1 de Julho. E do Verão, nem sinais.
Não entendo o tempo (todo o tempo), como não entendo a mente humana. A luta será eterna. Fatigantemente, alguns terão sempre de suportar as forças contrárias, para que o centro de gravidade não ultrapasse os limites do equilíbrio.
Paris Hilton não pode ser notícia de abertura !
Se, quem sabe, devido à passagem de um cometa, o panorama dos canais de televisão portugueses se alterasse por uma manhã, talvez implodissem algumas figuras.
Vejam o que Mika Brzezinski fez no programa "Morning Joe" da MSNBC.



Great MIKA !
Persisto em frente ao écran, tal como um crente perante o altar.
Também eu sei que não está aqui a "salvação", mas vou ajoelhando, num ritual esperançoso.
Afinal, não fui eu que escrevi "sempre à espera de um sinal, de uma resposta, da intimidade de uma esperança" ?


Descobri estas duas pequenas pérolas na Ananana.
Primeiro, Barbed : Doubleclick Countryside EP.
" ... uma longa viagem através da pop animada, do jazz meditativo, dos sons orientais, da música lounge dos anos 50, da philly soul, do folk contemporâneo e da música clássica. E é também um pequeno disco. Cada canção vive e respira no seu pequeno mundo, [...] uma música diferente, que é ao mesmo tempo familiar e no entanto estranha. Pop suave com espinhos escondidos, música farpada (barbed), como o arame, e eles próprios."

"Barbed, the reclusive black-sheep of the UK experimental family" Motion

Depois, Gavouna : Falling EP.

" Não há comparação possível para a sua música... Talvez Arthur Russell na sua fase mais frágil, ou Penguin Café Orchestra... No fundo algo tão frágil para se conseguir absorver, no entanto imbuído de uma persistente ressonância emocional, raramente encontrada neste mundo electrónico tão agressivo."

"Meticulously hand crafted, delicate precision" I-DJ
"Widescreen soundscapes" DJ Magazine


Twisted Nerve

Muito antes de Kill Bill, já o célebre assobio tinha passado pelo écran.
Em 1968, no filme britânico com o mesmo nome, "Twisted nerve", realizado por Roy Boulting. A música é do compositor favorito de Alfred Hitchcock, Bernard Herrman.
Passará na próxima IF e está aqui um extracto do original em 1968.

Música planando na madrugada, nos anos leves e crentes que não me valeram a eternidade.



Pilots - Goldfrapp (quase impossível, mas sim, ao vivo)
You're dead but the world keeps spinning
Take a spin through the world you left
It's getting dark a little too early
Are you missing the dearly bereft?

E - Eels
IF 25 Junho 2007

1ª parte

# Harold Budd : Algebra of darkness (extracto)
# Electrelane : Carolina Wren
# Peter Gabriel : Close up
# Bill Callahan : Night
# Lanterna : Hope
# Leo Abrahams : Rise
# Explosions in the Sky : So long, lonesome
# Stratus : The fear
# Au Revoir Simone : The way to there
# Suicide : Surrender
# Fleetwood Mac : Albatross
# Lambchop : The new cobweb summer (live)
# Piano Magic : Journal of a disappointed man
# Jay Jay Johanson : Coffin
# El Perro del Mar : Candy
# Belbury Poly : Farmers angle

2ª parte

# Billie Holiday : Summertime
# Takagi Masakatsun : And then
# Colleen : Summer water
# Beach Boys : Surf's up (instrumental)
# Beach Boys : Wind chimes (instrumental baking track)
# April March : Chrominance decoder
# The Nits : The dream
# Nino Rota : Patricia (extracto bso La Dolce Vita)
# Nino Rota : Why wait (final bso La Dolce Vita)
# Rosa Passos : Aos pés da cruz
# Maria Taylor : Xanax
# Alpha com Helen White : Morning jam
# Lars Horntveth : Pooka
# Maysa Matarazzo : Fácil dizer adeus (com fogo de artifício de fundo) *
# Mudd : Summer in the wood *

* só na distribuição online

Rádio Clube Português -RCP - (domingo para segunda - meia noite)

Download mp3 - ESEC

Podcast - GavezDois

THE SUMMER
Yo la tengo

Como é (era) fácil acreditar no Verão.

SMILE.

O toque do meu telemóvel.
O final de "Tempos Modernos", de Chaplin.

Smile ... what's the use of crying ...

A esperança e o receio de não reconhecer a fronteira para além da qual a esperança se torna patética.
A esperança e o receio de poder existir uma fronteira para além da qual a esperança se torna patética.

summer dress

O Fim da Rádio ?

O fim da Televisão ?
O fim da Imprensa ?

THE END ...
Esta noite no CCB, em Lisboa.
E eu aqui.
A fazer o quê ?
A ouvir o quê ?

Das mais puras memórias da leve época da IF.
1997.

Não tenho pensado muito na evolução da rádio.
SINTO-A.

EVOLUÇÃO.

foto

IF 18 Junho 2007

1ª parte

# Balun : Opening the box
# Felix Laband : Red handed
# Migala : Moon river
# Kid Koala + P.Love : Moon river
# Morrissey : Moon river
# Moby : Lilly (extracto)
# Castanets : No voice was raised
# Hope Sandoval and The Warm Inventions : On the low
# Múm : Sleep-Swim (extracto)
# M.Ward : Radio Campaign
# Piano Magic : You can never get lost (when you've nowhere to go)
# Junior Boys : FM (Marsen Jules remix)
# Nick Drake : Try to remember
# Sly&Robbie : Hight voltage syndrome

2ª parte

# Tom Verlaine : A burned letter
# Black Sabbath : Laguna sunrise
# Dead Combo : After peace swim twice
# Belle and Sebastian : I know where the summer goes
# 12Twelve : Intonarumori
# Nina Simone : Nobody knows you when you're down and out
# Piano Magic : I must live London
# The Focus Group : Verberations
# The focus Group : Verberations int.
# Johnny Cash : Hurt
# Destroyer : The music lovers (never ending If mix)
# Lars Horstveth : Kahlua blues (extracto)
# Lisa Germano : Big, big world
# The Tony Hatch Orchestra : Ghost Squad theme
# Jon Hassell : Estate (summer)

Rádio Clube Português (domingo para segunda - meia noite)

Download mp3 - ESEC

Podcast - GavezDois
Por vezes, são persistentes as memórias da época leve da IF. Normalmente chamar-se-ia a isto, saudade. Prefiro nostalgia. Quero o seu regresso, não a sua repetição.



E fui lembrar-me dos Eels, de Electro-Shock Blues (Outubro de 1998).
Na IF, incontornável era "The Medication Is Wearing Off".
Encontrei a prestação ao vivo (no Live on Late com Jools Holland) de "Last Stop: This Town". Surpreendente como conseguem reproduzi-la live, cheia de stops-and-goes ...


Estórias incríveis da música pop que só me passam pela memória nas sextas-feiras à noite.

Carole King, a quem é dedicada a célebre "Oh Carol" (1959 - tinha Carole 17 anos), por Neil Sedaka, começou a escrever músicas com grande sucesso nos tops de vendas, por volta de 1960. Casada muito cedo com Gerry Goffin, em 1962 tinha em casa uma empregada negra, Eva Boyd, que impressionava o casal com a sua particular forma de dançar. Escreveram para ela "The Loco-motion", que foi um instantâneo #1 de vendas.

Little Eva, como ficou conhecida, era mesmo pequena. A partir de 1964, deixou de ter qualquer impacto comercial e acabou por retirar-se em 1971. No final dos anos 80, depois de Kylie Minogue ter lançado uma versão de "The Loco-motion", Eva (que sempre detestou a versão) fez um comeback pelos circuitos nostálgicos e continuou a cantar até 2001. Com uma grave doença cervical, morreu em 2003 com 59 anos.

Este vídeo (ao vivo) de Little Eva, é da época do seu regresso, com muitos quilos a mais, mas ainda cantando "The Loco-motion".

Carole King, hoje com 65 anos e com novo disco acabado de sair, parece eterna. Vejam-na, espantosa, já com 52 anos, numa brincadeira ao vivo sobre a sua própria canção escrita trinta anos antes !



Carole King compôs mais para terceiros do que para ela própria. É impressionante a lista de nomes que venderam à custa de Carole. Activista empenhada pelo Partido Democrático norte-americano, voltou não só a gravar como a actuar ao vivo.
Aqui, numa entrevista à TV Neozelandesa, no final de 2006, dizendo mal de Bush, mas garantindo que "I love my country".

Genérico de abertura do filme "Up the Junction" (1968), realizado por Peter Collinson. Começou como tele-filme em 1965 e foi refeito para cinema três anos depois.
Neste extracto vê-se a ponte de Chelsea e as torres da central de Battersea, hoje desactivada. A história passa-se entre uma jovem "bem nascida" naquele bairro rico de Londres e as suas amigas "working class" de Battersea.
Cinema britânico ...
A banda sonora, excelente, foi escrita por Mike Hugg e interpretada por The Manfred Mann Group.
Procuro este filme em DVD ... há anos !

Hello Tomorrow
A voz de Karen O. dos Yeah Yeah Yeah, na banda sonora de um spot publicitario da Adidas que já passei na IF como música autónoma.
Ver e ouvir !