@Paulo Abrantes

@Museu da Rádio (arquivo) via Público

Álvaro Jorge, Mary e Jorge Alves - RCP há 70 anos.
Vídeo killed the radio stars ... ?
Não.
Quem não ama a Rádio, sim.
I know all there is to know about the crying game
I've had my share of the crying game ...

(Crying Game - Dave Berry - 1964)
This strange effect

Uma só linha.
Uma palavra.
Adequada. A que não existe.
Para lá da linguagem.
Só na música. E ...
em raras imagens miraculosas.

O que se vê são os meus olhos, nunca o meu coração.
IF 15 Novembro 2006

# Cocteau Twins : Lazy Calm
# Colin Newman : Alone (piano solo)
# Howard Devoto : Some will pay
# Echo and the Bunnymen : Hang on to a dream
# The Smiths : Well i wonder
# Honeyroot : Love will tear us apart
# Broadcast : Echo's answer
# Aphex Twin : Penty Harmonium
# Junior Boys : Whem no one cares
# Eumir Deodato : Pavane for a dead princess
# David Bowie : God only knows
# Durrutti Column : The missing boy
# Tom Waits : Closing time
# Vera Lynn : We'll meet again


Download mp3: http://www.esec.pt/radio/programas/intimafraccao/if.html

Podcast: http://www.gavezdois.com/

Rádio: http://www.ruc.pt/
No próximo sábado, 18, às 4 da tarde, ÍNTIMA FRACÇÃO no Theatre Gric, em Zagreb - Croácia. A IF em filme de Paulo Abrantes nos dez escolhidos para a extensão Black&White no One Take Film Festival.
Para os que não estiverem em Zagreb no sábado, fica aqui o vídeo do Paulo Abrantes.


clic na imagem
Etérea Irmandade.
Em busca de quê ?
Do instante único, irrepetível, em que acreditamos ir ser felizes ?
Íntima no azul da rádio.
IF 9 de Novembro 2006

# Montagem (Nelson Fernandes edit)
# Eels : Theme for a pretty girl that makes you believe god exists
# Lisa Germano : Too much space
# Micah P. Hinson : Seems almost impossible
# Various Production : Fly
# Isan : Stickland
# Beach Boys : Wind Chimes (instrumental backing track)
# Hector Zazou : Lettre au Directeur des Messageries Maritimes
# Junior Boys : When no one cares
# Alla Polacca : A Cláudia é ... (burra)
# Eels : Marie floating over the backyard
# Eels : Suicide life
# Craig Armstrong : Delay
# Tindersticks : Les gateaux
# Cat Power : Remember me (solo version)
# Angelo Badalamenti : extracto bso Blue Velvet
# Holly Golightly : There is an end
# Boards of Canada : Tears from a coumpound eye

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Podcast: http://www.gavezdois.com/

Rádio: http://www.ruc.pt/
O círculo da música.
Sinatra gravou em 1959.
Junior Boys retomaram em 2006.
When no one cares.
Nas recentes IFs.


(música nas capas)

When no one cares
And the phone never rings
The nights are endless things

You're like a child that cries
And no one heeds the crying
You're like a falling star that dies
And seems to go on dying

When no one cares
You just count souvenirs
And they glisten with your tears

You can't believe a love like hers
Could come from someone new
When no one cares - but you

(Sammy Cahn, Jimmy Van Heusen)
Aquelas duas páginas no Expresso do fim-de-semana passado provocaram uma enchente na inbox. Houve ainda muita gente que pediu a reprodução aqui no blog do material publicado. Não o tenho. O trabalho foi feito pelo jornalista Micael Pereira e pelo fotógrafo António Pedro Ferreira. Toda a gente diz que está muito bom. Eu também acho. Disse tudo o que está no texto, mas o resultado final coloca a IF num plano que me transcende. O Micael deu-me a ver que, neste momento, eu sou mais resultado dela do que ela é de mim.
Da foto do António Pedro nem falo ...
Tudo o que está à minha volta, a luz, é a IF !
Recebi agora via e-mail, de Turku, esta reprodução daquelas páginas. Agradeço à Paula Sofia e aqui ficam.

Whose grey sky was this? Or was it a blue one?
You say there were breezes.
I've heard records of breezes.
And I'd love to have felt one.
Tell me again I need to know.
The forest had trees, the meadows were green.
The oceans were blue and birds really flew.
Can you swear that it's true.

(Tom Paxton por John Denver em Whose Garden Was This ? - 1970)
escutar um extracto da intemporalidade

Amanhã, sábado, no jornal Expresso - revista ÚNICA, um Íntimo retrato da Íntima Fracção.
É essencial que estejam informados.
A decadência da rádio portuguesa ( ... claro que não é só a rádio !), obriga-nos a estar muito atentos. As coisas verdadeiramente interessantes passam-se, despretenciosamente, na net.
A série "Como no cinema", de Francisco Mateus, realizada para a TSF nos anos 2000/2001, começou a ser recuperada através da net AQUI.
Francisco Mateus confirmou nessas emissões, com enorme Arte, que a rádio é feita de sons e estes são fluídos invisíveis que nos fazem chegar aos sentimentos.
A série vai ser recuperada não na totalidade, mas pelo menos 39 edições vão ficar disponíveis ao ritmo de uma por semana. São fundamentais ! Devem ser guardadas para utilização por todos os que ensinam e aprendem Rádio (ou o que em vez dela se desenha).
Como no cinema.
A primeira incursão dá-se em Ferrara: uma cidade de música.


É essencial que estejam informados.

Hugo Pinto, actualmente jornalista em Macau, mas que passou pelo Público e se interessa apaixonadamente pela música, pela imagem, pela escrita, pelos blogs e, claro, também pelos sentimentos, passou a disponibilizar podcasts de uma hora que são igualmente essenciais. O Hugo explica assim aquilo a que chamou Miss Tapes :

A partir de hoje publicarei uma série de gravações a que dei o nome de "Miss Tapes". São "podcasts" de uma hora em que se alinham músicas. Só isso. Como as cassetes que se gravavam para a namorada. Um desejo na forma de uma esperança. Tal como este blogue, a única pretensão das "Miss Tapes" é comunicar. A música é a linguagem do indizível. Há palavras chave. Há sensações que se repetem. Mas, apesar da familiaridade e do desconhecido, resta um amontoado de intenções cristalizadas. Haverá sempre uma palavra a menos no seu lugar. É esta a derradeira maldição. E é este o eterno combate, porque de forças adversas falamos. Contra isso, a Fé tem que ser Diversa. in Fé Diversa

IF 2 Novembro 2006

# TBA : Okean K (extracto)
# Beach Boys : God only knows (vocais - extracto 1)
# Alva Noto + Ryuichi Sakamoto : Trioon I
# Aphex Twin : Avril 14 th
# Cat Power : The Greatest (solo version)
# Heiner Goebbels (c/Arto Lindsay) : Alone in the elevator (extracto)
# Paddy McAloon : Sleeping Rough
# Southern Arts Society : That time is gone (extracto)
# Isan : Seven Mile Marker
# Junior Boys : When no one cares
# Balun : I shouldn't do this
# Marguerite Duras : extractos de entrevista sobre fundo de Virginia Astley
# Eluvium : An accidental memory
# Burial : Forgive
# Camera Obscura : Country mile
# Charalambides : Hope against hope
# Balun : Disappearing act
# Aphex Twin : Aussois
# Aphex Twin : Avril 14 th
# Beach Boys : God only knows (vocais - extracto 2)

+ tic tac relógio; corpo que cai na água; chuva; resíduos de textos e de músicas

Download mp3: http://www.esec.pt/radio/programas/intimafraccao/if.html
Podcast: http://www.gavezdois.com/
Rádio: http://www.ruc.pt/
Seguindo o conselho de Kierkegaard, quando ouvimos cantos de sereia e se fica enfeitiçado por eles, a única forma de quebrar o feitiço consiste em cantar aquela música de trás para a frente. Dar a volta à situação. Raciocinar a partir das emoções.

Quem consegue ?

IF 27 Outubro 2006

( distribuição em podcast pela 1ª vez da IF disponibilizada exclusivamente em mp3 no Outono de 2003 - 1ª IF realizada para a net pos-TSF)

Detalhes aqui.
Devido à transmissão da primeira noite de mais uma série de repetitivas, previsíveis, inócuas e deprimentes festas de estudantes, não houve IF na RUC.
De qualquer forma ela será disponibilizada na web e distribuída em podcast.
Contem com a IF. Ela conta (desesperadamente) convosco.
Obrigado.
Com o regresso da IF à distribuição por podcast, também ela voltou ao Top 25 do iTunes. Uma brevíssima carícia no meio do dilúvio.
O Hugo, com uma fé diversa, tem poisado na net pedaços da IF recuperados ao fundo da mágoa. Regressou assim a carta assinada por Arthur Rimbaud ao Directeur des Messageries Maritimes, naquele inquietante final de Sahara Blues, de Hector Zazou.
O Hugo, de longe, ofereceu-me um Avril 14th, de Aphex Twin, mas onde ele julga encontrar pedaços de azul entre as núvens, está apenas (e sempre ?) um enorme esforço para as separar.
O Hugo, na sua fé diversa, deixou um vídeo de Trioon I - música de Alva Noto e Ryuichi Sakamoto. É este que traduz o momento de suspensão adequado. A insustentável expectativa que me acorda o peito. Os olhos postos em quase nada, e no entanto, há uma fina linha que se mantém viva.

IF 18 de OUTUBRO 2006

# Beth Orton : Sisters of mercy
# Balun : I Shoudn't do this
# Burial : Forgive
# Isan : Lente et grave (Satie)
# Isan : Roadrunner
# Blueneck : Le : 465 (Alpha remix)
# Alpha : Song to the sirene (com Wendy Stubbs)
# Broadcast : Until then
# Camera Obscura : Razzle Dazzle Rose
# Squarepusher : Tommib help buss
# Piano Magic : The Nostalgic
# Caroline : Winter
# Johnny Cash : Help me
# Isan : Lent et douloureux (Satie)

+ curtos samples de Burial e PLU, sons de trovoada, chuva e vento. Textos.

AGORA, 4.as na RUC (1-2 h). ESECRádio online, 5.as. Distribuição do podcast, às 6.as.

Download mp3: http://www.esec.pt/radio/programas/intimafraccao/if.html
Podcast: http://www.gavezdois.com/
Rádio: http://www.ruc.pt/
A Íntima Fracção regressa na próxima 4ª à noite à antena da RUC. Depois em podcast e/ou em download directo.
Vinda não sei já de onde, a mágoa, como um soluço de criança que não nos deixa respirar fundo, converte-se em som e risca o escuro como um traço luminoso. Sempre em busca do pedaço de azul entre as núvens.

O VIDRO AZUL, programa de Ricardo Mariano na Rádio Universidade de Coimbra (RUC), também com distribuição em podcast, completou 4 anos.
Bateu-me em cheio, naquele espaço muito pequeno e sensível que se situa algures entre os ouvidos e o coração, quando o ouvi pela primeira vez, não sei bem onde (na cidade), dentro do carro, quando era transmitido entre as 20 e as 21 horas.
O VIDRO AZUL tem aquele toque mágico que se reconhece imediatamente pela ambiência conseguida.
O VIDRO AZUL só não tem uma maior difusão, devido ao actual estado decadente da generalidade da Rádio em Portugal.
Se neste momento, o VIDRO AZUL chegasse a uma rádio nacional, podia ser mau sinal.
O VIDRO é frágil e bastante azul !
Que a luz ténue do luar se reflita em ti durante muitas luas !
Short Film About Camera Obscura



Salvam-me as músicas ... ?
Que músicas ?
Que música me sobra ?
... i am alone in the elevator !


The man in the elevator (Der Mann Im Fahrstuhl) - Heiner Goebbels : Heiner Muller

Exprimir o inexprimível.
Desde sempre, o que procuro na Íntima Fracção.
Uma tarefa nas fronteiras da impossibilidade, mas simultâneamente do inabdicável.
O som (a música ?), o silêncio, exprime muitas vezes o inexprimível. Porque, desde sempre, o receptor participa na construção da mensagem que recebe.
As imagens, neste campo, são insuficientes. Mesmo que acompanhadas de som, é esse mesmo som que as altera.
As imagens, de maneira a exprimirem alguma coisa que ultrapasse a simples interpretação das suas formas, têm que estar livres do som, ou, serem concebidas para aquele(s) som. Rigorosamente.
Isto é difícil de conseguir.
É necessária uma exclusividade que a subsistência não permite.
As novas formas de expressão audiovisual só podem seguir este trajecto.
O resto é mero showbiz.


Manhã de um cinzento sem fim.


Está estimado em 1,9 milhões o número de cães e em 1,5 milhões o número de gatos existentes em Portugal. Quase metade dos lares portugueses têm um ou mais animais de estimação, o dobro da média europeia.
Os animais de companhia completam um desejo humano básico ao oferecerem amor e afecto incondicional, e a sua dependência faz-nos sentir necessários e importantes por proporcionarem uma amizade intocável e sem julgamentos. Além de tudo isto, e contrariamente ao que muitas pessoas julgam, ajudam-nos a viver mais felizes e saudáveis.
in www.educare.pt

The sleeping hours takes us far
From traffic, telephones and fear
Put out your problems with the cat
Escape until a bell you hear
...
Its such a rainy afternoon
No point in going anywhere
The sounds just drift across my room
I wish this feeling I could share

The actor - Moody Blues
A nova grelha de programas da RUC só arranca a 16 de Outubro. Assim, a Íntima Fracção regressa na noite de 18.
Para lá do grande refúgio que é a net, sinto-me satisfeito por ainda haver um pedacinho de éter para a IF.
Não acredito que 64% mais para a Ciência resolvam alguma coisa. Pelo menos enquanto o OE se ficar pelos 0,6% para a Cultura. É que bastou escrever um post com aquela história do Jura (tema da telenovela Jura), para aqui virem cair uns quantos mais visitantes.
Escrever telenobela também serve ...
É como dado adquirido, mas espantamo-nos (me ?) sempre com isto. O mundo está tão pequeno, que nem McLuhan acreditaria se aqui voltasse (como se ele não estivesse ...).
Escrevi um post a propósito de "Nono andar", da Né Ladeiras e de Ana e as suas irmãs. Pois a Paula Simões (a quem a IF deve em boa parte o ter saltado para a net), enviou-me um ficheiro mp3 com a música.
E o que terá feito a Paula levar atrás de si o "Nono andar" para o sudoeste da Finlândia ?
Um mp3 a cair lá do norte ...


Razzle Dazzle Rose

Rose, I'm feeling older
I was as lucky as a four-leaved clover
I tried to be happy it wasn't easy
When I choose my colour it will be ...
Razzle Dazzle Rose

Camera Obscura
amanhã em Estocolmo,
dia 26, no TAGV, em Coimbra
lançamento da nova grelha da RUC

by Rockymike

Como a música tem sempre algo para acompanhar os dias !
Depois de um dia de chuva (de muita chuva), as memórias de um disco que o José Luís me trouxe de Paris, no início dos anos 80, em plena época (lá) das rádios livres (Rádio Alfa !).
From A to B. New Musik.
A World of Water.
(oiçam onde foram buscar as ideias - 25 anos depois - os compositores nacionais de música para anúncios a telemóveis)

O estúdio era o sorriso na noite (que fosse) mais escura.

JUST ONE SMILE (extracto)

Just one smile the pain's forgiven
Just one kiss the hurt's all gone
Just one smile to make my life worth living
A little dream to build my world upon
Há certos momentos em que sinto mesmo falta daqueles dias (e noites) irrepetíveis, de rádio ao vivo. Quando só havia três estações de rádio em Portugal e estavamos expostos. Muito expostos. No entanto, para mim, o espaço do estúdio era um refúgio. Cá fora, tudo de mal podia acontecer. Lá dentro, estava a salvo, à frente de toda a gente.
Quem (o quê) me protegia ?

A Íntima Fracção vai fazer uma pausa até 11 de Outubro.
Na nova grelha da RUC, a IF vai surgir nas noites de 4ª feira, à 1 da manhã.
Este facto vai obrigar a alterações na distribuição do podcast - no GavezDois - bem como da cópia em mp3 na ESEC Rádio On-line.
Para se fazer tudo com segurança e (alguma) calma, resolvi fazer este curto intervalo.
Uma lágrima a cair de um nono andar ...
Ah Né ! Lembra-me a letra toda. Também pode ser só a música. Só tenho o disco em vinil e o gira-discos avariou.
Mais uma histórita

Disseram-me que a nova telenovela da SIC - Jura (e juro que não faço ideia do que seja) tem como tema musical uma antiga canção de Rui Veloso e Carlos Tê. Pois, há vinte anos, em 1986, a Né Ladeiras trabalhava comigo num programa de rádio na RDP-Centro, chamado Boomerang. Um dia trouxe-me uma fita que tinha gravado em casa do Rui Veloso com a música (tipo unplugged) Jura. Julgo que a passámos umas duas ou três vezes na emissão.
A 22 de Março, a Né foi ao Porto participar no Festival RTP da Canção com esta música (que nesse festival teve que se chamar "Dessas juras que se fazem"). Ficou em 3º lugar. Aquilo cantado pela Né era uma coisa deslocada, ali, no meio da Dora e da Lara Li.
No princípio de Abril, numa data especial, reunimos em minha casa quase toda a gente que participava no programa : a Isabel Simões (uma voz de ouro, que antes dos 40 abandonou, desiludida, a comunicação social), o Pedro Trilho y Blanco (hoje advogado, que nessa altura assinava lá uma rubrica de uma hora - Music for your tape recorder), o João Costa (um dos mais elegantes e conhecedores animadores de rádio, que passou depois pela TSF e veio a fixar-se na RDP onde o mantêm absurdamente escondido), o Horácio Firmino (hoje reputado psiquiatra, que nessa época fazia uma rubrica sobre cinema) e, claro, a Né Ladeiras.
Rimo-nos muito com as "estórias" à volta do festival, mas o Jura ficou por ali.
Rui Veloso acabou por, mais tarde, gravá-lo e também As Vozes da Rádio o fizeram.
Agora dizem-me que é tema de novela.
Alô Né ! Para te recordar, aqui fica uma imagem da tua prestação com o Jura no Março de 1986 ...
Nunca mais lá foste, claro. Nem com a Ana e as Suas Irmãs (só participaste na gravação do disco ... e o maxi como era bonito. Acho que passei a versão instrumental na IF).



Mas não quero que a Né, se ler este post, fique zangada.
Do "Corsária", já do fim dos anos 80, passei muitas coisas na IF.
Um magnífico disco que devia ser recuperado, agora.
A capa.



E não Isabel, de facto não é a Micéu que está na capa, mas a Greta Garbo !


"Os homens são como viajantes cansados ...".
Este é um texto do livro "O tempo esse grande escultor", que tem acompanhado a IF desde as primeiras edições.
A autora é a escritora belga Marguerite Yourcenar. Nascida em 1903, faleceu três anos depois da IF ter começado - 1987 - (embora esteja ainda por descobrir quando é que a IF nasceu ...).
O livro é de 1983.
Yourcenar colocou na escrita muitas das ideias nas quais se baseia a Íntima Fracção.
"O nosso verdadeiro lugar de nascimento é aquele em que lançamos pela primeira vez um olhar inteligente sobre nós próprios". "Não estou certo de que a descoberta do amor seja necessariamente mais deliciosa do que a da poesia" (acrescento que não é possível descobrir o amor sem ter descoberto a poesia). "No conjunto, é somente por orgulho, por ignorância grosseira, por cobardia, que nos recusamos a ver, no presente, esboços das épocas que virão".
O Luís, que conheceu a IF em Portugal há muitos anos, tendo regressado à Venezuela há outros tantos, recuperou a IF através da web. Foi ele que se lembrou daquele extracto da Yourcenar. O Luís está na web também em Ombres de l'éther.
Aconteceu ...
Por uma série de factores quase imponderáveis (incluindo um problema técnico), esta semana não houve Íntima Fracção.
Voltará para a semana.
Entretanto, na net, aqui ou ali, há muita coisa que provavelmente não ouviu ainda. Aproveite.
I saw you standing there
With your hand in his hair
And his hand in
Your back pocket
I couldnt help but stare

I wanted to tell you
That i was back in school
But in the dark of the club
I knew it wouldnt carry much weight

Well, i'm trying to learn your language
I'm trying to learn your language

(Smog - Bill Callahan)
THE WIND CRIES MARY



Vento moderado (20 a 35 km/h) de sul, soprando forte (35 a 55 km/h),com rajadas até 80 km/h, nas regiões do litoral, rodando para sudoeste e tornando-se fraco a moderado (10 a 25 km/h) para o final da tarde. Nas terras altas, o vento será muito forte (55 a 75 km/h) de sudoeste, com rajadas até 120 km/h, enfraquecendo gradualmente a partir da tarde, para forte (40 a 55 km/h), com rajadas até 80 km/h.
IF 17 de Setembro de 2006

# The famous lost 10.1.2005 playlist

Reposição da IF do alinhamento desaparecido.
(Por muitos pedidos recebidos ao longo de meses)


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40 anos de Pet Sounds

Já foi em Maio, mas as edições comemorativas sairam depois (CD+DVD).
Há um blog exclusivamente dedicado ao disco ! Lá podem encontrar imensa informação, incluindo um podcast que está a ser publicado a propósito da data.
João Bonifácio ( Y - Público ) escreveu na passada sexta-feira :

MELHOR DISCO DE SEMPRE E PONTO FINAL.

De acordo !

Há aqui um vídeo que inclui pedaços da gravação de Pet Sounds. Nunca tinha visto.

TUDO O QUE NUNCA QUIS SABER SOBRE A ÍNTIMA FRACÇÃO E PROVAVELMENTE VAI CONTINUAR A NÃO QUERER

Em 8 de Abril de 1989, a IF passou o seu 5º aniversário. Estava na RDP e eu estava farto (não da IF), desanimado, desmotivado. Agora, com esta coisa do encerramento do Independente e de me ter lembrado daquela página dedicada à IF, recordo também que no Caderno 3, dois dias antes, o Indy fez uma montagem especial com a imagem de uns phones, cujo fio se desenrolava pelas páginas do caderno até à penúltima onde se anunciava aquela emissão. Uns dias antes tinha tido uma conversa telefónica com o MEC a quem disse da intenção de acabar com a IF, durante o programa do 5º aniversário. O problema é que eu era funcionário da RDP e a ideia, a concretizar-se, corresponderia a um processo disciplinar e muito provavelmente o despedimento. Seja como for, e não por causa disto, o MEC insistiu para que eu não acabasse com a IF e mostrou-me a gratuitidade do gesto.
Na noite de 9 de Abril realizei a emissão em directo. Tinha tudo escrito (julgo que conservo essa planificação). Na primeira hora, uma IF de aniversário, mas normal. Na segunda disse como fazia o programa, descrevi o estúdio e falei das dificuldades em prepará-lo. Tinha solicitado que me concedessem um dia por semana para a sua preparação, mas tal foi rapidamente rejeitado por a IF "ser uma actividade complementar e não a principal no meu trabalho na RDP". Cheguei a desligar um dos gira-discos quando estava a reproduzir um disco, deixando o silêncio pairar com um peso fora do comum para um programa de rádio. Mas estava tudo escrito e previsto. A IF foi até ao fim e continuou.
Poucos dias depois, chegaram os primeiros contactos da TSF para onde me mudei em Setembro desse ano.

Nessa noite de 9 de Abril de 1989, Enya tocou num espectáculo da televisão japonesa. Encontrei esse vídeo. Não que Enya tenha sido visita habitual da IF, mas pelo menos Orinoco Flow passou por lá numa altura em que eu imaginava viagens ao longo das costas, com o mar à vista.

Para completar estas histórias, e a propósito da imagem que ocupava a página inteira do Independente sobre a IF, recebi do Frederico Mira George uma informação, embora sem garantia de estar correcta : a ideia surgiu na reunião de ilustradores e escritores, se não estou em erro, ideia lançada pelo jorge colombo e pela céu guarda depois executada pelo pedro morais.




ORINOCO FLOW
(Enya)

Let me sail, let me sail, let the orinoco flow,
Let me reach, let me beach on the shores of tripoli.

Let me sail, let me sail, let me crash upon your shore,
Let me reach, let me beach far beyond the yellow sea.

From bissau to palau - in the shade of avalon,
From fiji to tiree and the isles of ebony,
From peru to cebu hear the power of babylon,
From bali to cali - far beneath the coral sea.

From the north to the south, ebudae into khartoum,
From the deep sea of clouds to the island of the moon,
Carry me on the waves to the lands I've never been,
Carry me on the waves to the lands I've never seen.

We can sail, we can sail...
We can steer, we can near with rob dickins at the wheel,
We can sigh, say goodbye ross and his dependencies
We can sail, we can sail...
IF 10 de Setembro 2006

# Niobe : In the sun (extracto)
# Jens Lekman : Me on the beach
# Niobe : In the sun
# Paul Simon : René and Georgette Magritte with their dog after the war
# Yo la tengo : Instrumental
# Four Tet : Fuji check
# BSO Lost in Translation : Intro Tokyo
# Radio Zhian Xuan (extracto)
# Piana : Early in the summer
# Gregor and Samsa : Young and old
# Southern Arts Society : That time is gone (extracto)
# People Like Us : Dead Radio (extracto)
# Quantic : Tell me like you mean it (extracto)
# Bell Orchestra : nuevo (extracto)
# Susanna and The Magical Orchestra : Don't think twice it's allright
# Oneida : Reckoning
# Yo la tengo : Downtown
# Idaho : To be the one
# Sengei Ono : I think of you

+ sons : corpo que cai na água; mar; " God forgive me ... but an old person without money is pathetic "; S.O.S. ; tráfego; pedras que rolam sobre pequena encosta.

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Podcast: http://www.gavezdois.com/
Rádio: http://www.ruc.pt/
De regresso está também a Íntima Fracção.
Cada vez sei menos se é um programa de rádio ou se uma montagem sonora, uma música que utiliza outras músicas, voz, ruídos, sons, silêncios e expectativas. Um podcast ?
Este fim-de-semana, uma enorme colagem com várias surpresas.


Blinking lights on the airplane wings
Up above the trees
Blinking down a morse code signal
Especially for me
Já não tenho dúvidas. Estão todos de regresso.
Os que enchem os carrinhos dos supermercados, que formam filas para o cinema, que ocupam os estacionamentos, que fazem outros ocupar.
Estão de regresso.
Os miúdos com corte de cabelo igual ao dos pop groups de há 40 anos, as famílias inteiras nos centros comerciais, o tipo que embirra com o segurança e ainda um outro que fala da viagem e das estradas.
Estão de regresso.
As motorizadas barulhentas como as de há décadas, os Seats a chiar na rotunda, os transportes cheios, as esplanadas ocupadas. A rapariga que me cumprimenta e eu não sei quem é.
Estão de regresso.
Às primeiras páginas dos jornais, os políticos, os consensos, os futebóis e que tais.
Estão de regresso e eu, embora me possa dar por satisfeito por cá estar, só penso em ir-me embora.
A propósito do post "Os portugueses têm pavor do silêncio", recebi esta sugestão (obrigado):
http://www.forests-forever.com/cgi-bin/index.cgi


Isto não é um cachimbo.
(e) Isto não é Setembro.



créditos : Ceci n'est pas une pipe (quadro - Magritte - 1929)
Come September (filme - Robert Mulligan - 1961)

músicas : René and Georgette Magritte With Their Dog After The War - Paul Simon
Come September Theme - Bobby Darin
IF 3 de Setembro 2006

# Balun : A surprise
# Susanna and the Magical Orchestra : Enjoy the silence
# David Sylvian : Where the railroad meets the sea
# David Sylvian : September
# Caroline : Where's my love
# Hanne Hukelberg : Words and a peace of paper
# Johnny Cash : Help me
# Burial : Wounder
# Charlotte Gainsbourg : L'un part l'a
# Richard Jobson : India song
# Balun : Squared triangles
# Fiona Apple : Pale September
# David Sylvian : Cafe Europa
# tema de Ghost Squad

+ sons : pequena água, pequeno fogo, subir escadas, porta, futebol em televisão de país longínquo

Download mp3: http://www.esec.pt/radio/programas/intimafraccao/if.html
Podcast: http://www.gavezdois.com/
Rádio: http://www.ruc.pt/
Os portugueses têm pavor do silêncio.
Agora que o ritmo da maré está em refluxo e as massas de regresso aos quotidianos cinzentos iluminados a néon de várias cores, o calor continua e o barulho (i.e. o ruído desorganizado) levanta-se em maré viva.
No meio da noite, para lá dos motores, ao longe, uma musiqueta persistente jorra de uma festa de subúrbio. Até as urgências de um hospital chamam os familiares dos assistidos como se estivessem numa estação de comboios. Oiço-lhes aqui perfeitamente os nomes. Posso fazer uma lista de toda a gente que por lá passou.
E se eu a publicasse na internet ? Proibiam-me de o fazer ou baixavam o som ? (reorientar as cornetas também não era mal pensado) ...
Ah ! se eu pudesse de novo viver dos meus programas ...
Partia de laptop de baixo do braço e algum lugar haveria para eu os produzir.
Tal como um escritor ?
Sim.
Depois de me lembrar dos tempos do Indy ...
Os primeiros tempos da IF. Quando uma espécie de bossa nova entrara em alguma música do UK.
Everything but the girl.
Os dois primeiros álbums foram-me trazidos pelo Gonçalo de Carvalho (da BBC). Foi na IF que os EBTG passaram pela primeira vez na rádio portuguesa.



É desse tempo uma janela de bom gosto que se abriu nas charts UK. Astrud Gilberto entrou lá com a recuperada Girl from Ipanema e até a versão de Nina Simone para Don't let me misunderstood, regressou vinte anos depois e foi n# 1.


Acabou O Independente.
Nos seus tempos de glória, quando Miguel Esteves Cardoso e Paulo Portas lideravam o semanário, a IF era por lá considerada o melhor programa da rádio portuguesa. A certa altura, sem eu saber (nem conhecer nenhum deles, só vim a conhecê-los depois), publicaram uma página inteira de publicidade completamente gratuita à Íntima Fracção ! O anúncio (uma foto com um miúdo de costas, no meio da noite, frente a um posto fronteiriço) foi das mais belas imagens criadas sobre a IF. Nunca soube de quem foi a ideia.
Obrigado Indy !
É estranho o fim deste jornal.
Às vezes encontro umas referências à Íntima Fracção que me surpreendem. Esta vem de longe. S.Paulo - Brasil. Julio Daio Borges é colunista do Digestivo Cultural e coloca a IF na sua lista de Melhores Podcasts. Leia aqui os motivos.
... all back home também é agora evidente nas cidades. De novo tudo igual. Uma espécie de fases da lua a que estamos obrigados. Um desespero.

Will I see even if the day's are getting short?
Will I see even if the day's are getting shorter?
Will I see?

(Time - Susanna and the Magical Orchestra)


A 2: passou hoje a I parte de "No direction home", o documentário de Martin Scorsese sobre Bob Dylan (esta 6ª passa a II parte). É uma boa lição sobre parte da música dos anos 60. E também sobre Dylan - o génio, o oportunismo, as contradições e a inovação.
Fico sempre um bocado na dúvida sobre a bondade destas programações, numa altura em que foi editado um novo disco de Dylan. De qualquer forma, aprecio.

A capa de Bringing it all back home sempre me fascinou. Uma foto de Daniel Kramer, com Sally Grossman (mulher de Albert, manager de Dylan) ao fundo. Revistas sobre a mesa. Um gato ao colo de Bob. Uma sofisticação e ambiente que não batiam certo com o mundo de Dylan.
Este disco foi gravado em três dias de Janeiro de 1965. Quando o descobri, uns anos depois, ficava a ouvir Love minus zero / no limit, quase em repeat.

In the dime stores and bus stations,
People talk of situations,
Read books, repeat quotations,
Draw conclusions on the wall.

Some speak of the future,
My love she speaks softly,
She knows there's no success like failure
And that failure's no success at all.
B L O G D A Y !

Emma Hill

Some velvet morning when I'm straight
I'm gonna open up your gate
And maybe tell you 'bout Phaedra
and how she gave me life
and how she made it in
Some velvet morning when I'm straight


Um assunto que interessa. Um cartaz elegante. A presença de António Pedro Pita.


Balun (Jose, Andres e Angelica - de Puerto Rico)
- Something Comes Our Way -

Umas vezes parecem-me Virginia Astley, outras Pascal Comelade, outras ainda Young Marbles Giants. Versão electro-acústica destas heranças, claro. Demasiado belo para passar nas rádios do costume (acostumadas ao vazio ...).
Brevemente na IF.
Video Killed the Radio Star, dos Buggles, inaugurou as emissões da MTV em 1 de Agosto de 1981. A canção, de 1979, um ícone da chamada New Wave, nunca foi tocada ao vivo ... até 2004. Aqui está um espantoso vídeo com Trevor Horn, 25 anos mais velho, liderando em palco um grupo bem alargado de músicos, entre os quais vários dos que participaram na gravação original em estúdio (incluindo duas vozes do coro feminino). Quem olhar com atenção, descobrirá uma surpresa ... Vejam se descobrem.
Já agora fica também o clip que inaugurou a MTV.



IF 27 de Agosto 2006
MAKING FILMS

# Tortoise : By dawn
# Yuichiro Fujimoto : Little sunset (versão IF)
# Colleen : Mining in the rain
# The Books : Twelve fold chain
# Burial : Gutted
# Burial : Broken home (shorter by IF)
# Yonderboi : Trains in the night (versão IF e extractos)
# Universal Pictures Starting Theme
# Tom Verlaine : Meteor beach
# Aeroc : Mahy
# Niobe : In the sun
# Hope Sandoval and the Warm Inventions : Clear day
# Birch Book : Warm, wind and rain
# Pan American : Wing
# Susanna and the Magical Orchestra : Time (final em loop)
# Bernard Hermann : Twisted nerve
# Feist : Lonely lonely (shorter by IF)
# Feist : Lonely lonely (Frisbee'd mix - extractos)

+ voz de Gene Kelly; trafego em piso molhado; trafego em cidade distante; comboio; wind chimes.

Download mp3: http://www.esec.pt/radio/programas/intimafraccao/if.html
Podcast: http://www.gavezdois.com/
Rádio: http://www.ruc.pt/


A rádio foi o único dos cinco meios a registar uma queda do investimento publicitário nos primeiros sete meses deste ano, comparativamente ao mesmo período do ano passado, revelam os dados ontem divulgados pela MediaMonitor.

As iluminadas estratégias falharam !
Ainda bem ...


Próxima edição da IF : MAKING FILMS.

Pouco para dizer - ""Well ... we movie stars get the glory, I guess we have to take the little heartaches that go with it. People think we live lives of glamour and romance, but we're really lonely ... terribly lonely." (Gene Kelly)

Muito para escutar - desde Tortoise a Feist, com Burial, The Books, Tom Verlaine, Aeroc, Niobe, Hope Sandoval, Pan American, ...... , e mais, muito mais. Alguns temas em reformulações IF.

Tudo para sentir - experimentem.

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Rádio: http://www.ruc.pt/
Praia da Barra.
Entre a Ria de Aveiro e o mar.
Se há alguns anos já não reconheci quase nada, agora deve ser muito pior.
E, no entanto, as dunas, o vento, a nortada, uma bola. Só isto deve estar igual.
Já não deve haver vacas nem quinta do sr. Quintino. Talvez nem mesmo seca do bacalhau. Nem estradas de terra batida para deslizarmos de bicicleta contra e depois a favor do vento. Nem café do farol, nem Assembleia com noites de rock'n'roll. De certo, o nevoeiro. E o farol. E a "ronca" ? E o meu companheiro das manhãs em busca de leite acabado de colher ? Alberto Caria, ainda podes responder ?


foto de Santiago Marquez Suarez
Uma compilação vídeo com 40 m e 30 s sobre Chet Baker.
Inclui umas das favoritas da IF - Almost Blue.

IF 20 de Agosto 2006

# Sétima Legião : Mar de Outubro
# Susanna and the Magical Orchestra : Love will tear us apart
# Honeyroot : Love will tear us apart
# Gustavo Santaolalla : The wings
# Boards of Canada : Tears from the compound eye
# Tom Waits : Day after tomorrow
# Bernard Hermann : Twisted nerve
# Charalambides : Hope against hope
# Susanna and the Magical Orchestra : Hello
# a.o.s. : History repeats itself
# Simon Joyner : Flying dreams
# Lambchop : A day without glasses
# Phonophani : Oak or rock (extracto)
# Bernard Hermann : Twisted nerve (loop sobre shorter by IF)

+ sons de aviões e aeroportos + sampler de Daytime girl (Bee Gees)

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Rádio: http://www.ruc.pt/
Na Íntima Fracção desta semana faz-se o que há muito tempo não acontecia : passagem integral do indicativo do programa - Mar de Outubro (Sétima Legião - LP "A um deus desconhecido" 1984).
Há ainda também o novo (e o velho ...) de Susanna and the Magical Orchestra.
Twisted Nerve, de Bernard Hermann, que faz parte da banda sonora de Kill Bill, entra em loop e mistura-se com sons de aeroportos e aviões que não escondem um curto sampler dos Bee Gees.
There she goes my daytime girl.
Spreading her wings like a high flying eagle.


Susanna and the Magical Orchestra.
Regresso.
Mountain Melody.
Album de covers.
Não tem o fascínio do anterior (List of Lights and Buoys), mas continua a encantar. É o termo exacto.
Cohen, Prince, AC/DC, Scott Walker, Depeche Mode, Fairport Convention, Dylan ... e uma versão de Love will tear us apart (Joy Division), como quem canta enquanto desenha uma paisagem urbana de outro século.
Tudo revisto de forma murmurante e em slow-motion. A distância necessária para o passado.
SERVIÇO PÚBLICO ( !!! ??? )

Programas transmitidos dos locais de chegada em cada etapa da Volta a Portugal em Bicicleta. Só vistos. Impossíveis de imaginar. Apresentação amadoreca. Momentos de humor patético. Ondas de música de mau gosto e indiscutível ordinarice ( "eu fiz marmelada com os marmelos descascados, ... " Joana).
O povo gosta ? Gostará ? Em cada local havia meia dúzia de "interessados".
Por outro lado, o povo também gosta de muitas outras coisas : de não trabalhar, de deitar foguetes, de incendiar matas, ... , da economia paralela ... etc e tal. Para quando então programas na televisão pública de enaltecimento destas realidades ?



Os verdadeiros génios que fazem andar a música para lá do pôr-do-sol, têm sempre que defrontar (em algum momento) as maiores desconsiderações e até insultos. Vejam aqui o momento mais vexatório da carreira de João Gilberto (já há um bom par de anos). Vejam como a galera ululante se comporta.
Se forem até ao final ouvirão a frase-chave. "Os senhores vão passar e ele vai ficar." Ficou mesmo !
Alguém já viu algum pimba ser vaiado e posto fora do palco ?
A propósito deste episódio longínquo, está na altura de começar o "tiro-ao-pimba". Acreditem. É uma questão de sobrevivência.



Disponibilizo também aqui um momento inesquecível com os dois maiores génios da música brasileira, Tom Jobim e João Gilberto.
João nunca consegui ver/ouvir ao vivo. Jobim, sim. Era simplesmente bom demais para certas sensibilidades. No espectáculo que deu no início dos anos 90 no Mosteiro dos Jerónimos, houve quem abandonasse. Já o disse aqui no blog. Agora, digo o nome de quem saiu por estar enfadado : Pedro Ferraz da Costa (CIP). Talvez seja conveniente, no momento em que o senhor se esforça por criar uma alternativa/unidade/... , ou lá o que é, de direita (seja lá o que isto for para o referido).
A propósito de PaperSun, dos Traffic, uma das canções pop mais emblemáticas sobre o Verão ( ... from beach to beach ), abro a janela para verem como eram os miúdos de há 40 anos. The Spencer Davis Group, com Steve Winwood, ao vivo, em 1966. Steve tinha 16 anos e é o do lado direito do écran.
O vídeo inclui "Keep on running" e "Somebody help me", entre outras.
Spencer Davis, desde 1967 sem Steve, ainda rola. Esta semana toca em NY no Rock and Roll Fantasy Camp. Depois, UK Tour, Alemanha e Austrália. Não foi com álcool e drogas que esta gente chegou até hoje a mexer-se como se mexe (sim, Jagger incluído).

Para quê ir a um estádio se vamos ver (quase) tudo num écran ?



A velha tem mau feitio e não consegue ir de férias... em Agosto teima em manter as portas abertas à tarde e à noite.
Visite-a!

Um achado.
Estaleiro cultural.
Fica em Braga.
IF 13 de Agosto 2006

# Moby : Homeward angel (long) - (shorter by IF)
# Burial : Untitled 1
# Burial : U hurt me (extracto)
# Burial : Forgive
# Burial : Untitled 2
# Burial : Night bus
# Charalambides : There is no end
# Idaho : On the shore
# Bill Frisell : I'm so lonesome i could cry
# 12Twelve : Intonarumori
# OMD : Statues
# Hwyl Nofio : Jesuralem lane
# The Focus Group : Underwater pries
# Lambchop : Short

+ mil e um sons, perceptíveis e imperceptíveis

Download mp3: http://www.esec.pt/radio/programas/intimafraccao/if.html
Podcast: http://www.gavezdois.com/
Rádio: http://www.ruc.pt/
Aprender com a Charlotte da série de Amy Winfrey, Making Fiends.
O que seria das Vendettas deste mundo ...
Dá para ver na net e/ou fazer download gratuito do podcast.



Ninguém deve deixar de ouvir (e guardar ?) a mais recente edição do Vidro Azul, por Ricardo Mariano.
Eu tenho-a no iPod e as madrugadas tornaram-se mais suportáveis. Trata-se de uma longa (2 horas) e encadeada banda sonora que nos amarra às imagens que não vemos, mas sabemos. Exemplar.
Mas será que não há mesmo estação de rádio onde estes programas tenham lugar ? (refiro-me a cobertura nacional). Provavelmente "isto" já não é Rádio. É uma nova forma de composição. A Rádio (também ?) devia ser "isto".

VIDRO AZUL - ESPECIAL INSTRUMENTAL


Charalambides.
A Vintage Burdon.
Um disco dolente, para um Verão quente.
ZACKY.
Uma grande minúscula prenda, à porta, no final de tarde de mais um dia 8.



Dias e noites quentes numa cidade (finalmente) desocupada.
A rádio (RUC), continua a transportar os sons do Wolfman Jack da actualidade, mais sóbrio, mais sofisticado e conhecedor - José Braga, um nadador-locutor com as mais diversas músicas em nosso auxílio.

IF 6 de Agosto 2006

# Eluvium : We say goodbye to ourselves
# Fairport Convention : Meet on the ledge
# Bob Dylan : One of us must know (sooner or later)
# Bell Orchestra : Recording a tape ( typewriter duet)
# Birch Book : Sleepless search
# Eels (with strings) : Blinking lights (for me)
# Czars : I saw a ship
# A silver mt. zion : Blown-out joy from heaven's mercied hole
# Isan : Ship
# Gregor Samsa : We'll lean that way forever
# Efterklang : Swarming
# Tape : Sun refrain

plus : voz de Roland Barthes

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Podcast: http://www.gavezdois.com/
Rádio: http://www.ruc.pt/
Beaches & Deserts





Tão longe ...
Do mar.
Da liberdade de partir.
De ainda encontrar espaço.
De descobrir.

Da impossibilidade de se dizer o quê ?




A conta está paga.
Gostaria de voltar ali todas as terças para ouvir o músico que arranca sons iguais à Fender de Marvin Welch, dos Shadows.
Em casa, o ar que vem do mar não se sente. Não há um único ruído. Talvez os grilos.
Mais uma vez, tal como escreveu Barthes, "as cenas desenham-se para serem recordadas". A nostalgia começou no momento da chegada.
Na partida, mais do que medo, há o pavor de não regressar. É uma opção optimista. Tudo o que nos parece ser certo, está, afinal, irremediavelmente ameaçado pela incerteza.
Preciso ver Tati nas "Férias do Sr. Hulot". A partida é levemente nostálgica, mas, mais do que esperança, há certezas para o ano seguinte.

MEET ON THE LEDGE (ouvir)
(Fairport Convention - 1968)

We used to say
That come the day
We'd all be making songs
Or finding better words
These ideas never lasted long

The way is up
Along the road
The air is growing thin
Too many friends who tried
Were blown off this mountain with the wind

Meet on the ledge
We're gonna meet on the ledge
When my time is up
I'm gonna see all my friends

Meet on the ledge
We're gonna meet on the ledge
If you really mean it, it all comes round again

Yet now I see
I'm all alone
But that's the only way to be
You'll have your chance again
Then you can do the work for me

Meet on the ledge
We're gonna meet on the ledge
When my time is up
I'm gonna see all my friends

Meet on the ledge
We're gonna meet on the ledge
If you really mean it, it all comes round again

END OF A HOLIDAY (ouvir)