FIRST OF MAY
(do filme Melody - 1971)
... it's about puppy love ...



... as incríveis reuniões promovidas pela TV japonesa em 1994 e 1999 !



L O A D I N G . . .
A howling wind blows the litter as the rain flows,
As street lamps pour orange colored shapes through your window,
a broken soul stares from a pair of watering eyes,
uncertain emotions force an uncertain smile...



Uma das mais celebradas canções dos anos 80.
The The - Uncertain Smile
(aqui ao vivo e incluindo o célebre solo de piano)
MY GENERATION ???

Tanto faz calor como frio. Sol e chuva.
Ainda há dias senti (vagamente) o aroma que era habitual em algumas ruas nesta época do ano.
Primavera, dizem.
Gostava de saber o que recordarão os adolescentes de hoje, na Primavera de amanhã.
Entre a rosa e tulipa, não hesito. Preferia oferecer violetas, mas é flor de Inverno.
Frésias ... talvez.
Pastéis da Frutalmeidas ... ou tarte de maçã ?
Abrem-se e fecham-se portas constantemente. Correntes de ar.
Às vezes não sei de que lado está o sol (quando há).

Por tudo isto, e o que não foi escrito, esta semana, excepcionalmente, não haverá Íntima Fracção.

Sempre à espera de uma resposta, de um sinal, da intimidade de uma esperança.
Dói.
Dói de uma maneira diferente e indizível.
Nico, em 1972, com Lou Reed (live).

Femme Fatale



Here she comes,
You'd better watch your step,
She's going to break your heart in two,
It's true.

It's not hard to realize,
Just look into her false colored eyes,
She'll build you up to just put you down,
What a clown.

'Cause everybody knows
She's a femme fatale
The things she does to please
She's a femme fatale
She's just a little tease
She's a femme fatale
See the way she walks
Hear the way she talks.

You're written in her book,
You're number thirty-seven, have a look.
She's going to smile to make you frown,
What a clown.

Little boy, she's from the street.
Before you start you are already beat.
She's going to play you for a fool,
Yes it's true.

'Cause everybody knows
She's a femme fatale
The things she does to please
She's a femme fatale
She's just a little tease
She's a femme fatale
See the way she walks,
Hear the way she talks.

'Cause everybody knows
She's a femme fatale
The things she does to please
She's a femme fatale
She's just a little tease
She's a femme fatale
Oh, oh, oh, oh, oh
She's a femme fatale
Oh, oh, oh, oh, oh
She's a femme fatale
Oh, oh, oh, oh, oh
She's a femme fatale
Oh ...
Que o poema seja microfone e fale/uma noite destas de repente às três e tal ... (M.Alegre). Foi às 4 h 26 mn, mas mesmo assim valeu a pena.

O MICROFONE ... outra ferramenta para a escultura



Mais pequenas pérolas encontradas no YouTube.
Burt Bacharach (grande admirador, ah sim) com Chrissie Hynde (dos Pretenders, grande admirador, ah sim ! também), numa curta versão ao vivo (98/99) de "Baby it's you" ...

dont' want nobody ... nobody
'cause baby it's you

(Bacharach lá para início dos 60's)

a música ... essa grande escultora

Poder ultrapassar as fronteiras que os programadores nos impõem, é aquilo que mais me entusiasma no YouTube. Lembrar-me e procurar. Apanhar "tubos" atrás de "tubos". Deslizar, eu mesmo, pelos mais diferentes ambientes e sons - eis a verdadeira (e livre) navegação.
Hoje parei em Munique, em 2005, para ver e ouvir Ennio Morricone, ao vivo, com The Good the bad and the uggly . . . e, por instantes, pareceu-me sentir o calor e o cheiro das últimas filas do balcão do Tivoli.
O Tempo, esse ... passa sempre depressa de mais.

IF 20 de Abril 2007

# Sol Seppy : 1 _ 2
# Pascal Comelade : I surrender
# Leo Abrahams : Seeing stars
# Various Production : Don't ask
# Tom Verlaine : Meteor beach
# Junior Boys : FM (Marsen Jules remix)
# At swim two birds : Swedish lakes
# At swim two birds : Things we'll never do
# Richard Hawley : The light at the enf of the tunnel
# The Focus Group : Bell hazes
# The Wedding Present : Caroline, no
# Beach Boys : Caroline, no (só vocais)

+ sons : porta abre; porta fecha; ambiente indoor; maratona; pássaros; conduzindo na auto-estrada.

ESEC Rádio online (mp3)

Podcast
Donna Regina
Uma tarde e uma noite em Coimbra.


Num comentário de um ouvinte a um dos posts anteriores:

Francisco,
Não são as palavras, mas o que fica por dizer
Não são os sons, mas os silêncios que os unem
Não são fracções, são rios de encantamento
São universos intímos, plenos de amor, onde a nossa alma repousa e ganha balanço...
É uma fonte de eterna inspiraçao, que mata a sede com a beleza dos seus infinitos nomes Momento efémero que transporta todos os sentimentos de todos os mundos
É grande, essa fracção de desejos dispersos
É nossa, essa intíma alegria que partilhas
É tudo, numa Intíma Fracção.
Parabéns, desde sempre e até à eternidade...

(... tudo para sentir ! Please keep me in mind ... )

Oh the sisters of mercy, they are not departed or gone.

They were waiting for me when I thought that I just can't go on.

And they brought me their comfort and later they brought me this song.

Oh I hope you run into them, you who've been travelling so long.

(L.Cohen)

Como momento único em época de 23º aniversário:
REMEMBER ME
Otis Redding reinventado por Cat Power.
A voz e o piano.
A essência da Íntima Fracção : pouco para dizer, muito para escutar, tudo para sentir.

Com esta edição, cumprem-se 23 anos de emissões regulares da Íntima Fracção.

As noites mudaram, cumprindo um ciclo que regressa sempre ao mesmo momento aparente.

Um ponto, um único ponto, umas vezes iluminado, outras mergulhado na escuridão.

A Íntima Fracção, no meio da noite, 23 anos depois do momento inicial.

É impossível recuperar todos os ambientes, apenas reconhecíveis nos sons e nos silêncios daqueles momentos exactos.

As noites vazias que se completaram com as músicas e a voz, acreditando sempre num traço azul, aquele que, prometidamente, risca o futuro incandescente.

23 anos depois do seu início, na Íntima Fracção, qual é ainda o significado do traço azul ?
Um sinal ? Uma resposta ? A intimidade de uma esperança ?

(texto lido na edição do 23 º aniversário da IF)
IF 12 Abril 2007 - 23º aniversário

# Sétima Legião : Mar de Outubro
# Richard Hawley : Last Orders
# Ryuichi Sakamoto : Forbidden Colours
# Suicide : Surrender
# Beth Orton : Sisters of Mercy
# Leonard Cohen : Love Calls You
# Donna Regina : Siren Call
# Brian Eno, Harold Budd e Daniel Lanois : Always Returning
# Robert Wyatt : Memories Of You
# Cat Power : Remember Me (solo version)
# The Smiths : Well I Wonder
# Thomas Newman : Dead Already
# Jan Jelinek : Universal Band Silhouetts (extracto)
# Beach Boys : You Are My Sunshine (extracto de take)
# Aphex Twin : Avril 14th
# Isan : Look and Yes
# Sétima Legião : Mar de Outubro

ESEC Rádio online (mp3)

Podcast
Foi há 23 anos !
A 8 de Abril de 1984. A primeira edição da Íntima Fracção.
"O tempo ... esse grande escultor".
IF 4 de ABRIL 2007

(disponibilizada apenas na web)

# sons de aeroporto
# Beck : Everybody's gotta to learn sometimes
# Junior Boys : FM (Marsen Jules remix - duplo)
# Beady Belle : Interlude who switch on darkness (extracto)
# Genesis : I know what i like (extracto)
# Heinner Goebbles c/ Arto Linsay : Alone in the elevator (extracto)
# Beatles : Octopus garden (Love mix - extracto)
# Clan of Xymox : Michelle (extracto)
# Scott Walker : Hello ! This is Scott Walker ...
# The Walker Brothers : Living above your head (extracto)
# Quantic : Quantic & Ohmega watts (extracto)
# Propaganda : Dream within a dream (extracto)
# Extracto de entrevista com Margueritte Duras sobre piano de Virginia Astley
# Colleen : Everything lay still (extracto)
# Flotation Toy Warning : How the planes left me flat (extracto)
# The Books : Venice (voz de Dali - extracto)
# The Doors : People are strange (extracto)
# Som jogo SuperMario
# Sons de aeroporto
# Tba : Airports
# Agf&Delay : A distant view
# Junior Boys : FM
# Junior Boys : FM (Marsen Jules remix)
# Susanna and the Magical Orchestra : Time
# Au revoir Simone : Don't see the sorrow
# Tindersticks : My oblivion
# Tim Hardin : Hang on to a dream
# Propaganda : Dream within a dream (extracto)
# Tuxedomoon : La piú bella
# Junior Boys : FM (Marsen Jules remix)

Agradecimento a Miss Tapes pela longínqua inspiração.

Download (ESEC Rádio online - transitoriamente neste link)
obrigado Carlos Moreira
Podcast (GavezDois)
obrigado Edgard Costa
O TEMPO (de novo) ESSE GRANDE ESCULTOR



O recente funde-se com o antigo.
O novo.
Susanna and the Magical Orchestra (Love will tear us apart - Ian Curtis - Joy Division).
Susanna, em Braga, próximo 1 de Maio.
Susanna and The Magical Orchestra MySpace
O TEMPO (sempre) ESSE GRANDE ESCULTOR





34 anos entre Hullabaloo e Royal Albert Hall.
Marianne Faithfull - As Tears Go By.
O TEMPO, ESSE GRANDE ESCULTOR





40 anos entre Wembley e Lugano.
Eric Burdon, o mesmo. Animals, outros.

Imagini

ABRIL.
O começo.
Da vida.
Do amor.
Da IF.
Mais nostalgia.
Mais a música do que o vídeo (alternativo) - dica Miss Tapes.
Tindersticks : My oblivion.



Volver - Carlos Gardel (em 1935)
A nostalgia do(s)regresso(s), poisando nos ouvidos, directos ao coração.
Perder os podcasts Miss Tapes é perder muito ...
Não percam as edições de "Como no cinema", de Francisco Mateus.
Na web, claro. Podcasts recuperando o programa de rádio.
IF 28 Março 2007

# Langley Schools Music Project : Desperado
# Air : Remember (d whitaker version)
# David Arnold + Natacha Atlas : You only live twice
# Pan American : Lights on water
# Helios : Sons of light and darkness
# Helios : Emancipation
# Ursula Rucker : Humbled
# People Like Us : Take a walk
# Tuxedomoon : Music for piano
# Tba : Soshi
# Tape : Long lost engine (extracto)
# Ute Lemper : Losing my mind
# Nina Simone : Please read me
# Syd Barrett : Wouldn't you miss me
# Syd Barrett : Dark globe
# Bauhaus : Hope
# The Magnetic Fields : If you don't
# Tape : Long lost engine (extracto)

+ sons : caixa de música; pequena água; crianças a mergulhar; pedras rolando; Rádio Zhou Xuan

Download (ESEC Rádio online)
Podcast (GavezDois)
Rádio (RUC)
Oh where are you now
pussy willow that smiled on this leaf?
When I was alone you promised the stone from your heart
my head kissed the ground
I was half the way down, treading the sand
please, please, lift a hand
I'm only a person whose armbands beat
on his hands, hang tall
won't you miss me?
Wouldn't you miss me at all?

(Syd Barrett)
de volta na IF desta semana
No meio da noite, vinda não sei de onde, aquela música que sempre ouvi pelo Robert Wyatt, mas que vinha dos Chic (!?) e agora passa, éterea, pela voz de Elizabeth Frazier.

At last i am free

At last I am free
I can hardly see in front of me
I can hardly see in front of me ...

Compilação : Stop Me If You Think You've Heard This One Before (2003)

Mais uma das grandes admirações da IF toca em Portugal.
1 de Maio, no Theatro Circo de Braga.
Esta 3ª, dia 27, no Lux, em Lisboa. Amanhã à noite, no TAGV, em Coimbra, Ursula Rucker.

Recordações de uma noite de Fevereiro.
ISAN.
Música e conversa.



Donna Regina - 5ª à noite, no TAGV (Coimbra).
Um clip com uma daquelas músicas que fica ligada a algum lugar ...
WHY ? Donna Regina.

IF 21 Março 2007

# Sengei Ono : I think of you
# Donna Regina : My melancholy man
# Caroline : Winter (extracto)
# Mono : Where am i
# Micah P. Hinson : Seems almost impossible
# Richard Hawley : Tonight
# Eluvium : We say goodbye to ourselves
# Pasacal Comelade : Patafisiskal re-polska
# People Like Us : Nothing
# People Like Us : Dead Radio (extracto)
# Panda Bear : Bros
# Idaho : To be the one
# Idaho : To be the one (extracto)
# Junior Boys : When no one cares
# Explosions in the sky : Your hand in mine (goodbye)

+ sons : SOS; vento nas árvores; Colder - Version (extr.); Bob Marley (extr.); Brian Wilson - voz, take one, God only knows)

Download (ESEC Rádio online)
Podcast (GavezDois)
Rádio (RUC)
People Like Us - Vicki Bennett

As Miss Tapes, garantem-me, vão continuar. Alívio.

Mixes for blue girls and blue boys.
E que belo post o de 21.
Espero a fé do Hugo.





E depois desta linguagem cifrada, fico à espera de 5ª à noite para ouvir e VER (!!!) como corta e cola ao vivo People Like Us, no TAGV (Coimbra). Vicki Bennett anda nisto há 16 anos.
Donna Regina também vem (Regina Janssen e Günter Janssen com a colaboração do dj Steffen Irlinger). Têm um lugar especial na confeitaria pop (gosto desta imagem).
Este é um post muito directo e prosaico :
NÃO PERMITAM QUE O BLOG FÉ DIVERSA (Hugo Pinto) ENCERRE.
Estão em perigo os podcast MISS TAPES, que são dos mais interessantes, modernos e de bom gosto que estão disponíveis na net.
Talvez não saibam, mas tudo isto é feito por um jovem jornalista português actualmente em Macau.

TODOS CONTRA O ENCERRAMENTO DO FÉ DIVERSA.

N Ã O !!!

3ª feira, dia 20 de Março, 21.00

Ciclo : Para que servem os blogs ?

Para lá dos blogues
com Clara Almeida Santos e Francisco Amaral.



Monday, March 19, 2007 at 7:30 PM
Paquito D'Rivera Young Artists Concert
Zankel Hall

Esta é uma boa notícia.

Segunda-feira, no célebre Carnegie Hall, actua um português que, embora nascido no Porto, sempre viveu em Coimbra. Ou antes ... até ter partido para a Áustria onde foi continuar os seus estudos de música. Agora, em Nova York, quem por lá estiver, pode assistir e fazer sentir ao José Valente isso mesmo. Será estimulante.


José Valente was born in Porto, Portugal. After finishing his degree in Austria, he received a Scholarship from the New School for Jazz and Contemporary Music to study jazz viola in New York. Among others, he studied with: Brian Finlayson, Mathias Buchholz, Christian Howes, and Mark Feldman. For the ORF radio show Kaertner Talente, he recorded live the premieres of Rudolf Kaettnig’s String Quartet and Gian Carlo Menotti’s operas The Medium and The Telephone. He played live at the RTL’s televised broadcast of the ski jumping world championship in Planiza, Slovenia; at the Olympia Park and the Prinzregententheater in Munich; and at the ZDF television show Wetten das. He was a founding member of Acies String Quartet; Trítono; José ’n’ Friends; and Electro-Acoustic Super Band, with whom he released the CD Other Languages, presenting it in a tour in Portugal.
IF 14 de Março 2007

# Tom Waits : I'm still here
# Balun : I shouln't do this
# Barry Adamson : Something wicked this way comes
# Architecture in Helsinki : Pet Sounds
# Beach Boys : Pet Sounds (extracto gravações)
# Micatone : Traces (extracto)
# Beady Belle : Shadow
# Donna Regina : Blue of the pool
# Scott Walker : Just one smile
# Alpha : Could have missed it
# Micatone : Traces (extracto)
# At Swim Two Birds : If i sit still
# At Swim Two Birds : Darling
# The Magnetic Fields : If you don't
# Biosphere : Tranquilizer (extracto)

+ sons : nadar sózinho em piscina coberta; corpo que cai na água; scratch (disco), porta

Download (ESEC Rádio online)
Podcast (GavezDois)
Rádio (RUC)
Just one smile the pain's forgiven
Just one kiss the hurt's all gone
Just one smile to make my life worth living
A little dream to build my world upon

Estas pequenas músicas que, de súbito, fazem sentido particularmente quando cantadas por Scott Walker ...

Can i cry a little bit ?

10 de Março de 2007 às 10h00 da noite
a primeira estreia online do cinema português, o DEZbeta.
IF 7 de Março 2007

# Daniel Johnston : God only knows
# Beach Boys : God only knows (instrumental)
# Beady Belle : Interlude moja jedyna
# Bill Frisell : Just like a woman (extracto)
# People Like Us : People like you
# People Like Us + Ergo Phizmiz : Domino
# Donna Regina : How beautiful
# Adam Green : Cast a shadow
# Richard Hawley : I'm on nights
# Dave Berry : This strange effect
# Leo Abrahams : Mirror sister
# At Swim Two Birds : Close to
# Explosions in the sky : Your hand in mine (goodbye)
# Fairport Convention : Meet on the ledge
# Beady Belle : Interlude ...
# Dimitri from Paris : Attente musicale
# Bill frisell : Just like a woman (extracto)
# Clan of Xynox : Michelle (re-record version - extracto)
# Bernard Hermann : Twisted nerve (Kill Bill)
# tema da série Ghost Squad
# Donna Regina : Late
# Lisa Germano : In the maybe world
# Susanna and the Magical Orchestra : Time
# Pet Shop Boys : Suburbia (remix - extracto)
# People Like Us : People like us
# Felix Laband : Minka (and the notes after) extracto e IFmix

+ sons : trafego sobre piso molhado; scratchin'; caminhar sobre piso de pedra.

Download (ESEC Rádio online)
Podcast (GavezDois)
Rádio (RUC)
Acabo de descobrir que o documentário de Jaime Nogueira Pinto sobre Salazar, inclui um extracto de Mar de Outubro, dos Sétima Legião, que é o indicativo da Íntima Fracção.
Eu vi ... e ouvi ... e foi-me muito desagradável, mas não tenho quaisquer direitos sobre a música.








Ontem foi o dia das tulipas.
Ninguém me entrega as tulipas que eu quero.
Queria as chamadas tulipas negras, entregaram roxas (em Portugal)
Há dois meses, pretendia tulipas coloridas e entregaram brancas (em Inglaterra).
A estória.
A cidade de Haarlem nos Países Baixos abre um concurso com um prémio de 100 000 moedas de ouro para premiar o cientista que consiga produzir uma tulipa negra. Isto dá origem a uma competição entre os melhores botânicos do país para ganhar o dinheiro, a honra e a fama. O jovem Cornélio Van Baerle quase conseguiu, mas é preso. Na prisão conhece a bonita Rosa, filha do guarda, que será o seu conforto, ajuda e no final a sua salvação.
A Tulipa Negra não é apenas uma excitante novela, mas também uma história de amor com um final feliz.
Foi originalmente publicada em três volumes em 1850 como La Tulipe Noire, por Baudry (Paris) e posteriormente traduzida em várias línguas.
Em 1964, Alain Delon protagonizou o filme A Tulipa Negra, baseado naquela obra literára.
Agora, se pedirem tulipas negras, vejam primeiro antes de comprar.



7 de Março de 2007


50 anos de televisão em Portugal


RTP - 1


Grande festarola no Coliseu com promessa de agradar às revistas da futilidade


RTP - 2:


Os Grandes Portugueses : António de Oliveira Salazar


50 anos - meio século


Os grandes programas da história da RTP serão repetidos lá para as duas da manhã.



Eu gosto de Portugal, mas às vezes apetece-me ser sueco !

Dia e noite de chuva.
Cinzento à espera do pedaço de azul entre as núvens.
Chá verde com jasmin.

6 de MARÇO



41 túlipas negras
- as menos usuais -
(planta ornamental de raiz bulbosa pertencente à família das Liliáceas)
"The meaning of tulips is generally perfect love."
41 anos depois, estas túlipas escondem uma música que deve ter sido feita no céu e por isso será eterna.
E havia sol, céu azul, um tempo e espaço imenso pela frente, tudo o que é possível transformar um momento para sempre. Irrepetível.
"Quero o seu regresso, não a sua repetição." (Barthes)
Os amigos da Aardman fizeram-me chegar isto.
Enjoy ...




People Like Us
(need people like you ...)

Antecipo já outro grande momento pelo qual se espera, durante este mês de Março, em Coimbra.
No TAGV, ciclo "Senses" - TAGV digital - nada mais nada menos do que Donna Regina e PLU (People Like Us) no mesmo concerto (espectáculo) dia 22.
São habituais na IF.
PLU é mesmo um dos grandes fascínios da IF.

A partir de 16 de Março, no Edifício Chiado, em Coimbra, as fascinantes imagens de Pato.
Expostas com banda sonora IF.
IF 28 Fevereiro 2007

# Isan : One man abandon
# Isan : Look and yes
# Air : Night sight
# Belbury Poly : The willows
# Richard Hawley : Darlin'
# At Swim Two Birds : Darling
# At Swim Two Birds : Swedish lakes
# At Swim Two Birds : Women of a certain age
# Fred Firth : Trains, boats and planes
# Lloyd Cole : I just don't know (what to do with myself)
# MDH Band : Satellite of love
# Danny Saber : Satellite of love (Saber remix)
# The Nice : Hang on to a dream
# Tim Hardin : How can we hang on to a dream
# Eels : Bride of theme from blinking lights

+ sons : vento; tempestade; Big Ben; Valentina Tereskova

Download (ESEC Rádio online)
Podcast (GavezDois)
Rádio (RUC)
D.R.M.
Digital "Rights" (RESTRICTIONS) Management

Saiba mais.
Veja.

foto retirada da photo.net com vídeo e música

... fotografei você na minha Rolleiflex ...

... revelou-se a sua enorme ingratidão ...




O que é que o Zeca Afonso tem a ver com a IF ?
O meu passado constrói o presente.
Zeca Afonso também esteve na IF, directamente, através da sua música. "Maio maduro Maio" e extractos de "Senhor Arcanjo" foram muito utilizados em determinada época. Também utilizei sons da "Grândola" original e a versão de Carla Bley.


Isan, a noite passada, no TAGV em Coimbra.

Não sei se é música para ser ouvida em palco. Ainda menos num palco grande e em grande sala. É música introspectiva, mas que cria paisagens. Por isso, talvez, a meia obscuridade em que tudo se passa. Não é música para ouvir tão alto. De qualquer forma, aqui, bem melhor do que nos bares distraídos ou em salas esdrúxulas.

Vamos pelo reconhecimento. Ouvimos, agradecemos, aplaudimos e vamos embora.







Antony e Robin também têm os seus pets. Para dar sorte, actuam com dois gatitos de porcelana sobre a mesa, em representação dos verdadeiros que ficaram em casa.
Ah ! E não bebem só chá ! Embora tenham ar e atitude de quem também o bebe (ou bebeu).
ISAN a noite passada no TAGV, em Coimbra.

IF 21 Fevereiro 2007

# At Swim Two Birds : Darling
# The Montgolfier Brothers : Dream in organza
# Isan : Stickland
# Leo Abrahams : Seeing stars
# Lanterna : Hope
# Jens Lekman : How much you mean to me
# Cat Power : Remember me (solo version)
# At Swim Two Birds : Darling (never ending IF remix)

+ sons de Belgais; terminal de aeroporto; morte de Vladimir Komarov no regresso à Terra da nave espacial Soyuz 1 (Abril 1967)

Download (ESEC Rá¡dio online)
Podcast (GavezDois)
Rádio (RUC)
(capa com som)

Na próxima 5ª feira, dia 22, no TAGV, em Coimbra, Isan.
Estas sons que já eram da IF há um par de anos, finalmente, ao vivo e aqui à mão (ao ouvido).
Depois de em 2004 os ter redescoberto em "Meet next life" (já editavam desde 1996), em 2006 "Plans draw in pencil" foi um surpreendente disco (Calmscape best album 2006 award).
Isan são da Morr Music e bebem chá.




Returning To The Scene of The Crime
Mais um recente entusiasmo.
At Swim Two Birds é o título de um livro do irlandês Flann O'Brien, publicado em 1939.
At Swim Two Birds é o projecto solo de Roger Quigley, vocalista do duo de Manchester - The Montgolfier Brothers.
Um disco IF.
Depois de um interregno de 18 anos, estive nos estúdios da RDP-Antena 1 (em Coimbra), para falar ao microfone. Por motivos diferentes dos que me faziam falar naquela época, no mesmo local.
Muitas modificações, claro. O espaço físico dos estúdios é, no entanto, o mesmo.
A estranha sensação que tive foi a de vazio. Muito menos gente (mesmo assim, ainda amigos). Uma quietude que me remeteu para os domingos de Agosto de quando eu lá trabalhava.
Depois, uma melancolia.
E fiquei a pensar : o que é hoje a Rádio ?
Demitida a direcção do DN ? ? ?
Será que a Global Notícias (Oliveira's) descobriu (julga) que é possível fazer um diário, supostamente de referência, com muito menos gente e também com muito menos notícias depois do exemplo do remodelado Público ?
Talvez fosse melhor esperar para ver os resultados deste.
Ah ! A Global Notícias é ainda proprietária do 24 Horas (direcção também demitida ?), do JN, do Jogo e da TSF.
IF 14 Fevereiro 2007

# All night radio : All night radio (never ending IF remix)
# Sigur Rós : Takk
# At Swim Two Birds : Little white lies (almost never ending IF remix)
# Feist : One evening (Gonzales piano solo)
# Mono : Are you there
# OMD : Times zones (extracto)
# Belbury Poly : Cool air (extracto)
# Belbury Poly : Farmers angle
# Nine Horses : The Librarian
# Sengei Ono : I think of you

+ " ... and i remain disappointed" - extracto (Piano Magic)

Download (ESEC Rá¡dio online)
Podcast (GavezDois)
Rádio (RUC)
A propósito dos DVDs que por aí andam sobre Blues.
No quase inesgotável YouTube, Sam "Lightin' " Hopkins : Take me back (em palco, só com um microfone e a preto e branco).

IF 7 de Fevereiro 2007

# Old Jerusalem : Lunar Calendar
# Alpha : Saturn in the rain
# Blue Nile : From a late night train
# Clinic : Goodnight Georgie
# Tindersticks : Until de morning comes
# Duo 505 : Toru Okada
# Departure Lounge : The new you (remix)
# Nouvelle Vague : Friday night, saturday morning
# Balun : To my room
# Isan : Stickland
# Tape : Sand dunes
# Tracey Thorn : Femme fatale
# Daniel Johnston : God only knows
# Lemon Jelly : Experiment nº6 (extracto)

+ sons : chuva; rodados sobre piso molhado; caixa de música; rãs.

Download (ESEC Rádio online)
Podcast (GavezDois)
Rádio (RUC)


O vídeo de Paulo Abrantes inspirado na Íntima Fracção já está no YouTube (versão legendada em inglês).
As músicas sobrepõem-se muito depressa na memória.
Com o aumento da produção e, especialmente, com o enorme leque de canais de divulgação, há uma tendência para que as músicas se arrumem muito depressa. Às vêzes deitam-se foram. Há também imensa música perdida.
As rádios em Portugal alargaram a dimensão do espaço vazio na música actual. Mesmo que sejam de agora, a maior parte das músicas parecem-se com outras, que por sua vez já se pareciam com outras e outras e outras. Antigas e sem nada que as distinga.
A rádio em Portugal está tomada por programadores que pensam "ah ! isto sim !". E isto sim, porquê ? Porque é música do "tempo deles". Ainda ontem eram tão novos e já hoje repetem até à exaustão as suas musiquitas que nada mais fizeram do que vender discos.
Normalmente há um período de 20 anos para incubar esta "doença". O tempo suficiente para se passar da adolescência à idade adulta e se ser responsável por alguma rádio (alguma !). Vai daí estamos agora nos anos 80. No entanto, se esperam voltar a ouvir Cocteau Twins, Felt, Nick Cave ou David Sylvian, por exemplo, desistam. Esperam-vos Culture Club (e vá lá ...), Lionel Richie, Phill Collins e muito provavelmente os Miami Sound Machine e as Bananarama. Uns singles com piada para miúdos de 16 anos à época. Enfim, também se ouviam nos bares e discotecas pelos mais crescidinhos. De maneira que regressa tudo ao estado plastificado estilo Olivia Newton-John.
Já não falo dos nomes eternos (Sinatra, Jobim, Brel, ...) simplesmente BANIDOS da rádio. Há uma enorme galeria de notáveis (solos e grupos) que desapareceu. São notáveis, mas não suficientemente eruditos para terem direito ao exílio na Antena 2. Assim sendo, a rádio em Portugal, no que à música diz respeito (talvez não só), está quase no grau ZERO. Isto é, sem alma, pode ter corpo, mas está morta.
Lee Hazlewood ... some velvet morning



3 de Fevereiro de 1927


Há 80 anos, no Porto, deu-se a primeira revolta a sério contra o regime saído do 28 de Maio de 1926. O movimento foi contido. As movimentações de tropas, tendo motivações políticas por parte de quem as decidia, fazia-se no terreno por homens que tinham da condição militar uma inabalável postura no cumprimento do dever. Maria Manuela Cruzeiro, depois de recolher horas e horas de depoimentos dos intervenientes no 25 de Abril, notou o mesmo.

A 3 de Fevereiro de 1927, o meu avô materno, capitão Eduardo de Albuquerque, republicano convicto, tendo recebido ordens nesse sentido, comandou uma coluna militar que desceu a Serra do Pilar e, enfrentando o fogo disparado da margem norte, atravessou o Douro através da ponte D. Luís conseguindo entrar no Porto e dominar a revolta.

Há notícias de como sangrento foi este embate.

Li há poucos anos uma carta que lhe foi dirigida elogiando a sua bravura no feito. Para ele não tinha sido mais do que o cumprimento do dever. Não podia ser de outra forma. Acabara de ajudar a manter um regime político que, mal ele sabia, quase toda a família viria a combater e, parte dela, a sofrer-lhe as consequências.

Nessa noite, na sua casa de Santa Clara, em Coimbra, a minha avó, sem acesso à informação sobre o que realmente se passava, desesperava. Alguém lhe disse que um "praça" que o acompanhara, tinha casa no Almegue. Procurou-o, acompanhada pela minha tia Mi, e foi encontrá-lo acabado de chegar do Porto : "... esteja descansada, deixei há pouco o meu capitão são e salvo, de botas descalçadas, a descansar em Campanhã".
E foi assim, como um pesadelo que passara, que terminou o 3 de Fevereiro para a família da minha mãe. Afinal, ia começar tudo.

Para mim é um fascinante mistério o facto de vários membros da família terem cruzado assim a História. De outra forma, essa mais trágica, já o meu bisavô, pai da minha avó, está escondido algures na nossa História por alturas do regicídio.

Talvez fique para um próximo capítulo (post).


Gostava de escrever alguma coisa não sobre Fernando Assis Pacheco, mas a propósito de Fernando Assis Pacheco. "Teria feito 70 anos neste 1 de Fevereiro ...", é uma evidência aritmética. Nasceu em Coimbra, também se sabe. Jornalista, escritor. Poeta. Para mim um inigualável contador de histórias. Um irrepetível narrador.
Vem aí um mês inteiro que lhe é dedicado na Casa Fernando Pessoa (desapareceu o sítio na internet ?!).
Será agora que alguém se lembra de adaptar para o cinema "Paixões e Trabalhos de Benito Prada" ?
Tanta coisa para contar e deixou-nos há 12 anos.
Também já tinha deixado Coimbra há muito tempo, mas não era motivo para a cidade o ter deixado no esquecimento. Por mim, enquanto houver Ninis, primeiros amores e miúdos a jogar à bola em quintais, ele está cá.
IF 31 Janeiro 2007

# Barry Adamson : Everything happens to me
# Brian Eno : Everything merges with the night
# Alpha : Theme (Lost in a garden of clouds)
# Alpha : Theme 2 (Lost in a garden of clouds)
# OMD : Time zones (extracto)
# Alla Polacca : A Cláudia ...
# Mono : The remains of the day
# Skalpel : Sculpture (extracto)
# Mono : Are you there
# Explosions in the sky : Day six
# R. Stevie Moore : In my room
# Nine Horses : Birds sing for their lives
# The Shims : A comet appears
# Isan : Lent et douloureux (Trois gymnopedies - Satie)
# Lee Hazlewood : Some velvet morning (ft. Phaedra)
# Maysa Matarazzo : Un jour tu verras

+ S.O.S. ; pedras que rolam caindo ; vento no meio do nada

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Rádio (RUC)
Numa Íntima Fracção um pouco melancólica e quase toda instrumental (a próxima), lá para o fim surgem umas surpresas : Lee Hazlewood, naquele que talvez seja o seu último disco, cantando com a neta Phedra uma curta versão de "Some velvet morning" (Lee conta a história por detrás desta versão) e ... e um entusiasmo muito pessoal com a canção "A comet appears", de The Shins, no seu CD mais actual.
Tenho razões para acreditar em cometas, mesmo naqueles que só passam de 76 em 76 anos.
Há 6 dias, no Troubador de West Hollywood, os Shins tocaram-na pela primeira vez ao vivo. Graças à Web 2.o e a sistemas colaborativos como o YouTube, fica aqui registado (amadoristicamente, mas aceitável) o momento.

Talvez em post futuro me entusiasme (duvido ...) e me ponha a reflectir sobre algo que era para mim (até há uns anos) perfeitamente claro : a esquerda e a direita. E como eu sentia a minha esquerda e a minha direita.
Agora, não vem ao caso (virá ?), mas não acredito em nenhum governo que me faça pagar quase o dobro dos impostos que a Banca paga.
E como toda a gente sabe, não sou só eu.
É mau viver-se sem se acreditar no governo do próprio País.

Ah ! E (não se admirem) quero aqui sublinhar uma frase que encontrei numa entrevista do cantor André Sardet : "Coimbra é a cidade do conhecimento, mas não é a do reconhecimento".
Talvez vocês não tenham ouvido as K7s experimentais do tímido início do André. Ele dava-mas para eu ouvir. Depois foi à vida dele e eu à minha, mas nunca pensei reencontrar-me assim com ele (12 ou 13 anos mais tarde) numa frase de uma simples entrevista.


MONO

YOU ARE THERE


E mais quatro igualmente envolventes.
No entanto, nada de confundir com o duo britânico de trip-hop, que aliás passou, a seu tempo, pela IF com Formica Blues (1997, a época feliz da IF).
Estes Mono são um quarteto japonês que já havia entrado pela IF dentro, há uns dois anos, com "One step more and you die".

Estão nos territórios dos (para mim) recentemente retomados (e muito aprofundados) Explosions in the Sky.

É esta música que eu não sei se nos derrota, se nos embala ou se nos ampara. Talvez nos ampare para não nos deixarmos embalar pela derrota.



Há uma canção repúblicana da Guerra Civil Espanhola que sempre me impressionou.

El frente de Gandesa

Si me quieres escribir ya sabes mi paradero.
Si me quieres escribir ya sabes mi paradero.
En el frente de Gandesa primera línea de fuego.
En el frente de Gandesa primera línea de fuego.

Si tu quieres comer bien para morir en plena forma.
Si tu quieres comer bien para morir en plena forma,
en el frente de Gandesa allí tienes una fonda.
En el frente de Gandesa allí tienes una fonda.

A la entrada de la fonda hay un moro Mohamed.
A la entrada de la fonda hay un moro Mohamed,
que te dice pasa "paisa" que quieres para comer.
Que te dice pasa "paisa" que quieres para comer.

El primer plato que dan
son granadas rompedoras.
El primer plato que dan
son granadas rompedoras,
el segundo de metralla
para recordar memoria.
El segundo de metralla
para recordar memoria.

É uma canção de quem está virado para o fim, mas ainda acredita numa mensagem redentora, que é uma forma de dizer "salvação mitigada".
IF 24 de Janeiro 2007

# People like us : Dead radio (extractos)
# Cliff Edwards : When you wish upon a star
# Cinematic Orchestra : All that you give (extracto)
# Cilla Black : For no one (extracto)
# Cinematic Orchestra + Sounds Orchestral : Moving cities + Cast your fade to the wind (extractos)
# Lou Reed : Walk on the wild side (extracto)
# Post Industrial Boys : Walk on the wild side
# Post Industrial Boys : Stay mute
# curtos extractos de Is this love (Bob Marley remisturado por Bill Laswell) + Say you (Colourbox)
# Slowdive : Blue skied an' clear
# Tosca : Song
# Tosca : La vendeuse de chaussures de femme (extracto)
# Tuxedomoon : Music for piano ( x 3 )
# Bobby Trafalgar : Daquiri (extracto)
# Alan Vega : Lonely (tratado por IF)
# Nine Horses : Wonderful world
# Múm : Sunday night just keeps on rolling (extracto)
# Claudine Longet : God only knows
# R. Stevie Moore : God only knows
# Beach Boys : God only knows (vocais - extracto)
# Beach Boys : God only knows (instrumental)
# A Reminiscent Drive : Serenade (to the sound of peace - extracto)
# Lambchop : Superstar in France

+ voz de Alejandro Moreno; helicópetro; subir e descer escadas; porta que bate; risco em disco de vinil

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No momento (em) que escrevo, está a Íntima Fracção "no ar" disponibilizada pela antena da Rádio Universidade de Coimbra (só área de Coimbra, mas directa na net). Pela segunda vez, no seu percurso de quase 23 anos, a IF inclui outra voz que não a minha. Depois da emissão que comemorou os 15 anos de existência do programa (na altura na TSF), preenchida com uma entrevista que me foi feita pelo Francisco Mateus (hoje ainda ! na TSF), nesta edição de 24 para 25 de Janeiro de 2007, a voz de Alejandro Moreno, o andaluz de Ronda, diz, em espanhol, o que eu sempre disse em português: " De regreso a la íntima fracción, siempre poco para decir, mucho para escuchar, todo para sentir; siempre a la espera de una respuesta, de una señal, de intimidad, de una esperanza... ".

Um sinal ... ?
Em breve uma resposta.
Só se foge quando se tem para onde.
Assim ... stay mute. (ouvir)
Mute é o recurso da fuga impossível, a mais penosa, destrutiva. Para dentro. O único espaço. O reduto. O que sobra.
Todos os que seguem (ouvem) a IF há muito tempo, sabem que desde 1986 utilizo textos de João Wiborg. Há mais de dez anos ( 12 ? 14 ? ) que essa colaboração parou. A última (e única) vez que estive pessoalmente com o João foi em Agosto de 1996. Neste momento não sei onde se encontra e procuro por ele. Será que alguém me sabe indicar um contacto ? E não, não é para lhe pedir textos.

franciscoamaral@gmail.com

Obrigado.


Flores interactivas. O regresso desejado.
PP (ah ! esse sábio que está sempre do outro lado, seja de quem ou do que for ...) já avisou que a escrita sobre "o nada" está a invadir os blogs. Não é verdade. Zacky, o meu gatito de cinco meses, ao fugir de uma cadela, passou três horas perdido (e fechado) em casa de um vizinho. Este episódio envolveu, pelo menos, cinco pessoas e os seus diversos sentimentos. E por certo muitas mais se sentirão envolvidas depois de lido este post. Esta é pois, apenas, uma aparente escrita sobre "o nada". Em nada diferente do judeu errante.

O João Wiborg fez-me conhecê-la melhor.
Mesmo assim, estou muito aquém do que queria.
Fiama Hasse Pais Brandão. (para mim) A poetisa. Morreu sexta-feira já depois do crepúsculo.
É provável que a sua obra venha a ser mais lida agora. O destino fúnebre (e injusto) da nossa cultura.

Por interstícios das malas abertas de quando éramos
crianças gritam as bocas sem nenhum eco
das bonecas. Criaturas fictícias, escalpelizadase sem tintas, de ventre oco. Mas o mortal
lugar do coração está ainda a palpitar.
O bojo do peito de celulóide, como o meu,
pede-nos perdão pela saudade que nos devora.
...
IF 17 de Janeiro 2007

# Felix Laband : Minka (extracto)
# Yonderboi : Amor (extracto)
# Tim Hardin : How can we hang on to a dream (extracto)
# Yonderboi : Fairy of the lake (extracto em repeat)
# The Czars : Goodbye intro
# Marianne Faithful : Crazy love
# Tba : Kryz
# The Knife : One for us
# Micah P. Hinson : Seems almost impossible
# Daniel Johnston : God only knows
# Tim Hardin : How can we hang on to a dream
# Lanterna : Hope
# Lisa Germano : In the maybe world
# Cat Power : The greatest (solo version)
# Cat Power : Remember me (solo version)
# Burial : Forgive
# Isan : Stickland
# Richard Hawley : Tonight
# Peter Murphy : A strange kind of love

+ sons : sintonização de rádio (inverso); rebobinar; comboio lento; vento nas árvores; sons de aeroporto em cena de abertura de "Playtime" de Jacques Tati.

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A fantástica máquina do tempo.

Ainda a propósito da versão de God only knows (uma das), um EP que foi editado em Portugal em 1966 e que incluía o original e também Wouldn't it be nice, foi-me oferecido. Há muito que me desapareceu esta relíquia, mas não a sua memória.

Segundo o primeiro post deste blog, era altura de contar alguma coisa mais pessoal e íntima a propósito deste disco. Como a disposição mudou em quatro anos ! Agora não, mas talvez a disponibilidade anunciada ainda regresse.




Ando com a ideia de rever toda a obra de Robert Bresson. Felizmente que, em tempos, a Cris me fez chegar uma boa parte dos filmes em DVD. Mas não tenho o Lancelot du Lac. Como os leitores do blog (e alguns ouvintes da IF) foram tão generosos nas ofertas da versão de God only knows pelo Daniel Johnston, este post é uma mal disfarçada tentativa de encontrar alguém que mo ceda.

Está aqui o trailer.




... e um caneta. De vez em quando, sinto necessidade de regressar à tinta. Para a escrita e para o desenho.
Jornalismo&Comunicação, o blog, está de regresso.
Noutro endereço, já que o novo Blogger só tem causado complicações. Com recurso ao WordPress, mas está de volta e é essa a notícia mais importante. Foram mais de duas semanas out que me deixaram um pouco abandonado.
Espalhem a notícia !

Na verdade, para além das indicações, e para além do Hugo (longínqua Fé Diversa), acabo de receber mais umas tantas cópias de God Only Knows, por Daniel Johnston. É uma versão "fora da linha" incluída na colectânea Do it again - a tribute to Pet Sounds (saída em Novembro passado).
A todos os que se deram ao trabalho de me acudir, OBRIGADO.
Encontramo-nos na próxima IF.

Arquivos de regresso !
Santos (as) da casa fazem milagres.
Chega a Inês, abre o código, zap sarapatap, e os arquivos estão de volta !
Quem sabe, sabe mesmo.
O B R I G A D O ! ! !

- obrigado também aos que me deram pistas para chegar a God Only knows, por Daniel Johnston. O Hugo, com a Fé Diversa (que inclui as magníficas Miss Tapes), fez-me chegar cópia em mp3. Outro obrigado (grande).
O novo Blogger parece ser um flop.
Ando às voltas com a disponibilização dos arquivos da IF (que não estão perdidos !), mas está difícil. Não consigo ajuda no próprio Blogger. Alguém me ajuda ?

Também ando à procura da versão de God only knows, por Daniel Johnston, no CD A Tribute to Pet Sounds, mas nada. Parece que nem o iTunes a vende !
Por uma série de factores um pouco inesperados, esta semana não há IF.
Voltará para a semana.
C'est tout ...
Ainda o Tempo, esse grande escultor.

Tim Hardin, uma confessada referência de sempre da IF, em dois momentos : Woodstock (1969) e dez anos depois, no ano anterior à sua morte com 39 anos. Sete dos quais de tratamento com metadona. Depois da metadona, dos speeds e dos valiuns, não sabia muito bem como é que ainda se conseguia mexer, tal o peso que tinha (confessou à revista Wet).
Ignorei durante muito tempo este passado de Tim Hardin. Fui seguro pela sua música ao ouvir, há muitos anos, "How can we hang on to a dream".


Vejam e ouçam Tim Hardin cantando e transviando "If I were a carpenter", na noite de Woodstock.


IF 5 de Janeiro 2007
(sou indiferente ao frio do inverno; o que temo mais são os corações gelados dos homens)

# Andrew Pekler : First snow, last year
# Animal Collective : Winters love (extracto)
# Harold Budd : Algebra of darkness
# Caroline : Winter
# Lanterna : Hope
# Richard Hawley : Ocean
# Magic Organ : My melody of love
# Murcof : Rostro (extracto)
# Post Industrial Boys : Garden
# The Focus Group : Bells hazes
# The Fiery Furnaces : Benton harbour blues
# Piano Magic : Journal of a disappointed man

+ passos no corredor; sons de bar; "wind chimes"; terminal de aeroporto

Download (ESEC Rádio online)

Podcast (GavezDois)
A próxima IF, primeira de 2007, está sob a influência desta ideia : " Sou indiferente ao frio do Inverno. O que temo mais são os corações gelados dos homens."
Uma canção. Apenas uma canção.
É.
Algo que pode ter sido feito há 20 ou há 40 anos.
Uma única frase repetida até ao infinito.

Richard Hawley : The Ocean.
Clip aqui. Ao vivo em baixo.


No Blog do Gustavo Felisberto, a Paula Sofia tem colocado extractos (em inglês) dos Fragmentos de um discurso amoroso, de Roland Barthes. Para mim, esta obra veio gradualmente tornar-se no Livro do Desespero ou num Livro da Inquietação (que não é o desassossego). É fascinante, mas passei a temê-lo. Depois de um livro de salvação, aprendi a encontrar-lhe, por baixo da superfície cristalina, os sinais da inevitabilidade.
Falta-me uma ideia. A ideia.
O que fazer ? Como fazer ?