A próxima IF abre com "To know her", dos Cousteau.

Para quem estiver muito interessado no tema, não vale a pena procurar no CD que por aí se encontra (mal ...). Só está como bónus na edição japonesa. E também num single editado no Reino Unido.

Recomendo também a audição, na IF, de duas músicas/colagens/canções, não sei o que lhes hei de chamar, do norueguês Kaada. Pegou em sons dos anos 40, 50, 60 e 70, do século passado, e recompõe para a sonoridade de hoje, as ilusões desse passado.



Uma volta pela blogosfera portuguesa deixou-me com duas certezas:

1ª - nunca farei neste o que vi em muitos;

2ª - e sim, também eu tenho saudades do chocolate " Coma-com-pão" ...




Foi com este navegador que nos primeiros tempos viajava pela rede.

A América Online despediu toda a equipa. É o fim do Netscape !

Pelo menos uma palavra de agradecimento. Inútil, sim. Mas sentida.







Lancei-me no roubo mais descarado de uma imagem de blog alheio.

A intenção é boa. Clicando na imagem, salta-se para o blog onde ela está em tamanho real ( post : Inverno no Verão ). E vê-se o nosso estado de alma num Verão que os " meteorologistas não comentam ". É mesmo verdade que as temperaturas máximas, numa parte do País, estão a baixo dos 20º e as mínimas não chegam aos 10º. Que importância tem isto ? Muita. ( Alô Carlos Amaral Dias ! uma ajuda para explicar os estragos )

Eu bem que passei, como suporte dos créditos finais da passada IF, o tema da "Pippi". O Verão está melhor na Suécia ...

Há alguém para um banho em frente a Estocolmo ?



Blog da IF três dias parado. Em espanto. Julho ?

Serão também estas temperaturas normais para a época ?

Embora noutro contexto, tinha razão quando rescrevi, há uns posts atrás, a letra de "Summertime".

... Summertime and the living was easy ...
ÍNTIMA FRACÇÃO

12 / 13 de Julho de 2003



# Brokeback : Everywhere down here

# Lou Reed : Walk on the wild side

# Teenage Fanclub : Who loves the sun

# Velvet Underground : Sunday Morning

# Carla Bruni : La noyée

# Ogurusu Norihide : # 5

# Múm : Random Summer

# Saint Etiénne : Language lab

# Beth Gibbons e Rustin' Man : May you never

# This Mortal Coil : I want to live

# Martin L. Gore : In my other world

# Alex Reece ( remix Kurder & Dorfmeister ) : Jazz master



# Lou Reed : Perfect day ( never ending IF mix )

# Americam Music Club : The condidential agent

# Sam Prekop : Don't bother

# Giant Sand : Astonished

# Keren Ann : On est loin



créditos finais sobre # Tema da série TV " Pippi das meias altas "

música suplementar # String Cheese Incident : Take five



Textos



" Partir. Em direcção a um improvável futuro. Um futuro não de trevas, mas de caminhos novos por onde se passa com a confortável sensação de serem conhecidos. "

" Regressam os pássaros. Riscando o azul transparente do fim da tarde. Uma leve brisa. Sons lá fora, ao fundo. E um grito que só sai do coração e os ouvidos não escutam. "

" Sons que andam para a frente e para trás e não encontram saída. A rádio é o último refúgio. "

" Quando o vento sopra memórias, volta-se a cara para as estrelas e espera-se que a mais brilhante se levante. "

" No meio da noite a música não nos pode salvar de nada, a não ser do silêncio e do nevoeiro que ensombra o coração. Mas por quê ter medo ? Não é o escuro. São apenas os olhos que estão tapados. " ( F. A.)



You're going to reap just what you sow

You're going to reap just what you sow

You're going to reap just what you sow

You're going to reap just what you sow




Este é o final da letra de Perfect Day, de Lou Reed.

O entusiasmo começou com o concerto que terminou assim.

Por outro lado, faz-me lembrar um grupo de gente muito nova que vi trabalhar ( e bem ! ) para um futuro nas profissões da Comunicação. O refrão final quer dizer ( não percam tempo ... ) : "Vais colher aquilo que semeaste". E se eles não colhem ? A poluição na Comunicação Social portuguesa é tanta, que é necessário começar a incinerar e a dar bandeiras azuis. Porque há gente que sonha trabalhar, bem, nesta área e que dispensa completamente os spots-lights.

Embalado por este estado de espírito, lancei-me na aventura de fazer uma remontagem do tema, sem o alterar na sua alma. Para mim, sempre que ouvia o Perfect Day, apetecia-me que ele nunca mais acabasse. Foi essa a origem da ideia para a remistura. Chamei-lhe ( pomposamente, aceito ) : Perfect Day ( never ending IF mix ). Para ouvir na emissão deste sábado à noite da IF, na TSF.







Este disco é de 1972.

Há uma edição recente que inclui uma versão acústica de Perfect Day.
Está na Net. Chama-se " Cool Music Net Radio " e não esconde o registo "IFniano" que a move.

Estou contente. Pode entrar-se por aqui .



Diz assim um post do CoolMusic :

" À falta de panen,nada melhor do que um pouco de circenses. Adicionei de novo uma rádio

online,graças ao serviço gratuito do Cotonete.Estão lá algumas das minhas músicas

favoritas,tudo num formato algo IFniano,embora as limitações do serviço não permitam

grandes controlos sobre a periodicidade das faixas,isto sem falar da publicidade e das

faixas "parasita".De qualquer maneira,espero que gostem:o link está na secção Goodies
. "



Veja-se o alinhamento.

Quem disse que os pais não gostam dos filhos ?
Numa das noites com Lou Reed na Sereia, confesso que rondei o Jogo da Pela. Quando achei que afinal valia a pena ( o homem ainda não está a cair com tanta "Heroin" e, agora, "Ecstasy" ), já era tarde. Esgotado ! Vai vê-lo ao Mónaco.

Por motivos profissionais até já vi ( ouvi ) umas imagens do concerto. Aquele final com "Perfect day" ... ! Daí até me meter numa remontagem do tema ... Enfim, apetece que aquilo não acabe mais. Vamos lá ouvir o que sai.




A IF não tem uma relação estável com o jazz, mas há muito que com ele tem um "flirt" ( palavra arrancada ao fundo dos tempos ... agora diz-se à brasileira : tem um caso. Por acaso não gosto. Fica FLIRT. )

Como não vou ver os Múm (recuso-me) para o meio das massas de festival de Verão ( ATREVE-TE ... e BEBE ... uma bebida qualquerrrrr), falo de dois concertos com a Dave Holland Big Band. Primeiro no CCB, a 18. Depois, para os mais a norte, a 19, no Páteo das Escolas, em plena Universidade de Coimbra ( Jazz ao Centro, claro ).

Como fui ao site de Dave Holland, fui logo espreitar para ver onde ia ele depois. O trajecto das digressões fascina-me. E tenho razão. Dave actua na noite de sábado em Coimbra e no dia seguinte já está a tocar na Polónia !





Embora haja uma espécie de cerco à volta da Capital Nacional da Cultura - Coimbra 2003, vão acontecendo coisas. Aliás, não acontecem por acaso. Uma das iniciativas mais curiosas é o poema colectivo em português, no projecto " O fulgor da língua ". Rui Mendes e António Pedro Pita semearam os ventos e esperam colher todas as tempestades e ... claro, bonanças. O maior poema "em linha".







" Olhar o rio feito de tempo e água

E recordar que o tempo é outro rio,

Saber que nos perdemos como o rio

E que os rostos passam como a água."



Jorge Luís Borges "deu" muitas vezes à IF as palavras mais certas.

Agora, na Web, há um magnífico site sobre este argentino descendente de portugueses.
O " debaixo de escuta ", " debaixo de olho ", ..., enfim, o controlado à distância, tem vindo a recuperar terreno. As explicações são as mais diversas. Normalmente apoiam-se na necessidade de defender a nossa civilização. Agora dei com o estudo " The internet under surveillance " - obstáculos ao livre fluir da informação na internet. Está no site dos " Repórteres sem fronteiras " e fiquei a saber disto pelo Conversas de Café.



ÍNTIMA FRACÇÃO

5 / 6 de Julho de 2003



# Trash Can Sinatras : To sir, with love

# Yellow 6 : Tomorrow

# Yo la tengo : By the time it gets dark

# Will Oldham : Ode #1

# Anton Karas : Third man theme

# Webb Brothers : Some velvet morning

# Morcheeba : Summertime

# Vincent Gallo : A somewhere place

# Victor Malloy : Lone wolf



# Spritualized : Anything more ( instrumental )

# The Smiths : Asleep

# The Pretenders : I go to sleep ( vivo )

# Donna Regina : When i was younger

# Slowdive : Blue skied an' clear

# Labradford : David

# Arab Strap : Who named the days



créditos finais sobre # Whistling Jack Smith : I was kaiser bill's buttler

música suplementar # Spring Heel Jack : These are strings



textos



" Um tempo de misteriosos extremos. A luz esbate-se através da janela. As canções abrem caminho através do escuro. Parece que estão aqui à frente. Vêmo-las. Mas os sons há muito que estão dentro de nós. É apenas um regresso. "



" No meio da noite ... Sempre o mistério do som que viaja até longe. Como se se lançasse no espaço um objecto voador bem identificado e de lá se vissem, numa absoluta tranquilidade, as luzes dos corações distantes."



" No meio da noite ... As vozes e os rostos, às vezes já só levemente desenhados, retomam o seu lugar nos ouvidos, nos olhos, nas mãos. Poisam, brandamente, estão vivos. E por isso, partem. "



" A exacta dimensão dos sons. Em ordem. Eles agrupam-se nas imensas músicas do coração. Tudo aspira à condição da música. O silêncio das imagens espera apenas que uma música, um som, o venha buscar."



" Finalmente não somos nada.

Regressa-se pelo caminho mais curto até ao portão que continua fechado. Do lado de dentro está uma manhã clara, límpida e morna. Como nunca mais se encontra. Num tempo em que tudo era ainda possível."



" No meio da noite, o Verão levanta-se por detrás da tristeza. Um sopro, futuramente morno, passa pelo peito, repousa no coração. " ( F. A.)
Ainda a propósito de Lou Reed, em Coimbra.

O simbolo que está em todos os anúncios dos concertos, a nova marca Coimbra (depois de Cidade-Museu, Capital da Saúde, ... ), agora Cidade do Conhecimento, tem provocado polémica. Eu gosto. Mas não resisto a reproduzir o que ouvi : "Coimbra é uma Quintiles de pernas para o ar."

As imagens falam por si. Falta dizer que a Quintiles é uma empresa da Carolina do Norte (EUA).







Lou Reed. Hoje e amanhã no Jardim da Sereia, em Coimbra.

Quanto lhe devemos ? Os Velvet Underground ? Perfect day ? Walk on the wild side ? ...

Receio muito estes concertos em que vamos ver, pela primeira vez, uma figura de referência do rock, aos 61 anos. Prefiro manter a memória intocável.

São os únicos concertos de Lou Reed em Portugal. É portanto verdade que são "um exclusivo". Não é verdade que seja o início da digressão europeia. Lou passou todo o mês de Maio em digressão pela Europa. Fez Junho pelos Estados Unidos e continua agora, de novo, na Europa. Quer dizer: não tem feito outra coisa do que tocar quase todos os dias. Se a formação for a mesma que o tem acompanhado até aqui, os espectáculos não são gigantescos. Ainda bem. Mas há a voz de Antony que lhe dará um bom suporte.

O último espectáculo nos EUA foi em Seattle, a 29 de Junho (domingo passado).

No dia 24 tocou em Los Angeles, no teatro da foto aqui em baixo.

Depois vai para Espanha e encontram-no daqui a uma semana no Grimaldi Forum, em Monte Carlo.

Como será na Sereia ? "Just a perfect night ..." ?



" Em direcção ao fundo das horas ... ". ( frase habitual na IF ).

É este o fundo das horas.

Amanhece. A luz sobe, vinda da neblina.

Quando tudo é ainda possível.







Rodrigo Leão, ao vivo, na SIC-Notícias.

Óptimo !

Completamente distraído, nunca tinha dado por "Jeux d'amour". Onde se encontra ?

Encontra-se na internet no sapo.xl, mas não se consegue entrar. " Vídeo a carregar. Aguarde um momento por favor ... ".

E este tipo de programas não cabem na RTP ? Porquê ?
Não há nada, mas absolutamente nada que se possa dizer, que altere seja o que for. São as complexas combinações da voz com os sons, enfim, a música, que nos resgata os corações.
Corrijo.

Classe e talento. Duas palavras das quais, hoje, não se deve falar.