É por causa do "amor incondicional" que demoro a chegar à lista das músicas incondicionais para o CD - 20 anos da IF.

É ainda à procura do mesmo amor que vou fazer uma IF de Verão.

Está ainda aí alguém ?







The sun is out - the sky is blue

there's not a cloud to spoil the view

but it's raining - raining in my heart


Raining in my heart - Buddy Holly



Nunca houve pouco para dizer, mas sim a impossibilidade de o fazer.

Dizer.

Desde sempre, saber que dizer dos outros, das coisas, das músicas, do mundo, é dizer de mim. Assim, na subtil arte da Comunicação, estou muitas vezes entre o que desejo absolutamente dizer e o que devo (ou julgo) dizer para ser merecedor do "amor incondicional". Aquele, dizem (justamente), que é o que procuramos desde o momento em que nascemos.




Não há grande espaço para mais.

Os olhares estão postos num ponto distante. Os ouvidos também.



Esta bela fotografia de Paulo Novais, da Lusa, sublinha a frase chave da IF: pouco para dizer, MUITO para escutar, TUDO para sentir.

Há festejos ruidosos nas ruas - muito para escutar. As pessoas parecem felizes - tudo para sentir. Os Beatles (George Harrison) descreveram este sentimento há muito : " ... the smile's return to the faces."

É certo que estes grandes arrebatamentos colectivos, em Portugal, são apenas conseguidos quando a bola bate nas redes das balizas contrárias. Mas quem sabe ? Talvez um dia, aqueles em quem o país devia também ter orgulho, tenham o mesmo tempo de antena. Pode ser que haja mais noites de festa !

A festa do futebol é bonita, mas ...

" ... queremos muito mais ... " !



POST INDUSTRIAL BOYS - POST INDUSTRIAL MEDIAOCRACY



Está bom tempo. Há futebol. As ruas parecem uma pintura "fauve" a verde e vermelho. É provavel que "alguma coisa mude para que tudo fique na mesma".









Mais Ray Charles para ouvir aqui
Há alguns anos (muitos, provavelmente) correu o boato de que o Ray Charles tinha morrido.

Eu e o Amândio vestimo-nos de luto. Eramos adolescentes. Estavamos desolados. Verdadeiramente desolados. Vivíamos com aquela voz dentro de nós. Gostaríamos de tocar piano como Ray.

Devo ter chorado um bom par de vezes ao ouvir alguns temas de Ray Charles. Não duvido que tivesse companhia. Van Morrison disse-mo.

Esta é uma velha foto de Ray com um significado especial para mim. Estava na capa do EP -edição portuguesa - que incluía "Together again".







Um dos discos de Ray Charles de que mais gosto (e que me deu um trabalhão a encontrar em CD), tem lá dentro algumas das peças mais significantes da carreira do "High Priest".







Coisas (para OUVIR aqui em baixo) como



YOU WON'T LET ME GO

IT HAD TO BE YOU

TELL ME YOU'LL WAIT FOR ME

DON'T LET THE SUN CATCH YOU CRYIN'



Mas há muita música de Ray Charles que DEVE ser ouvida. Segue num próximo post.

Tudo a propósito da morte, a 10 de Junho, de uma das mais fantásticas vozes da música do século XX. Claro que esta gente não morre. São mortais, mas não desaparecem. Cá estão os discos, os DVDs, a música na rádio (já não garanto ...).

Amândio. Desta vez, foi mesmo a sério. Não vou pôr luto. Sei que lhe dirás o quanto o amamos !









Nada para dizer.
O filme que ganhou a Palma de Ouro no último Festival de Cannes, já tem na internet o respectivo trailer.



É só carregar sobre a imagem. Como há muita procura, pode demorar um pouco.







Fahrenheit 9/11, de Michael Moore.



>"It's the first summer film where the special effects will be real...".

Estreia nos EUA a 25 deste mês.
Ontem, ao fugir de mais uma inauguração pré-eleitoral (costume ancestral nacional), parei numa bomba de gasolina. Ao meu lado parou a (uma !) Britney Spears, num Peugeot 204. Preparadinha para o playback.







Entrei no quarto de banho e lá estava o Luís a fazer barba e a cantarolar ...







A fila do McDonalds estava parada. O Nuno não tinha trocos e, ainda por cima, está a dever uma conta calada. Há dois anos tiveram a péssima ideia de lhe dizerem que "pagava em golos" e ele nem um marcou.







No meio deste "pão e circo", um "homeless" já não tem sossego !
Será que o mundo melhorará com a música certa ? Com a palavra certa ?

E qual é a música certa ? Qual é a palavra ?

Elas existem.

É preciso não parar de procurar.

E agir ! É aqui que está a diferença entre quem contempla e quem faz.

E como se faz (o) bem ?



Trato-o por tu. Ele trata-me por você.

A descrição do óbvio.

A perplexidade incómoda perante a verdade do título da Yourcenar :

O Tempo esse Grande Escultor.




Já saiu em Fevereiro, mas um "homeless radiofónico" ouve mais os ruídos dispersos do que sons seleccionados.

Dentro de um Vidro Azul vi o que agora daria a ouvir.

Isan - o duo inglês de volta com "Meet next life".

Oiçam.




Homeless.

A IF vivendo dentro de uma caixa.

E quantas janelas abertas para o mundo...
GET BACK ...



Parabéns ao Fausto da Silva e ao Nuno Ávila, do Santos da Casa - na RUC.

O concerto no terraço da AAC, mesmo ali ao pé da RUC, foi uma ideia simples mas genial. Estive na Avenida a ouvir (via-se mal ...). Depois ainda ouvi um pedaço da transmissão directa no rádio do Smart. Sempre estava um dia muito mais bonito do que aquele em que os Beatles resolveram fazer o mesmo no telhado da Apple. Os d3ö não têm baixo, são só três e o som é de Blues para Rock'a'Billy. Depois têm um elemento chamado Tony Fortuna, cujo nome cheira a rock Filadélfia anos 50. E, claro, o Miguel na bateria. Tirando uns feedbacks manhosos para o final, o fim de tarde foi animado.











Magnífica noite de luar.

A música, a que é eterna, desce na luz azul da lua.



Para ouvir.



Cowboy Junkies - Blue Moon

Bob Dylan - Blue Moon

Elvis Presley - Blue Moon(versão ao vivo em 1954)



Blue Moon

You saw me standing alone

Without a dream in my heart

Without a love of my own



Blue Moon

You knew just why I was there for

You heard me say a prayer for

Someone I really could care for



And then there suddenly appear before

The only one my arms could ever hold

And then somebody whisper

Please adore me

And when I looked the moon

Had turned to gold



Blue moon

Now I am no longer alone

Without a dream in my heart

Without a love of my own






A propósito da demissão do Conselho de Redacção do jornal "Público".

"José Manuel Fernandes falou com a editora e disse-lhe que tinha perdido a confiança nela e já há muito tempo que não confiava em João Ramos de Almeida. Disse ainda que a notícia não tinha sido publicada porque a ministra não queria que fosse o jornalista a tratar do assunto."

Digam-me que é mentira !

Garantam-me que foi um mal-entendido !

O Público ... agora, NÃO !







Aqui está mais uma notícia que não contribui em nada para a tal "auto-estima" nacional. O site 7ªarte está praticamente encerrado.

" Depois de mais de 7 anos a disponibilizar a programação diária das salas de Cinema em Portugal, somos obrigados a deixar de prestar este serviço. " Lê-se isto no site.

Não era só a programação. Estava tudo muito bem organizado. Se queria ir ao cinema, entrava por aqui e lá encontrava tudo o que procurava, desde o horário das sessões até à duração do filme, sem esquecer um link para o trailer. E isto era válido para todas as localidades portuguesas. Não entendo como as distribuidoras e até as salas de exibição (embora muitas sejam das distribuidoras) não conseguem contribuir economicamente para ajudar este serviço. Já que não o fazem, pelo menos ajudem outros a fazê-lo. E o ICAM ?

Os espectadores também podem ( ... E DEVEM ) contribuir. Quantas pessoas utilizariam os serviços do 7ª arte ? Se cada um ajudar com um ou dois euros por mês, talvez se consiga um todo que possa financiar os custos. No site está explicado como é que isto se pode fazer.

Será mesmo verdade que, em Portugal, tudo o que é interessante (sobretudo o que tem a ver com Cultura) tem que acabar ?

Assim, não há auto-estima que resista !

Dou, de bom grado, uma porta do estádio da minha cidade para ajudar o 7ª arte. Entretanto, para ser mais prático, vou enviar algum dinheiro.



SOLIDARIEDADE COM O SITE 7ª ARTE !



Não me atrevo a comentar o Rock in Rio - Lisboa. Juntamente com o Euro 2004, são eventos que não admitem discussão. Como antigamente não se discutia Deus, Pátria e Autoridade, agora, qualquer palavra em falso sobre estes acontecimentos, pode ser entendida como anti-patriotismo. É triste. Revolta. Pois é. Mas eu não sou um Miguel de Vasconcelos. Creio que há muitos, nos mais diversos gabinetes do Portugal de sempre. E ninguém os atira pela janela ? É que nem sequer estão escondidos dentro de armário algum !