Esta semana, a IF vai ficar disponível com algum atraso no habitual arquivo.

Daqui para a frente, IF (no ar - e via net, directo) nas noites de domingo para segunda, às 0 horas, com replay nas noites de segunda para terça, às 2.

Depois do último dia de Novembro (começou a chover ao fim da tarde e ainda não parou ...), só mesmo uma sugestão : LUNA. Chiptunes e bandas sonoras de jogos. Noites de quinta-feira, entre as 22 e as 23, na RUC.







IF 28/29 Novembro



# Yuichiro Fujimoto - Joy

# The Residents - And i was alone

# Françoise Hardy - So many things

# Tba - made in

# Gordon Lightfoot - Your love returns

# The Albumn Leaf - Window

# Marianne Faithful - Times square

# Lars Horntveth - Pooka

# António Carlos Jobim - Vivo sonhando

# Dead Combo - Janela mediterrânica

# Giant Sand - Classico

# Kings of Convenience - Manhattan skyline

# World Party - And i feel back alone

# Leslie Feist - Now at last

# Tba - made in

# Saint Etienne - My Christmas prayer

# Shriekback - The only thing that shines

# Arvo Henriksen - Ending image



No meio do correio electrónico, encontro uma mensagem que me coloca perante o que faço. A IF. Por quê ? Como ?

A propósito de India Song, cantada por Jeanne Moreau, que saía com frequência do coração da IF. Canção, única, vinda do filme com o mesmo título realizado pela Duras.


" ... perguntar-se-á porque lhe conto tudo isto. Bem, é simples. Passei todo o filme a pensar na IF, por várias razões. Ainda um dia antes, numa das minhas cassetes que gravei de antigas edições da IF, ouvia essa musica (que agora sei, ser a India Song, cantada por Jeanne Moreau) e perguntava-me de onde surgiria aquela melancólica e misteriosa música. No final do filme só necessitei chegar ao carro, e fazer Rewind, para poder ouvir a peça mais importante do filme.

Assim pareceu-me óbvio que, todo o jogo de vozes dos narradores que nos guiam pelo filme é uma ideia muito similar à da IF. As vozes sugestionam um contexto, a musica guia-nos pelas atmosferas e as imagens (ao contrário do que estamos habituados) não são necessariamente óbvias e rígidas, mas sim o resultado de uma experiência muito mais intuitiva do que racional. Daqui resulta uma percepção quase mágica da realidade. É este o segredo da IF.

É este o paralelismo que encontro.

Porque é um assim que "vejo" a Íntima fracção. Ao início da madrugada, uma visita intimista num claro convite à magia."




A isto, respondi :
" De facto, passei com frequência Índia Song, pela Jeanne Moreau.

A sua interpretação da IF, partindo desse belo filme da Duras, ajuda-me a entender melhor o que faço. Há anos que oiço algumas pessoas falarem da "magia" da IF. Para mim, que a produzo, não é fácil reconhecê-la. As leituras dos outros ajudam-me a compreender a minha "escrita radiofónica" e aquilo que será o discurso contido na IF. Estou de acordo quanto à experiência mais intuitiva do que racional, mas a elaboração da IF, ao contrário do que será a re-elaboração feita por cada ouvinte, procura a organização do intuído.

Durante anos, nada disto foi óbvio. De algum tempo para cá, tenho a ideia precisa do universo da IF. Só não consigo, não quero, encontrar a resolução para o seu desenho. É esta procura que a constrói. Impossível de repetir, ela prossegue como o avanço dos dias - entre a memória e a ânsia pelo futuro."




ao regresso da Íntima Fracção



tocas-me íntima sonoridade

flor explosiva estilhaçando o éter

coração cipreste de uma longínqua telefonia

és som a sal que me rompe

hora de um azul vertical sem palavras

esta é a noite sem sono

a noite de ulisses

...........deitado

...........sóbrio

...........armado

esperando a partida

a noite antes da primeira

alegria sem fios



Frederico Mira George



também por aqui

de domingo para segunda, às 0

... and i feel back alone

depois, online





Gonseth-Favre (2001)



Novo disco de Françoise Hardy.

Uma elegância eterna.









IF - 21/22 Novembro



# Leslie Feist : Lonely lonely

# Major Organ : What a wonderful world

# Cowboy Junkies : Blue moon

# This Mortal Coil : Another day

# Brian Wilson : Old master painter/You are my sunshine

# Bob Dylan : Don't think twice (instrumental registado nas sessões de gravação do album New Morning)

# Bob Dylan : I want you

# Piano Magic : Help me warm this frozen heart

# Low : Venus

# Destroyer : Your blues

# Luna : Rainbow world

# Faun Fables : Eyes of a bird

# Faun Fables : Mouse song

# Harold Budd : Algebra of darkness



+ textos e sons diversos.



Sugestão de um ouvinte não qualquer : a IF, para uma escuta completa, deve chegar ao receptor através de phones.

A música de Leslie Feist, plana sobre um mar não poluído.

Na próxima edição da IF, logo a abrir.







O milagre foi há dois anos.

A Galiza, negra. As nossas costas, imaculadas.







Do continente americano (Venezuela), à Europa. A Íntima Fracção continua a ser ouvida em terras parentes de Espanha. Tudo gente que conheceu a IF em Portugal.

Hola Paulo ! ... Hola Barcelona !









ORPHEU

Recomendo : ATENÇÃO !

Ouvidos e sentidos abertos.

Quero ouvir outra vez.

IF 14/15 Novembro



# Madlib : Introdution

# Sir Julian : A man and a woman (sobre som ambiente pré-gravado)

# People Like Us : Music of your own

# Imitation Electric Piano : Theme for i.e.

# Brian Eno & Harold Budd : Their memories

# Kevin Shields : Ikebana

# Lb : Angie

# Air : You make it easy (demo)

# The Breethers : No Aloha (extracto)

# Nick Drake : Instrumental

# Tba : eta raz ! (akunin b)

# Tba : made in

# Tba : dgo

# Tba : wind

# Leonard Cohen : To a teacher

# Jay Jay Johanson : Skeletal

# Aarktica : Indie

# Tortoise : By dawn

# Nooday Underground : Closing time

# Harold Budd : Paul McCarthy



+ textos e extensa lista de sons difícil de listar.

Na noite de domingo para segunda - 14 / 15 Novembro, meia-noite, uma das mais ecléticas (e estranhas ?) edições da IF. No éter : 107.9 FM (também RUC on-line) e depois arquivada - pronta a ouvir - na ESEC RadioOnline.

Por algum motivo, quem hoje manda nas rádios prefere as play-lists. Não é só porque assim é possível responder aos gostos do público (e quem é que lhe mostra a mercadoria para escolher ?). Há sempre mais uma razão que se vai acrescentado às (in)justificações dadas.

Utilizem só play-lists (se possível elaboradas e executadas por máquinas) e a tranquilidade será absoluta. Mas cuidado, pois até as máquinas se avariam.





O post de 6/11 contém uma foto que é apenas ilustração. Não corresponde ao estúdiozinho onde é produzida a IF. Por isso, o Luís - meu longínquo ouvinte na Venezuela - não vê o microfone. Um destes posts vou desenhar o verdadeiro sítio.

Entretanto, encontrei no blog Saudades de Antero várias fotos de Susana Paiva. Excelentes, como sempre. Esta é como se fosse uma daquelas imagens que a teoria da gestalt utiliza. Alguém lê. Eu vejo um jack pronto a ser ligado a qualquer equipamento para que o som circule por essa noite fora.





IF 7/8 de Novembro



# Holger Czukay - All night long

# mistura de "Que reste t'il de nous amours" com sons da banda sonora do filme Playtime de Jacques Tati.

# Juliette Greco - L´Âme des poêtes

# Hector Zazou - Lettre au directeur

# This Mortal Coil - It'll end in tears

# Shriekback - The only thing that shines

# John Parish - Shrunken man

# Bardo Pond - Walking clouds

# Smog - Let's move to the country

# Lou Reed - Perfect day (never ending IF remix)

# Imitation Electric Piano - Theme for i.e. (apenas na versão on-line)

A Íntima Fracção que passa na RUC (107.9 FM - área de Coimbra), pode também ser ouvida em tempo real através do site daquela estação.

As emissões vão ficando arquivadas aqui. Podem ser ouvidas a qualquer momento, em qualquer parte do mundo. Também é possível fazer o download e guardar. Aqui está uma vantagem que surgiu do meio de variadas desvantagens.











O que fará com que as águas corram turbulentas sem encontrarmos a ponte ?

A JANELA INDISCRETA fechou. Isto é, não abre mais mas pode continuar-se a espreitar para o que ficou lá dentro.

O último post tem um belo fotograma retirado de um filme de Robert Bresson - Pickpocket.







Para todos os janeleiros, em especial para a Cristina, fica aqui uma canção de tristeza e esperança que passou pelo coração de um janelista ao saber a notícia.



Longtemps, longtemps, longtempsAprès que les poètes ont disparuLeurs chansons courent encore dans les ruesLa foule les chante un peu distraiteEn ignorant le nom de l'auteurSans savoir pour qui battait leur c?urParfois on change un mot, une phraseEt quand on est à court d'idéesOn fait la la la la la laLa la la la la laLongtemps, longtemps, longtempsAprès que les poètes ont disparuLeurs chansons courent encore dans les ruesUn jour, peut-être, bien après moiUn jour on chanteraCet air pour bercer un chagrinOu quelqu'heureux destinFera-t-il vivre un vieux mendiantOu dormir un enfantTournera-t-il au bord de l'eauAu printemps sur un phonoLongtemps, longtemps, longtempsAprès que les poètes ont disparuLeur âme légère et leurs chansonsQui rendent gais, qui rendent tristesFilles et garçonsBourgeois, artistesOu vagabonds. (L'âme des poêtes - Charles Trenet)



A blogosfera portuguesa pode ter perdido uma das suas maiores referências. A Janela era já um património colectivo. Devemos pedir explicações ou que não a fechem ?



Hoje, na rádio, só nos é permitido escutar aquilo que traduz a força das editoras. Os programas de autor, que fizeram da rádio um factor de desenvolvimento cultural e que atravessou gerações, acabaram, ou estão em vias de extinção. Durante 20 anos, nas ondas da rádio, existiu um desses programas, onde nos era propiciado o contacto com sonoridades que, muitas vezes, passavam despercebidas nos grandes circuitos comerciais. Estou a falar do programa Intima Fracção, de Francisco Amaral. Nos últimos anos, este programa era um dos símbolos que marcavam a diferença da rádio TSF em relação às outras estações radiofónicas. Agora isso já faz parte do passado. Musicalmente falando a TSF aproximou-se das características das restantes rádios, banalizando-se e vulgarizando-se.A Intima Fracção andou uns tempos perdida, até ter encontrado porto de abrigo nas ondas da net e da Rádio Universidade de Coimbra (RUC). Felizes pois os ouvintes da RUC, por poderem, aos domingos à noite, escutar os textos e as músicas que Francisco Amaral partilha com quem o quer ouvir.



no Proteu.



Acrescento eu : o TEMPO, esse grande escultor.

O título da Yourcenar explica muita coisa, mas também abre as janelas da esperança. Aplica-se, bem, a tudo.







IF 31 Out./1 Novembro



# King Crimson : Cadence and Cascade

# Low + Spring Heel Jack : Hand so small

# People Like Us : ... extracto

# I am kloot : Mermaids

# Joe Meek : I hear a new world

# The Ventures : Telstar (extracto versão para a NASA)

# Tom Verlaine : 1951

# Tom Jobim : Insensatez

# Robert Wyatt : Insensitive

# Montgolfier Brothers : Even if my mind can tell you

# Slowdive : Blue Skied and clear

# Zero 7 : Monday

# The Doors : You're lost little girl

# Brad Mehldau : Cry me a river

You don't have permission to access "http://www.georgewbush.com/" on this server.

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O acesso ao site de George W. Bush está vedado a quem tentar aceder partindo de um servidor que esteja fora dos EUA. Quer dizer : o Mundo não quer Bush, mas Bush também não quer o Mundo. Seria um fait-divers se não tivesse um enorme e pesado significado.



E se hoje começasse uma nova etapa ? Menos depressiva, mais aberta, confiante e um pouco mais culta ? E se o "help me God" o ajudasse a sair ?

Em português : que Deus nos ajude !