People Like Us
(need people like you ...)

Antecipo já outro grande momento pelo qual se espera, durante este mês de Março, em Coimbra.
No TAGV, ciclo "Senses" - TAGV digital - nada mais nada menos do que Donna Regina e PLU (People Like Us) no mesmo concerto (espectáculo) dia 22.
São habituais na IF.
PLU é mesmo um dos grandes fascínios da IF.

A partir de 16 de Março, no Edifício Chiado, em Coimbra, as fascinantes imagens de Pato.
Expostas com banda sonora IF.
IF 28 Fevereiro 2007

# Isan : One man abandon
# Isan : Look and yes
# Air : Night sight
# Belbury Poly : The willows
# Richard Hawley : Darlin'
# At Swim Two Birds : Darling
# At Swim Two Birds : Swedish lakes
# At Swim Two Birds : Women of a certain age
# Fred Firth : Trains, boats and planes
# Lloyd Cole : I just don't know (what to do with myself)
# MDH Band : Satellite of love
# Danny Saber : Satellite of love (Saber remix)
# The Nice : Hang on to a dream
# Tim Hardin : How can we hang on to a dream
# Eels : Bride of theme from blinking lights

+ sons : vento; tempestade; Big Ben; Valentina Tereskova

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Rádio (RUC)
D.R.M.
Digital "Rights" (RESTRICTIONS) Management

Saiba mais.
Veja.

foto retirada da photo.net com vídeo e música

... fotografei você na minha Rolleiflex ...

... revelou-se a sua enorme ingratidão ...




O que é que o Zeca Afonso tem a ver com a IF ?
O meu passado constrói o presente.
Zeca Afonso também esteve na IF, directamente, através da sua música. "Maio maduro Maio" e extractos de "Senhor Arcanjo" foram muito utilizados em determinada época. Também utilizei sons da "Grândola" original e a versão de Carla Bley.


Isan, a noite passada, no TAGV em Coimbra.

Não sei se é música para ser ouvida em palco. Ainda menos num palco grande e em grande sala. É música introspectiva, mas que cria paisagens. Por isso, talvez, a meia obscuridade em que tudo se passa. Não é música para ouvir tão alto. De qualquer forma, aqui, bem melhor do que nos bares distraídos ou em salas esdrúxulas.

Vamos pelo reconhecimento. Ouvimos, agradecemos, aplaudimos e vamos embora.







Antony e Robin também têm os seus pets. Para dar sorte, actuam com dois gatitos de porcelana sobre a mesa, em representação dos verdadeiros que ficaram em casa.
Ah ! E não bebem só chá ! Embora tenham ar e atitude de quem também o bebe (ou bebeu).
ISAN a noite passada no TAGV, em Coimbra.

IF 21 Fevereiro 2007

# At Swim Two Birds : Darling
# The Montgolfier Brothers : Dream in organza
# Isan : Stickland
# Leo Abrahams : Seeing stars
# Lanterna : Hope
# Jens Lekman : How much you mean to me
# Cat Power : Remember me (solo version)
# At Swim Two Birds : Darling (never ending IF remix)

+ sons de Belgais; terminal de aeroporto; morte de Vladimir Komarov no regresso à Terra da nave espacial Soyuz 1 (Abril 1967)

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(capa com som)

Na próxima 5ª feira, dia 22, no TAGV, em Coimbra, Isan.
Estas sons que já eram da IF há um par de anos, finalmente, ao vivo e aqui à mão (ao ouvido).
Depois de em 2004 os ter redescoberto em "Meet next life" (já editavam desde 1996), em 2006 "Plans draw in pencil" foi um surpreendente disco (Calmscape best album 2006 award).
Isan são da Morr Music e bebem chá.




Returning To The Scene of The Crime
Mais um recente entusiasmo.
At Swim Two Birds é o título de um livro do irlandês Flann O'Brien, publicado em 1939.
At Swim Two Birds é o projecto solo de Roger Quigley, vocalista do duo de Manchester - The Montgolfier Brothers.
Um disco IF.
Depois de um interregno de 18 anos, estive nos estúdios da RDP-Antena 1 (em Coimbra), para falar ao microfone. Por motivos diferentes dos que me faziam falar naquela época, no mesmo local.
Muitas modificações, claro. O espaço físico dos estúdios é, no entanto, o mesmo.
A estranha sensação que tive foi a de vazio. Muito menos gente (mesmo assim, ainda amigos). Uma quietude que me remeteu para os domingos de Agosto de quando eu lá trabalhava.
Depois, uma melancolia.
E fiquei a pensar : o que é hoje a Rádio ?
Demitida a direcção do DN ? ? ?
Será que a Global Notícias (Oliveira's) descobriu (julga) que é possível fazer um diário, supostamente de referência, com muito menos gente e também com muito menos notícias depois do exemplo do remodelado Público ?
Talvez fosse melhor esperar para ver os resultados deste.
Ah ! A Global Notícias é ainda proprietária do 24 Horas (direcção também demitida ?), do JN, do Jogo e da TSF.
IF 14 Fevereiro 2007

# All night radio : All night radio (never ending IF remix)
# Sigur Rós : Takk
# At Swim Two Birds : Little white lies (almost never ending IF remix)
# Feist : One evening (Gonzales piano solo)
# Mono : Are you there
# OMD : Times zones (extracto)
# Belbury Poly : Cool air (extracto)
# Belbury Poly : Farmers angle
# Nine Horses : The Librarian
# Sengei Ono : I think of you

+ " ... and i remain disappointed" - extracto (Piano Magic)

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A propósito dos DVDs que por aí andam sobre Blues.
No quase inesgotável YouTube, Sam "Lightin' " Hopkins : Take me back (em palco, só com um microfone e a preto e branco).

IF 7 de Fevereiro 2007

# Old Jerusalem : Lunar Calendar
# Alpha : Saturn in the rain
# Blue Nile : From a late night train
# Clinic : Goodnight Georgie
# Tindersticks : Until de morning comes
# Duo 505 : Toru Okada
# Departure Lounge : The new you (remix)
# Nouvelle Vague : Friday night, saturday morning
# Balun : To my room
# Isan : Stickland
# Tape : Sand dunes
# Tracey Thorn : Femme fatale
# Daniel Johnston : God only knows
# Lemon Jelly : Experiment nº6 (extracto)

+ sons : chuva; rodados sobre piso molhado; caixa de música; rãs.

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O vídeo de Paulo Abrantes inspirado na Íntima Fracção já está no YouTube (versão legendada em inglês).
As músicas sobrepõem-se muito depressa na memória.
Com o aumento da produção e, especialmente, com o enorme leque de canais de divulgação, há uma tendência para que as músicas se arrumem muito depressa. Às vêzes deitam-se foram. Há também imensa música perdida.
As rádios em Portugal alargaram a dimensão do espaço vazio na música actual. Mesmo que sejam de agora, a maior parte das músicas parecem-se com outras, que por sua vez já se pareciam com outras e outras e outras. Antigas e sem nada que as distinga.
A rádio em Portugal está tomada por programadores que pensam "ah ! isto sim !". E isto sim, porquê ? Porque é música do "tempo deles". Ainda ontem eram tão novos e já hoje repetem até à exaustão as suas musiquitas que nada mais fizeram do que vender discos.
Normalmente há um período de 20 anos para incubar esta "doença". O tempo suficiente para se passar da adolescência à idade adulta e se ser responsável por alguma rádio (alguma !). Vai daí estamos agora nos anos 80. No entanto, se esperam voltar a ouvir Cocteau Twins, Felt, Nick Cave ou David Sylvian, por exemplo, desistam. Esperam-vos Culture Club (e vá lá ...), Lionel Richie, Phill Collins e muito provavelmente os Miami Sound Machine e as Bananarama. Uns singles com piada para miúdos de 16 anos à época. Enfim, também se ouviam nos bares e discotecas pelos mais crescidinhos. De maneira que regressa tudo ao estado plastificado estilo Olivia Newton-John.
Já não falo dos nomes eternos (Sinatra, Jobim, Brel, ...) simplesmente BANIDOS da rádio. Há uma enorme galeria de notáveis (solos e grupos) que desapareceu. São notáveis, mas não suficientemente eruditos para terem direito ao exílio na Antena 2. Assim sendo, a rádio em Portugal, no que à música diz respeito (talvez não só), está quase no grau ZERO. Isto é, sem alma, pode ter corpo, mas está morta.
Lee Hazlewood ... some velvet morning



3 de Fevereiro de 1927


Há 80 anos, no Porto, deu-se a primeira revolta a sério contra o regime saído do 28 de Maio de 1926. O movimento foi contido. As movimentações de tropas, tendo motivações políticas por parte de quem as decidia, fazia-se no terreno por homens que tinham da condição militar uma inabalável postura no cumprimento do dever. Maria Manuela Cruzeiro, depois de recolher horas e horas de depoimentos dos intervenientes no 25 de Abril, notou o mesmo.

A 3 de Fevereiro de 1927, o meu avô materno, capitão Eduardo de Albuquerque, republicano convicto, tendo recebido ordens nesse sentido, comandou uma coluna militar que desceu a Serra do Pilar e, enfrentando o fogo disparado da margem norte, atravessou o Douro através da ponte D. Luís conseguindo entrar no Porto e dominar a revolta.

Há notícias de como sangrento foi este embate.

Li há poucos anos uma carta que lhe foi dirigida elogiando a sua bravura no feito. Para ele não tinha sido mais do que o cumprimento do dever. Não podia ser de outra forma. Acabara de ajudar a manter um regime político que, mal ele sabia, quase toda a família viria a combater e, parte dela, a sofrer-lhe as consequências.

Nessa noite, na sua casa de Santa Clara, em Coimbra, a minha avó, sem acesso à informação sobre o que realmente se passava, desesperava. Alguém lhe disse que um "praça" que o acompanhara, tinha casa no Almegue. Procurou-o, acompanhada pela minha tia Mi, e foi encontrá-lo acabado de chegar do Porto : "... esteja descansada, deixei há pouco o meu capitão são e salvo, de botas descalçadas, a descansar em Campanhã".
E foi assim, como um pesadelo que passara, que terminou o 3 de Fevereiro para a família da minha mãe. Afinal, ia começar tudo.

Para mim é um fascinante mistério o facto de vários membros da família terem cruzado assim a História. De outra forma, essa mais trágica, já o meu bisavô, pai da minha avó, está escondido algures na nossa História por alturas do regicídio.

Talvez fique para um próximo capítulo (post).


Gostava de escrever alguma coisa não sobre Fernando Assis Pacheco, mas a propósito de Fernando Assis Pacheco. "Teria feito 70 anos neste 1 de Fevereiro ...", é uma evidência aritmética. Nasceu em Coimbra, também se sabe. Jornalista, escritor. Poeta. Para mim um inigualável contador de histórias. Um irrepetível narrador.
Vem aí um mês inteiro que lhe é dedicado na Casa Fernando Pessoa (desapareceu o sítio na internet ?!).
Será agora que alguém se lembra de adaptar para o cinema "Paixões e Trabalhos de Benito Prada" ?
Tanta coisa para contar e deixou-nos há 12 anos.
Também já tinha deixado Coimbra há muito tempo, mas não era motivo para a cidade o ter deixado no esquecimento. Por mim, enquanto houver Ninis, primeiros amores e miúdos a jogar à bola em quintais, ele está cá.
IF 31 Janeiro 2007

# Barry Adamson : Everything happens to me
# Brian Eno : Everything merges with the night
# Alpha : Theme (Lost in a garden of clouds)
# Alpha : Theme 2 (Lost in a garden of clouds)
# OMD : Time zones (extracto)
# Alla Polacca : A Cláudia ...
# Mono : The remains of the day
# Skalpel : Sculpture (extracto)
# Mono : Are you there
# Explosions in the sky : Day six
# R. Stevie Moore : In my room
# Nine Horses : Birds sing for their lives
# The Shims : A comet appears
# Isan : Lent et douloureux (Trois gymnopedies - Satie)
# Lee Hazlewood : Some velvet morning (ft. Phaedra)
# Maysa Matarazzo : Un jour tu verras

+ S.O.S. ; pedras que rolam caindo ; vento no meio do nada

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Numa Íntima Fracção um pouco melancólica e quase toda instrumental (a próxima), lá para o fim surgem umas surpresas : Lee Hazlewood, naquele que talvez seja o seu último disco, cantando com a neta Phedra uma curta versão de "Some velvet morning" (Lee conta a história por detrás desta versão) e ... e um entusiasmo muito pessoal com a canção "A comet appears", de The Shins, no seu CD mais actual.
Tenho razões para acreditar em cometas, mesmo naqueles que só passam de 76 em 76 anos.
Há 6 dias, no Troubador de West Hollywood, os Shins tocaram-na pela primeira vez ao vivo. Graças à Web 2.o e a sistemas colaborativos como o YouTube, fica aqui registado (amadoristicamente, mas aceitável) o momento.

Talvez em post futuro me entusiasme (duvido ...) e me ponha a reflectir sobre algo que era para mim (até há uns anos) perfeitamente claro : a esquerda e a direita. E como eu sentia a minha esquerda e a minha direita.
Agora, não vem ao caso (virá ?), mas não acredito em nenhum governo que me faça pagar quase o dobro dos impostos que a Banca paga.
E como toda a gente sabe, não sou só eu.
É mau viver-se sem se acreditar no governo do próprio País.

Ah ! E (não se admirem) quero aqui sublinhar uma frase que encontrei numa entrevista do cantor André Sardet : "Coimbra é a cidade do conhecimento, mas não é a do reconhecimento".
Talvez vocês não tenham ouvido as K7s experimentais do tímido início do André. Ele dava-mas para eu ouvir. Depois foi à vida dele e eu à minha, mas nunca pensei reencontrar-me assim com ele (12 ou 13 anos mais tarde) numa frase de uma simples entrevista.


MONO

YOU ARE THERE


E mais quatro igualmente envolventes.
No entanto, nada de confundir com o duo britânico de trip-hop, que aliás passou, a seu tempo, pela IF com Formica Blues (1997, a época feliz da IF).
Estes Mono são um quarteto japonês que já havia entrado pela IF dentro, há uns dois anos, com "One step more and you die".

Estão nos territórios dos (para mim) recentemente retomados (e muito aprofundados) Explosions in the Sky.

É esta música que eu não sei se nos derrota, se nos embala ou se nos ampara. Talvez nos ampare para não nos deixarmos embalar pela derrota.



Há uma canção repúblicana da Guerra Civil Espanhola que sempre me impressionou.

El frente de Gandesa

Si me quieres escribir ya sabes mi paradero.
Si me quieres escribir ya sabes mi paradero.
En el frente de Gandesa primera línea de fuego.
En el frente de Gandesa primera línea de fuego.

Si tu quieres comer bien para morir en plena forma.
Si tu quieres comer bien para morir en plena forma,
en el frente de Gandesa allí tienes una fonda.
En el frente de Gandesa allí tienes una fonda.

A la entrada de la fonda hay un moro Mohamed.
A la entrada de la fonda hay un moro Mohamed,
que te dice pasa "paisa" que quieres para comer.
Que te dice pasa "paisa" que quieres para comer.

El primer plato que dan
son granadas rompedoras.
El primer plato que dan
son granadas rompedoras,
el segundo de metralla
para recordar memoria.
El segundo de metralla
para recordar memoria.

É uma canção de quem está virado para o fim, mas ainda acredita numa mensagem redentora, que é uma forma de dizer "salvação mitigada".
IF 24 de Janeiro 2007

# People like us : Dead radio (extractos)
# Cliff Edwards : When you wish upon a star
# Cinematic Orchestra : All that you give (extracto)
# Cilla Black : For no one (extracto)
# Cinematic Orchestra + Sounds Orchestral : Moving cities + Cast your fade to the wind (extractos)
# Lou Reed : Walk on the wild side (extracto)
# Post Industrial Boys : Walk on the wild side
# Post Industrial Boys : Stay mute
# curtos extractos de Is this love (Bob Marley remisturado por Bill Laswell) + Say you (Colourbox)
# Slowdive : Blue skied an' clear
# Tosca : Song
# Tosca : La vendeuse de chaussures de femme (extracto)
# Tuxedomoon : Music for piano ( x 3 )
# Bobby Trafalgar : Daquiri (extracto)
# Alan Vega : Lonely (tratado por IF)
# Nine Horses : Wonderful world
# Múm : Sunday night just keeps on rolling (extracto)
# Claudine Longet : God only knows
# R. Stevie Moore : God only knows
# Beach Boys : God only knows (vocais - extracto)
# Beach Boys : God only knows (instrumental)
# A Reminiscent Drive : Serenade (to the sound of peace - extracto)
# Lambchop : Superstar in France

+ voz de Alejandro Moreno; helicópetro; subir e descer escadas; porta que bate; risco em disco de vinil

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No momento (em) que escrevo, está a Íntima Fracção "no ar" disponibilizada pela antena da Rádio Universidade de Coimbra (só área de Coimbra, mas directa na net). Pela segunda vez, no seu percurso de quase 23 anos, a IF inclui outra voz que não a minha. Depois da emissão que comemorou os 15 anos de existência do programa (na altura na TSF), preenchida com uma entrevista que me foi feita pelo Francisco Mateus (hoje ainda ! na TSF), nesta edição de 24 para 25 de Janeiro de 2007, a voz de Alejandro Moreno, o andaluz de Ronda, diz, em espanhol, o que eu sempre disse em português: " De regreso a la íntima fracción, siempre poco para decir, mucho para escuchar, todo para sentir; siempre a la espera de una respuesta, de una señal, de intimidad, de una esperanza... ".

Um sinal ... ?
Em breve uma resposta.
Só se foge quando se tem para onde.
Assim ... stay mute. (ouvir)
Mute é o recurso da fuga impossível, a mais penosa, destrutiva. Para dentro. O único espaço. O reduto. O que sobra.
Todos os que seguem (ouvem) a IF há muito tempo, sabem que desde 1986 utilizo textos de João Wiborg. Há mais de dez anos ( 12 ? 14 ? ) que essa colaboração parou. A última (e única) vez que estive pessoalmente com o João foi em Agosto de 1996. Neste momento não sei onde se encontra e procuro por ele. Será que alguém me sabe indicar um contacto ? E não, não é para lhe pedir textos.

franciscoamaral@gmail.com

Obrigado.


Flores interactivas. O regresso desejado.
PP (ah ! esse sábio que está sempre do outro lado, seja de quem ou do que for ...) já avisou que a escrita sobre "o nada" está a invadir os blogs. Não é verdade. Zacky, o meu gatito de cinco meses, ao fugir de uma cadela, passou três horas perdido (e fechado) em casa de um vizinho. Este episódio envolveu, pelo menos, cinco pessoas e os seus diversos sentimentos. E por certo muitas mais se sentirão envolvidas depois de lido este post. Esta é pois, apenas, uma aparente escrita sobre "o nada". Em nada diferente do judeu errante.

O João Wiborg fez-me conhecê-la melhor.
Mesmo assim, estou muito aquém do que queria.
Fiama Hasse Pais Brandão. (para mim) A poetisa. Morreu sexta-feira já depois do crepúsculo.
É provável que a sua obra venha a ser mais lida agora. O destino fúnebre (e injusto) da nossa cultura.

Por interstícios das malas abertas de quando éramos
crianças gritam as bocas sem nenhum eco
das bonecas. Criaturas fictícias, escalpelizadase sem tintas, de ventre oco. Mas o mortal
lugar do coração está ainda a palpitar.
O bojo do peito de celulóide, como o meu,
pede-nos perdão pela saudade que nos devora.
...
IF 17 de Janeiro 2007

# Felix Laband : Minka (extracto)
# Yonderboi : Amor (extracto)
# Tim Hardin : How can we hang on to a dream (extracto)
# Yonderboi : Fairy of the lake (extracto em repeat)
# The Czars : Goodbye intro
# Marianne Faithful : Crazy love
# Tba : Kryz
# The Knife : One for us
# Micah P. Hinson : Seems almost impossible
# Daniel Johnston : God only knows
# Tim Hardin : How can we hang on to a dream
# Lanterna : Hope
# Lisa Germano : In the maybe world
# Cat Power : The greatest (solo version)
# Cat Power : Remember me (solo version)
# Burial : Forgive
# Isan : Stickland
# Richard Hawley : Tonight
# Peter Murphy : A strange kind of love

+ sons : sintonização de rádio (inverso); rebobinar; comboio lento; vento nas árvores; sons de aeroporto em cena de abertura de "Playtime" de Jacques Tati.

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A fantástica máquina do tempo.

Ainda a propósito da versão de God only knows (uma das), um EP que foi editado em Portugal em 1966 e que incluía o original e também Wouldn't it be nice, foi-me oferecido. Há muito que me desapareceu esta relíquia, mas não a sua memória.

Segundo o primeiro post deste blog, era altura de contar alguma coisa mais pessoal e íntima a propósito deste disco. Como a disposição mudou em quatro anos ! Agora não, mas talvez a disponibilidade anunciada ainda regresse.




Ando com a ideia de rever toda a obra de Robert Bresson. Felizmente que, em tempos, a Cris me fez chegar uma boa parte dos filmes em DVD. Mas não tenho o Lancelot du Lac. Como os leitores do blog (e alguns ouvintes da IF) foram tão generosos nas ofertas da versão de God only knows pelo Daniel Johnston, este post é uma mal disfarçada tentativa de encontrar alguém que mo ceda.

Está aqui o trailer.




... e um caneta. De vez em quando, sinto necessidade de regressar à tinta. Para a escrita e para o desenho.
Jornalismo&Comunicação, o blog, está de regresso.
Noutro endereço, já que o novo Blogger só tem causado complicações. Com recurso ao WordPress, mas está de volta e é essa a notícia mais importante. Foram mais de duas semanas out que me deixaram um pouco abandonado.
Espalhem a notícia !

Na verdade, para além das indicações, e para além do Hugo (longínqua Fé Diversa), acabo de receber mais umas tantas cópias de God Only Knows, por Daniel Johnston. É uma versão "fora da linha" incluída na colectânea Do it again - a tribute to Pet Sounds (saída em Novembro passado).
A todos os que se deram ao trabalho de me acudir, OBRIGADO.
Encontramo-nos na próxima IF.

Arquivos de regresso !
Santos (as) da casa fazem milagres.
Chega a Inês, abre o código, zap sarapatap, e os arquivos estão de volta !
Quem sabe, sabe mesmo.
O B R I G A D O ! ! !

- obrigado também aos que me deram pistas para chegar a God Only knows, por Daniel Johnston. O Hugo, com a Fé Diversa (que inclui as magníficas Miss Tapes), fez-me chegar cópia em mp3. Outro obrigado (grande).
O novo Blogger parece ser um flop.
Ando às voltas com a disponibilização dos arquivos da IF (que não estão perdidos !), mas está difícil. Não consigo ajuda no próprio Blogger. Alguém me ajuda ?

Também ando à procura da versão de God only knows, por Daniel Johnston, no CD A Tribute to Pet Sounds, mas nada. Parece que nem o iTunes a vende !
Por uma série de factores um pouco inesperados, esta semana não há IF.
Voltará para a semana.
C'est tout ...
Ainda o Tempo, esse grande escultor.

Tim Hardin, uma confessada referência de sempre da IF, em dois momentos : Woodstock (1969) e dez anos depois, no ano anterior à sua morte com 39 anos. Sete dos quais de tratamento com metadona. Depois da metadona, dos speeds e dos valiuns, não sabia muito bem como é que ainda se conseguia mexer, tal o peso que tinha (confessou à revista Wet).
Ignorei durante muito tempo este passado de Tim Hardin. Fui seguro pela sua música ao ouvir, há muitos anos, "How can we hang on to a dream".


Vejam e ouçam Tim Hardin cantando e transviando "If I were a carpenter", na noite de Woodstock.


IF 5 de Janeiro 2007
(sou indiferente ao frio do inverno; o que temo mais são os corações gelados dos homens)

# Andrew Pekler : First snow, last year
# Animal Collective : Winters love (extracto)
# Harold Budd : Algebra of darkness
# Caroline : Winter
# Lanterna : Hope
# Richard Hawley : Ocean
# Magic Organ : My melody of love
# Murcof : Rostro (extracto)
# Post Industrial Boys : Garden
# The Focus Group : Bells hazes
# The Fiery Furnaces : Benton harbour blues
# Piano Magic : Journal of a disappointed man

+ passos no corredor; sons de bar; "wind chimes"; terminal de aeroporto

Download (ESEC Rádio online)

Podcast (GavezDois)
A próxima IF, primeira de 2007, está sob a influência desta ideia : " Sou indiferente ao frio do Inverno. O que temo mais são os corações gelados dos homens."
Uma canção. Apenas uma canção.
É.
Algo que pode ter sido feito há 20 ou há 40 anos.
Uma única frase repetida até ao infinito.

Richard Hawley : The Ocean.
Clip aqui. Ao vivo em baixo.


No Blog do Gustavo Felisberto, a Paula Sofia tem colocado extractos (em inglês) dos Fragmentos de um discurso amoroso, de Roland Barthes. Para mim, esta obra veio gradualmente tornar-se no Livro do Desespero ou num Livro da Inquietação (que não é o desassossego). É fascinante, mas passei a temê-lo. Depois de um livro de salvação, aprendi a encontrar-lhe, por baixo da superfície cristalina, os sinais da inevitabilidade.
Falta-me uma ideia. A ideia.
O que fazer ? Como fazer ?
Sim, o clássico New Year's Day dos U2.
Primeiro, quando tudo era ainda possível.
Depois, há menos de dois meses, quando já se tornam evidentes as semelhanças entre Bono e José Cid ... (esperem pelo minuto 1:03)



Na terceira pessoa do singular. É assim que se torna mais fácil escrever, contar e esconder. "Sentou-se à mesa sózinho". Não. Eu sentei-me à mesa sózinho. Ouvi, pela primeira vez, o som dos talheres ampliado como só se escuta no cinema. Todos os pequenos ruídos, tão presentes, passaram a ter uma identidade própria. Tornaram-se reconfortantes. Os talheres, o prato, até o guardanapo.
Uma refeição frugal, que outra qualquer me faria sentir um actor em cena.
Para o gato, sim. Salmão e camarão, que a ternura e a lealdade também se devolvem.



A casa num silêncio absoluto e rebenta-me a meia-noite em buzinas, tachos, vozes de criança nas varandas e fogos-de-artifício longínquos. Doze badaladas, possivelmente passas, um pé no ar, votos, beijos e tudo o que sei detrás, mas agora apenas ouço.
No instante preciso e seguinte à 12ª badalada (porque não são 24 ?), suponho que no primeiro minuto do novo ano, jorra-me o sangue pelo nariz. Inesperado, absurdo, inquietante. Banal. Sinal ? Afinal estou vivo e não tenho ninguém para me dizer o que fazer.
O que fazer ?
(Água oxigenada e algodão em rama - 1 euro e 18 cêntimos)


Os meus desesperados votos para 2007.
O blog da Íntima Fracção completa hoje quatro ( 4 ) anos !
O Tempo. Sempre o Tempo, esse grande escultor.
Recomendo a leitura do post colocado a 28 de Dezembro no blog Irreal TV, de Francisco Rui Cádima - "Jornalismo e jornalistas em Portugal: que direitos, que independência, que credibilidade?".
Um bom exemplo de como a reflexão de um académico pode contribuir para modificações necessárias (urgentes), no futuro.
IF 27 Dezembro 2006

# Belle and Sebastian : Night walk
# Lisa Germano : Into the night
# Martin L. Gore : Candy says
# Lou Reed : Walk on the wild side
# Post Industrial Boys : Walk on the wild side
# Post Industrial Boys : Iced sea
# Tba : Hip
# Feist : Lonely lonely
# Feist : Lonely lonely (frisbee' mix)
# Perry Blake : New Year's wish
# Explosions in the sky : Your hand in mine (goodbye)
# Floatation Toy Warning : Losing Carolina for drusky
# The Montgolfier Brothers : Dream in Organza
# Richard Hawley : You don't miss your water (till your river runs dry)

+ fogo de artifício ; vento nas árvores ; S.O.S.

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Podcast

Can not find violets in Covent Garden.
Sorry ... My Fair Lady.


Devil or Angel ?




Brigitte Helm
James Brown.
Do you feel good ?



Man's World


Na passada noite de Natal, cumpriram-se 100 anos sobre a primeira transmissão de rádio tal como a conhecemos. O canadiano Reginald Fessenden enviou de Chestnut Hill, Massachusetts, uma mensagem em código Morse, avisando todos os barcos no Atlântico que uma importante mensagem ia ser transmitida. Perante o espanto absoluto dos operadores de rádio de diversos barcos, nos auscultadores, em vez dos habituais sinais de Morse, o que ouviram foi voz (de Fessenden) e música (ele mesmo tocou "O Holly night" em violino).

É um episódio que para nós, amantes da rádio, não pode ser esquecido. Infelizmente, é o que acontece.

O que terão sentido aqueles operadores nos barcos, no meio da noite de Natal, em pleno oceano ? Inicialmente um susto. Conta-se que muitos correram a chamar os comandantes dos navios, em completa incredulidade. Depois, uma inesperada sensação de proximidade e a quebra (irreversível) da noção de solidão.
O início de uma nova Era.

Thank you, mr. Fessenden.


Uns anos depois.



O blog da IF mudou-se para o novo Blogger e aquilo ainda não está a funcionar muito bem. Os Arquivos não estão disponíveis, mas espero que tudo volte ao normal.

Próximo Post : as Festas (cof ... cof ...) da IF !
A mais recente IF é vagamente de Natal.
Talvez não dêem por isso, porque o pinheiro e o presépio estão demasiado longe para que se possam ouvir.

Anjos translúcidos, frágeis bolas coloridas, a estrela para o cimo da árvore. Tudo objectos perplexos por não lhes interromperem o sono anual.

@Mário Cruz/Lusa in Público
SEM AMOR SEM ABRIGO

Esta 5ª feira de manhã, alguém enfrentou o ar gelado sobre o Tejo e pendurou na Ponte 25 de Abril uma tarja amarela com letras a negro.
O vento encheu-a como se fosse uma vela de barco. Mas a ponte, gigante de aço frio, não se moveu um milímetro. E os corações ? Pelo menos terão estremecido ?

IF 20 Dezembro 2006

# Langley Schools Music Project : God only knows
# Simon and Garefunkel : Voices of old people
# Beach Boys : Morning Christmas
# Richard Hawley : Long black train
# This Mortal Coil : Thais II
# This Mortal Coil : I want to live
# Explosions in the sky : Day 6 (surprise IF remix)
# People Like Us : Dead Radio (extracto)
# Mazzy Star : Disappear
# Elizabeth Anka Vajagic : The sky lay still
# All Night Radio : All night radio (never ending IF remix)
# Ringo Star : Wish upon a star

+ rebobinar fita de áudio + God only knows (extracto - só vozes) + porta a fechar + pessoas à mesa, refeição + avião levanta voo

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Não, não foi a ERC.
O blog da IF está com problemas nos comentários.
Comentar é sempre um problema. Ter opinião, ainda pior.
Por isto estou a tentar resolver a questão.
IF 13 Dezembro 2006

# Eluvium : We say goodbye to ourselves
# Death in Vegas : Girls
# Balun : Disappearing act (final - extracto)
# Post Industrial Boys : Iced sea
# Junior Boys : When no one cares
# The Focus Group : Verberations
# Lanterna : Last practice
# Explosions in the sky : Your hand in mine (goodbye)
# The Wedding Present : Caroline, no
# Beach Boys : Caroline, no (extractos takes 4 e 5)
# Colleen : I'll read you a story
# Lee Hazlewood : Mansion of tears
# Califone : If you would
# Lambchop : Fear
# Post Industrial Boys : Take a walk on the wild side
# Balun : Disappearing act (extracto - final)
# Balun : Snol
# Balun : Disappearing act (extracto - final)

+ intro Tokyo (BSO Lost in Translation); Love me 8extracto Elvis Presley); Radio Prague (extracto OMD); comboio a alta velocidade; correr na rua.

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Lambchop @ Aula Magna (2006-12-10): JN

A sala está a metade da lotação e no palco existem cinco bolas brancas suspensas
no ar para onde permanentemente se projectam imagens de aves em pleno voo,
rebentação oceânica, rodeios americanos, máscaras ou nuvens em movimentação
preguiçosa.




Da penumbra surge Kurt Wagner e o seu colectivo. Imóveis na sua elegância,
abrem o concerto com "Paperback Bible", quase 10 minutos de centrifugação
enevoada e irresistivelmente envolvente.



Só a meio da actuação é que se atingiu a perfeição lambchopiana, nomeadamente
na sequência "Caterpillar", "We never argue", "The Daily Growl" e "Smuckers".
Hesitam, agora, as mãos neste teclado, incapazes de inventar palavreado que
retrate tamanha excelência que reside em cada segundo desta música demasiado
bela para este mundo. Há guitarras alumiadas, deslizantes, ondeantes. Há um
piano discreto. E há aquela voz e muito mais. Há, por exemplo, a sábia gestão
do silêncio.




Na recta final, Kurt Wagner solta-se numa agitação surpreendente,
esperneando-se durante a versão de "This Corrosion", dos Sisters of Mercy e
"Give it". Sai do palco pela plateia, magistral. Momentos antes, uma fã com o
peito inchado em arrebatamento, subira ao palco para beijar-lhe a face,
cravando-lhe na pele a quentura de quem quer retribuir todo o prazer que este
grande senhor nos oferece.


Cristiano Pereira @
JN
(2006-12-12)


Pop diletante.

La piscine couverte

En hiver sur la plage
tu nagé avec moi
Le vent nous joue sincèrement
if fait chaud comme au soleil

les requins sont nos amis
ils nous caresse avec leurs dents
tu me donne un baiser
et nous nous marierons

la réalité toujours
à quoi ça sert ça sert à quoi?
ce sont des rêves que je préfère
en rêve nous sommes amoureux

ba ba ba ba ba ba
baba ba ba ba baba
ba ba ba ba ba ba baba
ba ba ba ba ba

la réalité toujours
à quoi ça sert ça sert à quoi?
ce sont des rêves que je préfère
en rêve nous sommes amoureux

je t'avoue que c'est une rêverie
mais c'est vrai que c'est l'hiver
je suis triste et seule à Paris
dans une piscine couverte
dans une piscine couverte ...

(April March)

Comment: Lambchop @ Aula Magna (2006-12-10): Diário Digital

Lambchop na Aula Magna: Ligação directa

Pedro Figueiredo @
Diário Digital

Os Lambchop de Kurt Wagner trouxeram as canções do recente «Damaged» a uma Aula
Magna não totalmente lotada mas, ainda assim, imensamente dedicada às canções
do conjunto. Um feliz retorno a uma casa especial para a banda.


Editado recentemente, «Damaged» pode não estar ainda totalmente apreendido
pelos adeptos dos Lambchop, mas a verdade é que, ao vivo, as novas composições
coabitam plenamente com os temas de sempre de Kurt Wagner e companhia.

Com o chapéu da praxe e a mesma pinta de sempre, o líder dos Lambchop continua a
ser figura central de todo o conceito de espectáculo da banda: os músicos
agrupam-se em redor dele, é ele que conta as histórias (juntamente com o
pianista Tony) e, no fundo, é ele que está nas canções. Canções essas que,
tomando um certo country como base central, não recusam a frequente inclusão de
elementos electrónicos e um nervo muito rock'n'roll.


O que alguns pode ser visto como sonolento é, na verdade, a serena tranquilidade
de um parente próximo que nos conta (e canta, e que bem) as suas vivências,
devidamente musicadas por uma muito bem disposta banda. Na recta final do
espectáculo, um caricato momento: uma mulher surge da plateia e sobre o palco
para dançar ao lado de Kurt, esperando pelo final do tema para com ele trocar
algumas palavras. O músico regressaria, em encore, dizendo que teria de
explicar a situação à sua mulher…


Não sendo praticantes de música particularmente efusiva, os Lambchop merecem
crédito extra pela forma como conseguiram, uma vez mais, criar uma ligação
vincada com o público presente na sala lisboeta. O culminar com «Give It», tema
dos X-Press 2 vocalizado por Kurt Wagner, foi o festivo culminar de uma noite
especial. Lambchop na Aula Magna: intenso, denso, soturno e, no fim, alegre e
até mesmo festivo. Tão grandes ou maiores que a vida.

Segundo disco de Post Industrial Boys, que é (são) George Dzodzuashvili, aliás, Gogi.Ge.Org. Um mistério vindo de Tbilisi, capital da República da Georgia.

TRAUMA.

Vinte canções, temas, ..., o quê ?
Entre elas uma versão de uma das marcas mais persistentes na música de Lou Reed, Take a walk on the wild side. E como está cheia de estranha modernidade, de uma outra dimensão.

Embora editado na Alemanha, acho misterioso e fascinante como é que esta música vem daquele país.


De quando em quando poisam-me no coração aqueles sons dos primórdios da IF. Foi o que aconteceu hoje com Well I Wonder, dos Smiths.

Well I wonder
Do you hear me when you sleep ?
I hoarsely cry
Why

...Well I wonder
Do you see me when we pass ?
I half die ...
Why

...Please keep me in mind
Please keep me in mind

Gasping - but somehow still alive
This is the fierce last stand of all I am

Gasping - dying - but somehow still alive
This is the final stand of all I am
Please keep me in mind

Well I wonder
Well I wonder
Please keep me in mind
Keep me in mind
Keep me in mind

(in Meet is Murder - Fevereiro de 1985)
... e lembrar que este album foi nº1 de vendas no Reino Unido !
IF 7 de Dezembro 2006

# A reminiscent drive : Serenade (extracto)
# Chet Baker : Almost blue
# Costeau : To know her
# Explosions in the sky : Your hand in mine (with strings)
# Explosions in the sky : Your hand in mine (goodbye)
# Lou Reed : Perfect day (never ending IF remix)
# Balun : Everything is alright
# Lanterna : Hope
# Bauhaus : Hope
# Richard Hawley : Love of my life
# April March : La piscine couvert

+ sons de velho elevador; vento nas árvores; trânsito sobre piso molhado; corpo que cai na água; nadar em piscina interior.

Apenas disponível na web.

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Cat Power @ Aula Magna (2006-12-04): Fotos












Cat Power @ Aula Magna (2006-12-04) por Manuel Lino @ musica.iol.pt

Cat Power @ Aula Magna: musica.iol


Cat Power na Aula Magna (foto de Manuel Lino)

Cat Power redimiu-se na Aula Magna Cantora conseguiu deixar boas recordações


2006/12/05 | 16:41 Lara Rosado @
musica.iol.pt


Cat Power esteve ontem na Aula Magna e, apesar dos problemas técnicos e de som
que surgiram durante o concerto, o balanço final foi positivo, com uma sala
repleta de público.



Esta foi a segunda vez que a cantora actuou em Portugal e até conseguiu limpar a
má imagem que tinha deixado na sua última passagem pelo nosso país.


Há dois anos, Cat Power actuou em Matosinhos, mas desiludiu os fãs com um
espectáculo de mais de duas horas, onde só cantou três músicas e passou o resto
do tempo a contar histórias e a discutir com o público. A cantora aproveitou
esta visita para pedir desculpa pelo seu comportamento.


Com um cigarro na mão, a artista subiu ao palco e interpretou músicas do seu
último álbum, ″The Greatest″, mas também alguns temas de discos anteriores,
como ″I Don t Blame You e o cover ″Satisfaction″ dos Rolling Stones.


Cat Power esteve praticamente todo o concerto acompanhada pela The Dirty Delta
Blues Banda, mas ficou sozinha a meio do espectáculo para interpretar alguns
temas ao piano. Era essa a sua intenção, mas rapidamente a cantora, agitada e
irrequieta o tempo todo, desistiu de imediato da ideia, desculpando-se com o
facto de poder estar a aborrecer o público presente na Aula Magna.


No fim a plateia ficou satisfeita com o concerto e, apesar de não ter havido encore,
aplaudiu de pé a actuação da cantora. Cat Power agradeceu a presença de todos e
andou no meio do público a distribuir setlists amarrotadas - uma maneira
original de dizer adeus.

Cat Power @ Aula Magna (2006-12-04): Diário Digital

Cat Power na Aula Magna: A redenção segundo Chan Marshal



O Festival Radar, que trouxe Stuart Staples, Lisa Germano e Yo La Tengo,
terminou ontem, 4 de Novembro, com Cat Power (ou Chan Marshal) ao vivo na Aula
Magna, em Lisboa. Um concerto com algumas imperfeições técnicas e problemas de
som, que impediram o público de ser mais caloroso. Valeu pelos intensos
momentos a solo, no piano e na guitarra... a redenção segundo Chan Marshal.




Depois de uma passagem frustrada por Matosinhos há dois anos, onde, reza a
história, Cat Power esteve três horas em palco para tocar três músicas
completas e se fartar de contar histórias, a autora de «The Greteast» chegou à
Aula Magna visivelmente bem disposta, cheia de sorrisos, e saltitando e
dançando durante as canções. Pediu desculpas pelo seu comportamento nesse
concerto e redimiu-se, cumprindo com o que lhe era exigido.


Desta vez foi até ao fim, não se perdeu em histórias nem deixou de tocar as
canções que todos queriam ouvir (com as devidas excepções, claro), abordando
todos os seus registos e até o álbum de covers, do qual tocou, entre outras, a
excelente «Satisfaction», dos Rolling Stones. «Crazy», de Gnarls Barkley, não
faz parte desse álbum mas foi outra das versões tocadas na noite de ontem.


Acompanhada por uma super banda – The Dirty Delta Blues Banda – constituída por
Jim White (bateria) dos Dirty Three; Greg Foreman (teclas) dos Delta 72; Judah
Bauer (guitarra) dos Blues Explosion, e Eric Papparozzi (baixo), Cat Power
centrou a sua apresentação num registo blues rock (dado pela banda) e também
folk, deixando de lado algumas canções mais íntimas e intensas, apostando antes
no ambiente de festa e de descontracção.


A intimidade só ocorreu por breves momentos, quando Cat Power ficou sozinha em
palco, entregue ao piano e à guitarra, proporcionando o melhor de todo o
concerto e um dos episódios mais intensos e cativantes de sempre. Chan Marshal
deu-se a conhecer, entregou-se ao peso daquelas canções e provou que era capaz
de as tocar, que estava curada dos seus tão conhecidos estados depressivos e
atitudes emocionais.


Desculpas aceites, o público aplaudiu de pé no final do concerto. Chan Marshal,
a frágil e complexa rapariga americana, agradeceu a oportunidade, recebeu uma
rosa e foi para o meio do público atirar setlists amarrotadas. Descalça (tirou
os seus sapatos portugueses, como fez questão de dizer, a meio do concerto)
regressou ao palco e ficou a acenar da porta durante uns breves minutos. Não
voltou, mas deixou memórias. E desta vez foram boas.


Ana Batista in
Diário Digital
(2006-12-05)

Cat Power @ Aula Magna (2006-12-04): JN


Sexy, uma mulher terrivelmente sexy



Há três anos, Chan Marshall - ou Cat Power -- passou por um bar em Matosinhos
para uma actuação que tão cedo não sairá da memória daqueles que lá estiveram.
A rapariga, embriagada, estilhaçou-se em desatino ébrio e interpretou apenas
três canções completas ao longo de várias horas. Conta-se que passou a noite
inteira numa dispersão etílica. E se alguns ficaram encantados com tal postura,
outros - muitos mais - desiludiram-se com o desleixo de uma rapariga que
afogava o seu talento naquele naufrágio de bebedeira decadente.



Esta semana, regressou a Portugal para aquele que foi o mais concorrido dos
quatros concertos do Festival Radar (ontem terá actuado na Sala batalha, no
Porto). Chan Marshall, 34 anos, conseguiu lotar a Aula Magna, em Lisboa, com
uma assistência algo receosa daquilo que estaria para acontecer. "Será que ela
vem sóbria?", perguntava-se. E quando a mulher - e que mulher... - entrou em
palco de copo na mão e as pernas irrequietas, houve quem temesse o pior.


Se por um lado, a banda que a acompanhou não raras vezes abafou o desempenho da
principal protagonista, por outro notou-se que os seus companheiros controlavam
o comportamento de uma mulher que parecia caminhar numa linha ténue entre a
espontaneidade performativa e uma certa displicência.



Tal facto foi particularmente evidente na altura em que ficou sozinha em palco,
movendo-se pelo piano em gestos hesitantes e letras improvisadas. Mas verdade
seja dita esses foram os melhores momentos de um concerto razoável mas não
excepcional. Mas, vá lá, não se descontrolou - ou, pelo menos, limitou os danos
à performance. E cantou-nos música dela e dos outros. E dançou, ajoelhou-se,
descalçou-se, moveu as pernas, rodopiou os pés, pontapeou o ar. E tudo isso faz
dela uma mulher sexy, terrivelmente sexy.


Cristiano Pereira in JN (2006-12-06)

Mais uma semana com a IF apenas distribuída pela net.
Esta noite, nova emissão-RUC sobre as eleições na AAC.
Encontro marcado entre a IF e seus ouvintes na web.

Stuart A. Staples @ Aula Magna (Diário Digital)

Stuart Staples na Aula Magna: O alegre deprimido



Em noite de derby local, o ex-vocalista dos marcantes Tindersticks levou à Aula
Magna as suas «Leaving Songs» de 2006, com pontuais passagens por repertório
passado. Sem grande magia, ficou assegurado o profissionalismo de músico e
banda e a elegância das canções.


A noite era de jogo decisivo não muito distante da Aula Magna, mas a verdade é
que tal não foi impedimento para que uma sala praticamente cheia recebesse nova
vinda de Stuart Staples a Portugal. Um regresso sempre saudado pelo público
nacional, que desde o tempo dos Tindersticks vem tendo Staples como figura de
culto e devoção.


Com a sua banda de sempre, Staples assegurou em disco alguma da melhor elegância
pop dos anos 90. Em palcos nacionais, solidificou-se um culto que, mesmo
atenuado na carreira a solo do músico, ainda é mais do que suficiente para
garantir uma boa audiência. Tal verificou-se nesta primeira data do Festival
Radar.


Desde sempre conotado a ambiências mais depressivas e obscuras, Stuart Staples
brindou o público com alguns temas onde uma nova luz se parece desenhar nos
horizontes no músico. «Leaving Songs», disco recente, foi o mote para um
concerto centrado, como seria de esperar, na inconfundível voz do britânico.
Pelo palco passaram temas de recorte clássico, essencialmente assentes em
guitarras e piano. Staples, animado, apresenta a banda e brinda no final com
companheiros de estrada. Depois de passagem recente pelo Santiago Alquimista,
desta vez foi a Aula Magna a acolher um espectáculo onde, mais do que qualquer
inspiração divina, triunfou a competência e o profissionalismo.


Sem deslumbrar por aí além, Stuart Staples trouxe neste seu regresso a Lisboa
aproximadamente hora e meia de canções. Das boas. E isso já não é nada mau…



Pedro Figueiredo,
Diário Digital
, 2006-12-02

Há concertos que fazem certas noites ser inesquecíveis. Sobretudo quando nem
mesmo, ao regressarmos a casa, a audição compulsiva das mesmas canções, em
disco, consegue produzir em nós um efeito minimamente semelhante. Foi preciso
estar lá. Respirar o mesmo ar. Partilhar, em silêncio de comunhão, as mesmas
músicas. Viver o mesmo momento que o músico.
Foi assim o concerto de Lisa Germano, na segunda noite do Festival Radar.
Inesquecível. Envolvente. Arrepiante.
Há muito que a cantora era presença aguardada por estes lados, a sua visita
como elemento da banda que acompanhava os Eels, por ocasião de discreta
passagem pelo Lux há alguns anos, a saber a pouco... Magoada pelos destinos de
uma indústria que a foi abandonando depois dos primeiros êxitos (relativos) em
inícios de 90, chegou a anunciar uma retirada, encontrando novo destino ao
serviço de uma estimulante livraria em West Hollywood. Mas a pulsão criativa
dominava ainda o seu corpo e, fora de horas, novas canções foram nascendo,
primeiros sinais de nova etapa revelados em 2003 no soberbo Lullaby For Liquid
Pig
, demanda apurada e continuada já este ano no igualmente sublime In
The Maybe World
, um disco nascido de reflexões em torno da ideia da
morte (como noção superlativa de perda) mas que, um ano depois de composto,
Lisa Germano sente, afinal, como um manifesto de vida. Assim o explicou no
Santiago Alquimista. Assim o demonstrou um concerto de quase duas horas de
canções discretas, sussurradas, mas gritantemente belas.
Como os dois últimos discos o sugeriam, Lisa Germano optou pela mais extrema
nudez instrumental, a simplicidade atingida em diálogos para voz e piano, este
último por vezes cedendo o lugar a uma guitarra. Triste, mas não depressiva
(como fez questão de sublinhar), esta é uma música que acontece à flor da pele,
apenas possível numa alma de sensibilidade franca, sem receio das suas
fragilidades, dúvidas e limitações.
Lisa não gosta muito de falar entre músicas, aproximando mais a sua vivência de
palco do modelo do recital, que da mais vulgar festa para interacção, risos e
canções. O calor de uma plateia (e um balcão) que enchia no limite a sala
levaram-na, sem que se sentisse forçada, a estabelecer frequentes pausas para
notas explicativas, mesmo assim optando por juntar canções como de longos medleys
se tratasse. E assim, juntas, escutámos as peças-chave dos seus dois
últimos discos, tutano de uma noite que não negou visita aos anos 90,
recordando pequenas maravilhas como Reptile ou Victorious Secret,
em leituras despojadas, de puro assombro. A maioria das memórias mais remotas
nasceu, de resto, de uma sessão de "discos pedidos", que caracterizou a recta
final do concerto.



Nota sombria apenas para o alienígena acompanhamento de copos, garrafas e
máquina registadora, vindo de um bar aparentemente alheado do momento que a
mesma casa acolhia. Regresse brevemente, mas em sala sem copos...


Nuno Galopin, DN , 2006-12-04