
E todavia, para lá das vozes "cada vez mais confusas e indistintas", cria-se um nível a partir do qual a velhice, essa absurda "traição do tempo", deixa pura e simplesmente de existir, para tudo não ser mais que memória - uma memória sem princípio nem fim que nos faz andar, "desde sempre à procura de alguma coisa de raro e de indefinível".
Fernando Pinto do Amaral sobre o livro "Dia de Silêncio", de Tahar ben Jelloun.
in Público, a 25.9.90
