De novo à janela, fascinado com a possibilidade de olhar de largo, numa simultaneidade de contactos de que me não apercebo. Digo a palavra, ofereço o som e é tudo o que me resta.
Os olhos ficam húmidos de tanto fixar as estrelas. O coração treme de tanto acreditar em cometas. As mãos gelam de tanto tatearem a vidraça. A voz cede, no desespero do abandono.
(texto recuperado de uma IF dos anos 80)

Na Íntima Fracção do próximo domingo e depois na web, a qualquer momento.
