
Depois do grande choque ( e pavor ? ) de ouvir um dos MAIORES radialistas portugueses ( Aníbal Cabrita ), vulgarizado por uma lista de músicas (?) a cumprir, retomo a ideia deixada no Adufe . A letra de Caroline, no ( Briam Wilson-Tony Asher ) é a mais simples e eficaz forma de explicar o que nos vai na alma. Basta substituir Caroline por TSF ... Leia a letra completa no Adufe.


Chamo a atenção para um comentário ao post anterior deixado pelo Rui MCB.
Também eu ouvi esta noite o Aníbal Cabrita ser completamente esmagado pelo peso de uma playlist sem classificação.
Acabaram-se estas dúvidas, começaram outras.
Também eu ouvi esta noite o Aníbal Cabrita ser completamente esmagado pelo peso de uma playlist sem classificação.
Acabaram-se estas dúvidas, começaram outras.
Utilizo o blog para dizer que não consigo responder a todas as mensagens. Se receberem um simples "obrigado", não julguem que é sobranceria.
O que me impressiona mais, é descobrir que, muito para além do que alguma vez imaginei, há muita gente com gravações da Íntima Fracção.
Este post foi escrito depois de ter recebido mais uma mensagem de um ouvinte que tem IFs gravadas.
Assim, para além dos sons das memórias que envolvem os corações, a IF está espalhada, intemporal, em "velhos decks de K7" que a continuam em qualquer canto da noite.
O que me impressiona mais, é descobrir que, muito para além do que alguma vez imaginei, há muita gente com gravações da Íntima Fracção.
Este post foi escrito depois de ter recebido mais uma mensagem de um ouvinte que tem IFs gravadas.
Assim, para além dos sons das memórias que envolvem os corações, a IF está espalhada, intemporal, em "velhos decks de K7" que a continuam em qualquer canto da noite.
As últimas emissões da IF, antes da suspensão, foram marcadas por " From a late night train " dos Blue Nile.
Nesta época de tomar fôlego e balanço, há também uma canção que eu gostaria de partilhar e que desenha bem nos ouvidos o actual estado de espírito.
Room with a view. A versão em inglês de "Chambre avec vue" de Henri Salvador, pelo próprio. Do CD com o mesmo nome, editado pela Blue Note. Reencontrei o disco através da Janela Indiscreta.

Um quarto com vista para ...
Se possível, de onde se possam ver as coisas do alto. Imaginar os percursos do som da IF, entrando por uma janela, poisando na cabeceira de alguém. No meio da noite. A promessa de voltar.
Nesta época de tomar fôlego e balanço, há também uma canção que eu gostaria de partilhar e que desenha bem nos ouvidos o actual estado de espírito.
Room with a view. A versão em inglês de "Chambre avec vue" de Henri Salvador, pelo próprio. Do CD com o mesmo nome, editado pela Blue Note. Reencontrei o disco através da Janela Indiscreta.

Um quarto com vista para ...
Se possível, de onde se possam ver as coisas do alto. Imaginar os percursos do som da IF, entrando por uma janela, poisando na cabeceira de alguém. No meio da noite. A promessa de voltar.
Em antena ( e também na Internet ) o que há de mais próximo da Íntima Fracção chama-se Vidro Azul. Vale a escuta e a visita ao blog.
Entretanto acabei de passar pelo IF-NO-AR. A sugestão deixada por MrDeltaSun já vai aqui : "Quanto custa uma frequência ?".
Calma.
Entretanto acabei de passar pelo IF-NO-AR. A sugestão deixada por MrDeltaSun já vai aqui : "Quanto custa uma frequência ?".
Calma.
Há longos longos anos que não sentia o que é passar um fim-de-semana sem a Íntima Fracção.
Se estivesse hoje no ar, teria passado uma das canções (suaves) de sempre na IF :
JE NE PEUX PLUS DIRE JE T'AIME
de Jacques Higelin.
O disco é de 1979. Utilizei-o pela primeira vez logo no primeiro ano da IF (1984). Foi o Paulo Eno Marques que mo emprestou. No Natal desse ano, chega a Manela Albuquerque - a prima, da EMI (Valentim, Vadeca ...) e dá-me o disco de presente. Um duplo vinil.
Há muitos anos que já não utilizo o vinil, mas esta música atravessou toda a história da IF. Hoje, tê-la-ia utilizado de novo. Conta o estado actual da minha relação com a TSF, com quem estou casado há 14 anos.
Je ne peux plus dire je t'aime
Ne me demande pas pourquoi
Je ne ressens ni joie ni peine
Quand tes yeux se posent sur moi
Si la solitude te pèse
Quand tu viens à passer par là
Et qu'un ami t'a oubliée
Tu peux toujours compter sur moi
Je ne peux plus dire je t'aime Hm Hm
Sans donner ma langue à couper
Trop de serpents sous les caresses
Trop d'amours à couteaux tirés
Si dure que soit la solitude
Elle te ramène à ton destin
La loi du grand amour est rude
Pour qui s'est trompé de chemin
Je ne peux plus dire je t'aime
Ne me demande pas pourquoi
Toi et moi ne sont plus les mêmes
Pourquoi l'amour vient et s'en va
Si la solitude te pèse
Quand le destin te mène ici
Et qu'un ami t'a oubliée
Tu peux toujours compter sur moi
Et qu'un ami vienne à manquer
Tu peux toujours compter sur moi
Se estivesse hoje no ar, teria passado uma das canções (suaves) de sempre na IF :
JE NE PEUX PLUS DIRE JE T'AIME
de Jacques Higelin.
O disco é de 1979. Utilizei-o pela primeira vez logo no primeiro ano da IF (1984). Foi o Paulo Eno Marques que mo emprestou. No Natal desse ano, chega a Manela Albuquerque - a prima, da EMI (Valentim, Vadeca ...) e dá-me o disco de presente. Um duplo vinil.
Há muitos anos que já não utilizo o vinil, mas esta música atravessou toda a história da IF. Hoje, tê-la-ia utilizado de novo. Conta o estado actual da minha relação com a TSF, com quem estou casado há 14 anos.
Je ne peux plus dire je t'aime
Ne me demande pas pourquoi
Je ne ressens ni joie ni peine
Quand tes yeux se posent sur moi
Si la solitude te pèse
Quand tu viens à passer par là
Et qu'un ami t'a oubliée
Tu peux toujours compter sur moi
Je ne peux plus dire je t'aime Hm Hm
Sans donner ma langue à couper
Trop de serpents sous les caresses
Trop d'amours à couteaux tirés
Si dure que soit la solitude
Elle te ramène à ton destin
La loi du grand amour est rude
Pour qui s'est trompé de chemin
Je ne peux plus dire je t'aime
Ne me demande pas pourquoi
Toi et moi ne sont plus les mêmes
Pourquoi l'amour vient et s'en va
Si la solitude te pèse
Quand le destin te mène ici
Et qu'un ami t'a oubliée
Tu peux toujours compter sur moi
Et qu'un ami vienne à manquer
Tu peux toujours compter sur moi

É assim mesmo. João Gilberto desfocado.
Adiados, de novo, os concertos no Porto e em Lisboa, previstos para este Outubro.
Desta vez, a empresa produtora não está interessada em novas datas. Provavelmente, não vou conseguir o pleno. Vi e ouvi Jobim, mas vai-me faltar o João.
fotografei você na minha Rolleiflex ... revelou-se a sua enorme ingratidão

Ao Lourenço,
que comprou uma Rolleiflex no momento em que deviam ser compradas : anos 50.
Ao Lourenço,
um cavaleiro andante que deixou milhares de "retratos" noutros tantos milhares de casas.
Ao Lourenço,
a quem garanto que, se ninguém tomar contar da Rollei, esteja descansado que eu trato dela.
Well this could be the last time
This could be the last time
Maybe the last time
I don't know. Oh no. Oh no
The Rolling Stones em Coimbra, na noite da despedida da IF à TSF.

São os Stones ou os Pink Floyd ?

Estes são os Rolling Stones.

Mick Jagger correndo na noite de Coimbra ... em direcção ao "futuro incandescente".
Eu não estava no estádio. Era a última noite da IF na TSF. O concerto acabou a tempo. Os milhares de pessoas nas ruas lembraram-me a ENORME diferença entre um espectáculo de massas e um programa de rádio para ouvir sózinho.
This could be the last time
Maybe the last time
I don't know. Oh no. Oh no
The Rolling Stones em Coimbra, na noite da despedida da IF à TSF.

São os Stones ou os Pink Floyd ?

Estes são os Rolling Stones.

Mick Jagger correndo na noite de Coimbra ... em direcção ao "futuro incandescente".
Eu não estava no estádio. Era a última noite da IF na TSF. O concerto acabou a tempo. Os milhares de pessoas nas ruas lembraram-me a ENORME diferença entre um espectáculo de massas e um programa de rádio para ouvir sózinho.
No blog IF NO AR - ideias para a continuidade da Íntima Fracção, a Cristina colocou esta imagem que tem tudo a ver com a IF. Chamou-lhe " em suspensão ".

Entretanto ...
13:05 - terceira estação de rádio que mostra o seu interesse na IF.
Obrigado. Confesso que não esperava isto.

Entretanto ...
13:05 - terceira estação de rádio que mostra o seu interesse na IF.
Obrigado. Confesso que não esperava isto.
Um dos mais belos posts sobre a IF colocados na blogosfera, está no Mar Salgado e foi escrito pelo Pedro.
"O TRAÇO AZUL JÁ ENTROU NO FUTURO: Estou certo de que, hoje, fomos muitos aqui. Os mapas complicaram-se - agora mudam com tanta rapidez - , mas a IF já está no seu caminho, leaving for home. Tonight."
Uma brilhante colagem partindo de uma frase-chave do programa ( há um traço azul no futuro incandescente ), com a citação do tema Maps of the world, com John Cale e Bob Newirth, uma memória dos anos 90 da IF.
Só não sei ainda se a viagem vai ser longa ou breve.
"O TRAÇO AZUL JÁ ENTROU NO FUTURO: Estou certo de que, hoje, fomos muitos aqui. Os mapas complicaram-se - agora mudam com tanta rapidez - , mas a IF já está no seu caminho, leaving for home. Tonight."
Uma brilhante colagem partindo de uma frase-chave do programa ( há um traço azul no futuro incandescente ), com a citação do tema Maps of the world, com John Cale e Bob Newirth, uma memória dos anos 90 da IF.
Só não sei ainda se a viagem vai ser longa ou breve.
As primeiras mensagens que recebi durante a última IF na TSF, vieram do companheiro da Rádio, Francisco Mateus, que dedicou 15 minutos da emissão da própria TSF (antes das notícias da 1 hora) ao programa e às influências que dele recebeu há largos anos. Coisa que não poderá voltar a fazer tão cedo, porque a emissão da TSF vai começar a funcionar com playlist. Logo depois, mensagens do Brasil e da Venezuela !
Antes que me perguntem de novo, já que houve 4 mails a perguntar o mesmo (entre outras coisas), aqui fica uma confirmação : não foi por acaso que passei o épico (ou será angustiado ? ou uma angustia épica ?) Sweden, pelos Divine Comedy (Neil Hannon). I would like to live in Sweden ...When my work is done ... Where the snow lies crisp and even’neath the midnight sun ... Safe and clean and green and modern ... Bright and breezy free and easy ... I’ll grow wings and fly to sweden ... When my time is come ... Then at last my eyes shall see them ... Heroes every one ...Ingmar Bergman ... Henrik Ibsen ... Karin Larrson ... Nina Persson ".
É o que me apetece.
Também não foi por acaso que passei a gravação, quase integral, do final do célebre concerto de Elvis Presley, em 1956 - 15 de Dezembro, Shreveport, LA. Hirsch Youth Center, Louisiana Fairgrounds , com a frase do apresentador, dita para acalmar uma assistência nervosa que teimava em não deixar que o espectáculo continuasse : "Elvis has left the building". Não, não. Não vale a pena fazer comparações com o Elvis. Apenas me agrada como termina o registo : " se voltarem para os vossos lugares e se sentarem, o espectáculo continua dentro de 5 minutos."
Antes que me perguntem de novo, já que houve 4 mails a perguntar o mesmo (entre outras coisas), aqui fica uma confirmação : não foi por acaso que passei o épico (ou será angustiado ? ou uma angustia épica ?) Sweden, pelos Divine Comedy (Neil Hannon). I would like to live in Sweden ...When my work is done ... Where the snow lies crisp and even’neath the midnight sun ... Safe and clean and green and modern ... Bright and breezy free and easy ... I’ll grow wings and fly to sweden ... When my time is come ... Then at last my eyes shall see them ... Heroes every one ...Ingmar Bergman ... Henrik Ibsen ... Karin Larrson ... Nina Persson ".
É o que me apetece.
Também não foi por acaso que passei a gravação, quase integral, do final do célebre concerto de Elvis Presley, em 1956 - 15 de Dezembro, Shreveport, LA. Hirsch Youth Center, Louisiana Fairgrounds , com a frase do apresentador, dita para acalmar uma assistência nervosa que teimava em não deixar que o espectáculo continuasse : "Elvis has left the building". Não, não. Não vale a pena fazer comparações com o Elvis. Apenas me agrada como termina o registo : " se voltarem para os vossos lugares e se sentarem, o espectáculo continua dentro de 5 minutos."

Esta noite, entre a uma e as três, passa a última IF na frequência da TSF.
Entretanto, nas primeiras 24 horas depois de ter tornado pública a suspensão da IF, DUAS estações de rádio mostraram-se interessadas em ter a IF nas suas frequências. Também uma rádio-online ofereceu a casa para a IF passar os dias de retiro que fossem necessários.

A parte de trás do palco do concerto dos Stones fica virada para aqui, mas é possível ver o que se passa através desta webcam.
ÍNTIMA FRACÇÃO SUSPENSA.
No próximo sábado cumpre-se a última "Íntima Fracção" na TSF. Já não é a primeira vez que o programa é suspenso. Quando da passagem da Antena 1 para a TSF, há 14 anos ( ! ), a IF parou durante 4 meses. Durante os 20 anos que completa a 8 de Abril de 2004, foi o único período em que a sua transmissão esteve suspensa.
A IF é um programa de rádio de autor, por isso, não faz sentido dizer que acabou. É absurdo dizer a um pintor que deixe de pintar porque uma galeria não lhe expõe mais os quadros. Mesmo que a esta galeria se tenham dedicado 14 anos de vida.
Assim, a IF continua. Procura casa. Uma casa da Rádio onde se abra a janela e se deixe o som, o rumor do coração e da música, sair pelo meio da noite ... flutuando ... através do espaço infinito.
O Luís, de A natureza do Mal, disse-me tudo : "Nunca poderá acabar, porque é outro o lugar onde aquela música toca, foi sempre outro, inacessível aos gabinetes dos pequenos e grandes mandantes, o lugar, onde, suavemente está".
Agradeço todo o apoio dos ouvintes que, por diversas formas, me lançaram dúvidas e angústias, mas também porções de um enorme e (acreditem) inesperado afecto. Quase não respondi a mails, fui evasivo, eu sei. Às centenas de ouvintes que enviaram mensagens a que não respondi, garanto agora que a IF não acabou. Aos bloggers que não conheço, mas que aqui e ali juntaram esforços e criaram um blog colectivo para receber "Ideias para a continuidade da IF", devo dizer que o vosso trabalho e dedicação, para lá de agora se revelar de grande utilidade, me fez acreditar de novo que vale a pena trabalhar para a fruição de outros. Aos autores de Blogs que não nomeio, já que deve haver vários que não li, e que escreveram posts e linkaram sobre a IF, tenho de dizer que, com eles, a mágoa se desfez um pouco em cada noite.
A IF não acabou.
Está a cantar baixinho, parada, num caminho escuro à espera da aurora.
A IF não acabou.
A maioria das aves que migram orientam-se pelo sol, mas há espécies que preferem utilizar as estrelas como bússula.
A IF não acabou.
Enquanto procura de novo "a casa", embrulhar-se-á na imensa rede e ficará à espera do download de quem a amar.
A IF não acabou.
Observa bem e sente ! Sente mais do que vês - a escura noite, tornando-se, lentamente, em clara madrugada.
A IF não acabou.
"Há um traço azul no futuro incandescente".
No próximo sábado cumpre-se a última "Íntima Fracção" na TSF. Já não é a primeira vez que o programa é suspenso. Quando da passagem da Antena 1 para a TSF, há 14 anos ( ! ), a IF parou durante 4 meses. Durante os 20 anos que completa a 8 de Abril de 2004, foi o único período em que a sua transmissão esteve suspensa.
A IF é um programa de rádio de autor, por isso, não faz sentido dizer que acabou. É absurdo dizer a um pintor que deixe de pintar porque uma galeria não lhe expõe mais os quadros. Mesmo que a esta galeria se tenham dedicado 14 anos de vida.
Assim, a IF continua. Procura casa. Uma casa da Rádio onde se abra a janela e se deixe o som, o rumor do coração e da música, sair pelo meio da noite ... flutuando ... através do espaço infinito.
O Luís, de A natureza do Mal, disse-me tudo : "Nunca poderá acabar, porque é outro o lugar onde aquela música toca, foi sempre outro, inacessível aos gabinetes dos pequenos e grandes mandantes, o lugar, onde, suavemente está".
Agradeço todo o apoio dos ouvintes que, por diversas formas, me lançaram dúvidas e angústias, mas também porções de um enorme e (acreditem) inesperado afecto. Quase não respondi a mails, fui evasivo, eu sei. Às centenas de ouvintes que enviaram mensagens a que não respondi, garanto agora que a IF não acabou. Aos bloggers que não conheço, mas que aqui e ali juntaram esforços e criaram um blog colectivo para receber "Ideias para a continuidade da IF", devo dizer que o vosso trabalho e dedicação, para lá de agora se revelar de grande utilidade, me fez acreditar de novo que vale a pena trabalhar para a fruição de outros. Aos autores de Blogs que não nomeio, já que deve haver vários que não li, e que escreveram posts e linkaram sobre a IF, tenho de dizer que, com eles, a mágoa se desfez um pouco em cada noite.
A IF não acabou.
Está a cantar baixinho, parada, num caminho escuro à espera da aurora.
A IF não acabou.
A maioria das aves que migram orientam-se pelo sol, mas há espécies que preferem utilizar as estrelas como bússula.
A IF não acabou.
Enquanto procura de novo "a casa", embrulhar-se-á na imensa rede e ficará à espera do download de quem a amar.
A IF não acabou.
Observa bem e sente ! Sente mais do que vês - a escura noite, tornando-se, lentamente, em clara madrugada.
A IF não acabou.
"Há um traço azul no futuro incandescente".
O psicótico vive no temor da queda ( pelo que as várias psicoses não seriam senão defesas ). Mas o " receio clínico da queda é o receio de uma queda que já se experimentou ( primitive agony ) [ ... ] e há momentos em que um paciente sente a necessidade de lhe dizerem que a queda, que ele tanto teme e lhe mina a vida, já se verificou". ( Winnicott )

When you're standing on the crossroads
That you cannot comprehend
Just remember that death is not the end
And all your dreams have vanished
And you don't know what's up the bend
Just remember that death is not the end
Not the end, not the end
Just remember that death is not the end

Em 1984, um pouco antes de começar a Íntima Fracção, passei a Serra da Estrela de carro e sózinho. O céu, que estava azul, passou a cinzento chumbo, o tal que dá neve. No topo da serra, com a noite a cair, a única referência que tinha para saber onde era a estrada estava numas barras pretas e amarelas, que é para isso que lá devem estar. Na descida para Seia, a neve desapareceu.
É assim que me sinto : de novo no alto da Serra. As barras que me amparam, tomam agora outros formatos. Não sei quem colocou lá as outras. Não conheço quem colocou agora estas, mas posso dizer obrigado. Não conheço, mas descobri-lhes as assinaturas. Aqui e ali.
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