O Nuno relembrou-me um escrito do Fernando Alves.
É certo: o amor da rádio nunca acaba.
Afastai-vos da lepra que este silêncio trás.
De quarentena companheiros.
Que aos outros, aos que sobram, este silêncio também pesa.
Escutemos o silêncio das vozes que sobram.
Sussurrante nostalgia do que virá.
Voltaremos à antena numa inesperada manhã (noite), para dizer de novo:
O amor da rádio nunca acaba!
Erguemos pois os copos e os beijos.
Uma manhã (noite) destas, surpreenderemos os espantalhos do FM.
Amada rádio, até já.
Dá que pensar.
