O Dia Mundial da CRIANÇA não deve servir para comprar brinquedos. É melhor ler e aceitar os Direitos da Criança. É um dia bom para quem ainda mantém um quarto de infância dentro de si. Mesmo desarrumado ...

I never thought I'd get to be a million
I never thought I'd get to be the thing
That all these other children see
Look at me

Moody Blues - To Our Children's Children's Children (1969)


Em Setembro, a programação dos Cinemas Millenium, em Coimbra será radicalmente remodelada a nível de filmes e das sessões, dirigidas sobretudo ao cinema europeu independente e americano de qualidade.

Até que enfim !
Descoberta, como um pedaço de chocolate esquecido no bolso : outra versão de uma das minhas canções favoritas dos Rolling Stones - Backstreet girl. Pelos Golden Smog. Edição num EP dos anos 90.

Retomou-se a regulariadade das edições da IF através da RUC. Agora, quem quiser ouvir em directo via net (noites de domingo para segunda às 0 horas), pode fazê-lo em excelentes condições de escuta. A IF tem um replay nas noites de 2ª para 3ª às 2 horas.
Em breve, a emissão desta noite ficará disponível no arquivo para download.
IF 29/30 Maio

# The Books : Venice (extracto)
# Destroyer : The music lovers (versão EP)
# Destroyer : The music lovers
# Destroyer : Your blues
# Destroyer : Your blues (versão EP)
# Flying Lizards : Tears (colagem IF)
# The Books : Be good to them always (extracto)
# The Books : Venice
# Alva Noto + Ryuichi Sakamoto : Logic Moon
# Mathilde Santing : Close watch
# John Cale : Close watch (live)
# Stratus : Theme
# Sengei Ono : I think of you (1)
# The Books : Twelve fold chain
# The Books : If not now, whenever
# Jens Lekman : When i said i want to be your dog
# The Seekers : Georgy girl
# Mark Mothersbaugh : Ping island light
[ INTERVALO ]

That's the way it goes
Não é só um velho twist de Chubby Checker ...
Sigam o link. O que deve ser ensinado logo no primeiro ano de um curso de Comunicação Social ?
[ INTERVALO ]

As grandes descobertas da Comunicação Social portuguesa : aumentos não agradam à população. (... !!!)
"Sobem os combustíveis, sobem os preços ... quem paga é o consumidor."
Brilhante !
Novo CD de Brian Eno. Em Junho. Expectativa.
Another Day On Earth.
Voltam as canções, as letras, aquilo que, no presente, Eno diz ser a verdadeira dificuldade na música : 'Song-writing is now actually the most difficult challenge in music. It's very easy to make music now but lyrics are really the last very hard problem in music. What I think lyrics have to do is engage a certain part of your brain in a sort of search activity so your brain wants to say 'here are some provocative clues as to what this song might be about'. They don't have to be explicit... in fact for me they certainly shouldn't be explicit'.

Maria Taylor, uma das Azure Ray, só, num novo disco - 11:11.
Pode ouvir.
Dica do Rodrigo, que persiste em ouvir a IF.

Devido a problemas com o Blogger, o blog da Íntima Fracção esteve out. Como vêem está de volta.
A IF hertziana na RUC, vai também regressar à sua regularidade já no próximo domingo à noite.
Frases perdidas nas Ilhas sem farol.
Para que lá cheguemos, o farol.

Como já recebi algumas mensagens perguntando o que se passa com a IF, digo-vos que estou a tentar esclarecer com a RUC o motivo de, pela terceira vez consecutiva, nesta noite de 22 para 23 de Maio, ter passado o programa de 1/2 de Maio.
Obrigado a todos os ouvintes atentos, incluindo o Luís lá na Venezuela !
Susanna and the Magical Orchestra.

Da Noruega. Mais boas surpresas escandinavas para esta Primavera. Susanna (Wallumrod), vocalista, é acompanhada pela Magical Orchestra, que não é mais do que um composto de alunos e elementos do colectivo Jaga Jazzist. Uma voz intensa, sensível, melancólica, sobre uma frágil rede de spectral electronica.
"...no-one does melancholia quite as well as the Scandinavians...", diz Peter Marsh, da BBC. Deve ser por isto que, List of Lights and Buoys (nome do disco) vai passar à família da IF.

Por vezes, tal como acontece quando se encontram velhas fotografias, os momentos longínquos que certas músicas trazem até nós, parecem pulverizar-se numa série de pedaços que já não têm ordem cronológica precisa, mas que sabemos que estavam por ali.
Porque será que me fui lembrar da Timi Yuro ? É uma memória de um tempo de sol, com núvens que persistiam ameaçá-lo. Um tempo, dos tais de que"me admiro ter memória". E no entanto ...
A voz de Timi Yuro era soul de ascendência mediterrânica. Inconfundível, irresistível, aos 21 anos teve um primeiro disco de grande impacto : Hurt (1961). Com uma carreira de altos e baixos, no princípio dos anos 80 esteve na Alemanha e na Holanda onde apagou completamente as suas companhias de tour como a "Greezada" Olivia Newton-Jones. Problemas com a voz, fizeram-na cantar cada vez menos. Aquela voz fantástica parece que não queria mais ser utilizada com toda a potência e alma dos primeiros tempos. Foi-lhe retirada a laringe em 2002. Morreu em Março de 2004. E eu, distraído - convencido de que esta gente é eterna - nem dei por nada. Mas, tal como a Greta Garbo, a Timi Yuro (que para mim era a voz), deve ser imortal. Quando não se sabe se uma destas estrelas é morta ou viva, é porque nunca mais desaparecerão.

A Timi Yuro - Rosemarie Timotea Aurro - não tinha ascendência nipónica como o seu nome artístico poderia fazer pensar. Yuro, veio da adaptação fonética de Aurro, italiano. A influência soul foi vincadíssima e Timi acabou por ser um caso absolutamente único na soul branca dos EUA.
Curiosidade : no tempo em que quase ninguém actuava em Portugal, Timi Yuro cantou nos Açores

Alguns clips para ouvir :

Hurt
She really loves you
Smile
Cry

O mais recente dos Eels - BLINKING LIGHTS AND OTHER REVELATIONS - um CD duplo que demorou sete anos a produzir, é um dos discos que mais me impressionou nos últimos tempos. Uma série de pequenas peças, algumas só instrumentais, muito simples, mas de rara beleza.
"It may take a little longer, but I'll know how to find my way back." Mark Everett
Um disco para comprar e ouvir todo o fim-de-semana. Não nos livraremos dele tão cedo.

Hoje, nada mais lhe posso contar do que a emoção que senti quando revisitando os ficheiros (no blog) que datam de 2002 e 2003, reencontrei alguns dos textos que acompanhavam as emissões.Tenho muitas saudades da poesia da IF. Lembrei-me das músicas que acompanhavam a sua voz, das madrugadas, só ou acompanhado, a ouvi-lo. As lágrimas vieram-me aos olhos.

Um mail recentemente recebido de um ouvinte da IF, que quero destacar, entre os vários que ainda continuo a receber.
A IF no exílio, mas não está calada. As lágrimas não chegam só aos seus olhos, acredite.
Por motivos a que sou alheio, esta noite, a IF que foi transmitida pela RUC foi a repetição da edição de 1/2 de Maio. Na próxima semana, espero que seja transmitida a emissão que estava preparada para hoje, que entretanto será disponibilizada na net para download.
É uma luta desigual. De um lado a força de querer ficar aqui, onde no Verão de 96 montei estúdio e onde realizei, diariamente, a IF para a TSF. Do outro, a necessidade de garantir o dia-a-dia, confrontado com a luta contra o acessório, a falsa cultura, a capa da erudição, a burocracia, as diversas agressões, o ruído, o receio do vazio.
Aqui, oiço quase tudo o que lá já não escuto : a chuva, o vento, os pássaros, o vago traço (altíssimo) de nostálgicas rotas aéreas.
Como seria bom poder viver em cidades cujo calendário marcasse sempre um domingo de Agosto. Como seria bom viver meia semana no refúgio do silêncio (de onde posso sair sempre que quiser - a net, leitores de CDs, DVDs, tv parabólica, telefones, ...) e a outra metade mergulhado nos estúdios onde pudesse - a 100 % - perseguir a perfeição dos sons e das imagens !
Falta-me a coragem de Gauguin. E sofro com isso.

Próxima edição da IF (15/16 Maio - 0 horas) com as prometidas versões dos Destroyer, The Books (inclui a voz de Dali) e a versão de Mathilde Santing de Close Watch, do John Cale, também ele de regresso ainda com uma outra versão do dito Close watch (i keep a close watch) - segundo ele próprio, uma canção de amor. Para além disto, espero, outras surpresas.

I keep a close watch on this ... IF ... of mine ...



Mais uma confirmação de que na RUC (Rádio Universidade de Coimbra), estão dos momentos mais interessantes da rádio portuguesa : INTER RAIL - sextas entre as 20 e as 21 h, com replay aos sábados das 2 às 3 da manhã.
À medida que me fui afastando de Coimbra, fui perdendo o contacto com a RUC e com o INTER RAIL. Obrigado a passar para as rádios "grandes", o melhor que encontrei foi Baby (de Caetano) numa outra versão de Gal (com uns coros a saber a 70's ... ). Depois queixem-se dos CDs ripados !