Summertime
A ópera de George Gershwin "Porgy and Bess" ficou imortalizada pela canção "Summertime", transformada num 'standart' do jazz.No cinema a ópera serviu de argumento a um filme com o mesmo nome, onde 'Summertime' é, essencialmente, uma canção de embalar. E faz todo o sentido, basta recordar que Gershwin disse que se inspirou numa 'lullaby' Ucraniana chamada 'A Dream Passes By The Windows' para compor este 'standart'.
Summertime,
And the livin' is easy
Fish are jumpin'
And the cotton is high
Oh, Your daddy's rich
And your mamma's good lookin'
So hush little baby
Don't you cry
One of these mornings
You're going to rise up singing
Then you'll spread your wings
And you'll take to the sky
But until that morning
There's a'nothing can harm you
With your daddy and mammy standing by
Esta semana em bitsounds toca a genial interpretação de Miles Davis.
a ouvir ....
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lomo in leaves of grass

Quem vem lá,
Ansioso, rude, místico, nu?
Como retiro forças da carne
Que me alimenta?
Em todo o caso,
O que é um homem?
Que sou eu?
Que és tu?
Tudo o que assinalo
Como meu chamarás teu,
Ou então perderias
Tempo a escutar-me.”
Nunca desistir!
Creio que uma folha
De erva não vale
Menos que a jornada
Das estrelas...
Se á primeira
Não me encontrares,
Não desanimes,
Se não estiver
Num lugar,
Procura-me noutro,
Algures estarei á tua espera...”
Walt Whitman “Leaves Of Grass” 1855
Lee Hazlewood foi compositor de algumas centenas de temas, tendo editado mais de 20 álbuns ao longa da carreira.
Entre os interpretes de temas seus podemos encontrar nomes grandes como Dean Martin, Frank Sinatra e a filha deste Nancy Sinatra.
De entre tantos sucessos houve canções que continuam 'por cá': "Sundown Sundown", "Sand", "Summer Wine" e a intemporal e matéria-prima para tantas versões "Some Velvet Morning".
O tema interpretado pela primeira vez por Lee Hazlewood e Nancy Sinatra em 1968 marcou movimentos significativos das gerações seguintes.
Na década de 80 foi recuperada por Lydia Lunch e Rowland S. Howard, dois nomes ligados ao punk, post-punk e à cena mais arty dos anos 80. Rowland fez parte dos The Birthday Party de Nick Cave.
Na década de 90 foi a vez de Neil Halstead e Rachel Goswell, dos Slowdive, voltarem a pegar em "Some Velvet Morning" para a minha versão preferida. Slowdive foram um marco importante em todo o movimento Shoegazing.
Bobby Gillespie e os seus Primal Scream marcaram a música pop dos anos 90 com "Screamadelica". Com a chegada do novo milénio Gillespie num golpe perfeito de marketing convida a então super modelo Kate Moss para sussurrar, tentando ser sensual, para a mais vem sucedida versão do tema de Hazlewood.
Entre os interpretes de temas seus podemos encontrar nomes grandes como Dean Martin, Frank Sinatra e a filha deste Nancy Sinatra.
De entre tantos sucessos houve canções que continuam 'por cá': "Sundown Sundown", "Sand", "Summer Wine" e a intemporal e matéria-prima para tantas versões "Some Velvet Morning".
O tema interpretado pela primeira vez por Lee Hazlewood e Nancy Sinatra em 1968 marcou movimentos significativos das gerações seguintes.
Na década de 80 foi recuperada por Lydia Lunch e Rowland S. Howard, dois nomes ligados ao punk, post-punk e à cena mais arty dos anos 80. Rowland fez parte dos The Birthday Party de Nick Cave.
Na década de 90 foi a vez de Neil Halstead e Rachel Goswell, dos Slowdive, voltarem a pegar em "Some Velvet Morning" para a minha versão preferida. Slowdive foram um marco importante em todo o movimento Shoegazing.
Bobby Gillespie e os seus Primal Scream marcaram a música pop dos anos 90 com "Screamadelica". Com a chegada do novo milénio Gillespie num golpe perfeito de marketing convida a então super modelo Kate Moss para sussurrar, tentando ser sensual, para a mais vem sucedida versão do tema de Hazlewood.
1968 Nancy Sinatra / Lee Hazlewood | 1982 Lydia Lunch / Rowland S. Howard |
1993 Neil Halstead / Rachel Goswell | 2002 Bobby Gillespie / Kate Moss |
Mistakes
Os Tindersticks regressam a Portugal já esta semana para apresentarem o seu mais recente registo "The Hungry Saw".Uma das características marcantes dos Tindersticks são os duetos: Isabella Rossellini, Carla Torgerson e Lhasa de Sela já cantaram com o Stuart Staples.
A escolha irrepreensível que os Tindersticks fazem dos temas sobre os quais fazem versões quase nunca resultam em boas versões. A aproximação ao original é sempre excessiva, pouco ou nada acrescentam de novo. "Kathleen" de Townes Van Zandt é apenas um exemplo.
Tentando verificar o contrário: existem boas versões de temas dos Tindersticks ?
Barzin convence numa interpretação muito interessante de "Mistakes". A versão foi gravada para a Rádio Universitária Canadiana CFRU. E aparece no EP "Just More Drugs" de 2006.
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"Mistakes" by Tindersticks | "Mistakes" by Barzin |
Changeling are a challenge to the Radio

O novo filme de Clint Eastwood, "Changeling" tem como cenário os já muito distantes anos 20.
Numa narrativa clássica baseada em factos reais, Eastwood aborda o tema da corrupção da policia da cidade dos anjos. Tudo valia, mesmo tentar convencer uma mãe (Angelina Jolie) que o seu filho desaparecido era um outro encontrado pela polícia.
Afinal como podiam eles ter-se enganado.
A mãe não se deixa assustar e inicia uma luta contra quem a tenta calar, contra quem não quer assumir o erro e continuar as buscas.
E não era a única a querer denunciar as injustiças.
Há na cidade um pastor presbiteriano (John Malkovich) que mantêm um programa de Rádio diário que utiliza para criticar abertamente todo o sistema policial.
E numa época em que a indústria audiovisual ainda estava no inicio, em que Los Angeles ainda estava longe de ser uma cidade do Cinema, é pela Rádio que se consegue chegar às massas, é pela Rádio que o padre faz a sua luta.
Naturalmente que no filme a Rádio está num plano secundário, não deixa de ser curioso a cena em que a protagonista principal (Angelina Jolie) ouve pela Rádio a primeira entrega dos óscares da indústria cinematográfica.
Eram outros tempos. Os actores principais da comunicação de massas eram bem diferentes, a Rádio tinha um protagonismo perdido há muito.
E a troca de protagonistas tem que ser encarada como um desafio para a Rádio, afinal estamos num outro século, alguma coisa tem que mudar ....
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