Mais do mesmo ? Talvez. Mas esse mesmo é mesmo bom !

(ouvir extracto na imagem)
Pouco para dizer, muito para escutar, tudo para sentir.






Derivas de um sábado à noite.
No mesmo sítio, está também uma outra conversa com Pedro Esteves, autor de outra luz no éter mais ao sul : Lado B.
Mas só ao sul ? Não. Quer o Lado B, quer o Vidro Azul, estão disponíveis para todo o planeta através de podcast. Ora não são boas notícias ?

Outra execelente notícia neste amargurado mundo da rádio, é o 40º aniversário do "Cinco minutos de Jazz". Cinco minutos com que posso contar desde miúdo. Houve um tempo em que ouvia sempre. Depois, as alterações de emissoras, horários, ..., tornaram difícil a fidelidade. Sempre que apanho o José Duarte, lá fico. Depois de 40 anos, está mais novo que os novos. Não controlável, não formatável, também passou maus bocados e a televisão (a televisão !!!), que já o teve nos estúdios com um execelente programa de jazz, deixou-o sair (se é que não o empurrou porta fora).
Não são lamúrias, sr. quase ex-Presidente. São histórias dos media reais que temos, de quem os controla, de quem aceita fazer de capataz dos que os controlam. De uma revolta, aos poucos e poucos cada vez menos surda, que não pode ser muda.
E o "Cinco minutos de jazz" não tem distribuição em podcast ? Ah como seria bom ter a semana toda em podcast e ir por aí fora de phones, sem limitações, sentindo o poder indomesticável dessa nova forma de levar a obra aos seus fruidores !
Podcasters de todo o mundo, não se unam. A diversidade das produções será a melhor união contra o controle da rádio tradicional. Acreditai no triunfo do que tem de ser ! Depois das piratas (rádios livres) este é o segundo movimento anti-mainstream radiofónico. Nada será como era ... como já não foi !
A lua brilhará para todos nós ... !



Andando em pesquisas arqueológicas, escavando nas memórias da IF (isto parece não ter fim ... dou-me conta de que pedi a ajuda dos ouvintes há quase meio ano ...), encontro objectos que só recordo pela música. Por exemplo, este vinil com a banda sonora de Merry Christmas Mr. Lawrence. Esta capa ... como tudo me parece longínquo. E, no entanto, a música. Imorredoura.






Bill Murray. De volta. Depois de Lost in translation, depois de Sofia Coppola, agora com Jim Jarmush em Broken Flowers. De novo um filme com banda sonora para sentir.The Greenhornes - (com Holly Golightly), a própria Holly, a solo, e o etíope Mulatu Astatke, sem esquecer Marvin Gaye. Jim Jarmush, tal como alguns cineastas de gosto da sua geração, regressa como grande colecionador de música e utiliza-a sem constrangimentos. Quer dizer, sabe aplicar o kitch onde é para aplicar (camp) e ignorá-lo quando é preciso.