6:30 PM bitsounds 0 Comments

Exprimir o inexprimível.
Desde sempre, o que procuro na Íntima Fracção.
Uma tarefa nas fronteiras da impossibilidade, mas simultâneamente do inabdicável.
O som (a música ?), o silêncio, exprime muitas vezes o inexprimível. Porque, desde sempre, o receptor participa na construção da mensagem que recebe.
As imagens, neste campo, são insuficientes. Mesmo que acompanhadas de som, é esse mesmo som que as altera.
As imagens, de maneira a exprimirem alguma coisa que ultrapasse a simples interpretação das suas formas, têm que estar livres do som, ou, serem concebidas para aquele(s) som. Rigorosamente.
Isto é difícil de conseguir.
É necessária uma exclusividade que a subsistência não permite.
As novas formas de expressão audiovisual só podem seguir este trajecto.
O resto é mero showbiz.