados por AGF&Delay para remisturas e bootleggas ...
Por simpático convite da organização do B&W 2005 - Festival Black and White, que decorre na Escola das Artes da Universidade Católica (Porto), lá estarei no dia 15 de Abril - 16.30. Mais do que falar sobre a IF, vou mostrar como a realizo. Depois de 21 anos de edições, é a primeira vez que mostro em público a fase da sua execução.
Logo a seguir, participarei numa conversa/debate com Rolando Arrieta, radialista da norte americana NPR, que já trabalhou na Sirius Rádio Satellite. Produtor na American University, é também ali Professor Adjunto.


Uma prenda de aniversário oferecida pelo Duarte Doria.

the poem of a pillow
a distant view unfilled
a distant view
whats left to
whats left to afford



AGF and DELAY
A Íntima Fracção faz hoje 21 anos.
Obrigado a todos os que ouviram, ouvem ou ouvirão.
Obrigado aos que a apoiaram nos momentos mais difíceis. Obrigado à RUC que a recebeu. Obrigado à ESEC Rádio on-line onde as emissões ficam disponíveis para download. Obrigado a quem proporcionou os seus primeiros 5 anos na RDP Antena 1. A quem lhe proporcionou o longo percurso na TSF. Obrigado a quem deixou comentários no blog (não contabilizados). Obrigado a quem enviou mails, sobretudo a partir da última emissão na TSF (contados, até hoje, foram 2484).
A próxima edição da IF inclui algumas recordações e aproveita para estrear os novos discos de AGF and DELAY, de TBA e de ALVA NOTO com SAKAMOTO.

Com rigor, a data do aniversário da IF é 8 de Abril !
Entretanto, já está on-line a emissão do dia 4.


Na noite de 7 para 8 de Abril de 1984, sábado para domingo, concretamente às 0 horas de 8 de Abril, começou a ser realizada (em directo) a primeira Íntima Fracção. Local : estúdios da RDP em Coimbra. Broadcast : Antena 1.
Na época, havia três estações de rádio em Portugal : RDP Antena 1; RDP Rádio Comercial; Rádio Renascença.
As músicas que passavam na rádio, incluiam: 99 Red balloons/Nena; Joanna/Kool & the Gang; Wouldn't it be good/Nik Kershaw; Relax/Frankie Goes To Hollywood; Hello/Lionel Richie; Jump/Van Halen; Robert De Niro's waiting /Bananarama; Doctor doctor/Thompson Twins; Your love is king/Sade; It's a miracle/Culture Club; Radio Ga Ga/Queen; My ever changing moods/Style Council ... Embora, passados 21 anos, algumas destas memórias possam saber bem, não era disto que a IF se iria fazer.
Os sons iniciais da IF andaram pelos discos dos Cocteau Twins, Smiths, Brian Eno, Harold Budd, Laurie Anderson, This Mortal Coil, Aztec Camera, Rainy Day, Ry Cooder, Howard Devoto, Magazine, Durutti Column, Red Guitars, Felt, Nick Cave, John Cale, Velvet Underground, Virginia Astley, Sétima Legião, John Surman ... com repescagens de outras épocas onde se incluiam Buffalo Springfield, Dylan, Doors, Cohen...
Não era habitual (nem fácil !), juntar e passar estas coisas durante duas horas. Hoje - e nunca o poderia ter imaginado em 1984 - ainda é menos habitual e muito mais difícil fazer o mesmo. Seja com aqueles sons ou com os que em 2005 poderão ser os seus equivalentes. O (quase) desaparecimento dos realizadores radiofónicos, resulta da expansão das playlists (fabricadas por uma ou duas pessoas, por sua vez controladas por uma outra que tem de mostrar resultados a outras, que supostamente exigem um produto de que o público goste, mas verdadeiramente o que pretendem é controlar esse público), das rádios automatizadas sem coração (nem alma !), do amadorismo das locais exploradas como se fossem mercearias que passaram a mini-mercados, da praga dos programas jovens adultos (onde é necessário haver umas 4 vozes sobrepostas e uma série de esgares, supostamente risos, contentes com tudo e com coisa nenhuma), da rádio interactiva (horas de suposta democracia popular, na qual falam os que têm acesso ao telefone e sabem como conseguir vez no parlatório) e, claro, a rádio de sempre - boa viagem, cuidado com o piso e já são 8 e 27 !
A rádio portuguesa é, actualmente, quase toda igual. Tirando as estações que produzem informação (Antena 1 e TSF) - com preenchimento musical muito discutível, especialmente a TSF que baixou o nível para um patamar impensável, não há rádios alternativas de cobertura nacional, nem sequer verdadeiras rádios temáticas.
Tirando ilhas de resistência (universitárias e uma ? ou duas ? locais), a lógica é a de que o mercado formata a rádio. Não é verdade ! A rádio é que formata o mercado (veja-se a história da TSF). Devido a este panorama, e já que a Antena 2 se abriu apenas (vagamente) ao jazz, cabe ao Estado (coisa maldita que provoca tonturas aos opinion-makers persistentemente colocados nos media nacionais) a criação de uma alternativa credível e responsável. Contra tudo e por certo contra todos, defendo a criação de um novo canal de rádio de cobertura nacional. Conteúdos ? Tudo o que os outros não têm, mais as poucas coisas boas que os outros ainda têm.
E é assim que se comemora o 21º aniversário da Íntima Fracção.
IF 3/4 de Abril

# Spektrum : Shall i jump
# Piano Magic : Echoes on ice
# Six Organs of Admittance : Eighth cognition - all you've left
# Mono : Where am i
# Karen O : BSO anúncio Adidas
# Langley Schools Music Project : God only knows
# Paul Simon : April come she will
# Billie Holiday : April in Paris
# Hope Sandoval : Cherry blossom girl (Air)
# Air : Cherry blossom girl (fan demo)
# Patti Smith Group : Easter
# Jesus and Mary Chain : April Skies
# Cyan and Ben : Silence and little melodies (extracto)
# Karen O : BSO anúncio Adidas
# A Silver Mt. Zion : For Wanda
# Mono : Giant me on the other side
# Lambchop : Low ambition
# Lambchop : Nothing adventurous please
Agora, no meio da noite, quando a chuva cai, tudo mais parece ser apenas silêncio.
[ INTERVALO ]

Estou de causas - 2



A Família Galaró está em perigo e precisa de pequenos grandes heróis para salvá-la. Também podem ser grandes pequenos heróis ...
Seja pai, mãe, avô, avó, tio, tia, primo, prima, irmão ou irmã mais velha, ..., já deve ter ouvido falar desta família. Ela vive todos os dias às 8h15m da manhã ou às 7h45 da noite, na 2: (RTP). Agora, a Família Galaró precisa encontrar apoios para continuar "no ar".

Nós estamos desolados por termos de chegar a escrever este e-mail, quando todos sabem que este programa surgiu como um golpe de ar puro numa programação infantil exclusivamente estrangeira.

Encontre aqui maneira de ajudar.

As emissões da IF de 14, 21 e 28 de Março (em atraso), estão finalmente disponíveis na rede. Estão mais pesadas porque o bitrate foi elevado e, assim, a qualidade sonora melhorada.