Próxima edição da IF : MAKING FILMS.

Pouco para dizer - ""Well ... we movie stars get the glory, I guess we have to take the little heartaches that go with it. People think we live lives of glamour and romance, but we're really lonely ... terribly lonely." (Gene Kelly)

Muito para escutar - desde Tortoise a Feist, com Burial, The Books, Tom Verlaine, Aeroc, Niobe, Hope Sandoval, Pan American, ...... , e mais, muito mais. Alguns temas em reformulações IF.

Tudo para sentir - experimentem.

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Praia da Barra.
Entre a Ria de Aveiro e o mar.
Se há alguns anos já não reconheci quase nada, agora deve ser muito pior.
E, no entanto, as dunas, o vento, a nortada, uma bola. Só isto deve estar igual.
Já não deve haver vacas nem quinta do sr. Quintino. Talvez nem mesmo seca do bacalhau. Nem estradas de terra batida para deslizarmos de bicicleta contra e depois a favor do vento. Nem café do farol, nem Assembleia com noites de rock'n'roll. De certo, o nevoeiro. E o farol. E a "ronca" ? E o meu companheiro das manhãs em busca de leite acabado de colher ? Alberto Caria, ainda podes responder ?


foto de Santiago Marquez Suarez
Uma compilação vídeo com 40 m e 30 s sobre Chet Baker.
Inclui umas das favoritas da IF - Almost Blue.

IF 20 de Agosto 2006

# Sétima Legião : Mar de Outubro
# Susanna and the Magical Orchestra : Love will tear us apart
# Honeyroot : Love will tear us apart
# Gustavo Santaolalla : The wings
# Boards of Canada : Tears from the compound eye
# Tom Waits : Day after tomorrow
# Bernard Hermann : Twisted nerve
# Charalambides : Hope against hope
# Susanna and the Magical Orchestra : Hello
# a.o.s. : History repeats itself
# Simon Joyner : Flying dreams
# Lambchop : A day without glasses
# Phonophani : Oak or rock (extracto)
# Bernard Hermann : Twisted nerve (loop sobre shorter by IF)

+ sons de aviões e aeroportos + sampler de Daytime girl (Bee Gees)

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Na Íntima Fracção desta semana faz-se o que há muito tempo não acontecia : passagem integral do indicativo do programa - Mar de Outubro (Sétima Legião - LP "A um deus desconhecido" 1984).
Há ainda também o novo (e o velho ...) de Susanna and the Magical Orchestra.
Twisted Nerve, de Bernard Hermann, que faz parte da banda sonora de Kill Bill, entra em loop e mistura-se com sons de aeroportos e aviões que não escondem um curto sampler dos Bee Gees.
There she goes my daytime girl.
Spreading her wings like a high flying eagle.


Susanna and the Magical Orchestra.
Regresso.
Mountain Melody.
Album de covers.
Não tem o fascínio do anterior (List of Lights and Buoys), mas continua a encantar. É o termo exacto.
Cohen, Prince, AC/DC, Scott Walker, Depeche Mode, Fairport Convention, Dylan ... e uma versão de Love will tear us apart (Joy Division), como quem canta enquanto desenha uma paisagem urbana de outro século.
Tudo revisto de forma murmurante e em slow-motion. A distância necessária para o passado.
SERVIÇO PÚBLICO ( !!! ??? )

Programas transmitidos dos locais de chegada em cada etapa da Volta a Portugal em Bicicleta. Só vistos. Impossíveis de imaginar. Apresentação amadoreca. Momentos de humor patético. Ondas de música de mau gosto e indiscutível ordinarice ( "eu fiz marmelada com os marmelos descascados, ... " Joana).
O povo gosta ? Gostará ? Em cada local havia meia dúzia de "interessados".
Por outro lado, o povo também gosta de muitas outras coisas : de não trabalhar, de deitar foguetes, de incendiar matas, ... , da economia paralela ... etc e tal. Para quando então programas na televisão pública de enaltecimento destas realidades ?



Os verdadeiros génios que fazem andar a música para lá do pôr-do-sol, têm sempre que defrontar (em algum momento) as maiores desconsiderações e até insultos. Vejam aqui o momento mais vexatório da carreira de João Gilberto (já há um bom par de anos). Vejam como a galera ululante se comporta.
Se forem até ao final ouvirão a frase-chave. "Os senhores vão passar e ele vai ficar." Ficou mesmo !
Alguém já viu algum pimba ser vaiado e posto fora do palco ?
A propósito deste episódio longínquo, está na altura de começar o "tiro-ao-pimba". Acreditem. É uma questão de sobrevivência.



Disponibilizo também aqui um momento inesquecível com os dois maiores génios da música brasileira, Tom Jobim e João Gilberto.
João nunca consegui ver/ouvir ao vivo. Jobim, sim. Era simplesmente bom demais para certas sensibilidades. No espectáculo que deu no início dos anos 90 no Mosteiro dos Jerónimos, houve quem abandonasse. Já o disse aqui no blog. Agora, digo o nome de quem saiu por estar enfadado : Pedro Ferraz da Costa (CIP). Talvez seja conveniente, no momento em que o senhor se esforça por criar uma alternativa/unidade/... , ou lá o que é, de direita (seja lá o que isto for para o referido).
A propósito de PaperSun, dos Traffic, uma das canções pop mais emblemáticas sobre o Verão ( ... from beach to beach ), abro a janela para verem como eram os miúdos de há 40 anos. The Spencer Davis Group, com Steve Winwood, ao vivo, em 1966. Steve tinha 16 anos e é o do lado direito do écran.
O vídeo inclui "Keep on running" e "Somebody help me", entre outras.
Spencer Davis, desde 1967 sem Steve, ainda rola. Esta semana toca em NY no Rock and Roll Fantasy Camp. Depois, UK Tour, Alemanha e Austrália. Não foi com álcool e drogas que esta gente chegou até hoje a mexer-se como se mexe (sim, Jagger incluído).

Para quê ir a um estádio se vamos ver (quase) tudo num écran ?



A velha tem mau feitio e não consegue ir de férias... em Agosto teima em manter as portas abertas à tarde e à noite.
Visite-a!

Um achado.
Estaleiro cultural.
Fica em Braga.
IF 13 de Agosto 2006

# Moby : Homeward angel (long) - (shorter by IF)
# Burial : Untitled 1
# Burial : U hurt me (extracto)
# Burial : Forgive
# Burial : Untitled 2
# Burial : Night bus
# Charalambides : There is no end
# Idaho : On the shore
# Bill Frisell : I'm so lonesome i could cry
# 12Twelve : Intonarumori
# OMD : Statues
# Hwyl Nofio : Jesuralem lane
# The Focus Group : Underwater pries
# Lambchop : Short

+ mil e um sons, perceptíveis e imperceptíveis

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Aprender com a Charlotte da série de Amy Winfrey, Making Fiends.
O que seria das Vendettas deste mundo ...
Dá para ver na net e/ou fazer download gratuito do podcast.



Ninguém deve deixar de ouvir (e guardar ?) a mais recente edição do Vidro Azul, por Ricardo Mariano.
Eu tenho-a no iPod e as madrugadas tornaram-se mais suportáveis. Trata-se de uma longa (2 horas) e encadeada banda sonora que nos amarra às imagens que não vemos, mas sabemos. Exemplar.
Mas será que não há mesmo estação de rádio onde estes programas tenham lugar ? (refiro-me a cobertura nacional). Provavelmente "isto" já não é Rádio. É uma nova forma de composição. A Rádio (também ?) devia ser "isto".

VIDRO AZUL - ESPECIAL INSTRUMENTAL


Charalambides.
A Vintage Burdon.
Um disco dolente, para um Verão quente.
ZACKY.
Uma grande minúscula prenda, à porta, no final de tarde de mais um dia 8.



Dias e noites quentes numa cidade (finalmente) desocupada.
A rádio (RUC), continua a transportar os sons do Wolfman Jack da actualidade, mais sóbrio, mais sofisticado e conhecedor - José Braga, um nadador-locutor com as mais diversas músicas em nosso auxílio.

IF 6 de Agosto 2006

# Eluvium : We say goodbye to ourselves
# Fairport Convention : Meet on the ledge
# Bob Dylan : One of us must know (sooner or later)
# Bell Orchestra : Recording a tape ( typewriter duet)
# Birch Book : Sleepless search
# Eels (with strings) : Blinking lights (for me)
# Czars : I saw a ship
# A silver mt. zion : Blown-out joy from heaven's mercied hole
# Isan : Ship
# Gregor Samsa : We'll lean that way forever
# Efterklang : Swarming
# Tape : Sun refrain

plus : voz de Roland Barthes

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Beaches & Deserts





Tão longe ...
Do mar.
Da liberdade de partir.
De ainda encontrar espaço.
De descobrir.

Da impossibilidade de se dizer o quê ?




A conta está paga.
Gostaria de voltar ali todas as terças para ouvir o músico que arranca sons iguais à Fender de Marvin Welch, dos Shadows.
Em casa, o ar que vem do mar não se sente. Não há um único ruído. Talvez os grilos.
Mais uma vez, tal como escreveu Barthes, "as cenas desenham-se para serem recordadas". A nostalgia começou no momento da chegada.
Na partida, mais do que medo, há o pavor de não regressar. É uma opção optimista. Tudo o que nos parece ser certo, está, afinal, irremediavelmente ameaçado pela incerteza.
Preciso ver Tati nas "Férias do Sr. Hulot". A partida é levemente nostálgica, mas, mais do que esperança, há certezas para o ano seguinte.

MEET ON THE LEDGE (ouvir)
(Fairport Convention - 1968)

We used to say
That come the day
We'd all be making songs
Or finding better words
These ideas never lasted long

The way is up
Along the road
The air is growing thin
Too many friends who tried
Were blown off this mountain with the wind

Meet on the ledge
We're gonna meet on the ledge
When my time is up
I'm gonna see all my friends

Meet on the ledge
We're gonna meet on the ledge
If you really mean it, it all comes round again

Yet now I see
I'm all alone
But that's the only way to be
You'll have your chance again
Then you can do the work for me

Meet on the ledge
We're gonna meet on the ledge
When my time is up
I'm gonna see all my friends

Meet on the ledge
We're gonna meet on the ledge
If you really mean it, it all comes round again

END OF A HOLIDAY (ouvir)
IF 30 de Julho 2006

# Feist : Lonely, lonely
# Feist : Lonely, lonely (frisbee'd mix)
# Waldeck : I talk to the wind
# Hanne Hukkelberg : Searching
# Beach Boys : Wind chimes (instrumental backing track)
# Yo la tengo : Tonight
# The Byrds : You and me (instrumental)
# Brian Eno : Dunwich beach
# Kraftwerk : Europe endless
# Isan : Ships
# Belle and Sebastian : I know where the summer goes
# Brian Eno, Harold Budd, Roger Eno : Always returning

sons : mar, piscinas, comboio de alta velocidade, terminal de aeroporto, . . .

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Eu aqui a olhar o mar e ao mesmo tempo, também não longe do mar, 30 crianças morrem no mesmo local (de abrigo ?), como consequência de um bombardeamento.

Há uma guerra entre dois países por causa de dois soldados raptados. Não sei bem se foi só isto ... foi o que ouvi. Sei muito pouco sobre aquele conflito. Descubro todos os dias novas informações.

Podia ter lido milhares de páginas, mas há sempre algo que escapa. Mesmo que já tivesse nascido quando tudo começou, de nada me serviria tentar compreender o que se passava. Agora, não quero. Sinto um enorme desprezo por povos que se guerreiam há tanto tempo.

Deve haver razões fortes dos dois lados. Claro. São seres humanos. Pensam.

No meio da guerra, há sempre lamentáveis (trágicos) erros. O de hoje foi mais um. Bem que avisara o jornalista que, regressado de um dos países onde foi a convite do seu governo, garantia que os seus soldados não eram super-homens. Eram humanos. Também se enganavam.

Enganam-se. Enganam-nos.

Mas eu vi a menina morta nos braços de um socorrista. De cabelo apanhado. Como se tivesse adormecido ao colo do pai. Quem lhe terá apanhado pela última vez o cabelo ? Ela ? A mãe ? Uma irmã ? Uma avó ? O pai certamente que não. Os pais das meninas de 6 anos que morrem de cabelo apanhado, apanhadas pelas bombas, há muito que se devem ter feito explodir em direcção ao paraíso. Se não fosse assim, eles não deixariam que as meninas fossem apanhadas e mortas de cabelo apanhado pelas bombas lançadas por exércitos corajosos. Humanos, logo, falíveis. Sempre demasiado falíveis.

Eu sei quem, esta manhã, apanhou o cabelo à menina morta que passou à minha frente nos braços do socorrista.

FUI EU.
My Summer Wind(ow)

The summer wind, came blowin in - from across the sea
It lingered there, so warm and fair - to walk with me

(Frank Sinatra)

Why did summer go so quickly ?
Was it something that you said ?

(The windmills of your mind - tema de The Thomas Crown Affair - 1968)


Maria João Pires deixa Belgais, na Beira Baixa, e vai viver para a Baía (Brasil).
Após "a tortura sofrida durante anos" em Portugal, disse.
O Projecto Educativo de Belgais, que a pianista criou, foi sempre motivo de desencontros com o poder, ou os diversos poderes. Nunca consegui saber onde ia dar a ambição de Maria João e onde começavam os entraves dos poderes "oficiais".
Em Portugal (e em muitos outros lados ... talvez), o poder político (qualquer) tem um enorme pavor em apoiar de uma forma mais evidente, projectos que saiam das regrazinhas e das metodologias definidas nos milhentos documentos que vão sendo produzidos laboriosamente por formigas que se prepararam a vida inteira para escrever regras com as quais sonham dominar os outros ou, pelo menos, salvar-se a si próprias.
Assim, não interessa fazer nada. O importante é restruturar, redimensionar, reformular, reorganizar, numa palavra, reformar, mas sem fazer nada.
Há eleitos que demoram todo o mandato só a restruturar os seus serviços. Tarefa "ciclópica", dizem eles. Quando acabam, já não há tempo para fazer nada. Outro seguirá o mesmo caminho ... logo a seguir.
O abandono de Maria João Pires fica-nos mal. Mesmo que tenha alguma coisa de excesso de génio. Mas não é verdadeiramente isto a que nos últimos 4 anos nos temos sujeitado ? A sentirmo-nos a mais ? Tenho tido esta sensação estranha. Os últimos governos vêem-nos como empecilhos. Gente que só atrapalha. Tudo se tornaria mais fácil se a esperança média de vida voltasse para trás e as gerações mais novas saissem de casa dos pais directas para a emigração.

O site do projecto de Belgais merece ser visitado.
O Google encontra cerca de 150.000 referências a Maria João Pires e 543 fotos da pianista. Nada, se comparado com as 7.200.000 referências a Cristiano Ronaldo.
Um estádio, um só estádio dos tais do Euro2004 e o P(?)aís seria polvilhado de Belgais.

Dêem-nos música ... desta.




My Miami's shirt.
Não se sente. Vê-se. E bem !
Se pudesse, passava o Verão com ela (não se sente ...).
E no iPod, ouvia em repeat, Feist : Lonely lonely (Frisbee'd mix).
Como se houvesse férias para a IF.
Prosaico.
Deitado, de frente para os azuis.
Novo dos Yo la tengo.
I Am Not Afraid of You and I Will Beat Your Ass.

Disseram que soava a Doors. Não.
Soa a Byrds.
Material selecionado na IF.
IF 23 Julho 2006

# The Residents : It's a man's man's world (extracto)
# The Residents : And i was alone
# Animal Collective : The softest song
# Animal Collective : Banshee Beat
# Lars Horntveth : Pooka
# Rogue Wave : Perfect
# The Albumn Leaf : Window
# Yo la tengo : Instrumental
# Yo la tengo : Tonight
# Sun Ra : Holiday for strings
# Yo la tengo : Sometimes i don't get you
# Her Space Holiday : The good people of everywhere
# Sengei Ono : I think of you

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"A hundred times every day i remind myself that my inner and outer life depend on the labors of other men, living and dead , and that i must exert myself in order to give the same measure as i have received and still receiving ." Einstein

Esta sábia afirmação chegou do Jaime, homem de Ciência e ouvinte do podcast da IF.
Como o mundo seria melhor se mais 10 % pensassem assim.
IF 16 de Julho 2006

# Syd Barrett : Golden Hair
# Syd Barrett : Wouldn't you miss me
# Syd Barrett : Dark globe
# Isan : Seven mile marker
# Jens Lekman : Me on the beach
# Bob Marley : Waiting in vain
# Micah P. Hinson : The possibilites
# Feist : Lonely lonely ( frisbee'd mix)
# Niobe : In the sun
# Colleen : I'll read you a story
# Divine Comedy : There is a light that never goes out
# Boards of Canada : Kaini industries
# Boards of Canada : Happy cycling

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Devo esclarecer que o vídeo (sobre e com Syd Barrett) contido no post anterior, contém imagens que podem ser consideradas chocantes por todos os que ainda nada aprenderam sobre a mutabilidade da natureza.
Look out jovens músicos talentosos e demais gente hedonista !
E, claro, todos os que odeiam os velhos por não suportarem aquele espelho do seu futuro, quando os filhos dos filhos dos seus filhos os virem também como velhos.

Próxima IF : algum Syd Barrett.



Syd Barrett morreu sexta-feira passada.
Quem não sabe quem foi Barrett, procure no Google.
Depois de 3 meteóricos anos de criatividade com os Pink Floyd, interrompidos em 1968, ainda tentou seguir sózinho, mas estava demasiado instável para o quer que fosse.
Anos de consumo de LSD atiraram-no de regresso a casa da mãe, nos arredores de Cambridge.
Considerado, justamente, um enorme influenciador de posteriores nomes marcantes da cena musical moderna (Bowie incluído), desapareceu por completo. Retomou o nome original - Roger Barrett - e viveu 35 anos a pintar e a cuidar do jardim. Os Pink Floyd garantem que ele sempre recebeu os royalties a que tinha direito. Supõe-se que terá sido assim que viveu estas últimas 3 décadas e meia.
Sossegado, os vizinhos viam-no a passear até à loja da esquina para comprar o jornal. No entanto, durante muito tempo, tornara-se uma lenda sem se saber onde estava. Quando começou a ser procurado por seguidores e jornalistas no seu refúgio de Cambridge, defendeu-se, evitando-os.
Há um bom par de anos que dificilmente, quem o conhecesse das capas dos discos e das fotos das velhas revistas, o reconheceria. Diabético, faleceu com 60 anos, supondo-se que a causa tenham sido complicações provenientes da doença. Mesmo na morte, passou despercebido. A notícia foi conhecida dias depois e as cerimónias fúnebres terão sido absolutamente privadas.
A IF conta nas suas mais belas memórias com a música de Syd Barrett.

Wouldn't you miss me?
Claro. Sim. Muito !



Passei de ano !
Agora já não recebi uma bicicleta (azul e branca, linda) comprada em Sangalhos.
Passei de ano !
Agora recebi um iPod (daqueles com muitos gigas).
O que iria na cabeça (e especialmente no coração !) da Michelle quando o mandou embrulhar ?

Michelle, ma belle.
These are words that go together well,
My Michelle.
Michelle, ma belle.
Sont les mots qui vont tres bien ensemble,
Tres bien ensemble.

Sempre, e sem iPod ...
IF 9 de Julho 2006

# Nick Drake : Instrumental
# Gonzales : One evening (Feist)
# Honeyroot : Love will tear us apart
# Idaho : To be the one
# Gregor Samsa : Loud and clear
# Gregor Samsa : Young and old
# David Sylvian : It'll never happen again
# Roudoudou : Peace and tranquility to earth
# The Octopus Project : Hold the ladder
# Harold Budd : It's steeper near the roses (for David Sylvian)
# Mercury Rev : The tides of the moon
# Múm : Sunday night (just keeps on rolling) - extracto
# Beach Boys : God only knows (só vocais) - extracto
# Feist : Mushaboom (live)
# Feist : Mushaboom (Postal Service mix)
# Mastretta : Continental-Auto
# Lou Reed, Laurie Anderson, Brian Eno : As we sleep

inclusão de extractos de Tape, Murcof e Hans Zimmer

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Para este fim de semana, uma IF como outra qualquer - sempre igual, porque diferente. Claro que tem Feist em duas versões de Mushaboom. Abre com um instrumental de Nick Drake e depois Gonzales toca "One evening", de Feist. Pelo meio aparece David Sylvian com a sua versão de "It'll never happen again", ainda mais melancólica que a original de Tim Hardin. E mais coisas, muitas mais.
Para ilustração do post fica um vídeo (terrivelmente pirata) de Sylvian, a cantar e a tocar (sózinho) "It'll never happen again", a 4 de Novembro de 1995, em Londres.
Não aprendi com Hardin, nem com Sylvian ...
Há sempre qualquer coisa que não devia voltar a acontecer, mas acontece.
Um crente desconfiado que, afinal, acredita sempre.

ah ... bon ! ah ... boooufff !
je n'aime pas les cochons chauvinistes ...
ouais ...
voilá un vrai mec !



suplement : mes excuses à EPC ... je le sais ... ah ! la cinémathèque !!! ... les beaux temps de Paris ... l'intellectualité ... touts ses gens extraordinaires qui vont faire des documentaires à la Republique Centre Africaine ... ah ! ces bizarres créatures ... qui me fais tourner en bourrique !!! maintenant au football ... ASSEZ !!! ehn ?


Está em loop no blog Sophia's.
Feist cantando Mushaboom. Foi publicado em Maio de 2004 no CD Let it die.
Agora, também pela Primavera (Abril), saiu um novo disco - Open Season - onde são incluídas quatro remixes de Mushaboom (para além de outras excelentes surpresas).
É uma canção tão fresca e optimista que a deixei a rodar em loop, através do Sophia's, durante umas boas duas horas.
E foi como se tudo fosse ainda possível : eu estava a salvo no estúdio, havia Verões para acreditar e a música era como uma animação mágica que saltava do écran e voava sobre o tempo e o espaço. Não sabia onde, mas alguém estaria feliz.

Encontrei o vídeo-promo do tema, bem como várias prestações ao vivo.
Escolhi esta em Paris :



Vídeo-clip Mushaboom (versão 1)
Vídeo-clip Mushaboom (versão 2)

obrigado Paulinha
Post para atrair audiências através dos motores de busca !

Figo
Cristiano Ronaldo
Scolari
Merche Romero
Yoko Ono à portuguesa
Merche nua
Imagem de Nossa Senhora no balneário português
Labreca
Ricardo perante a angústia do penalti
Portugal Campeão
Se o Eusébio ainda jogasse
Os ingleses cantam no estádio (dedicado a Rui Orlando da SportTV que não entendeu o momento mais sublime do intervalo antes dos penaltis, quando a instalação sonora no estádio lançou Doris Day com "Que sera ... sera ... whatever will be ... will be ... the future's not ours to see ... que sera, sera ... what will be, will be".)
IF 2 de JULHO 2006

# Sengei Ono : Planador (expandido)
# Simon Joyner : Birds of Spring
# The White Birch : Seer believer
# Jolie Holland : Mehitibells blues
# Moby : Blue paper
# Takagi Masakatsu : And then
# a.o.s. : History repeats itself
# Murcof : Rios
# Howard Devoto : Some will pay (for what others pay to avoid)
# Readymade : Interlude
# The Pretenders : I go to sleep (live)
# Stratus : Interlude
# The Octopus Project : The adjustor
# Johann Johannsson : Karen Býr Til Engil

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Excepcionalmente, a mais recente edição da IF só ficará disponível na net a partir de amanhã - 3ª feira.
The Greatest - Cat Power (Chan Marshall)
The Greatest, uma das canções que mais (me) tocaram no último ano.
...
Once I wanted to be the greatest
No wind of waterfall could stall me
And then came the rush of the flood
Stars of night turned deep to dust
...

Pela fotografia de Chan, entra-se no estúdio de televisão onde Jools Holland apresenta (há quanto tempo ...) os seus convidados. Está lá Cat Power para cantar "The Greatest".

IF 25 de Junho 2006

# Tom Verlaine : A burned letter
# Black Sabbath : Laguna sunrise
# Dead Combo : After peace swim twice
# Belle and Sebastian : I know where the summer goes
# 12Twelve : Intonarumori
# Nina Simone : Nobody knows you when you're down and out
# Piano Magic : I must live London
# The Focus Group : Verberations
# The focus Group : Verberations int.
# Johnny Cash : Hurt
# Destroyer : The music lovers (never ending If mix)
# Lars Horstveth : Kahlua blues (extracto)
# Lisa Germano : Big, big world
# The Tony Hatch Orchestra : Ghost Squad theme
# Jon Hassell : Estate (summer)

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Memórias ...
Durutti Column. Vini Reilly e Bruce Mitchel numa foto (Rui P.M. Salgueiro) tirada no concerto de 7 de Abril de 1995, em Coimbra. Clikando na foto abre-se um vídeo de "The Missing boy" gravado no concerto de Lisboa em 1988. Excelente ...

A IF atingiu o 1º lugar do TOP-100 de podcasts musicais da loja iTunes ( i must say i'm amazed ... ).
Se ainda não subscreveu a IF (gratuita), pode fazê-lo aqui.

Foi no mínimo (deixem-me dizer a palavra ...) estimulante, o encontro de ontem à noite na FNAC Coimbra sobre podcast. Com a actual ou futura tecnologia, a distribuição de conteúdos (houve alguma relutância em chamar-lhe "outra rádio") está à solta !
Aqui está um link para uma notícia sobre o encontro saída no Ciência Hoje.
Obrigado Edgard Costa ! Começa a fazer sentido chamar-lhe o "Papa dos podcasts portugueses". A sua militância tem contribuído muito para a consolidação do movimento.
Saído da assistência, ainda tive oportunidade de conhecer Jorge Prazeres, um dos bons ouvintes da IF. Noite em família ... (ainda por cima com o Ricardo - de vidro e azul - Mariano, um primo mais novo da IF).


Logo à noite, 22 horas, na FNAC do Forum Coimbra, encontro de podcasters com Edgard Costa do GavezDois, Ricardo Mariano do Vidro Azul e eu, da Íntima Fracção.
IF 18 Junho 2006

# Arve Henriksen : Opening image
# Lisa Germano : Big big world
# Mojave 3 : You've said it before
# Alpha : Theme 1 (Lost garden of clouds)
# Alpha : You know (LGC)
# Alpha : Backward
# Dears : Warm and sunny days
# Kinks : Love me till the sunshine
# Joe Meek : Telstar (demo)
# People Like Us : Dead Radio (extracto)
# Isan : Immoral Architecture
# Nouvelle Vague : The Killing Moon
# The Knife : Rock classics
# Felix Laband : Minka (and the notes after)


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Apropriei-me desta foto de Fernando Assis Pacheco que está no Discurso dos Dias. Interessa-me tudo o que respeita ao poeta português maior contar de histórias dos últimos 100 anos.
E já agora relembro-o :

Peçam a grandiloquência a outros
acho-a pulha no estado actual da economia
(Variações em Sousa, 1987)

Quando esperava ansiosamente que, finalmente, começasse a escrever histórias para além do jornalismo, no final de Novembro de 1995, partiu. Foi a maior desfeita que me fez o filho do pai que me ajudou a nascer.
Se ainda não sabem, no site da ASA está à venda por 5 euros o livro que eu gostaria de adaptar para linguagem audiovisual (está lá tudo !) : Trabalhos e Paixões de Benito Prada.

Como se chama o sujeito que teima num "erro" apesar e perante toda a gente, como se tivesse à sua frente a eternidade para "se enganar" ? - Chama-se relapso.

(R.B.)
Continua a produção dos Alpha.
Anunciam para 30 Julho "Without some help", novo album.
Daqui a pouco passaram 10 anos de "Come from heaven".

Onde passará devagar o tempo ? O Dylan dizia " time passes slowly up here in the mountains ". Onde ficam essas montanhas ? Qualquer um as encontrará. Não é difícil, mas não queremos.

Time passes slowly up here in the daylight,
We stare straight ahead and try so hard to stay right,
Like the red rose of summer that blooms in the day,
Time passes slowly and fades away.

(Bob Dylan)
Os Korgis, esses mesmo que parece terem apenas criado uma música em toda a carreira - Everybody's got to learn sometime (logo esta !) - que regressou já neste século numa versão de Beck, vão editar em Julho um novo disco. O disco vai ter uma nova versão da única (?) música (conhecida) dos Korgis.
Os links levam ao video clip da versão original (1980) e a um outro com uma versão (ainda dos Korgis) mais recente.



Tento reler "A Voz Humana", de Jean Cocteau. Paro. As imagens que se formam são demasiado presentes. No palco ou num improvável écran. Terrível filmar A Voz Humana. Seria belo. As imagens saltam de cada palavra. Sobretudo quando ditas por Simone Signoret. Aqui, num pequeno extracto gravado em 1964.
IF 11 de JUNHO 2006

# Eels : Theme for a pretty girl
# Eels : Blinking lights (for you)
# Birch Book : Sleepless search
# Stuart Staples : People fall down
# Colleen : I'll read you a story
# Isan : Working in dust
# Eels : Bride of theme from blinking lights
# Wunder : How we are
# Hanne Hukkelberg : Boble
# Grace Jones : The crossing
# Grace Jones : Miss Grace Jones (extracto)
# Grace Jones : The fashion show
# Billy Preston : King of the road
# Cat Power : The greatest
# Ryuichi Sakamoto + Alva Noto : Morning

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A Carol é novinha e bonita. Trabalha comigo num programa de televisão. Hoje, não fosse o mau tempo, teria apresentado um desfile de moda. Esta circunstância levou-me a relembrar o único motivo que alguma vez me provocou interesse pelo world fashion : Grace Jones. Há 20 anos. Slave to the Rhythm.
A próxima IF vai ter um lugar para Miss Grace Jones. Descubram como.

"I forgot Billy Preston ... !!!" (G. Harrison - Concerto Bangladesh)
That's the way ... God planned it.
(ouvir e ... ver)
IF 4 de Junho 2006

# Beach Boys : Surf's up (instrumental)
# Honeyroot : Love will tear us apart
# The Focus Group : Bells haze
# 12Twelve : Intonarumori
# The Focus Group : Jout sections
# The Focus Group : Verberations
# The Focus Group : Verberations exp.
# The Fiery Furnaces : Benton harbour blues again
# Lafradford : Soft return
# Simon Joyner : Flying dreams
# Sengei Ono : Ii think of you (extracto)
# Isan : Ship
# Isan : Seven mile marker
# Joseph Arthur : A smile that explodes
# Lambchop : The new cobweb summer
# Yonderboi : Trains in the night (extracto)
# The Greenhornes + Holly Golightly : There is an end
# The Focus Group : Free, psych & mirrors
# Mapstation : The sinuous ribbon (extracto)

+ sons diversos (incluindo fogo de artifício preso)

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1 de JUNHO
Dia Mundial da Criança.
O meu dia mundial da criança foi quando, criança, perdi a Mãe.
As crianças, sabe-se, muito brevemente deixarão de o ser. O tempo, na criança, é longo. No adulto é muito curto. Quando voltarem a olhar, já lá não estão. Não esqueçam.

" Os vossos filhos não são vossos filhos. São os filhos e filhas da nostalgia da vida por si mesma. Eles vêm por meio de vós mas não são de vós, e, apesar de estarem convosco, não vos pertencem." (K. Gibran)

Aceitem.
Já este fim-de-semana, uma IF com fogo de artifício preso. E o novo dos Isan (Plans draw in pencil). E the Focus Group. E Simon Joyner. E Joseph Arthur. Também ainda uma outra versão para Love will tear us apart, por Honeyroot. Claro, 12Twelve e mais umas quantas surpresas que incluem versão instrumental do histórico Surf's Up, dos BB.



Vinda de um momento qualquer da recomendada música dos catalães 12Twelve, apanhei um longínquo No time to live, dos Traffic. Os Traffic eram um grupo de gente respeitada no mundo da música : Dave Mason (vocals, acoustic guitar, harmonica); Steve Winwood (vocals, guitar, piano, harpsichord, organ, bass); Jim Capldi (vocals, drums, percussion); Chris Wood (flute, soprano saxophone, tenor saxophone, bass, percussion, bells).
No time to live é do segundo álbum (1968).
É também por isto que eu estou de acordo com António Cartaxo. " A música ... um romance eterno". E como eu poderia contar a minha história de No time to live. Há uma história para cada música que nos tocou os corações.
IF 28 Maio 2006

# Alla Polacca : A
# Architecture in Helsinki : Tiny paintings
# tba : Morning light
# tba : Kryz
# Flotation Toy Warning : How the plains left me flat
# The Chameleons : P.S. Goodbye
# Destroyer : Your blues (extracto - versão EP)
# Samara Lubelski : Keeper of beauty
# Caroline : I'll leave my heart behind
# Mapstation : Warm distance
# Perry Blake : Broken statue (versão ao vivo)
# The White Birch : Seer believer
# Nouvelle Vague : Friday night, saturday morning
# People Like Us : Downtown once more

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A radio não se conta, ouve-se. E há tantas histórias de música para contar... Um romance sem fim.

Em Sintonia, com António Cartaxo. Antena 2 - RDP.
A rádio sobrevive.
Na IF deste fim-de-semana, entre muitas outras coisas, Perry Blake com uma outra versão da sua inaugural Broken Statue.
Para ouvir na IF, Perry, ao vivo, no Cirque Royal de Bruxelas. Broken Statue mais contida.

Radio for help now
She's gone missing again
Without a raincoat or a hairbrush
Without a witness or a trail
We like Nature in spite of
What Nature does to us
And we love to jaywalk
But not enough to get hurt


12twelve

De Barcelona. Só instrumentos.
L'univers - o mais recente (2006).
Lá, descobri intonarumori (para ouvir).
Música que me confunde o tempo.
Música que me parece ter ouvido na rádio ... há muito tempo.

Maçãs e bolachas integrais.
Qual é a música que lhes corresponde ?

Não tenho tido tempo para postar. Estive na fila para ver a Shakira ...
Afinal julgo que era a Merche Romero. Enfim, não sei ! A Neydi, uma moça da Curraleira que trabalha no Colombo, baralhou-me. Atrás de mim está a Caetana, que veio da Gandarinha e me chamou "tótó ... isto está a dar na televisão !".
Todos diferentes, todos iguais.
O nivelamento dos gostos é espantoso. A interacção social provocada pela indústria do entretenimento é a essência da democracia. Não sabia ... preciso de aprender a viver aqui.
Só agora dou a informação. Não gosto muito de me mostrar nestas coisas ...
Esta 4ª feira, dia 24, às 14.30, na Casa Municipal da Cultura, em Coimbra, uma aula aberta sobre BLOGS. Coordenação do Prof. Doutor Dinis Alves (ISMT) com Carlos Esperança (Ponte Europa) e eu mesmo (Íntima Fracção).
Espero que seja um momento para trocar ideias com alunos do ensino superior e todos os interessados no fenómeno bloguístico.


I may not always love you
But long as there are stars above you
You never need to doubt it
I'll make you so sure about it

God only knows what I'd be without you

A tal que me acompanha (persegue ?) há 40 anos, chegou-me em muito mais versões para além daquelas que eu conhecia. Um mail de um ouvinte da IF (JFR) levou-me ao My Old Kentucky Blog e está lá tudo. Experimentem.

Na Rádio Guarani FM, brasileira, encontram o impensável. Enquanto a música toca, vai-se sublinhando o respectivo momento da letra ... com tradução em português !