7:00 PM bitsounds 0 Comments

No dia em que tinha decidido fotografar o fascínio da cidade deserta, na manhã de um domingo de Agosto, encontrei um skyline cinzento chuva.







A ideia de solidão desapareceu. Parecia-me agora que estava toda a gente em casa. O cimento molhado tornou-se igual ao dos domingos de Inverno.







Ao princípio da noite, da noite que era (é) a da Íntima Fracção, um skyline menos carregado, mas ainda com nuvens.







Depois, recebi um mail sobre a IF (sim, ainda os recebo, de ouvintes que suponho serem dos inabdicáveis).

" Sei que não é um e-mail muito animador e

provavelmente já deve estar farto de lamentações, mas

eu necessitava queixar-me, e dizer que a minha vida é

um pouco mais pobre, sem a Intima Fracção.

As musicas, os sons, as palavras, os silencios, tudo

alternado num ritmo só encontrado na atmosfera da

Íntima Fracção, fazem muita falta, (e tenho certeza

que não é só a mim)."


Estas mensagens têm sobre mim um duplo efeito. Primeiro, deixam-me arrasado. Onde estará este ouvinte ? Onde ouviria ele a IF ? Em que condições ? Há quanto tempo ? Porquê ? Será que terei mesmo conseguido, no meio da noite, como dizia Chevalier, "o misterioso contacto do coração" ? Depois, retomo o folgo, acredito e olho para o fim do dia a tornar-se numa clara madrugada.

Há sempre um traço azul no futuro incandescente !







Entrando por esta última imagem, há uma pequena mensagem que vem do fundo do coração da Íntima Fracção. É prosaico, mas é isto que quero dizer a todos os que ainda enviam mensagens.