A candy-colored clown they call the sandman

Tiptoes to my room every night

Just to sprinkle stardust and to whisper

"Go to sleep. Everything is all right."



I close my eyes, Then I drift away

Into the magic night. I softly say

A silent prayer Like dreamers do.

Then I fall asleep to dream My dreams of you.



In dreams I walk with you. In dreams I talk to you.

In dreams you're mine. All of the time we're together

In dreams, In dreams.



But just before the dawn, I awake and find you gone.

I can't help it, I can't help it, if I cry.

I remember that you said goodbye.



Roy Orbison
Memórias do calor 2.







Pareceram-me as flores do jardim tranquilo da família de Jeffrey, em Blue Velvet, de David Lynch. Falta a cerca branca, as cigarras e Bobby Vinton a cantar de fundo. A banda sonora é célebre, cheia de revivalismos de bom gosto.

A capa do disco é esta. Por lá se entra para a listagem das músicas.







Memórias do calor 1.







Fim de uma tarde de Verão. Podia ser capa de uma colectânea de músicas para a estação. Músicas muito bem seleccionadas. A Janela Indiscreta está com o projecto.
Memórias do calor.







Ar condicionado. Restaurante " O Penedo " ( Pedrogão Grande ). Já aqui falado e gabado. Pelos vistos, está na rota de outros bloguistas. Também eu digo que não há no país inteiro um "tiramissu" como aquele ! Aliás, nada no Penedo é mal confeccionado. Tudo é equilibradamente cozinhado e ninguém sai de lá com "estômagos pesados". Esta cozinha seria de "referência" em qualquer cidade do litoral. Sobriedade e muito bom gosto. Nada de estravagâncias. Enfim, tudo muito bem cozinhado. O sr. Pedro Silva é o gerente e está a maior parte das vezes na sala. A sua esposa, D. Isabel, chefia a cozinha, mas vem à sala e não raro fala com os clientes. Tudo muito calmo e acolhedor.




Estudantes de Comunicação Social. O último calor da Primavera.

O ar condicionado está avariado. Para lá do " também não é bem assim ... ", continua o " não há dinheiro ! ".

E falta ainda o " gasta-se tanto mal gasto ... ". Trilogia completa.
Upon Seeing a Tree on a New York Street Corner



An artist will try to capture its shape and copy it in his brain

A naturalist will examine the birds, insects and fungi that symbiotically live with it

A scholar of evolution will collect its DNA and find its place on the genealogical tree

A mathematician will attempt to solve the algorithm of the division of branches versus leaves and write down the formula

A clergyman will look to see God's design and grace in the tree

A shaman will try to feel the tree's vibrations and will see their correspondence with the universe

A pharmacologist will work to extract the antibacterial chemicals from the tree

An ecologist will measure the tree's nitrogen and carbon dioxide fixation capacity



Rather than thinking about all these things, I simply gaze at the tree in admiration



© 2001 Ryuichi Sakamoto








Alguém conseguirá convencer Sakamoto a fazer um intervalo na ( belíssima ... ) música de Tom Jobim, para tocar " Merry Christmas Mr. Lawrence " ? No mistério da noite do Jardim da Sereia, em Coimbra, as folhas das árvores ficariam em contemplativa espera.

O concerto vai ter, quase de certeza, " Desafinado ", " Insensatez " e " Chega de Saudade ". São temas do album que Sakamoto + Morelenbaüm 2 vêm promover. Mas se por um instante, irrepetível, o piano se ergue-se sozinho e Sakamoto planasse pelo tema principal de " Merry Christmas Mr. Lawrence ", a noite transformar-se-ia na magia de um António Carlos Jobim a tocar nos Jerónimos em " noite de plenilúnio ".







Summertime ... and the living was easy

fish was jumpin'

and the cotton was high

your daddy was rich and your mama was good looking

so hush little baby hush ... don't you cry ?
ÍNTIMA FRACÇÃO

21 / 22 de Junho de 2003



# Harold Budd : The room ( Fila Brazilla mix )

# Tindersticks : Until the morning

# Tindersticks : Camions

# Múm : Finally we are no one

# Montgolfier Brothers : Even if my mind can't tell you

# S. Sakamoto com Morelenbaüm : As praias desertas

# Yo la tengo : How to make a baby elephant float

# Koop : Waltz for koop

# Carla Bruni : Tout le monde

música suplementar # The Bad Plus : Dear Prudence



# Tosca : La vendeuse de chaussures de femmes

# Goldfrapp : Forever

# Labradford : David

# Lambchop : The new cobweb summer

# Jonathan King : Everyone's gone to the moon

# Sam Prekop : Don't bother

# Coastal : Cinder



créditos finais sobre # KD Lang : Summerfling

música suplementar # Tokyo Ska Paradise Orchestra : Summertime



textos



" Ao reencontro com o humano. Ao reencontro da natureza não condicionada. Ao reencontro da paz sem dever. Ao reencontro do nome próprio."

" A aurora nada me diz, sou anterior a ela. Eu já era na noite imutável que a engendra. A aurora é a referência dos que cultuam o parcelar. Nem mesmo as estrelas, as torrentes galácticas me explicam. Sou mais sereno que todo o entusiasmo. Sou mais certo que todas as visões. "

" Caminho do visível para o invisível. Quando o que era invisível se torna visível, caminho para o núcleo intocável, invulnerável às imagens. O centro não fala, o absoluto não tem voz. Toda a revelação é falsa, sou eu quem contrói o percurso, sou eu quem edifica o conhecível. Não há outro. Tenho os pés sobre o que exteriormente é nada e em-si é tudo. Estabeleço uma forma inaugural, uma primeira pedra. Construo-me ineditamente na zona vazia. " Johan Wiborg
" Ao reencontro com o humano. Ao reencontro da natureza não condicionada. Ao reencontro da paz sem dever. Ao reencontro do nome próprio." Johan Wiborg - 1991.

Texto a caminho da IF.
Para começar bem o Verão sugiro "Summertime", pela Tokyo Ska Paradise Orchestra. É uma versão ao vivo ( e perfeitamente delirante ...), editada em 1991. Passará na IF, na próxima emissão, como música suplementar de acertos no final do programa, se for necessário.







Descobri este "Summertime" o ano passado, quando pesquisei por tudo quanto era lado versões de "Summertime". Realizei uma IF só com versões deste clássico.

As capas em cima são do disco de 91 ( o tal que contém o Summertime ) e do mais recente, que saiu há duas semanas. O link para o site não é descabido, porque tem versão em inglês.
Já sabem disto ?

Ora leiam : " «Mão de Ouro» é a nova aposta da TVI para as noites de sexta-feira, divulgou na passado quinta-feira a estação de Queluz de Baixo. O programa, que será apresentado por Pedro Miguel Ramos, José Carlos Araújo e Paula Castelar, estreia no próximo dia 27, pelas 21h30. A mecânica do concurso, que pode decorrer durante um, dois, três, quatro ou cinco dias, é simples: 20 concorrentes vão disputar um jipe. Vence o último que conseguir manter uma mão em contacto com o veículo de todo-o-terreno. Nove elementos do júri, assim como uma equipa de profissionais de saúde, irão avaliar e acompanhar a prestação dos concorrentes. " in Meios&Publicidade



Deve ser um contributo para a tão falada competitividade !

Lembrei-me do filme " Os cavalos também se abatem " de Sidney Pollack. Vi-o há largos anos no velho Império. Quando saí, não sabia se me faria bem andar ou se estava tão cansado que o melhor era ir de táxi para casa. Foi isso que fiz.

Na verdade, estamos muito pouco longe do Coliseu de Roma !







Há informação na internet sobre Vitorino. Agradeço à Aurora, ao Carlos, ao José e ao Sílvio a informação enviada. O site parecia um link quebrado, mas com alguma paciência lá entrei. Não percam. A série de fotos é inesperada. Façam o favor... é por aqui.
ÍNTIMA FRACÇÃO



14 / 15 de Junho de 2003



# Cat Power : I found a reason

# Melanie Safka : California dreaming

# Carla Bruni : La noyée

# Air + Françoise Hardy : Jeanne

# Keren Ann : On est loin

# Electric Light Orchestra : Can't get it out of my head

# American Music Club : The confidential agent

# Jimmy Hendrix : The wind cries Mary

# My Bloody Valentine : We have all the time in the world

# Tara Jane O'neill : Another sunday



# [smog] : Feather by feather

# [smog] : Let's move to the country

# Cowboy Junkies : Blue Moon

# The Softies : My empty arms

# Emilie Simon + Tim Keegan : Femme Fatale

# Vincet Delerm : Fanny Ardant et moi

# Marianne Faithful : As tears go by

# Costeau : To know her

# Thomas Newman : Dead Already



créditos sobre # Astrud Gilberto : Quiet nights

música suplementar # Brad Meldhau : Dear Prudence



textos



" Como se todas as esperanças, há muito esquecidas, não se tivessem concretizado e fossem, agora, de novo possíveis." (F.A.)

" No meio da noite, uma inesperada gaivota branca, de luz própria, risca o escuro. " (F.A.)

" Quanto mais fundo se mergulha, mais pessoal e única se torna a vida do mergulhador." ( Bresson)

" É preciso que os ruídos se tornem música. Há que ter a certeza de que se esgotou tudo o que se comunica pela imobilidade e pelo silêncio. " (Bresson)

" O ouvido vai muito mais para dentro, o olhar para fora. " (Bresson)

" Duas pessoas que se olham nos olhos não vêem os seus olhos, mas os seus olhares. Será por essa razão que nos enganamos sobre as cores dos olhos ? " (Bresson)

" Pretendem encontrar a solução onde tudo não é mais do que enigma. " (Pascal)

" Às vezes, acontece-nos ver pela primeira vez (duração de um relâmpago), um cão, um carro, uma casa. Tudo o que neles há de especial, de louco, de ridículo, de belo, deixa-nos estarrecidos. Mas logo a seguir, o hábito funciona como a mais demolidora das borrachas de apagar. Afagamos o cão, mandamos parar o carro, habitamos a casa : deixámos de os ver. " (Cocteau)





Evidemment ... Fanny Ardant.

Viveu no Mónaco até aos 17 anos. Filha de oficial de cavalaria. Dava-se com a família real, ainda no tempo de Grace Kelly. Só começou a filmar aos trinta e casou com Truffaut. Na web, há um site que recebe assim os visitantes : " Bienvenue dans le monde obscur de Fanny Ardant. ". É esta Fanny que Vicent Delerm canta em " Fanny Ardant et moi ". Vai regressar à IF, não tarda muito.
Não é por a IF ser feita com muito pouca música portuguesa, que eu não me interesso por ela. ENORME engano.

Quem viu na 5ª à noite o Jornal 2 da RTP ? Aconteceu um dos mais belos momentos da televisão portuguesa recente.

Vitorino (Salomé), no estúdio, sentado em frente de Fátima Campos Ferreira, cantou, inteira, "a capella", uma das mais belas músicas portuguesas : A Queda do Império. A realização ( aplauso ), deu-lhe um pouco de cor, com um ligeiro eco que ajudou a transformar aquele momento numa paragem, numa suspensão da própria respiração. Pararam as notícias que nada adiantavam para a nossa felicidade e Vitorino colocou os espectadores num território sem tempo, mas que é de certeza ... Portugal. Portugal, e não "o" Portugal de cada um.

Mas se eu quisesse fazer uma IF com música portuguesa, escolhendo os discos, ou tinha que os comprar ou pedi-los emprestados. Primeiro resolvam esta questão, que tem a ver com as editoras discográficas. Depois, falem em % de música portuguesa nas rádios !

Ah ! " A Queda do Império ", originalmente está no álbum de 1983 " Flor de la mar ". E já agora : alguém me indica uma página na Web sobre Vitorino ?



ÍNTIMA FRACÇÃO

7 / 8 de Junho de 2003



# Natacha Atlas com David Arnold : You only live twice

# David Arnold : We have all the time in the world

# Labradford : Up to pizmo

# Lambchop : Flick

# Lucky Pierre : Like a motherless child

# Kruder e Dorfmeister : Boogie Woogie

# The Bad plus : Flim

# Kraftwerk : Europe endless



# American Music Club : The confidential agent

# Karen Ann : La tentation

# Karen Ann : La disparation

# Carla Bruni : Quelqu'un m'a dit

# Bright Eyes : Something vague

# Azure Ray : Sleep

# Ryuichi Sakamoto : Merry Christmas Mr. Lawrence

# R. Sakamoto com David Sylvian : Forbidden Colours

# Donna Regina : Whem i was younger



créditos sobre # Françoise Hardy : On se quitte toujours

música suplementar # Dakota Suite : A view of the sea



textos



" Os acontecimentos mais ricos chegam-nos muito antes da alma os aperceber. E, quando começamos a abrir os olhos ao visível, já há muito aderíramos ao invisível." ( d'Annunzio )



" A imaginação não é, como o sugere a etimologia, a faculdade de formar imagens, de realidade. É a faculdade de formar imagens que ultrapassam a realidade, que cantam a realidade. É uma faculdade de supre-humanidade." ( Gaston Bachelard )



" A Íntima Fracção, para mim, é um modo de vida. Fiz rádio na 'falecida' XFM e considero a IF o único elo decente que ainda sobrevive neste país (sim, com letra pequena). Para os fãs da IF, fica o convite para aparecerem no bar 'Animatogarfo', no Adamastor, em Lisboa, ao sábado à noite. Eu sei que é exactamente durante a transmissão da IF, por isso peço desculpa ao Francisco pelo 'roubo' da 'clientela'. A propósito, para quando o domingo à noite?



MrDeltaSun ".




Quando se encontra um post destes no fórum criado por ouvintes da IF, o que é que se diz ?

Por favor levem rádio com phones ... não me deixem sozinho !

Quanto ao regresso ao domingo à noite, já não sei o que dizer. Entrem na TSF por aqui e deixem o vosso pedido. Eu já estou completamente rendido !
" ... é que ninguém presta a devida atenção ao facto, parece que abstruso, de que os outros são almas também." ( Fernando Pessoa ).

Para quem está fora de Lisboa, uma visita ao site da Casa Fernando Pessoa, lança a vontade de lá ir.



Há anos que não entro num estádio, mas mais facilmente lá voltarei para ver um jogo de futebol do que para ver um concerto de música. Se ainda me pudesse pôr dentro de uma máquina do tempo que me levasse ao Shea Stadium para ver os Beatles ... Uma vez caí na asneira de ir ver/ouvir a Nara Leão a uma praça de touros ! Quando o Ray Charles foi ao Campo Pequeno, tive imensa pena, mas não fui. Como também não fui ver o Sinatra às Antas. No entanto, fui aos Jerónimos ouvir o Tom Jobim. Tive bilhetes para uma data de estádios para ouvir uma data de músicos e bandas. Nunca fui. Grandes festivais de poeira a cheirar a Woodstock fora da validade, com alguma tecnologia à mistura e desportos radicais, também " não, obrigado ! " Os Coliseus e outras salas ( sobretudo outras salas ) estão bem, agora estádios ... nem com binóculos.

Anunciam-se uma série de coisas sofisticadas para o Sudoeste. Tenham dó. João Gilberto vem cantar aos Coliseus e mesmo assim acho o espaço muito grande.

De volta aos estádios. Em cidades onde não há salas de espectáculos em condições, os estádios para o "Euro-2004" são uma aberração. Mas ... é possível que entre de novo em algum para ver a Académica. O que se há-de fazer ? Há dragões, há leões, há águias, ... . Acredito pouco no futebol, mas a Académica era a carta fora do baralho que só vinha baralhar as contas aos outros. Sempre achei isso fascinante. Sei que já não é assim, que está tudo muito nivelado pelo "empresário labrosca emergente ". Talvez a Académica invente um espaço para a criatividade e para a classe no futebol. Não se trata da "classe" hoje vulgarizada. Trata-se de uma outra forma de se ser jogador de futebol. A Académica já os teve. Poderá inventar outros ?

ÍNTIMA FRACÇÃO

31 Maio / 1 de Junho de 2003



# Four Tet : First Thing

# Departure Lounge : Equestrian Skydiving

# Smog : Truth Serum

# Four Tet : Unspoken

# Dionne Warwick : Goin' out of my head

# Tindersticks : For those

# Vincent Delerm : Fanny Ardant et moi

# Micatone : Traces



# " You only twice - IF mix " ( inclui : Björk , John Barry, Trash Can Sinatras, Nancy Sinatra, Waldeck, Móa, Soft Cell, Coldplay, extractos da banda sonora do filme, diálogos do filme e spot-promo. Ainda " You only live twice, Mr.Bond " por John Zorn ".



Textos



" Passo tempos, passo silêncios, mundos sem forma passam por mim. " ( Fernando Pessoa )

" De repente, como se um destino médico/cirúrgico/mágico me houvesse operado de uma cegueira antiga com grandes resultados súbitos, ergo a cabeça da minha vida anónima, para o conhecimento claro de como existo. E vejo que tudo quanto tenho feito, tudo quanto tenho pensado, tudo quanto tenho sido, é uma espécie de engano e de loucura. Maravilho-me do que consegui não ver. Estranho quanto fui e que vejo que afinal não sou. " ( Fernando Pessoa )