The Singer
(Cash, Daniels)
por Nick Cave
As I walk these narrow streets
Where a million passin feet have trod before me
With my guitar in my hand
Suddenly I realize nobody knows me
Where yesterday the multitude
Screamed and cried my name out for a song
Today the streets are empty
And the crowds have all gone home
I pass a million houses
But there is no place that I belong
All I knew to give you
Was song after song after song
All the truths I tried to tell you
Were as distant to you as the moon
Born 200 years too late
And 200 years too soon
I'm a child of this age
Locked into the pages of your book
And when I am but dust and clay
And all the children stop to take a look
Will they marvel at the miracles I did perform
And the heights I did aspire
Or will they tear out the pages of the book
To light a fire
With the rain on my face
There is no place that I belong
Did you forget this fucking singer so soon?
And did you forget my song?

Esta é a capa do CD, editado em 1990 pela EMI-Valentim de Carvalho, " A UM DEUS DESCONHECIDO ", da SÉTIMA LEGIÃO. Nele está contido o tema que serve de abertura à Íntima Fracção ( indicativo ) : Mar de Outubro.
O LP original foi publicado em Julho de 1984, pela editora Fundação Atlântica. Tenho ainda comigo o exemplar que foi utilizado durante anos.
O LP original inclui dois temas editados em Setembro de 1983. Portanto, rigorosamente há vinte anos.
Há uma garantia histórica absoluta. As primeiras IFs não tiveram este indicativo, porque o belo instrumental da Sétima Legião, foi gravado e produzido por Ricardo Camacho, em Paço de Arcos, em Maio de 1984. O modelo base da IF é o actual, tendo a primeira emissão ido para o ar a 8 de Abril de 1984, na Antena 1 da RDP. Devido a algumas opiniões divergentes com sectores da direcção, o formato IF ficou parado desde Maio até Setembro de 84, embora a IF tenha sido sempre transmitida. Foi o modelo originalmente proposto retomado em Setembro de 1984 já com este indicativo, que se manteve na Antena 1 até Setembro de 1989.
Com a minha saída da RDP para a TSF, a IF foi comigo, já que é um programa de autor. A sua tranmissão foi retomada na TSF depois de Janeiro de 1990.
Durante o primeiro mês de emissões ( Abril de 84 - RDP ), o indicativo da IF foi " Radio Prague ", no LP " Dazzle Ships " dos OMD ( Orchestral Manoeuvers in the Dark ) - 04/03/1983
Com estas indicações espero ter respondido a todos os que me solicitaram, ao longo dos anos, informações sobre o indicativo da Íntima Fracção.
ÍNTIMA FRACÇÃO
30 / 31 de Agosto
# Kraftwerk : Prologue
# Slowdive : Here she comes
# Alpha : Made in space ( samplers )
# Alpha : Saturn in the rain
# Lambchop : Bugs
# A Guy Called Gerald : The first breath ( slow IF mix )
# Angelo Badalamenti : Dinner Party Pool Music
# Lee Hazlewood : Try a little tenderness
# Jerry Orbach : Try to remember ( extracto )
# The Buggles : Video killed the radio star ( short remix )
# João Gilberto : Aos pés da cruz
# Beth Gibbons : Romance
# Cowboy Junkies : Blue Moon
# Departure Lounge : Equestrian skydiving
# Alpha : Sleepdust
# Alpha : Lipstick from the asylum
# Beach Boys : Let's go for awhile (instr.)
# Paddy McAloon : I'm 49
# The MDH Band : Funny face
# Ryuichi Sakamoto : Forbidden Colours (piano solo)
# Roger Eno : Through the blue
# Lambchop : Catapiller
# Martin Rev : Whisper
# Alpha : A perfect end
créditos sobre # Johnathan King : Everyone's gone to the moon
sampler TV "The song that never ends"
# Fantasticks : Try to remember
# Antenne : Memo
vozes de Roland Barthes e Marshall McLuhan
30 / 31 de Agosto
# Kraftwerk : Prologue
# Slowdive : Here she comes
# Alpha : Made in space ( samplers )
# Alpha : Saturn in the rain
# Lambchop : Bugs
# A Guy Called Gerald : The first breath ( slow IF mix )
# Angelo Badalamenti : Dinner Party Pool Music
# Lee Hazlewood : Try a little tenderness
# Jerry Orbach : Try to remember ( extracto )
# The Buggles : Video killed the radio star ( short remix )
# João Gilberto : Aos pés da cruz
# Beth Gibbons : Romance
# Cowboy Junkies : Blue Moon
# Departure Lounge : Equestrian skydiving
# Alpha : Sleepdust
# Alpha : Lipstick from the asylum
# Beach Boys : Let's go for awhile (instr.)
# Paddy McAloon : I'm 49
# The MDH Band : Funny face
# Ryuichi Sakamoto : Forbidden Colours (piano solo)
# Roger Eno : Through the blue
# Lambchop : Catapiller
# Martin Rev : Whisper
# Alpha : A perfect end
créditos sobre # Johnathan King : Everyone's gone to the moon
sampler TV "The song that never ends"
# Fantasticks : Try to remember
# Antenne : Memo
vozes de Roland Barthes e Marshall McLuhan

Empurre a imagem. Abre-se a janela para ver e ouvir Lou Reed (live ) em palco, numa noite feliz de Julho.
How can we hang on to a dream
How can it, will it be, the way it seems
Tim Hardin, no mítico e profético 66.
How can it, will it be, the way it seems
Tim Hardin, no mítico e profético 66.

Era então este o mês de Marte !? O momento que só há 60.000 anos se tinha visto.
Agora, Marte afasta-se. Não sei se é assim ou se somos nós que nos afastamos de Marte.
I am telling myself the story of my life,
stranger than song or fiction.
We start with the joyful mysteries,
before the appearance of ether,
trying to capture the elusive ...
( Paddy McAloon - I trawl the megahertz )
stranger than song or fiction.
We start with the joyful mysteries,
before the appearance of ether,
trying to capture the elusive ...
( Paddy McAloon - I trawl the megahertz )
A propósito do farol que, ali em baixo, me tenta guiar até à costa, um marinheiro colocou nas ondas um belo álbum do galego Prado - " Traço de giz ". O trabalho de faroleiro está de acordo com uma escuta da IF.
Talvez a IF seja uma série de microgramas.
Quando me descobrem, é difícil não me revelar.
Quando me descobrem, é difícil não me revelar.
Compôr com sons, palavras, músicas e silêncios, deve ser o desígnio da RÁDIO.
Como qualquer obra, não partilhada, não faz sentido.
Como qualquer obra, não partilhada, não faz sentido.

Paddy McAloon - I Trawl The Megahertz
Aqui está um disco que faz acreditar em que o talento não morre.
Paddy McAloon é o génio-pop que criou os "Prefab Sprout". Operado aos olhos porque estava a ficar cego, durante a recuperação, na impossibilidade de ler, dedicou-se a ouvir rádio. A RÁDIO. A tal de que falavamos no post anterior. A de que falamos sempre.
Este disco é quase todo instrumental. O mais correcto será dizer que não é cantado. Só num tema surge ( e de passagem ) a melódica voz de Paddy. Tudo o resto se inspira nos sons da rádio, nas histórias da rádio.
Neste 2003 já marcado por tanta coisa má, aqui está uma coisa boa. Muito BOA !
Lembro-me das primeiras vezes que passei na rádio "Prefab Sprout". Na primeira metade da década de 80, o Gonçalo de Carvalho, na altura na BBC-Londres, enviou-me uns registos em banda magnética e depois os discos.
What happen to Gonçalo ? Depois de abandonar a BBC, sei que foi para Bruxelas. Lembro-me também que sonhava fazer mergulho no Mar Vermelho. Alguém sabe dele ? Devo-lhe (além da amizade) o ter-me proporcionado a primeira visão de neve a cair. Eram umas 6 da manhã e o Gonçalo bateu-me à porta : "não querias ver nevar ?". Subiu e fomos para a varanda ver os farrapos brancos a cair.
Cito aqui um post do Professor Manuel Pinto, no Jornalismo e Comunicação.
" O apagão: Inquietante a fragilidade de um empório tecnológico; admirável a tranquilidade e bonomia nas ruas novaiorquinas; recorrente o medo de uma nova tragédia accionada pelo terrorismo. Tudo isto foi dito. O que não foi dito, ou pelo menos sublinhado, foi que o velhinho rádio de pilhas, o transístor, o auto-rádio, se tornou no meio de comunicação que pôde dar a informação que faltava, nas horas de maior aflição. Como escreve Alberto Dines, no último Observatório de Imprensa: «Considerado por muitos como um dinossauro em vias de extinção, o rádio foi a única fonte de informação capaz de atingir sua audiência. Em Nova York, uma cidade com sistemas de cabo com 500 canais e internet via banda larga, nada como depender de um radinho de pilha para colocar a vida moderna sob uma nova ? ou velha ? perspectiva».
As horas de maior aflição e a RÁDIO.
A proximidade da RÁDIO. A intimidade.
A inultrapassável característica. A essência da RÁDIO.
" O apagão: Inquietante a fragilidade de um empório tecnológico; admirável a tranquilidade e bonomia nas ruas novaiorquinas; recorrente o medo de uma nova tragédia accionada pelo terrorismo. Tudo isto foi dito. O que não foi dito, ou pelo menos sublinhado, foi que o velhinho rádio de pilhas, o transístor, o auto-rádio, se tornou no meio de comunicação que pôde dar a informação que faltava, nas horas de maior aflição. Como escreve Alberto Dines, no último Observatório de Imprensa: «Considerado por muitos como um dinossauro em vias de extinção, o rádio foi a única fonte de informação capaz de atingir sua audiência. Em Nova York, uma cidade com sistemas de cabo com 500 canais e internet via banda larga, nada como depender de um radinho de pilha para colocar a vida moderna sob uma nova ? ou velha ? perspectiva».
As horas de maior aflição e a RÁDIO.
A proximidade da RÁDIO. A intimidade.
A inultrapassável característica. A essência da RÁDIO.
Infelizmente não consigo responder ao comentário de Leandro deixado no post anterior.
Fui claro ?
Ainda sobre o post anterior, e para não vos inundar com mails, que por serem pessoais é porque os seus autores não querem que sejam tornados públicos, devo dizer que nem sempre foi assim, mas gosto que me tratem por tu.
Há quem me diga, "you are from another part of the world...". A IF, suponho.
Fui claro ?
Ainda sobre o post anterior, e para não vos inundar com mails, que por serem pessoais é porque os seus autores não querem que sejam tornados públicos, devo dizer que nem sempre foi assim, mas gosto que me tratem por tu.
Há quem me diga, "you are from another part of the world...". A IF, suponho.
Daqui a pouco a IF.
A Íntima Fracção.
Corre o ano 20. Fazer 20 anos devia ser muito mais bonito.
A todos os ouvintes da IF, quero dizer que preciso de vocês. Sou eu que a realizo, mas sou apenas um de vós.
É verdade que nem "boa noite" digo. Mas será necessário ? Não poderei, ao fim de vinte anos, perguntar se algum de vocês me (se) sentiu longe no meio da noite ? Quanto valem as palavras (e músicas) exactas no lugar de "Boas noites" vazias ?
A distância nunca existiu. É esta a verdade da IF. É esta a causa do meu sofrimento.
"Pouco para dizer. Muito para escutar. Tudo para sentir."
A Íntima Fracção.
Corre o ano 20. Fazer 20 anos devia ser muito mais bonito.
A todos os ouvintes da IF, quero dizer que preciso de vocês. Sou eu que a realizo, mas sou apenas um de vós.
É verdade que nem "boa noite" digo. Mas será necessário ? Não poderei, ao fim de vinte anos, perguntar se algum de vocês me (se) sentiu longe no meio da noite ? Quanto valem as palavras (e músicas) exactas no lugar de "Boas noites" vazias ?
A distância nunca existiu. É esta a verdade da IF. É esta a causa do meu sofrimento.
"Pouco para dizer. Muito para escutar. Tudo para sentir."
Três noites nas Termas.
Não encontrei as conversas animadas entre oficiais de alta patente na reserva e respectivas esposas.
Calma, sim.
Uma musiquinha de conjunto barato numa só noite. "Ansiedad" de Nat King Cole, foi o melhor que se pôde arranjar.
A única imagem de filme : um sobrinho espertalhão, cabelo penteado à anos 50, com "Brylcreem", passando uns dias com a tia velhinha. Ao jantar, numa mesa de amigas a "sopa e fruta", distribuia galanteios. Pelo menos cumpria a sua missão !
Não encontrei as conversas animadas entre oficiais de alta patente na reserva e respectivas esposas.
Calma, sim.
Uma musiquinha de conjunto barato numa só noite. "Ansiedad" de Nat King Cole, foi o melhor que se pôde arranjar.
A única imagem de filme : um sobrinho espertalhão, cabelo penteado à anos 50, com "Brylcreem", passando uns dias com a tia velhinha. Ao jantar, numa mesa de amigas a "sopa e fruta", distribuia galanteios. Pelo menos cumpria a sua missão !
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