Também na próxima IF.
É esta a grande música popular brasileira.
Depois da partida de António Carlos Jobim, João Gilberto permanece a referência que vai demorar 100 anos a encontrar sucessor.
Chega de Saudade é música do seu (dito) primeiro disco gravado em Julho de 1958. João já gravara em 1952, mas num registo muito diferente deste.
Nos vídeos, mostra-se, primeiro, um raro momento em que João Gilberto deixa a assistência cantar em coro e depois a prova de como quase 50 anos depois a Bossa Nova é algo que, sabemos, nunca morrerá.
Tom Jobim - Montreal (Canada) - 1986
Foi este mesmo concerto que vi nos Jerónimos, cinco anos mais tarde.
1@parte
# Sigur Rós : Intro
# Sigur Rós : Andvari
# David Pajo : Francie
# extracto de entrevista com Margueritte Duras (piano de fundo por Virginia Astley)
# Richard Jobson : The happiness of lonely
# Robert Wyatt : Raining in my heart
# Nick Cave : Far from me
# Alla Polacca : A Cláudia ...
# Slowdive : Blue skied an' clear (sobre Sengei Ono)
# extracto da mensagem de Gandhi (pelo próprio)
# Lakshmi Shankar : I am missing you
# Mono : Where i am
# Stuart Staples : Untitle
# Sengei Ono : Enishie
# Air : Alone in Kyoto
# Alpha : For the wages
2@parte
# Animal Collective : Loch Raven
# Rollerskate Skinny : All morning breaks
# The Czars : Autumn
# A Guy Called Gerald : Millenium Sanhedrin (com Ursula Rucker)
# April March : Charlatan
# David Toop and Max Eastley : Burial Rites
# King Crimson : Cadence and Cascade
# Susanna and the Magical Orchestra : Time
# Sengei Ono : I think of you
# Jane Siberry : It can't rain all the time
# Teenage Funclub : Tell me what you see
# Organ Language : Calm before calm
# Sigur Rós : Hoppipola
Rádio Clube Português -RCP - (domingo para segunda - meia noite)
Download mp3 - ESEC
Podcast - GavezDois

The Association (sunshine pop) com um dos mais belos tunes dos 60's - Never my love
No Ed Sullivan Show, em 1968, e 40 anos depois em Antioch, California.

Quem nos faz como somos.
Novo livro de J.L. Pio de Abreu (Publicações Dom Quixote, 2007).
A cada novo livro, uma espécie de revelação, quase no sentido religioso da palavra. Uma esperança de compreensão, de conhecimento.
«Por um lado são os genes que nos obrigam a fazer certas coisas para eles sobreviverem e se aperfeiçoarem no futuro. Por outro são as culturas, incluindo a linguagem, as religiões, os media e todos esses instrumentos de manipulação que também nos usam para assegurar a sua sobrevivência. E, em terceiro lugar, são as relações entre pessoas, às vezes complexas e paradoxais, mas que nos dão alguma margem de liberdade. Felizmente que as imposições biológicas entram muitas vezes em contradição com a formação cultural, se não seríamos autênticos robots! É neste conflito que nós ganhamos a liberdade. A possibilidade de sermos como somos.»

E todavia, para lá das vozes "cada vez mais confusas e indistintas", cria-se um nível a partir do qual a velhice, essa absurda "traição do tempo", deixa pura e simplesmente de existir, para tudo não ser mais que memória - uma memória sem princípio nem fim que nos faz andar, "desde sempre à procura de alguma coisa de raro e de indefinível".
Fernando Pinto do Amaral sobre o livro "Dia de Silêncio", de Tahar ben Jelloun.
in Público, a 25.9.90
À Sábado, disse : " Depois de velho fiquei a favor do capitalismo." .
Acho que o Caetano, depois de velho, só ficou velho mesmo.
A minha relação com a música brasileira é estranha.
De verdade, tenho uma admiração absoluta por António Carlos Jobim* e João Gilberto. Depois vem Astrud Gilberto.
Arto Lindsey* (brasileiro, mas que não faz propriamente música brasileira).
Arnaldo Antunes ("Alta noite" ...).
Algumas coisas dos Mutantes.
Caetano* e Gil (60 e 70's).
Nara Leão*.
Chico Buarque* (60's).
E uma gente que, parece, ninguém conhece ou recorda : Marília Medalha, Maria d'Aparecida, Mayza Matarazzo, Angela Maria, Agostinho dos Santos, ...
* os que já vi e ouvi ao vivo
O representante da ONU que se descolou a Burma, já admitiu que os esforços da organização para pôr fim à repressão dos protestos pacíficos na Birmânia não obtiveram os resultados esperados.
Então ...

DIGA ALGUMA COISA.
A vida não é só negócios. Ou será ? Quem acha que sim, escolha ficar calado.
FOR THE WAGES (Alpha)
It’s late and it’s loud, got to get away I’m scared, I’m not proud, of every dayI’m colouring in empty pagesJust giving my time for the wagesI don’t want to, want you ever to see me cryIt was always, always going to be goodbyeI didn’t think twice when you kissed me, onceImmune to advice, hearing foreign tonguesYou lifted my life from the madnessA sweet golden light out of sadnessI don’t want to, want you ever to see me cry‘Cause it was always, always going to be goodbyeYou’re not aloud to see – you had the best of me – it doesn’t matter nowI didn’t give a damn, ‘cause life is all a sham – I’m always wrong somehowI don’t want to, want you ever to see me cryIt was always, always going to be goodbyeI don’t want to, want you ever to see me cryIt was always, always going to be goodbye ...

The sky is mine
Novo disco dos Alpha.
É o oitavo disco dos Alpha. Desde há dez anos, a música dos Alpha é uma paixão nada secreta da IF. Basicamente é um duo de Bristol, que agrega mais gente conforme as necessidades. Alpha soa a Alpha. Comparados aos Portishead, Air, The Avalanches, Lemon Jelly e Zero 7, os Alpha ... são os Alpha. Grandes percursores do trip-hop, em 1996 juntaram-se à editora dos Massive Attack - Melankolic. Desde "Come from heaven" (1997), fiquei mergulhado naquela atmosfera. E compro os discos ou compro-lhes os downloads, legalmente, através da sua loja online. Escuta-se um pouco deste novo disco através do local Alpha no MySpace.
Assumem estas influências : Jimmy Webb, Burt Bacharach, Bobbie Gentry, Michel Legrand, Serge Gainsbourg,Brian Wilson, The Carpenters, Lee Hazelwood, Glen Campbell, Dusty Springfield, Scott Walker, Jaques Brel. E não, não é diletantismo. Estão mesmo lá. É preciso ouvir.
Há um raro vídeo na net feito pelos Alpha. Prometem mais, mas por enquanto está apenas disponível este que inclui imagens das gravações de "The impossible thrill".
1@parte
# Fiery Furnaces : Nevers (extractos)
# Adriana Caselotti : Whistle While You Work (excerto BSO Branca de Neve e os Sete Anões)
# Pedro Marques : Lost in space; Output 1-2; Narração *
# Jens Lekman : And i remember every kiss
# Spokane : Thankless marriage
# Múm : Rhuubarbidoo
# Pedro Marques : Dollhouse *
# voz de McLuhan
# The Twilight Singers : The conversation
# Aphex Twin : Jynweythek
# Art of Noise : (Three fingers of) Love
# Chet Baker : Come rain or come shine
# One Second Bridge : Brucke
# One Second Bridge : Nº 2
# Hooverphonic : My Autumn's done come
# The Album Leaf : Broken arrow
# The Album Leaf : Malmo
# Pedro Marques : Bubble gum ; The guest room *
# Brenda Lee : Crying game
# Alaska in Winter : Harmonijak
# Bright Eyes & The Album Leaf : Hungry for a holiday
# Pedro Marques : Dollhouse (repeat) *
2@parte
# Pedro Marques : Dollhouse (repeat) * + The Plot Thickers
# Frida Hyvonen : Once i was a teenage child
# Broken Social Scene : Her disappearing theme
# Tba : Airports
# M83 : Colouring the void
# Pedro Marques : Guilty rocks + Dollhouse + Guilty rocks (short by IF)
# Jens Lekman : Your arms around me
# Spokane : If there is hope, it lies in the proles
# Pedro Marques : At first sight + The hideout
# Alla Polacca : A
# At Swim Two Birds : Darling (remix)
# David Vandervelde : Moolight instrumental
# Pedro Marques : Dollhouse (repeat) *
* bandas sonoras do jogo "Blitz&Massive" e dos filmes "All about my Bush" e "The Gynocologist from Askim" (co-autoria Jean Paul Wall)
Rádio Clube Português -RCP - (domingo para segunda - meia noite)
Download mp3 - ESEC
Podcast - GavezDois
28 Setembro 2003
Durante dias fui-me lembrando.
No próprio dia, 28 de Setembro, esqueci-me.
Mas é algo que não se apagará nunca.
28 de Setembro 2003.
Depois de 14 anos consecutivos, a Íntima Fracção passou pela última vez na TSF.
Arrastada pela remodelação preparada na sombra por Emídio Rangel e executada por uma sua extensão (José Fragoso), a IF foi atirada borda fora, juntamente com outras marcas da casa (Flashback, Grande Júri, Jazz Avenue, ...). Carlos Andrade, o director da TSF durante 9 anos e responsável pela sua estabilização, já fora empurrado para fora da Matinha. Não dei por que o poeta da casa tenha vertido uma lágrima. Passado pouco tempo, alguns dos melhores radialistas da rádio portuguesa, dos mais antigos (Aníbal Cabrita) aos mais novos (Francisco Mateus), foram formatados nas célebres playlists.
Aliás foi Francisco Mateus que, corajosamente, fez um elogio de 15 minutos em antena antes de entrar no ar a última IF na TSF.
Foi um sábado. Dia cinzento que terminaria em mal disfarçadas lágrimas caídas do céu.
Um percurso de quase vinte anos era rudemente interrompido. Nunca mais fui o mesmo, mas a IF sobreviveu graças a um inesperado (para mim) apoio de um muito vasto número de ouvintes e apreciadores.
A TSF iniciou gradualmente o seu esvaziamento e a PT vendeu-a, como na altura me parecia ser já a sua intenção. Banalizou-se e não consigo ouvi-la.
Da noite de 28 de Setembro de 2003 não guardei nada. A não ser um íman com a língua Rolling Stones que tocaram em Coimbra nessa noite. Não estive no estádio. O concerto acabou quando a IF foi para o ar. Mick Jagger filmou a sua chegada a Coimbra e ao estádio. É essa recordação que me sobra e que pode ser vista aqui em baixo.
De fundo, ele próprio colocou Coming down again ...
Com uma estória das profundezas marítimas.
O Outono. O Outubro.
? ? ?
O Pedro trabalha uma parte do ano na Suécia e outra em Portugal.
A música que vão ouvir na IF que se segue é algo que sempre devia ter estado dentro da IF.
Obrigado, Pedro.


