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vuelvo al sul

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#053



Upload feito originalmente por cinnamon.toast

051
















podcast
















bitsound #051 00:56:17 | 16-05-2008
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#
"Marais Salant", Martine BOULON, PORT HEDLAND, Australie, Août 1996
































































































































00:00 Lykke Li Melodies & Desires Youth Novels [2008] Info
03:20 Said The Shark Miss You Most Silly Killings [2008] Info
07:20 M83 Dark Moves of Love Saturdays = Youth [2008] Info
10:10 David Lynch and John Neff Pretty 50's Mulholland Drive O.S.T. [2001] Info
13:00 Innerzone Orchestra Architecture Programmed [1999] Info
17:10 Springintgut Damokles Park and Ride [2007] Info
20:30 Aus Clocks Lang [2006] Info
25:10 Under Byen Hjertebarn Kyst [1999] Info
29:50 Boats, The There Are Tunnels Where We Live Our Small Ideas [2008] Info
33:50 Raz Ohara & The Odd Orchestra Counting Days S/T [2008] Info
39:20 Kazumasa Hashimoto Theme Gllia [2006] Info
40:52 Scarlett Johansson I Wish I Was In New Orleans Anywhere I Lay My Head [2008] Info
44:40 Peter Broderick Broken Patterns Float [2008] Info
47:50 Kazumasa Hashimoto Curtainfall Gllia [2006] Info
49:00 Man Man Whalebones Rabbit Habits [2008] Info





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A ÍNTIMA FRACÇÃO MUDOU PARA AQUI.

Now we are HERE.

EXPRESSO ONLINE
A Íntima Fracção completa hoje vinte e quatro anos.
Nesta data, novo rumo.

A partir de hoje o blogue e a distribuição ( gratuita) do programa passam para a versão online do semanário EXPRESSO.

Agradeço a todos os que me acompanharam até aqui e espero por vós (e mesmo por todos os que ainda não conhecem a Íntima Fracção ...) no EXPRESSO online (link directo ao blogue da IF).

ATÉ LÁ (já ...) !
O último post antes de ...

People Like Us - Nothing
Found at skreemr.com

martha



Beth Gibbons - Romance (live 2003)
Não gosto de adiantar a hora.
Não se trata de chegar mais depressa ao futuro (nunca se lá chega). É enganarmo-nos perante o sol. E porque será melhor o futuro do que o passado ? Estão ambos perdidos, embora o passado tenha a vantagem de deixar vestígios (nem que seja na memória).
Assim, brevemente (no futuro que se tornará presente), uma nova vida da IF. Ou ... a vida de sempre, vista e ouvida noutro lugar.



Dylan - Newcastle - 1966
Alguém deixou um comentário a um post sobre as memórias dos Waterboys.
É qualquer coisa tão dos inícios da Íntima Fracção que estava meia adormecida.
Mas regressa. Não com a força do absolutamente novo, do insuperável grito, mas regressa.
Nunca mais da mesma maneira. Subindo, subindo sempre, até ao tal pedaço de azul entre as núvens. Mas regressa, tal como naquela época, resistindo. Regressa, e eu recebi o sinal.

Spirit

Man gets tired
Spirit don’t
Man surrenders
Spirit won’t
Man crawls
Spirit flies
Spirit lives
When man dies

Man seems
Spirit is
Man dreams
The spirit lives
Man is tethered
Spirit free
What spirit
Is man can be


Chegou a Primavera.
O frio. A noite gelada.
Flores que resistem. As músicas.
As esperanças dos corações tristes.
Urgentíssimas ...

teste player archive


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BFH 004

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01 - The Birthday Party - Nick The Stripper [Prayers On Fire, LP, 1981]

02 - Bauhaus - God in an Alcove [In The Flat Field, LP, 1980]

03 - Sort Sol - Marble Station [Marble Station, 7", 1981]

04 - Modern English - Grief [Mesh & Lace, LP, 1981]

05 - Xmal Deutschland - Qual [Fetisch, LP, 1983]

06 - Clan Of Xymox - Muscoviet Musquito [Subsequent Pleasures, LP, 1983]

07 - Matt Johnson (The The) - Song Without an Ending [Burning Blue Soul, LP, 1981]

08 - The Wolfgang Press - Lisa (the passion) [The Burden Of Mules, LP, 1983]

09 - Dif Juz - Love Insane [Extractions, LP, 1985]

10 - Cocteau Twins - Pearly-Dewdrops 'Drops [Pearly-Dewdrops'Drops, 12", 1984]





Para esta quarta emissão da rubrica Broadcating From Home decidimos dar destaque
a uma editora. Inicialmente, e na sequência do concerto de Michael Gira, andámos
às voltas com os projectos e os títulos promovidos pela Young God Records. Mas o
número de série desta emissão remeteu-nos para chancela responsável por algumas
das sonoridades mais emblemáticas da década de 80.

Originalmente designada como Axis Records, formada em 1979 por Ivo Watt - Russel
e Peter Kent, a editora britânica 4AD cedo se destacou como uma importante fábrica
de texturas e novas tendências sonoras. Não deixa de ser curiosa a origem do nome
da editora que resultou da conjugação de grafismos resultantes do flyer promocional
que tencionava associar o perfil da editora à ideia de progresso. Assim dos grafismos
1980 FORWARD; 1980 FWD; 1984 AD nasceu o nome 4AD.

As variações AD:Eram os tempos do vinil, dos lados B, das mail orders, das encomendas
por catálogo, das rádios pirata, e todos conhecíamos os códigos e prefixos adoptados
pela 4AD:



AD = single

BAD = EP

CAD = Full length LP

DAD = Double LP



A 4AD marcou tendências, assinalou uma geração (ainda a brincar falo da geração
4adíaca) e embora, muitas vezes associada temas mais etéreos, esta editora trabalhou
os Birthday Party, Wolfgang Press, os Pixies, um registo singular de Bauhaus (mais
tarde exportados para a Beggars Banquet), os Dif Juz, entre tantos outros títulos
e estilos tão diversificados como Les Voix Bulgares aos actuais The Mountain Goats,
TV on the Rádio, e outros tantos títulos que ainda inovam apesar do prefixo 4AD
ter dado lugar ao inevitável MP3.

A dificuldade na realização deste podcast residiu no critério de selecção, não só
porque gostamos nem de todos mas também de muitos projectos da 4AD, mas porque divergíamos
entre títulos que marcaram as décadas e estilos que melhor se colavam uns aos outros
no barómetro sonoro e rítmico.

Optámos pela estratégia numérica, na esteira da terminologia adoptada pelos fundadores.
Assim nasceram 4 postdcasts, seguindo as siglas da chancela inspiradora: 4 Astonhishing
Delicious podcasts, o nosso Fourthcast!



4Download
or
4listen.

Enjoy.
Vem uma noite de ventania e regressa Jimi Hendrix com The wind cries Mary. No blog da IF estreia a prestação ao vivo em Monterey - 1967. Lá para trás está uma outra gravada em Estocolmo. Junto-lhe uma versão de Jamie Cullum em 2004 e ... ooohhhh ... o tempo esse grande escultor ! E os rastos de tanto vento ainda tão vivos.





No início dos anos 70 (sec.XX), o Sérgio Godinho cantava em "Barnabé" : "dizem que a fortuna cresce nas cidades" ... Quase quarenta anos depois, o que cresceu foi a miséria e, muito, a solidão. Mas há quem não acredite. Pessoa conhecida, ao responder a um desses insuportáveis inquéritos das empresas de telecomunicações, inquirida sobre o número de pessoas que compunha o agregado familiar, disse, "Vivo com um coelho". Não ... não é isso ... não interessa o nome da pessoa com quem vive ... atiraram do lado de lá.
Escrevi aqui no blog, em Abril de 2003, que "The Whole of the Moon", dos Waterboys, era "a" canção dos anos 80. Agora que os Waterboys voltaram a Portugal (Gaia), regresso a esta afirmação e reforço-a. Disponibilizo um vídeo com uma versão ao vivo que só acentua a força desta canção de Mike Scott, entre o desespero, a revolta e a esperança, se é que estes estados de alma podem ser simultâneos. Talvez seja sobre esta espécie de impossibilidade que The Whole of the Moon se eleva. "You came like a comet" ... a música foi composta nas vésperas da passagem do cometa Halley ... que só voltará a cruzar os nossos céus em 2061/62.



Um extracto da letra que, neste momento, julgo apropriado destacar:

I was grounded
While you filled the skies
I was dumbfounded by truths
You cut through lies
I saw the rain-dirty valley
You saw brigadoon
I saw the crescent
You saw the whole of the moon!

I spoke about wings
You just flew
I wondered, I guessed, and I tried
You just knew
I sighed
But you swooned
I saw the crescent
You saw the whole of the moon!
The whole of the moon!


O jornalista do Expresso, Micael Pereira, venceu o prémio CONVERGÊNCIA - IMPRESA 2007. Motivo : a reportagem "Selvagens - A última Fronteira", publicada na revista Única e no "site" do jornal, transmitida na SIC Notícias e divulgada em festivais internacionais de documentário - onde conquistou vários prémios.

Conheci o Micael em Outubro de 2006, quando ele fez um Íntimo sobre a Íntima para a revista Única do Expresso. Já nessa altura o seu entusiasmo pela convergência era grande. Dias depois veio, com a Cláudia e o Luís, registar em vídeo uma longa conversa como complemento do trabalho já publicado.

Este prémio deixou-me imensamente contente. É uma esperança quanto ao reconhecimento daquilo que é BOM. A qualidade do trabalho, o grande entusiasmo por aquilo que se faz, o sonho. Também o sonho. E a bondade ! Este prémio que é do Micael, é, também, para mim, uma espécie de "pedaço de azul entre as núvens". Quando eu mesmo me entusiasmo e acredito na comunicação cruzada e complementar - CONVERGÊNCIA - nada melhor do que o reconhecimento do trabalho nesta área de um jornalista como o Micael.

PARABÉNS MICAEL PEREIRA !!!

ver aqui o trabalho : "Selvagens - a última fronteira"
COIMBRA EM BLUES 2008



Começa hoje com Gary Lucas (USA) vs Dead Combo (POR) numa encomenda do Festival em estreia mundial.





Um post para ouvir e ver ( e sentir ... sentir ).
Help me - Johnny Cash
Regressaram os comentários.
Os antigos estão, algures, escondidos.
Procuro o seu regresso.

"Por favor, digam-me que eu existo !" ...
"Seria preciso nascer com o sentido especial da aproximação e do acordo." R. Bresson
Ao acrescentar seja o que for à frase, desfaço-a.
E já ninguém me pode ajudar, porque os comentários continuam em off.
Talvez um sinal. Mas uma enorme solidão.
E isto que não muda !
SEIS DE MARÇO
Os misteriosos post-puzzles desta data.
"Quero o seu regresso, não a sua repetição." (Barthes)







Já que estou numa fase (transitória, espero) de gerir o blog ao sabor do vento, sei lá por que motivo me veio à cabeça (e aos ouvidos), mas também ao coração, ELO (Electric Light Orchestra) - I Cant Get It Out Of My Head ? Uma banda inglesa formada em Birmingham no Outono de 1970. Foi uma espécie de juntar os destroços dos Move, um excêntrico art-pop combo da segunda metade dos anos 60 do século passado.
Em 1974 editaram Can't Get It Out of My Head.
Há um clip muito caseiro de 1975 e várias gravações ao vivo já muito mais recentes.
Dou também janela para o tema mais conhecido dos Move - Flowers in the rain (1967-68).















A Pantufa Negra já faz um ano !
Fica aqui a informação e o convite para conhecerem uma gata inteligentíssima !


Incrível. Encontrei um vídeo com o Dylan a tocar ao vivo Living the Blues (em 1969). A música só seria editada um ano depois no duplo Self Portrait. Estas pequenas pérolas parecem ser traços luminosos que cruzam a escuridão da memória. A música conforta-me. A memória não. Os lugares estão vazios.

podcast #007 - Bandas Chik


Tema:Bandas Chik, The Invisible Girl sugere bandas com ! nome


Descrição:


Convidada: The Invisible Girl


tracklist:


iForward, Russia! - Breaking Standing

Clap!Clap! - You Love This

Kubichek! - Outwards

Los Campesinos! - We Throw Parties, You Throw Knives

Pony Up! - The Truth About Cats And Dogs (Is That They Die)

Oh No! Oh My! - Walk In the Park

Pants Yell! - Magenta and Green

Alaska! - The Western Shore

You Say Party! We Say Die! - Monster

Die! Die! Die! - Sideways Here We Come

!!! - All My Heroes Are Weirdos

The Go! Team - Grip Like a Vice



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Não me lembro de ter dado grande importância ao nome de Daniel Johnston até ter ouvido a sua arrasadora versão de God only knows. Agora encontrei o trailer do filme "The devil and Daniel Johnston". Humor, dor e inspiração.


Talking Heads : Heaven
flashback, acústico e raro






Começou há vinte anos. Ainda pirata.
A Íntima Fracção mudou-se para lá um ano depois. A IF ... e eu.
Lá fiquei até ao final de 2003.
Foram anos magníficos.
Exaltantes e apaixonados no início, tranquilos e belos, depois.
Uma experiência única e historicamente irrepetível.



No último trimestre de 2003 a TSF mudou muito. Para muito pior. Sem eu saber como, afinal a IF tinha acabado há muitos anos ! Sem eu dar por ela, pois sempre ali estivera áquela hora, já tinha sido atirada para horários marginais. E aí vai ela, borda fora, despejada com o resto da água do banho. Durante quase 15 anos eu fiz muito mais coisas na TSF. No fim, tive que mendigar três (3) meses de pagamento pela metade para ter um mínimo de tempo para me recompôr.



Hoje a TSF faz 20 anos. Tantos amigos que terão voltado para estar no Museu da Electricidade.
Ontem à noite acabei por não ir à festa.
E não sei por quê.

#041

Mark Tranmer é o mentor dum universo sonoro fascinante. Os pontos de contacto são os projectos Gnac, The Montgolfier Brothers e Wingdisk. Gnac é um projecto a solo, os Wingdisk resultam duma colaboração com Ian Masters dos Pale Saints, nos The Montgolfier Brothers Mark conta com a colaboração de Roger Quigley.


Como Gnac Mark Tranmer desenha paisagens planantes ao piano, não sendo despropositado invocar Satie como termo de comparação em algumas composições. Mas Tranmer vai um pouco mais longe, algumas das músicas serviam perfeitamente ser a banda sonora perfeita para filmes de suspense, mistério onde quase se consegue o crime perfeito.



The Montgolfier Brothers é um projecto mais inimista, no qual Tranmer assume um papel de songwriting. "All My Bad Thoughts" é um registo fascinante que nos prende desde a abertura com a belissima "The First Rumours of Spring", um álbum difícil de largar, um álbum em que cada canção vale por si, onde cada canção entra no momento certo, onde cada canção só parece ter sentido dentro do contexto do álbum.



"All My Bad Thoughts" termina com "Journey's end" e "It's over, It's ended, it's finished, it's done", não queremos acreditar, o melhor é volta a "The First Rumours of Spring", novamente.




00:00 The Montgolfier Brothers - The First Rumours Of Spring

03:40 Me and the Grownups - The Sea

04:20 The Battle of Land and Sea - Lady

08:33 Agitated Radio Pilot - On Cape Clear

10:28 Little Annie & Paul Wallfisch - Song For You

16:25 Misophone - You Can't Break a Broken Heart

19:30 Syd Matters - Louise

24:05 Autistic Daughters - Liquid And Starch

27:20 Thomas Brinkmann - Spiral

30:25 Fauna - Emptiness

32:55 Burnt Friedman & Jaki Liebezeit -Shades of soddin' Orion

36:55 The Montgolfier Brothers - Inches Away

44:05 Beach House - You Came to Me

48:05 Hope Sandoval - On The Low

53:05 The Duke Spirit - Souvenir
Noites perdidas a olhar para o sete-estrelo.
Ah ! Se a Rádio ainda estivesse viva ...

Patrick Watson, no dia 13 de Março, em Lisboa na Aula Magna.



Os tempos felizes da Íntima Fracção.
Flashback para a cover dos Trash Can Sinatras (1996) de To Sir, with love (Lulu - 1967)
Silêncio musical, por um efeito de ressonância. A última sílaba da última palavra, ou o último ruído, como uma nota suspensa. (Robert Bresson)

Desliguei. Poiso o telefone. Percorro as ruas nas primeiras horas da noite e ... ninguém. Nem uma pessoa. Nem um só eco, mesmo distante, de tudo o que ali se viveu. Silêncio. Apenas o silêncio. E mesmo esse, mais visual do que de ausência sonora. Longos anos, de súbito, suspensos. Exactamente isso. Supensos.
Os comentários não funcionam ?
Huuummm ... problemas com o Blogger ?
Podem enviar os que quiserem através de mail.


No final da "conversa" na Velha-a-Branca, conheci Ana Salomé, autora de Anáfora. Recusou-me o livro com o argumento de que já não gostava dele. Protestei. No sábado, eis que a Ana foi também até Coimbra para o Indie*Folk*TAGV. E ... finalmente, o livro ! Deve ser lido. Foi editado pelas Publicações PenaPerfeita. A Ana tem também um blog.

Memórias da noite na Velha-a-Branca (Braga).



Questões mais pertinentes colocadas:
- o que fazer para se conseguir trabalhar em Comunicação ?
Resposta :
- emigrar ou tomar o poder.

- Qual o motivo da voz na rádio ser tão diferente da voz ao natural ?
Resposta :
- porque na rádio actua-se, tal como em qualquer espectáculo. Tem que haver um registo diferente. Os exageros baseiam-se na falta de controlo sobre esta técnica (fingir voz anasalada, grave ...). A naturalidade ou é construída ou é falsa.

- A rádio de autor poderá regressar ?
Resposta :
- só se a rádio digital o permitir sem grandes custos para as empresas e o público que se queixa da sua falta continuar a existir. Para já, a alternativa é a distribuição via net e os podcasts.

- A formação superior em Comunicação (em Portugal), parece dar pouco relevo à prática. É ou não importante sair de um curso superior com prática ?
Resposta :
- claro que é ! Sem nada a opôr aos estudos teóricos (podem ajudar muito a formar intelectualmente os alunos), sem prática, nada feito. O mito dos estágios é isso mesmo : um mito. As empresas cada vez sentem mais que não têm que formar ninguém. Essa formação tem que ser feita nas escolas. As escolas têm que mudar a sua atitude e criar espaços de efectiva experiência.



A moderadora da conversa foi a aluna de Comunicação Social (UM), Sónia Pimenta. Esteve muito bem, com grande contenção e fazendo efectivamente uma moderação. Estava bem preparada. Estas "Conversas" podiam ser estimuladas pela Universidade.
INDIE * FOLK * TAGV
Sábado, grande dia de música e encontros em Coimbra.

Não apanhei o debate sobre música Indie, à tarde. Mas finalmente revi o Francisco Mateus (Rádio Crítica) e o Ricardo Mariano (Vidro Azul). Conheci ainda o Pedro Esteves (Lado B). Depois de 48 horas antes (Braga) ter também conhecido o Nídio Amado (O Cubo), foi um final de semana emocionante para a "Irmandade do Éter". Longe está o Hugo Pinto (Miss Tapes) e continuo sem conhecer o Zito C. (Bitsounds). Há, de facto, qualquer coisa que passa transversalmente pelo nosso trabalho. Uma forma própria de utilizar (alinhar) a música (e o som ... e a palavra ... o ruído ... silêncio) como expressão de emoções.

Dia 16-2-2008 foi também dia grande para o Ricardo Mariano. Ele esteve na génese do evento (Indie-Folk-TAGV). E valeu a pena. Recomendo a ampliação das expectativas.

Fotografias (históricas ?) do encontro de caras da "Irmandade do éter". A presença física, que os corações há muito se encontraram.


Com o Francisco Mateus.


Com o Ricardo Mariano e o Francisco Mateus.

Pedro Esteves, Ricardo Mariano e Francisco Mateus.

Francisco Mateus é um dos ouvintes mais antigos da Íntima Fracção. Tem IFs gravadas desde 1987. Em 1991 (?), veio conhecer-me. Em 1994, ele mesmo entrou para a TSF. Em 28 de Setembro de 2003, num momento de mudança que antecipava o fim da TSF como a conhecíamos, teve a coragem de fazer um elogio (fúnebre ...) à IF. Em directo e durante os 15 minutos anteriores à transmissão da última edição da IF na TSF, Francisco Mateus falou da história da IF e da importância que o programa tinha tido no panorama radiofónico português. Ao mesmo tempo, para quem o ouviu, não sobravam dúvidas sobre o que (simbolicamente) se encerrava naquele momento.

A TSF também nunca mais foi a mesma. Tornou-se, rapidamente, numa estação de rádio quase igual às outras, e depois, mesmo igual a tantas outras. O trajecto estava traçado e veio a ser vendida pela PT ao grupo Controlinveste.

INDIE * TAGV * Coimbra
16 Fevereiro 2008

Um extracto da actuação de Magic Arm (Manchester).



2ª parte com Ola Podrida (New York), formação reduzida.
Final de Lost and Found.

dance dance dance

Bela noite de conversa na Velha a Branca, em Braga.

Moderado pela Sónia Pimenta, em pequena sala ( mas cheia), lá fui falando da minha vida profissional, da rádio, da imagem, da Comunicação e do disco Pet Sounds. Foi projectado o vídeo que o Paulo Abrantes realizou sobre a Íntima Fracção. Claro que se falou, e muito, da Íntima Fracção.

No Verão deve ser mais agradável ainda. As conversas decorrem no "tanque", ao ar livre.
Apareceram estudantes de Comunicação, outros interessados (até já formados), e ainda, para meu grande contentamento, o Nídio Amado, um daqueles a que eu chamo da "Irmandade do éter" , da RUM, que eu não conhecia pessoalmente. Quase no final falou um senhor que eu também só conhecia de nome : Belo Marques. Um sonoplasta famoso da época em que entrei para a RDP. Só surpresas e simpatia.

O Ivan (do blog Music-in-a-box) fez as honras da casa.
A Sónia é estudante de Comunicação Social e parecidíssima com a minha ex-colega de trabalho, Madalena Balsa (RDP).

Noutro post vou disponibilizar registos em imagem do que aconteceu, bem como algumas questões que se levantaram e me pareceram interessantes.

Obrigado VELHA !
Amanhã na Velha-a-Branca (Braga), vou estar numa Conversa no Tanque (!). Sem água, espero. Mas, a propósito, porque é que um disco registado com um gravador de 8 pistas em 1966, mudou ideias sobre a música popular ? PET SOUNDS ... e também mais alguma coisa sobre a Íntima Fracção !


LOST AND FOUND

Neste sábado, no TAGV em Coimbra, 21.30, INDIE FOLK TAGV

Ola Podrida vêm de NewYork. Magic Arm de Manchester.

Dois vídeos.
Dois "Lost and found".
Em cima,OLA PODRIDA (2007)com as aventuras da utilização da chroma em vídeo.
Em baixo, KINKS (1987), com a estética MTV para longas horas de vídeo-clips. Quando a música que passava na rádio era outra.





Como ando a receber mails a perguntar se a IF vai para onde o VA foi, eu confirmo apenas a irmandade (vejam as minhas afinidades aqui em baixo). E então não resisti a pilhar-lhe um vídeo de um post dele. Sintonia ...


Pedro Esteves

Francisco Mateus
Hugo Pinto
Nídio Amado
Ricardo Mariano
Zito C.




But long as there are stars above you
You never need to doubt it
I'll make you so sure about it

God only knows what I'd be without you
(God only knows - Pet Sounds - Beach Boys)


Uma antecipação da conversa de dia 14, em Braga, na VELHA-A-BRANCA.

Is There Anyone Else Outside
Aughra / Mosh Patrol
Gosto verdadeiramente deste disco. Já por aí anda desde há um ano e nunca o utilizei nem falei dele. Uma injustiça, muito mais do que uma distração. Como poderia ser ? Uma imensa poesia melancólica que persiste mesmo tapada pelos resíduos das máquinas. Uma questão de coração contra o pragmatismo (quando, aliados, afinal até funcionam).
É uma espécie de passado ouvido através de filtros sujos de electrónica. Há crianças lá atrás. Momentos de grande tristeza que se cristalizam num olhar fixo sobre uma qualquer superfície. Mas também auroras boreais que se levantam no meio de escuros céus.
São de San Marcos, Texas, USA, e não se sabe muito sobre eles.
Numa primeira audição vão gostar de "I love you, please come back" e de "Paper airplanes", mas acaba-se por descobrir muito mais.


Na próxima 5ªf, dia 14, à noite, estarei no estaleiro cultural VELHA-A-BRANCA, em Braga, para conversar sobre um disco ou um livro. Amanhã direi qual o objecto escolhido. A VELHA-A-BRANCA fica no centro histórico de Braga, no local que aqui se indica (e que eu não conheço ainda). "A Velha-a-Branca é uma cooperativa sem fins lucrativos [ ... ]. Abriu portas em Outubro de 2004 com o objectivo de promover a criação e a divulgação artística e cultura. Todos os dias é possível assistir às mais variadas actividades (conversas, lançamentos de livros, sessões de poesia, concertos, semanas temáticas, etc), visitar exposições (fotografia, pintura, escultura, etc) e frequentar cursos na área cultural ou do ambiente. A Velha ocupa um edifício do séc. XVIII, dispondo de várias salas e uma cafetaria de apoio. A estreita fachada esconde um extenso e surpreendente jardim em patamares que termina num miradouro com uma interessante vista sobre a cidade." (no site da VELHA)

Não sou, evidentemente, o dono da casa. Nem sequer "da casa", mas penso que posso convidar todos os apreciadores da IF, pois ela também passará pela conversa.

ab 003

Covers:
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Neil Hannon & Yann Tiersen Life on Mars Hunky Dory (1971)
M. Ward Let´s Dance Let's Dance (1983)
The Sea and Cake Sound An Vision Low (1977)
Culture Club Starman The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars (1972)
Black Box Recorder Rock 'N' Roll Suicide The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars (1972)
Ian McCulloch The Prettiest Star The Prettiest Star 7" Single (1970)
The Cure Young Americans Young Americans (1975)
Swell Golden Years Station To Station (1976)
Rickie Lee Jones Rebel rebel Diamond Dogs (1974)
Tori Amos After All The Man Who Sold The World (1971)
The Langley Schools Music Project Space Oddity Space Oddity (1969)






"The backing arrangement is astounding. Coupled with the earnest if lugubrious vocal performance you have a piece of art that I couldn't have conceived of, even with half of Colombia's finest export products in.me." --David.Bowie (on the Langley students' rendition of "Space.Oddity")



O que faz aqui um vídeo destes num dia de Carnaval ?
Uma ideia simples, mas directa como golpe de pugilista.

Ministry of Social Affaires
( uma mensagem que se pode alargar a tanta coisa )


Passou pela IF.
"Fake Empire" - The National

É o refrão que me atrai (também melodicamente):
we’re half-awake in a fake empire
we’re half-awake in a fake empire

Desculpem-me estes posts tão sucintos. Mas ... alguém entenderá o seu signficado ?


There she goes my daytime girl.
Spreading her wings like a high flying eagle.
All the people will stare as she falls to the ground.
Nesta viagem que faço, devia parar em hóteis e sentar-me melancolicamente num bar onde ao fundo, sem que eu lhe consiga distinguir bem a cara, um teclista toca qualquer coisa que me diz "já não é aqui que devias estar". E as memórias distraem-me e atrasam-me.
A memória e as expectativas. Desde que compreendi que a vida está entre as duas, tudo se tornou muito mais difícil.


... a caminho.



DAYS

Original dos Kinks há 40 anos, esta é uma das grandes canções pop do século XX. Aqui por Ray Davies ao vivo, já neste século, numa autêntica celebração religiosa.
Uma canção agradecimento sobre a ausência : "they're still with us, they just don't want to be here!".


HEADLIGHTS

E, mesmo assim (quero dizer, mesmo com todos os males do mundo, ou talvez por eles), ainda existe gente que persiste em fazer música ensolarada (tão fácil como um dia de sol ...) que nos faz acreditar que Peter Pan está vivo !

HEADLIGHTS

São de um local de nome improvável - Champaign, Illinois.
A musiquinha chama-se Cherry Tulips.
Encontrar as frases certas num mundo de informação que transborda, é um desperdício.

E, no entanto, sinto que continua a ser possível dizer não o que nunca foi dito, mas como nunca foi dito. Tentar dizer o indizível é que não. Para isso devo convocar as imagens e muito mais ainda os sons.

E então há um sobressalto, quando o silêncio me dá a exacta dimensão do vazio e eu persisto em acreditar que há velhos sons gravados nas superfícies mais improváveis.

E ao longe, nem o mar nem o avião que cruzava o céu nocturno. Apenas um cão. Um longínquo e quase sumido cão.

E é sábado e isso não tem significado nenhum.


Descobri a música no blog Milimagens.
Não fazia era a mínima ideia que iria encontrar um vídeo tão simples e criativo.
Tem mais de um milhão de visionamentos no YouTube (um consenso, já se vê) e é algo de muito bom para um princípio de fim-de-semana. Easy listening ... and viewing !

Kate Melua - Nine Million Bicycles
O que foi isto ?


Foi aqui que Jens Lekman foi buscar "A little lost".
ARTHUR RUSSELL.
Para ouvir lá em cima.


Começa amanhã. Muita coisa para ver e ouvir. Também através da internet.



Com a futura mudança de casa do blog da IF, talvez me apeteça alterar os conteúdos, que a forma é certa. Por enquanto partilho a ideia de voltar a comprar o JL e de estar muito curioso com a chegada para breve do Courrier Internacional transformado em revista. Parece ser um objecto apetecível.


Recomendável. Uma aventura com mp3 nos ouvidos.

O Áudio-Walk "Chambres, Rooms, Zimmers" estreou a 7 de Janeiro. Um percurso teatral pela cidade de Coimbra. Pode ir buscar o seu MP3 à Galeria Santa Clara. De 7 de Janeiro a 9 de Fevereiro. De Segunda a Sábado das 14h às 18h. Direcção Artística: Ricardo Correia. Produção: Rio Contigo e Casa da Esquina. Reservas:963421452

Ideias, livros, imagens que contaminam este projecto:
1- Rua de sentido único de Walter Benjamin
2- As cidades Invisíveis de Italo Calvino
3- As asas do desejo de Win Wenders
4- A taxa média de alcoolemia dos estudantes de Coimbra
5- Os sem-abrigo
6- Lisbon story de Wim Wenders
7- Playtime de Jacques Tati
8- A luta de 69
9- O direito à habitação e à cidade
10- Relatos de más experiências na procura de quarto em Coimbra
11- A Biblioteca de Babel de Jorge Luís Borges
12- Anúncios de aluguer de quarto nos jornais
13- Grafittis na cidade

... e ... e ...


Inesperadamente, encontro, fora do contexto, a introdução de uma das favoritas da IF.
Quem descobre ? O primeiro recebe um pin da nova série IF ...
"Quando termina o passado ? Nunca. E nunca se sabe quando nos pesa ou nos eleva."
Eu disse isto. E já não me lembrava.
Lamentável.
Lamentável, porque é precisamente isto que quero dizer.
No blog Coriscos, em votos para o ano de 2008, dizem que gostavam de me ver regressar à TSF, ou a outra estação qualquer com a Íntima Fracção. Eu fico desvanecido (é o termo ?) com o facto de continuarem a lembrar-se da IF ( ... e de mim). A IF até passou em 2007 seis meses pelo regressado Rádio Clube, mas parece que também ali não há lugar para estas intimidades radiofónicas. Actualmente, não sei onde haverá.

A Íntima Fracção passará a ser distribuída em podcast através da versão online do jornal EXPRESSO.
Dylan já tinha avisado há mais de 40 anos : " The times they are a-changin' " ...
Jens Lekman, em Novembro passado, a reinventar "You can call me Al", de Paul Simon. Música, segundo ele, do tempo da sua inocência.
Lekman, dizem, vem ao Porto à Casa da Música.

Quando a dor no peito me oprime, corre o ombro, o braço esquerdo, surge nas costas, tumifica a carótida e dá-lhe um calor que não gosto; quando a respiração se acelera em busca duma lufada que a renasça, o medo da morte afinal se escancara (medo-mor, tamanha injustiça, torpeza infinita), aperto a mão da Irene, a sua mão débil e branca. Quero acordá-la. E digo : «não me deixes morrer, não deixes...» Penso para comigo, repito para me convencer: «esta pequena mão, âncora de carne em vida, estas amarras suas veias artérias palpitantes, este peso dum corpo e este calor, não me deixarão partir ainda...» E aperto-lhe a mão com força, e acabo às vezes por adormecer assim, quase confiante, agarrado à sua vida. Ah, são as mulheres que nos prendem à terra, a velha terra-mãe, eu sei, eu sei ! São elas que nos salvam do silêncio implacável, do esquecimento definitivo, elas que nos transportam ao futuro, à imortalidade na espécie (nem teremos outra) pelo fruto bendito do seu ventre (eu sei, eu sei...)

Luís Pacheco
("Comunidade", Contraponto, 1964)




Morreu Luís Pacheco.
Não encontro palavras para evitar lamechices que ele detestava.
Esteve internado há muitos anos nos HUC onde o Aníbal Sales, meu companheiro de realização das primeiras aventuras cinematográficas, o conheceu. Conheci um outro Luís Pacheco através do Sales que, também ali internado, me deu uma outra imagem do escritor. Foi há mais de 30 anos e a diferença de idades entre o Sales e o Pacheco era maior do que o tempo que entretanto passou. De qualquer forma o Sales até já partiu há 4 anos sem me dizer nada. Devo-lhe, também, um outro saber sobre o Luís Pacheco.
Uma das mais belas canções do século XX - Song to the siren.
Foi recuperada em 1984 pelo projecto "This Mortal Coil", mas originalmente é de Tim Buckley, que a incluiu no disco Starsailor (1970). O disco não teve quase vendas e poucos lhe deram atenção. A 25 de Março de 1968, Tim Buckley tinha (inesperadamente) encerrado o programa televisivo dos Monkees, cantando a solo "Song to the siren".
Uma canção de desencanto que, para mim, me lembra a brisa sobre as dunas, de frente para o mar, de onde nunca saiu a sereia perdida.



Primeiro entusiasmo em 2008.
A dupla Beach House (de Baltimore, Maryland, USA), publica no final de Fevereiro o segundo disco : Devotion. Teclados etéreos, vozes distantes, um q.b. de melancolia e sonho. Mas ... algo novo construído sobre boas memórias (Mazzy Star, Galaxie 500, Slowdive, o orgão dos Suicide, Martin Rev, ventos vagamente soprados dos finais dos 50's, ...). Já passa na IF. Ah ! ... E passará !
Das várias mensagens de ouvintes da IF, escolho agora esta para abrir o ano de 2008.
Surpreendente. Emocionou-me.
Veio de José, da cidade Punta Arenas, na Patagónia chilena, bem no sul do continente americano, junto ao estreito de Magalhães.

Francisco, muchas gracias por tu música, es de lo mejor que estoy escuchando. Por estos lados, caminar en la Patagonia del sur chileno, donde la lluvia, el viento y el sol se mezclan, escuchar tu música es una gran completo. [...]

[...] una pocas fotos, del sendero por el cual siempre camino, no importa la estación del año. Tu musica se relaciona con esta zona muy austral, los vientos son fuertes, la lluvia a veces golpea y duele la cara, en fin la paz la encuentras por estas tierras. [...] .Nuevamente un saludo y muchas gracias por compartir tu música.







E fico a imaginar a IF, transportada pelo José, que percorre aquele sendero no outro lado da Terra.
Isto é óbvio, mas difícil.
Escreveu Robert Bresson :

"O real em bruto não resulta por si mesmo no verdadeiro."

AB 002

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