A propósito das más condições de escuta das duas últimas IF's.

Há sempre uma explicação (digital) para este tipo de erros. Está feito e detectado. Corrigida e em perfeitas condições, a IF regressa no domingo à RUC e, depois, à net na ESEC Rádio on-line.
[INTERVALO]

Sempre à espera de um sinal, de uma resposta, da intimidade de uma esperança.
Assim, encontrei "uma" resposta para as perguntas que neste momento me coloco. É apenas a última frase de um post do Luís na Natureza do Mal :
"Domingo, até os que ingénuamente comemorarem, hão-de comemorar uma derrota."
Desta vez, é inevitável : todos perderemos, porque todos ganharão.
Estamos exaustos. Olhamos, apenas.
Post com bons links.
As imagens guardam música.

Este é o magnífico Park Hyatt Tokyo, o hotel onde foi filmado "Lost in translation", de Sofia Coppola. O hotel ocupa os últimos 14 dos 52 andares da Shinjuku Park Tower.



O quarto com vista para Tóquio, onde eu gostava de me perder em translação.



A suite presidencial (com piano), onde nunca ficarei (porque não gosto de ser presidente).



O grill do hotel.



Um dos bares com vista para Tóquio.



O bar onde se encontram os perdidos in translation.



E lá no alto, a piscina, onde já nadei através da câmara subaquática utilizada por Sofia. Obrigado.




Há quem goste de whiskey, charutos, carros de luxo, alta tecnologia como gadget.
Eu gosto de hotéis. Gostaría de ser viciado, mas nem dependente sou. Lost in translation é para mim (só?), um filme de culto, porque Sofia Coppola filmou o que eu sempre desejei ter filmado: HOTÉIS.
Nós e o tempo.
Como diria Carla Bley:
Time and Us.

Restos de espuma de banho na toalha.

It's only the wind blowing litter all around
Just a little wind and the trees are falling down
There's nobody crying, that was yesterday
Inside we're all smiling, everything's okay

It's only the wind
Behaviour - Pet Shop Boys (1990)



Primeiros dias de 1991. Frios, mas de novo luminosos. Algarve. Hotel da Aldeia. Fogo de artifício lançado por crianças no jardim do lado. Traços luminosos riscando a noite. Televisão por parabólica. Música. Rádio (os empolgantes dias da TSF). Ela.
Restos de chocolate amargo no bolso.

Now maybe you're right and maybe you're wrong
But I ain't gonna argue with you no more
I've done it for too long.
It was getting so good why then, where did it go?
I can't think about it no more tell me if you know.
You were loving me, I was loving you
But now there aint nothing but regretting
nothing,
nothing but regretting everything we do.

Maybe you're right
Cat Stevens - Mona Bone Jakon (1970)



Num frio, mas luminoso sábado lisboeta de Janeiro de 1971, o Júlio regressa a Liège, via Bruxelas. Vou esperá-lo a Santa Apolónia. Pesamos a mala numa máquina de moeda. Vamos a minha casa inventar maneira de não ultrapassar os 20 Kgs. Almoço no Tatu. Voo TAP lá para as 4 e meia da tarde, uns bancos atrás de Vera Lagoa e Artur Agostinho. Naquele momento, tudo era ainda possível. Na Portela ainda quero falar do mesmo assunto. Ela. Mas ele não me quer ouvir. O passarão branco levanta em direcção à Europa, onde o Manel espera. Eu fico em terra, a caminho da Avenida de Roma e da Sinfonia e só podia comprar este disco.
IF 13/14 Fevereiro

# Microphones : I'll be in the air
# Czars : Goodbye (intro)
# Pretenders : Kid (live acoustic)
# Marianne Faithfull : Crazy love
# Gonzales : Melodika
# A Guy Called Gerald : American Cars
# A Guy Called Gerald : Millennium sanhedrin (com Ursula Rucker)
# Johny Cash : We'll meet again (extracto)
# Air : Alone in Kyoto
# The Column One / Excellent listener : Winter
# Leslie Feist : Now at last
# OMD : Statues
# Nouvelle Vague : Love will tear us apart
Vozes distantes ...
As vozes na rádio. As vozes "lá dentro". As vozes do outro lado da casa, ao fundo do vale, difusas, dispersas, junto ao mar. As vozes e os sons. A música. E, porém, as imagens. Desde o primeiro instante.



Durante algum tempo, utilizei na IF o disco (ainda em vinil) com a banda sonora do filme inglês "Distant voices, still lives" (1988), de Terence Davies. Alguém sabe se existe em CD ?
« Les esprits sont comme les parachutes. Ils ne fonctionnent que quand ils sont ouverts »
Louis Pauwels


[ INTERVALO ]



Aqui está outro projecto a que tenho dedicado grande parte do meu tempo e entusiasmo.

Vejam.







A Guy Called Gerald

To All Things What They Need







O regresso de Gerald Simpson. Desde 2000, é uma passagem regular na IF, mesmo com os discos arrumados na secção Dance/Electronica. Não tenho ainda opinião formada sobre o novo disco (com a participação de Finley Quaye e Ursula Rucker), mas a sua abertura será incluída na IF de 14 de Fevereiro.



[ INTERVALO ]







A partir de hoje, olharei só de passagem a campanha eleitoral. O que vi até agora, deixa-me à beira daquela perigosa ideia de que "são todos iguais". Não pode ser verdade. Não quero que seja. Só pode ser verdade se todos nós, eleitores, formos também todos iguais na mediocridade.







Tenho recebido queixas por não ter revelado o alinhamento do programa de 10 de Janeiro, quase todo instrumental. As mensagens são entusiásticas ( e entusiasmantes - ainda há quem ouça com a disponibilidade sugerida na frase-chave : pouco para dizer, muito para escutar, tudo para sentir.) A verdade é que perdi o alinhamento e a única forma de o reaver é ouvir, de novo, o programa e reconhecer os temas.

Sei também que o primeiro programa da época RUC não está na rede. É um problema (meu) técnico. Vou tentar resolvê-lo.

Espero que não fique muito pretensioso agradecer a todos os persistentes ouvintes. Obrigado.

Já agora (se o JPP o faz do alto do seu milhão de visitas ao Abrupto) informo que a IF tem ouvintes via net (que deixaram rasto ...), para além, claro, de Portugal, também em Espanha, Itália, Bélgica, Reino Unido, Suécia, Brasil, Venezuela, Estados Unidos ... e se alguém se sentir excluído, que diga.

Podem ouvir-se nas rádios universitárias (RUC e RUM), mas também na net, dois magníficos programas de rádio. De um deles - Vidro Azul (realizado por Ricardo Mariano) - já aqui falei (talvez não o suficiente) para garantir que é um dos melhores momentos da rádio portuguesa actual. Do outro, recente, preciso também de dizer o melhor. Percepções (realizado por Nídio Amado), é um todo que passa pela criação gráfica de uma imagem para cada emissão - todas com um título que nos prepara para a escuta. Os dois programas podem ser ouvidos também através da net, podendo mesmo ser descarregados na íntegra (Percepções, sempre. Vidro Azul, começa agora). As rádios convencionais pensam que conseguem anestesiar as audiências para sempre. Já se enganaram !























This is winter ... winter ... winter ...

Oferta aúdio para dias (e noites) de Inverno.

IF 6/7 Fevereiro



# Micatone : Belgien

# the Czars : My love

# Rogue Wave : Be kind + rewind

# Samara Lubelski : Now's morning's calling

# the Residents : And i was alone

# Money Mark : Peter Sellers sings George Gershwin

# Alpha : Keep fit

# Organ Language : Calm before calm

# the Czars : Bright black eyes

# Barry Goldberg Reunion : I think i'm gonna cry

# Claudine Longet : Love is blue

# Leslie Feist : Tout doucement

# Set fire to flames : This thing between us is a rickety

# Alpha : Your eyes have loved

# Tba : Mom error

# Beck : Everybody's got to learn sometime

# Orquestra Mantovani : Swedish rhapsody

Na próxima IF Peter Sellers sings George Gershwin. Sim. Literalmente.







" Em que momento é que se torna perigoso avançar mais ? ... A pergunta surge no momento em que achamos que já fomos longe demais." Sam Shepard



Goodbye é o mais recente CD dos britânicos Czars. Um grupo liderado por um músico formado em linguística na Alemanha e na Ucrânia. A IF já fez uso dos Czars através da sua versão para Song to the siren (que os This Mortal Coil tinham aproveitado do original de Tim Buckley) e também de Autumn, na edição de 31 de Janeiro. Goodbye é um disco na tradição da IF profunda. Para ouvir, brevemente.







Czars era também o nome de uma banda pop portuguesa dos anos 60 (de Aveiro ?). Alguém confirma ? Quem sabe alguma coisa da sua (suponho) breve história ?

A Íntima Fracção que passou na RUC na noite de 30 para 31 de Janeiro, já pode ser retirada da Net. Não faz insinuações nem promessas. Não ganha audiências, mas estou contente por isso.