O João Wiborg fez-me conhecê-la melhor.
Mesmo assim, estou muito aquém do que queria.
Fiama Hasse Pais Brandão. (para mim) A poetisa. Morreu sexta-feira já depois do crepúsculo.
É provável que a sua obra venha a ser mais lida agora. O destino fúnebre (e injusto) da nossa cultura.
Por interstícios das malas abertas de quando éramos
crianças gritam as bocas sem nenhum eco
das bonecas. Criaturas fictícias, escalpelizadase sem tintas, de ventre oco. Mas o mortal
lugar do coração está ainda a palpitar.
O bojo do peito de celulóide, como o meu,
pede-nos perdão pela saudade que nos devora.
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